terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ TEMPO NOVO

Por Manoel Trajano
Engenheiro de Seguranca do Trabalho

Tudo na vida é relativo e tudo depende de um referencial(está ultima maxima uma grande verdade da Fisica) e na Historia Antiga,Moderna e Contemporanea isso tambem tem se consolidado a cada momento,apesar das pessoas,por questoes de conforto psicologico cairem nos mesmos cliches de todo ultimo dia do ano com frases de efeito do tipo"ano que vem vai ser diferente","vou emagrecer","vou conseguir um marido/esposa/namorado/namorada melhor","meu time vai ser campeao","vou ganhar muito dinheiro" sem aprender de uma vez por todas que a felicdade vem de dentro para fora com mudanca de atitudes para com o mundo e nao atraves de conquistas materiais(incluindo pessoas que sao tratadas como tal,cargos,status,carros,imoveis).O ano novo se renova a cada dia.Pode parecer estranho mas o TEMPO é a cada segundo,cujo conjunto de 60 faz um minuto e a cada 60 deles,1 hora para a cada 24 virar um dia apos o outro.Sei que disse óbvio,todos sabem disso,mas quantos valorizam isso?O TEMPO pode ser cronologico ou psicoloogico,este ultimo em nossas mentes,porque no primieiro,é inexoravel,inoxidavel,inevitavel,incontrolavel e principalmente irrevogavel."Passou rapido este ano",outros dirao"para mim foi uma eternidade".Pergunte para maes que perderam filhos em acdiente de transito(seja por ter sido criminoso ou nao,a justica vai provar),pergunte para os filhos das maes que as veem serem execradas e expostas antes do juiz da a sentenca e perderam sua liberdade de ir e vir?Pergunte a um desempregado pelo TEMPO que ele está parado sem chance de recolocacao no mercado de trabalho,pergunte ao paciente do SUS que espera na fila para ser atendido sem saber se ainda estará vivo quando o for.Nosso calendario é católico,apostolico romano e seguimos ele apesar do sincretismo religioso que predomina no Brasil,mas e o Calendario Chines,Egipicio,Hebraico,Judeu,sao iguais ao nosso,estao eles em 2014? Nao.E a depender da cultura nao ha comemoracao,gasts com fogos,porque é como um dia apos o outro.O Espirito é eterno ou como preferirem,a Alma,enquanto encarnado,para entendimentos didáticos.Um espirito,a depender de como desencarnou,na erraticidade(entre encarnacoes)a depender de sua consciencia turbulenta ou tranquila,pode estar ansioso para o tempo passar e nem ve-lo correr,ou estar sereno e em paz verdadeira,na felicidade que nao é deste mundo mas os espiritos superiores ja encontraram ela,é inominavel,nao ha comparacao com as enfemeridades que aqui vivemos atraves de brigas,prazeres carnais momentaneos,bebidas alcoolicas,drogas que matam,traicoes e agressoes de toda ordem sem AMOR.Ah,sim,o AMOR,ele cura atraves do PERDAO,a  CARIDADE,a SOLIDARIEDADE quando lembramos dos que tem sede,fome,dor das perdas em tragedidas naturais e nao tem o que ver em fogos de artificio,shows musicais e nao tem FAMILIA,que é tudo nesta vida.Um FELIZ DIA NOVO para todos voces que tem facebook,que nao tem face,nem book,que nem internet tem,nem computador tem,nem casa tem,que sonham por um prato de comida e um copo d´agua em casa 1 bilhao de seguidores deste minimo essencial a vida HUMANA.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Seminário: Jesus e a Revolução do Amor - O Viver em Sociedade (26/01/2014)





 

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Minha mensagem de Natal e Fim de Ano(por Francisco Masan)







PARA VOCÊ FELIZ NATAL, ÓTIMO 2014 - são os nossos votos






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(Divaldo Franco, Raul Teixeira, Haroldo Dutra Dias, Alberto Almeida e muito mais ... confira)



MENSAGEM DE NATAL DA WEB RÁDIO FRATERNIDADE 2013



"Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade." O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 6, item 6.


Aproxima-se a luz, neste momento em que se finda mais um ano.

Aos primórdios de novos tempos, em que há de imperar o amor fraterno, a caridade e a paz...
Eis que surge em nossos caminhos, o nosso amado irmão, Mestre Jesus.
Esperança a nos guiar por tantas batalhas.
Amor a nos acolher em tantas adversidades e dores.
Luz de nosso mundo interior.
Paz que há de inundar o nosso regenerado Planeta.

Vivenciaremos os mais sublimes e iluminados tempos, na luz da vivência do Evangelho em toda a sua plenitude.
Iniciemos a temporada deste evento de luz, buscando ainda mais o brilho e a renovação interior, para que o Cristo cultive em nossos corações os sagrados sentimentos que nos levarão ao seu encontro.

Amai-vos e instrui-vos, eis o mandamento, que direciona e traça o caminho daqueles que desejam vivenciar o renascimento e todas as comemorações de um Feliz Natal.


Equipe Web Rádio Fraternidade
www.radiofraternidade.com.br
  

Em vídeo





quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

DEUS NEGRO



 

Transcrevo um poema de NEIMAR DE BARROS intitulado DEUS NEGRO, não só pelo brilhantismo que encerra, como também por sua historia de vida, pois como ATEU convicto, aceitou o desafio de participar de um "Cursilio" promovido pela Igreja Católica, pois dizia que só acreditava no que podia ver, e ao chegar na "capela" algo o fez ajoelhar-se e uma grande emoção o tomou naquela hora, dando início a sua conversão se consagrando escritor.
 
Eu, detestando pretos,
Eu, sem coração!
Eu, perdido num coreto,
Gritando: "Separação"!

Eu, você, nós...nós todos,
cheios de preconceitos,
fugindo como se eles carregassem lodo,
lodo na cor...
E, com petulância, arrogância,
afastando a pele irmã.

Mas,
estou pensando agora,
e quando chegar minha hora ?
Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã?
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas,
se eu chegasse lá e um porteiro manco,
como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta,
e eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei?
Se a sua mão tateasse pelo trinco,
como as mãos do cego que não ajudei ?
Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei ?
Se uma criança me tomasse pela mão,
criança como aquela que não embalei,
e me levasse por um corredor florido, colorido,
como as flores que eu jamais dei ?
Se eu sentisse o chão frio,
como o dos presídios que não visitei ?
Se eu visse as paredes caindo,
como as das creches e asilos que não ajudei ?
E se a criança tirasse corpos do caminho,
corpos que eu não levantei
dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos,
que era vagabundagem, mas era fome?

Meu Deus !
Agora me assusta pronunciar seu nome .
E se mais para a frente a criança cobrisse o corpo nu,
da prostituta que eu usei,
ou do moribundo que não olhei,
ou da velha que não respeitei,
ou da mãe que não amei ?
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
sei lá, só dei desgosto?

E, no fim do corredor, o início da decepção .
Que raiva, que desespero,
se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
o maldito funcionário, e até, até o padeiro,
todos sorrindo não sei de quê?
Ah! Sei sim, riem da minha decepção.

Deus não está vestido de ouro. Mas como?
Está num simples trono.
Simples como não fui, humilde como não sou.

Deus decepção .
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face,
sem aquela imponente classe.

Deus simples! Deus negro !
Deus negro?

E Eu...
Racista, egoísta. E agora ?
Na terra só persegui os pretos,
não aluguei casa, não apertei a mão.

Meu Deus você é negro, que desilusão!

Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada .

Meu Deus você é negro, que decepção!

Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei?

Deus, eu não podia adivinhar.
Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate,
aquele que expulsei da frente de casa?

Deus, pregaram você na cruz
e você me pregou uma peça.
Eu me esforcei à beça em tantas coisas,
e cheguei até a pensar em amor,

Mas nunca,
nunca pensei em adivinhar sua cor.
Neimar de Barros
 

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Divaldo Franco e Deolindo Comentaram

Crônicas e Artigos

Ano 7 - N° 342 - 15 de Dezembro de 2013

CLÁUDIO BUENO DA SILVA 
Klardec1857@yahoo.com.br
Osasco, SP (Brasil)

 
 


Divaldo e Deolindo comentaram


O texto espírita pede bom gosto, cuidado na forma e, prioritariamente, uma mensagem positiva e correta ao leitor. A imprecisão ou má qualidade do texto pode confundir ou até chocar o leitor. Antes de se publicar é preferível pecar-se pelo excesso de cuidados do que arriscar-se a difundir ideias incompatíveis com o Espiritismo, conforme disse Erasto no capítulo XX de "O Livro dos Médiuns".

Os livros espíritas, de um modo geral, têm bom texto. Porém, recentemente surgiu no meio espírita uma polêmica sobre o que se chamou de enxurrada delivros "espíritas" no mercado, assunto este comentado no livro "Conversando com Divaldo Pereira Franco", editado pela Federação Espírita do Paraná, onde o respeitado médium baiano esclarece com franqueza importantes questões relacionadas ao livro espírita no Brasil. Aborda, inclusive, a invasão de obras pseudomediúnicas, que "deixam as pessoas sempre à margem, sem se aprofundarem".

O Espírito Deolindo Amorim no livro "Convite à reflexão", Lachâtre, 2ª edição, 2012, psicografia de Elzio Ferreira de Souza, também trata do assunto e afirma que "A caridade na divulgação da doutrina passa pelo preparo dos agentes da divulgação". Preparo aqui, segundo Deolindo, quer dizer base doutrinária, que pode somar-se ao domínio de outros recursos que o divulgador tenha conquistado. Isso se aplica, aliás, a todas as formas possíveis de divulgação da doutrina.

Mas, afinal, o que acontece com o mercado editorial espírita que tem chamado a atenção de tanta gente? Pode-se pensar que atravessa uma crise de qualidade, ou não é para tanto? Os responsáveis em avaliar originais nas editoras têm o preparo a que se referiu o Espírito Deolindo Amorim? O público leitor tem tido tempo para "digerir essa enxurrada" de livros? Alguns autores não passam a impressão de estarem disputando um ranking qualquer?  Questões pessoais, comerciais e outras, estarão influindo no dinâmico e atraente mercado das publicações espíritas? São perguntas que se fazem.

Além de eventuais questões internas do movimento, que se refletem direta ou indiretamente sobre o problema, algumas empresas estão usando o prestígio do selo espírita e publicando sem nenhum compromisso com a doutrina, e essas publicações se espalham por todo lugar.

O que fazer? Quais as causas da deformação que se instalou em setores da nossa produção literária, com forte tendência para o pragmatismo comercial, supervalorizando o livro "mediúnico" (e o médium) em detrimento do autor encarnado que, muitas vezes, tem mais a dizer que certos Espíritos, e melhor?

Por entender que a questão tem causas ligadas à cultura de um modo geral e à base doutrinária de modo particular, Deolindo Amorim, no livro já citado, aponta solução para médio e longo prazo: "Para alijar a má literatura do ambiente cultural, o caminho será o preparo dos leitores. (...) Livro e leitor estão relacionados um com o outro. À medida que os leitores se qualificam, tornam-se mais exigentes, e os livros mais substanciais; ao apresentarem melhor conteúdo, ajudam a qualificação do leitor".

Para Deolindo, estão na origem do problema, tanto o conhecimento geral que o indivíduo já traz quando chega ao centro espírita, quanto "o que está sendo ministrado nos grupos espíritas, pois, quando não se preparam leitores capazes de entender textos e selecionar temas, de separar o joio do trigo, indiscutivelmente vamos encontrar um campo muito grande de absorção indiscriminada de tudo o que se publica, numa seleção feita por baixo". (...) "Nestes tempos de tanta informação e de tanto despreparo para absorvê-la com proficiência", a solução parece estar no estudo das obras de Allan Kardec. Precisamos voltar a estudar Allan Kardec nos centros espíritas, onde ele já começa a ser preterido sob variados pretextos.

Com o tempo, o leitor saberá reconhecer a diferença entre o bom livro e aquele que provoca "uma onda de perturbação para minar-nos por dentro", conforme advertiu Divaldo Franco.

Mesmo com o pressuposto de que o público leitor não está bem preparado para consumir boa literatura, já que os valores culturais da nossa gente estão em construção, esse fato não impede que os responsáveis pela disseminação do genuíno pensamento espírita, no campo do livro, assumam o compromisso da lealdade e fidelidade a Allan Kardec, e aprimorem cada vez mais os critérios editoriais, só publicando com convicção.

Agora, quanto aos oportunistas, invigilantes, interesseiros... O tempo cuidará deles.

 






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Manoel Trajano
Eng.Especialista em Segurança do Trabalho e Gás Natural
+55-71-9155-0556/8800-7713
e-mail/Gtalk :trajanomanoel@gmail.com
Msn: engmtrajano@hotmail.com
Twitter: http://twitter.com/manoeltrajano
Site: http://stv-engenharia.blogspot.com
Currículo Lattes:http://lattes.cnpq.br/8895443035893319 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS


Amigos iluminados,
 
Boa tarde!
 
Venho por meio desta mensagem desejar a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.Parece clichê mas não é quando é sincero de coração e faço votos a cada um de voces espalhados pelo Brasil,cada qual com sua religiao,sua crença,sua formação de pensamento e juntos estamos aqui ha 9 anos e meio,firmes e fortes,As diferenças tornam o ser humano belo,tornam ele interessante de se observar e se aprender mutuamente,mesmo dentro de grupos reais e virtuais,pessoas falam de pessoas,bem ou mal,invejam e admiram,vibram e secam porque somos pessoas e sempre peço que em momentos como este sejam eternizados por cada um dos dias do ano,a psicologia do Cristo,a Mediunidade com Jesus,a entrega incondicional pregada por São Francisco de Assis mas nunca esquecendo Paulo de Tarso com seu "tudo me é licito mas nem tudo me convém", Nestes 9 anos e meio testemunhei muitas coisas,vivenciei outras,aprendi um bocado mesmo "entre amigos",caí,levantei,cresci,amei e fui abençoado por uma dádiva divina e cresce junto comigo ao meu lado me ensinando mais do que eu a ele.Como alguns dizem"meu herdeiro".
 
Vibro sincera e positivamente por cada centelha divina deste grupo,seus familiares e amigos bem como orientem de luz seus inimigos porque amanha todos estaremos vibrando numa mesma sintonia,sem essa veste que nos aprisiona,nos traz apego,nos faz julgar,odiar e mal dizer.
 
Um grande beijo no coração e que Deus vos abençoe hoje e sempre.-

Manoel Trajano
Administrador do Grupo Espiritualista Virtual Irmãos de Luz e Rede CEIA de Solidariedade
Siga e Participe de nossos Blogs acima e Comunidades no Facebook IRMÃOS DE LUZ e Twitter @irmaosdeluz.
 
 

sábado, 7 de dezembro de 2013

TRABALHO


Foto de Confia em Mim, sou "Engenheiro".

MENSAGEM

Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento. Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades... nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização. Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. Não reclame, nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (Chico Xavier)

DESCANSE EM PAZ,MANDELA.A HUMANIDADE AGRADECE SUA PASSAGEM NESTA VIDA

Sáb , 07/12/2013 às 00:00 | Atualizado em: 07/12/2013 às 14:55

A força de Mandela vinha da sua capacidade de não guardar rancor

Marjorie Moura

  • Margarida Neide | Arquivo | Ag. A TARDE

    "A segurança impediu que Nelson Mandela fosse a pé da prefeitura para a Câmara Municipal"

A vinda de Nelson Mandela foi um momento histórico e emocionante para as mais de 150 mil pessoas que lotaram a praça Castro Alves, em 1991, mas teve um sabor ainda mais especial para o historiador, professor e religioso de candomblé Jaime Sodré, que integrou a comissão de recepção durante sua breve estada em Salvador.

Como o senhor se incorporou ao grupo de recepção?

Dois meses antes da chegada dele, nos reunimos no Olodum, pessoas do movimento negro, simpatizantes, com o serviço de segurança que acompanhava Mandela pelo mundo. Eram cinco homens sempre sérios, armados e que checavam os possíveis lugares onde ele visitaria.

Não achou a postura deles estranha?

Não, porque eles vinham de uma realidade mais violenta. Mas acabaram relaxando e ficaram menos sisudos, mas sempre cuidadosos e vigilantes.

Qual foi a sua tarefa?

Eu e o colega Gilberto Legal ficamos com a recepção e acompanhamento direto a Mandela. Recebemos treinamento especial da Polícia Federal. Mas quando o avião desceu, não teve segurança que desse jeito, e a multidão se aproximou. Mandela saiu pelo fundo do aeroporto.

E a partir daí tudo transcorreu como o programado?

Não, porque o governador Antonio Carlos Magalhães não aceitou que ele visitasse antes a prefeitura. Mas veio uma ordem, um esbregue de ACM, e a comitiva teve que ir para o Alto de Ondina.

E como foi este primeiro encontro?

Fiquei meio espantado porque na comitiva havia pessoas brancas e negras, e ele era acompanhado de um médico branco. Após o almoço, Mandela me confidenciou que ficou emocionado, recordando muito sua aldeia ao voltar a comer quiabo e justamente na Bahia, depois de tanto tempo na prisão .

Depois houve a apresentação na praça?

Sim, mas com nova alteração de planos, porque a segurança impediu que Mandela fosse a pé da prefeitura para a Câmara Municipal. Tive que correr para mandar que segurassem os fogos no palanque, mas me confundiram com Mandela e quando ele chegou os fogos haviam acabado (risos).

O que ficou da visita?
Ele deixou uma marca em minha vida. Embora eu falasse inglês muito mal, percebi por que ele era especial, que a força de Mandela vinha da sua capacidade de não guardar rancor e de entender que a raça humana é uma só.


Fonte: http://atarde.uol.com.br/materias/1553879




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O lápis

Mario Prata
Texto publicado em 07/07/2004 no jornal O Estado de S.Paulo

O lápis
Sem eletricidade pela manhã e precisando escrever um texto, procurei as canetas.
Secas, falhando ou soltando tinta demais, sabe como é? E ali estava um lápis que eu
não tenho a menor idéia de como surgiu e há quanto tempo. A ponta apontada.
Comecei a escrever com o lápis. Algumas coisas começaram a acontecer na minha
memória e no meu coração. Voltei correndo para o Grupo Escolar D. Henrique Gelain
(emérito bispo da diocese de Lins) e comecei a recordar das primeiras letras, ditadas
pela dona Gessy Beozzo, no caderno de caligrafia. Senti que a minha mão ainda fluia
bem com o lápis. Além de tudo, é higiênico.
Só que a ponta acaba. E foi com uma afiada faca de churrasco que fiz o serviço. Que
prazer, gente, fazer a ponta de um lápis. Fiz devagarzinho para não desperdiçar a
emoção da minha volta ao passado.
E me lembrei que todos nós começamos a escrever com ele. Mas, ainda com sete anos,
o sonho era começar a usar a caneta tinteiro e o mata-borrão. Mas isso era coisa para o
pessoal mais velho, do segundo ano, na classe da dona Clara. A caneta era com pena
que a gente mergulhava no tinteiro. Voltava imundo para casa. Aí o sonho era a caneta
Parker (que eu um dia escrevi aqui Park) que já vinha com tinta que a gente carregava
em casa, num mecanismo avançadíssimo.
Depois o sonho foi a Lettera 22, depois a IBM de bolinha (dava para apagar os últimos
dígitos errados) e depois veio o computador e agora o sonho é um Pentium 5. E o lápis
ficou lá atrás. Só que ele não seca, não acaba e não suja.
Aí me lembrei que existiam uns lápis que tinham uma borrachinha na outra ponta. Para
apagar erros. Não resisti, sai e comprei. Não um, mas vários. E, é claro, um apontador.
Não aqueles modernos com manivela, de mesa, mas daqueles pequenininhos, que hoje
são de plástico transparente. Na minha época não existia plástico. Eles eram de madeira
mesmo. Aproveitei e comprei uma caixa de lápis colorida. Trinta e duas cores. Uma lata
bonita.
Aí, não tendo mais o que inventar para brincar, resolvi escrever um texto com letra de
forma (porque se chama de forma?), escanear e ver se o computador reconhecia o meu
texto. Não. Não por culpa dele, mas pela minha letra mesmo que, nestas últimas
décadas, dado ao desuso, não apenas o computador não reconhece. Afinal, hoje em dia,
além de preencher cheques, para que serve escrever à mão? Como para que serve
saber somar ou subtrair se as maquininhas estão aí? Para que serve o curso primário?
É aqui que eu queria chegar. Não adianta o governo testar alunos e professores e
universidades. Vai dar sempre zebra. O buraco é bem mais embaixo senhor Ministro da
Educação. Vamos voltar ao lápis e ao dois mais dois. Vamos começar pela base. Vamos
escrever a lápis. Mesmo porque, se não der certo, a gente apaga e começa de novo.

Faz bem sonhar acordado


Thomaz Wood Jr.
13.11.2013
La science des rêves (2006) é um filme francês de verve surrealista, dirigido por Michel Gondry. O ator mexicano Gael García Bernal vive Stéphane Miroux, jovem cujos sonhos avançam frequentemente sobre a realidade. Gondry traz o espectador para o mundo de Stéphane, borrando frequentemente a linha que separa imaginação e realidade. À época do lançamento, A. C. Scott, crítico de cinema do jornal The New York Times, observou que o filme, com sua intensa peculiaridade, seu desapego às leis da física e da linguagem cinematográfica, seu desrespeito pela lógica e pela coerência, traz paradoxalmente um registro autêntico e fidedigno da vida. Jessica Lahey, em texto veiculado no website da revista The Atlantic, faz uma defesa dos encantos de sonhar acordado e, indiretamente, dos Stéphane Miroux que ainda teimam em navegar com a mente solta por uma sociedade obcecada pela objetividade. Seu foco de atenção (e preocupação) são os mais jovens: as crianças bombardeadas continuamente com estímulos e atividades, sem tempo para flanar livres pelo mundo da imaginação. Entre os mais jovens, o grande inimigo dessa saudável navegação interior são as distrações tecnológicas: a tevê, os videogames e outras armadilhas eletrônicas. A mensagem de Jessica Lahey, como a de Gondry, serve a todas as idades. Sonhar acordado é, segundo Lahey, o que ocorre quando a mente, livre das preocupações do dia a dia, vaga sem amarras entre pensamentos randômicos e memórias aleatórias. Trabalhos clássicos da Psicologia, anota a autora, situam a atividade de sonhar acordado como uma função cerebral fundamental: uma forma de pensar essencial para manter nossa saúde emocional e intelectual. Para o observador externo, pode parecer pura preguiça. No entanto, o ato de sonhar acordado se relaciona ao desenvolvimento da autoconsciência e da criatividade, à capacidade de planejamento e de improvisação, à possibilidade de reflexão profunda sobre as experiências cotidianas e ainda ao raciocínio moral. A aparência pode ser de devaneio sem rumo, porém o cérebro pode estar operando um processo neurológico complexo, sofisticado e produtivo. Viajar despreocupadamente por emoções imperfeitas e pensamentos (aparentemente) desconexos tem ainda efeito terapêutico: alivia a tensão e o estresse. Conclusões de Jessica Lahey: cultivar o silêncio e sonhar acordado é essencial. Então, sugere a autora, corte as distrações eletrônicas e reserve tempo para os devaneios, caminhe sem rumo nem fones de ouvido. O inglês Neil Gaiman, autor de romances, livros infantis e quadrinhos, declarou recentemente em uma palestra para a Reading Agency (reproduzida pelo jornal The Guardian) que o nosso futuro depende de livrarias, da leitura e da capacidade de sonhar acordado. O autor abriu sua palestra mencionando que a próspera indústria americana de construção de prisões usa como variável para a previsão da demanda (a necessidade futura de celas) o percentual de crianças com 10 e 11 anos incapazes de ler. Significativo! Para Gaiman, temos a obrigação de sonhar acordados e usar a imaginação. Essas atividades nos fazem criar mundos alternativos, que nos permitem construir o futuro. No mundo do trabalho, a atividade de sonhar acordado já teve dias melhores. Muitas organizações contemporâneas declaram amor incondicional pela criatividade e pela inovação. Paradoxalmente, continuam a refrear, disciplinar ou expelir seus sonhadores. Eles resistem como podem, sonhando acordados para enfrentar o tédio no trabalho. A Revolução Industrial e a ascensão das linhas de montagem sepultaram a criatividade e exilaram os sonhadores. À medida que o fordismo-taylorismo cruzou as fronteiras das fábricas e avançou no mundo do comércio e dos serviços, os sonhadores foram estigmatizados e encurralados. A eles foram destinados apenas os pequenos territórios e as margens. Não lhes restaram nem os territórios da cultura, cujas províncias foram significativamente rebatizadas de indústrias criativas, agora sintomaticamente unidas em torno da economia criativa. Tudo pelo mercado!

Thomaz Wood Jr. escreve sobre gestão e o mundo da administração. thomaz.wood@fgv.br

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Programação Completa do Movimento Você e a Paz 2.014 com Divaldo Pereira Franco em Salvador/Bahia





 
 
Programação Completa do Movimento Você e a Paz 2.014 com Divaldo Franco em Salvador/Bahia
Informações:71-3409-8320-Setor de Eventos da Mansão do Caminho
Muita Paz
 
 
 
 
 
                                                  Dr. Alberto Almeida(PA) em Salvador/Bahia
 
Local:Centro Espírita Caminho da Redenção(Mansão do Caminho)

Data:28.12. 2.013(Sábado)/Palestra:ENTRADA FRANCA/Horário:20 horas.

Data:29.12.2013(Domingo)/Seminário: O Amor Pede Passagem
Horário:08h30 às 12h30m
Valor:R$15,00

Inscrições:71-3409-8320-Setor de Eventos da Mansão Do Caminho(Salvador-Bahia).
Obs:APRESENTAÇÃO DIVALDO PEREIRA FRANCO
Muita Paz.
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 
PARA PARTICIPAR DO GRUPO NO YAHOO GRUPOS:
Assinar irmaosdeluz

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