terça-feira, 11 de agosto de 2009

COINCIDÊNCIA

Só um comentario geral a todos é que a palavra COINCIDENCIA vem de COINCIDIR,teve que ser assim,a depender da crença de cada um"estava escrito","estava programado","destino",enfim qual nome se dê ou que tal a SINCRONICIDADE tão abordada nas terapias da vida. Confundimos com ACASO,ALEATORIEDADE,CASUALIDADE e remetemos um pensamento de Albert Einstein que dizia que "Deus joga dados com o Universo" no que concebe a teoria probabilística dos fatos em torno de tudo isso que acabamos de citar.

Fico com a velha frase de de que "nada acontece sem o consentimento Dele" das mais sublimes ações até as mais ediondas,que passam pelo livre arbítrio...


coincidência
Significado de coincidência
s.f. Ato ou efeito de coincidir.
Geom. Estado de duas figuras geométricas que se superpõem.
Fig. Concurso de circunstâncias: uma feliz coincidência.
Realização simultânea de dois ou mais acontecimentos; simultaneidade, contemporaneidade.
Definição de coincidência
Classe gramatical de coincidência: Substantivo feminino
Separação das silabas de coincidência: co-in-ci-dên-cia
Possui 12 letras
Possui as vogais: a e i o
Possui as consoantes: c d n
Coincidência escrita ao contrário: aicnêdicnioc
Coincidência escrita em linguagem l337: c01nc1dênc1a
Na numerologia coincidência é o número 8
O Poder da Coincidência:
Alguns Comentários sobre Previsões "Psíquicas"
Robert Novella
Coincidências ocorrem na vida de todo mundo. Algumas são triviais, como receber um flush no pôquer, mas outras realmente chamam nossa atenção, como pensar em um amigo que não vemos há anos e recebermos um telefonema dele um pouco depois. O que esses eventos têm em comum é nosso desejo intenso em explicá-los, uma crença de que há uma razão especial para as coisas acontecerem da maneira que elas acontecem. Essas explicações podem variar de um pé de coelho da sorte até uma ligação psíquica com um amigo. O que a maior parte das pessoas não sabem ou não querem acreditar é que coincidências, mesmos as notáveis, não são assim tão surpreendentes. Na verdade a maioria são ocorrências inevitáveis sem nenhum significado especial.
Existem muitas razões simples pelas quais a maioria das pessoas interpreta erroneamente as coincidências:
Humanos têm uma pobre compreensão inata de probabilidade.
Acreditamos que todos os efeitos devem ter causas deliberadas.
Não compreendemos as leis que regem os números verdadeiramente grandes.
Sucumbimos facilmente à validação seletiva -- a tendência de lembrar somente correlações positivas e esquecer um número muito maior de insucessos.
Probabilidade não era uma disciplina muito popular quando fui para a faculdade. Isto é lamentável, porque compreender probabilidade pode dar o poder para apreciar mais grandiosamente o significado, ou a falta de significado, de muitos eventos do dia a dia. Uma compreensão precária de probabilidade e estatística, comum em nossa sociedade, leva as pessoas a se surpreenderem mais do que deveriam quando confrontadas com coincidências, por conseguinte um salto fácil em direção a uma explicação metafísica.
Por exemplo, quais são as chances de duas pessoas terem o mesmo dia de aniversário em uma sala com vinte e três pessoas? Muitas pessoas com quem tenho conversado dizem que deve ser uma em trinta ou mais. Surpreendentemente para a maioria das pessoas, é de somente uma em duas [1]. Desconhecer esse tipo de coisa tem levado muitas pessoas a concluírem que uma vez que suas experiências parecem tão improváveis, talvez elas compartilhem alguma ligação especial ou que uma força sobrenatural as uniu.
O verdadeiro significado de coincidências bizarras pode ser compreendido mais plenamente com o que é chamado de a lei dos números verdadeiramente grandes. Esta lei da estatística amplamente aceita declara que com uma amostra grande o suficiente, mesmo um evento extremamente improvável torna-se provável, e portanto qualquer coisa ultrajante está fadada a acontecer. Um exemplo notável disto ocorreu há alguns anos atrás quando uma mulher de Nova Jersey ganhou duas loterias no prazo de quatro meses. Os jornais anunciaram amplamente que é era uma coincidência de um em dezessete trilhões [2]. Tecnicamente falando, isto é correto; mas é enganador porque é baseado em uma perspectiva muito estreita. A chance de uma pessoa em particular ganhar duas loterias após comprar dois bilhetes é realmente uma em trilhões, mas a probabilidade de alguém ganhar entre os milhões que jogam é de apenas uma em trinta. Essa é a essência da lei dos números verdadeiramente grandes. Quando um número suficiente de pessoas está envolvido, ocorrências "incomuns" tornam-se altamente prováveis. Essa perspectiva dissipa o manto de mistério e coloca o foco no lugar correto, na ciência.
A memória humana não é como um gravador, gravando fielmente todas as experiências. As experiências dramáticas tendem a ser recordadas mais do que outras. Isto leva a um fenômeno chamado validação subjetiva, mais comumente conhecido como memória seletiva. Deste modo é natural lembrar-se de experiências incomuns, mesmo vítimas do Alzheimer com déficits significativos de memória de curto prazo podem relembrar mais facilmente eventos recentes que foram extraordinários. Voltando ao nosso amigo que ligou logo após você pensar nele, esse evento se torna muito menos notável se considerarmos quantas vezes pensamos em amigos que não nos ligaram em seguida.
Um truque comum usado por médiuns (freqüentemente chamado de efeito Jeanne Dixon) é fazer dezenas de previsões sabendo que quanto mais fizer, maiores são as chances de que acerte uma. Quando uma se torna real, o médium conta com que convenientemente esqueçamos os 99% que passaram longe. Isto faz com que as previsões corretas pareçam muito mais devastadoras do que realmente são. Isso é uma forma consciente ou deliberada de validação subjetiva, ou, colocado de uma maneira mais simples, fraude.
Nossas habilidades de detecção de coincidências têm sido finamente afiadas através das eras pela evolução e seleção natural. Ser capaz de identificar correlações significativas entre eventos proporcionaria uma importante vantagem de sobrevivência aos nossos ancestrais que seriam então selecionados através das gerações. Podemos especular, desse modo, que o homem é programado para procurar padrões e conexões por toda parte. A cultura moderna, entretanto, com sua miríade de conexões entre eventos e pessoas, ativa essas capacidades toda vez, levando-nos continuamente a sugerir explicações e invocar forças estranhas -- tais como poderes psíquicos -- que não existem.
Não quero dizer com isto que todas coincidências são sem sentido e deveriam ser ignoradas. De fato, eventos verdadeiramente improváveis podem ter algum significado nas entrelinhas e a busca por suas causas seria um esforço louvável. Entretanto, a vasta maioria das que vivenciamos vem a ser muito mais provável do que parece, se analisada criticamente. Quando isto é levado em conta, junto com nossa propensão em validação seletiva, nosso desejo em acreditar em algo ligado ao destino, e nosso "hardware" de detecção de coincidência, o verdadeiro poder ilusório da coincidência é percebido.
Referências:
Paulos JA. Coincidences. Skeptical Inquirer 15:382-385, 1991.
Kolata G. 1-in-a-trillion coincidence, you say? Not really, experts find. The New York Times/Science Times, Feb 27, 1990.
Fonte: http://www.geocities.com/quackwatch/coincidencia.html

Coincidências existem ?
Posted by Henderson under Inexplicável

Alguma vez você já pensou num velho amigo que não a quem não vê a anos e, então duas horas (dias, semanas, meses) depois encontra essa pessoa num lugar que você não costuma freqüentar habitualmente ? Sim ? Parabéns, então você já sabe o que é uma coincidência significativa.
Os céticos dizem que coincidências não significam nada, afinal se alguma coisa pode acontecer, embora tenha pouca probabilidade, então não se deve ficar surpreso se ela realmente acontecer. Afinal, trilhões de eventos acontecem diariamente a bilhões de pessoas. Logo, é inevitável que coisas surpreendentes aconteçam de vez em quando. Ou seja, você só encontrou o seu amigo porque podia acontecer, só isso.
Os mais esotéricos dizem que tudo o que acontece na sua vida tem um significado, que coincidências podem ser desde avisos do seu anjo da guarda até “toques” de Deus para você seguir a sua “lenda pessoal”. Ou seja, aquele seu amigo que você reencontrou talvez seja a sua “Outra Parte” ! Corra atrás dele já !
Os espiritualistas dotados de senso de humor (infelizmente esses são raros) atribuem tudo a brincadeiras de um tal de “Grande Mágico Cósmico” que, supõe-se, teria criado o Universo e que seria uma espécie de lado bem humorado de Deus ou de Alá, se você preferir. Nesse caso você só reencontrou aquele seu amigo porque o “Grande Mágico Cósmico” queria te deixar com a pulga atrás da orelha mesmo.
Como tudo nesse mundo, as coincidências foram estudadas pela ciência. Não sei porque, mas toda vez que eu penso que cientistas sérios estudam algo tão banal quanto as coincidências eu acho que eles deveriam estar trabalhando no IMDLDCSO – Instituto Maximegalon para Descobrir Lenta e Dolorosamente Coisas Surpreendentemente Òbvias (Douglas Adams, of course).
Pulando as teorias quase herméticas de Jung e Pauli sobre a “sincronicidade” e indo direto ao assunto, hoje em dia os pesquisadores (gostaria de saber quem são eles) dividem as coincidências em dois tipos: as triviais, como séries de números ou divisões surpreendentes de cartas e as significativas que envolvem pessoas, eventos, espaço e tempo. As significativas por sua vez são divididas em subgrupos como as coincidências literárias, as de aviso, as úteis (quando a coisa certa acontece na hora certa) as de o-mundo-é-pequeno (como você encontrando seu amigo) e as encantadas, incidentes que lembram truques do “Grande Mágico Cósmico”.
Um exemplo clássico de coincidência trivial é o de Vera Nettick, de Princenton, Nova Jersey. Há uma chance em 635 bilhões de alguém receber treze cartas do mesmo naipe jogando bridge. Pois ela recebeu as treze cartas de ouros.
A maior coincidência literária conhecida aconteceu pouco antes da invasão da Europa pelos aliados em 1944. Nos 33 dias que antecederam o dia D as palavras secretas usadas para designar toda a operação apareceram como resposta de palavras cruzadas no jornal londrino Daily Telegraph, a última delas somente quatro dias antes do desembarque. Agentes de segurança invadiram as instalações do jornal esperando encontrar um espião nazista, mas só conseguiram encontrar o mestre-escola Leonard Dowe, que vinha criando as palavras cruzadas para o jornal há vinte anos.
Um caso estranho de coincidência de aviso se deu com William Reeves, que estava de vigia numa noite de abril de 1935 no navio Titanian que transportava carvão até o Canadá.
Em 1898 o escritor americano Morgan Robertson publicou um romance chamado “Futilidade” sobre um transatlântico, o Titan, que afundou numa noite gelada de abril, no Atlântico, após colidir com um iceberg na sua viagem inaugural.
Em 14 de abril de 1912 o Titanic tornaria real o romance de Robertson.
E em 1935 William Reeves estava de vigia num navio chamado Titanian, numa noite de abril e navegando no mesmo local onde o Titan e o Titanic haviam afundado. E ele tinha nascido no mesmo dia que o Titanic afundou ! Tomado de uma estranha premonição, ele não teve dúvidas: mandou parar o Titanian, que assim conseguiu desviar de um iceberg a tempo.
E, por fim, uma coincidência do tipo encantado. Quem nos conta a história é Eillen Bithell, de Portsmouth, citada no livro “O impossível acontece”, organizado por Peter Brookesmith:
“Durante mais de vinte anos, houve um cartaz emoldurado onde se lia FECHADO ÀS QUARTAS-FEIRAS pendurado na vitrine da mercearia dos meus pais. Alguns dias antes do casamento do meu irmão o aviso foi retirado para ser modificado. Quando o retiramos da moldura descobrimos, surpresos, que fora pintado no verso de uma fotografia. A surpresa foi ainda maior: a foto mostrava a noiva de meu irmão quando menina, nos braços do seu pai.
Ninguém sabe como a fotografia veio a ser utilizada como aviso na loja, pois nenhuma das pessoas era conhecida da minha família na época em que foi colocado. E agora, vinte anos depois, as famílias iam se unir pelo casamento.”
Brincadeiras do “Mágico cósmico” ? Simples eventos que, por mais improváveis que possam parecer, podiam acontecer um dia ? Ou simplesmente algo inexplicável ? Você decide !
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Fonte: http://depokafe.wordpress.com/2007/05/01/coincidencias-existem/

Carl Jung (1875-1961), Sincronicidade e o Inconsciente Colectivo
Alem de acreditar numa série de noções do oculto e paranormal, Jung contribuiu com duas novas noções na tentativa de estabelecer uma psicologia baseada em crenças pseudocientificas. Jung acreditava na astrologia, espiritismo, telepatia, telecinética, clarividência e PES.
A sua noção de sincronicidade é que existe um principio de causalidade que liga acontecimentos que teem um significado similar pela sua coincidencia no tempo em vez da sua sequencialidade. Afirmou haver uma sincronicidade entre a mente e o mundo fenomenológico da percepção. Sincronicidade é um principio explicatório; explica "coincidencias significativas" como uma borboleta entrar a voar num quarto quando o paciente descrevia um sonho com escaravelhos. O escaravelho é um simbolo do antigo Egipto que simboliza o renascer. Portanto, o momento do insecto voador indica que o significado transcendental de quer o escaravelho no sonho, quer a borboleta no quarto, era que o paciente necessitava ser libertado do seu excessivo racionalismo! Na verdade, o paciente precisava de ser libertado do seu terapeuta irracional!
Que evidencias existem para a sincronicidade? Nenhumas. A defesa de Jung é tão fraca que hesito em repeti-la. Afirma, por exemplo, "...fenómenos acausais devem existir... visto as estatisticas só serem possiveis se tambem existirem excepções" (1973, Letters, 2:426). E "... factos improváveis existem- senão não existiria média estatistica..." (ibid.: 2:374). E, o melhor de tudo, "a premissa da probabilidade postula simultaneamente a existencia do improvável" (ibid. : 2:540).
Mesmo se existe uma sincronicidade entre a mente e o mundo de tal modo que certas coincidências ressoam com verdades fundamentais, existe ainda o problema de perceber quais são essas verdades. Que guia podemos usar para determinar a correção de uma interpretação? Não existe nenhuma excepto a intuição. O mesmo guia levou Freud à sua interpretação dos sonhos. Do meu ponto de vista, a unica coisa que claramente revelam essas interpretações são os colossais egos dos homens que as fazem.
De acordo com Anthony Storr, Jung era um homem doente que se via a si mesmo como um profeta. Jung referiu-se à sua "doença criativa" (entre 1913-1917) como uma confrontação voluntária com o inconsciente. A sua visão era que todos os seus pacientes com mais de 35 anos sofriam de "perda de religião" e ele tinha com que encher as suas vidas vazias: o seu próprio sistema metafisico de arquétipos e a inconsciência colectiva. Em resumo, ele pensou poder substituir a religião com o seu próprio ego e assim trazendo sentido a todos cujas vidas eram vazias e sem significado. Mas a sua "visão" são ilusões e ficções. São inuteis para pessoas saudáveis. É uma metafisica para o ártico.
A sincronicidade fornece acesso aos arquétipos, que se localizam no inconsciente colectivo e caracterizam-se por serem predisposições mentais universais não baseadas na experiência. Como as Formas de Platão (eidos), os arquétipos não se originam no mundo dos sentidos, mas existem independentemente desse mundo e são conhecidos directamente pela mente. Ao contrário da teoria de Platão, contudo, Jung acreditava que os arquétipos surgiam espontaneamente na mente, especialmente em tempos de crise. Tal como há uma coincidência significativa entre a borboleta e o escaravelho que abre as portas para a verdade transcendental, tambem uma crise abre as portas do inconsciente colectivo e permite que os arquétipos revelem uma verdade profunda escondida da consciência ordinária. A mitologia, afirma, baseia as suas histórias nos arquétipos. A mitologia é um reservatório das profundas, escondidas verdades. Sonhos e crises psicológicas, febres e perturbações, encontros ao acaso ressoando com "coincidências significativas", tudo são caminhos para o inconsciente colectivo que está pronto a restaurar na psique individual a saude. Isto é a teoria.



Links
Gallo, Ernest. "Jung and the Paranormal," The Encyclopedia of the Paranormal editada por Gordon Stein (Buffalo, N.Y.: Prometheus Books, 1996).
McGowan, Don. What is Wrong with Jung (Amherst, N.Y.: Prometheus Books, 1994).
Storr, Anthony. Feet of Clay - saints, sinners, and madmen: a study of gurus (New York: The Free Press, 1996).

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