sábado, 17 de outubro de 2009

A MENTE E O CÉREBRO

Aureci Martins

Gerados exclusivamente pelo Espírito - sede da inteligência, da vontade e da sensibilidade, idéias e sentimentos são o combustível alimentador e acionador da mente, órgão espiritual que os transforma em pensamentos. Com estes, o Espírito atua nas dimensões energéticas compatíveis com seus padrões vibracionais.

Originado na zona mental (não-física), o pensamento flui através das sucessivas camadas do psiquismo, transitando por níveis energéticos cada vez menos sutis até alcançar as dimensões materiais de baixa freqüência vibracional, quais as do nosso aparato neuronial encefálico.

Desse modo, vê-se o cérebro como instrumento passivo da mente, mero processador e armazenador de memórias atuais. Fazendo-se um link com a linguagem da Informática, pode-se dizer que o cérebro é um mero disquete; a mente, um imenso winchester; e o Espírito, um computador acionado por "energia" infinita, de origem divina.

Semelhantemente a um transformador de voltagem, o cérebro reduz a freqüência das ondas psíquicas captadas. Procedentes, originariamente, da usina mental, tais ondas só chegam ao cérebro após terem transitado por uma cadeia de subestações transformadoras, integrantes da estrutura psíquica do ser.

Estas subestações são consideradas “corpos sutis” nos esquemas adotados por estudiosos de diferentes escolas filosóficas do orientalismo e do neo-espiritualismo ocidental.


É assim que, numa abordagem espiritocêntrica do Ser, o “espírito intelectualiza a matéria” com seus pensamentos conscientes ou inconscientes. Nesta proposição, o corpo carnal é tido como a mais periférica das camadas do psiquismo humano, e também a mais densa e grosseira.

Cabe lembrar que, como órgão do corpo físico, nosso cérebro retém registros da existência atual, apenas. Entretanto, nossa memória integral está arquivada no psiquismo de profundidade, nas zonas mentais do espírito imortal que somos. E lá que permanecem preservadas, indelevelmente, todas vivências da nossa já multimilenar jornada evolutiva individual.


Opina André Luiz, no seu livro “Mecanismos da Mediunidade”,que o pensamento, em sua origem, é "matéria mental", extrafísica. Igualmente, o Prof. Hernâni G. Andrade, fala em "matéria psi" no seu livro "Psi Quântico".

Pesquisas recentes sugerem que o pensamento propriamente dito, diferentemente das ondas hertzianas, não encontra barreiras no mundo físico: nem no tempo, nem no espaço. Mas isso é assunto para muitas laudas...

(Aureci Figueiredo Martins – Porto Alegre/RS).

A ECOLOGIA MENTAL.

Os acidentes costumam acontecer quase sempre por imperícia humana ou devido a circunstâncias que os homens não podem prever ou evitar. Tanto num como noutro caso se cumprem as leis de Deus, posto que não cai uma folha de árvore sem o divino consentimento. E Deus permite, em sua bondade e justiça, que se nos aconteçam determinados episódios, mesmo aqueles tidos como dolorosos ou desagradáveis, seja para nos corrigir erros do passado, seja para provar nossa força e merecimento da divina misericórdia. Somos nós, em suma, os autores das venturas ou desditas que por vezes se nos acometem.

Ultimamente o mundo tem presenciado uma sorte incontável de acidentes seguidos de mortes coletivas, aí incluídas até mesmo s guerras. São aviões despencando dos céus com dezenas de passageiros, prédios que desabam com seus moradores, veículos que colidem vitimando ocupantes, trens se descarrilam... e isso quando ano se trata dos fenômenos naturais, como os furacões, os grandes incêndios, as nevascas e as ondas de calor, que têm feito vítimas principalmente no hemisfério norte do planeta.

Um dos últimos acidentes que mais causou comoção junto à opinião pública mundial foi o naufrágio do submarino "Kursk", que provocou a desencarnação de 118 (número oficial) e um drama de conseqüências inclusive políticas na Rússia. O conflito entre palestinos e judeus, em Israel e a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque também seguem ceifando muitas vidas, embora os combates em território iraquiano já tenham oficialmente se encerrado. Na África, diversos países ainda se encontram em guerra civil...

É preciso que se esclareça, mais uma vez, que o mundo passa por um processo de seleção espiritual. Chegamos ao final de um período de mil anos durante o qual vimos o Homem proceder na Terra de acordo com os impositivos primários da paixão e dos instintos, agredindo-se a si mesmo e aos outros seres da Criação, como se não tivesse que prestar contas de seus atos, como se o planeta não devesse ter resguardadas suas condições de habitalidade.

Poluindo-se a si mesmo, o homem sujou também o chão onde pisa e o ar que respira. E tudo isso apesar dos constantes avisos dos Céus, que se intensificam à medida que nós nos pomos mais céticos, como a fazer-nos ver que quanto mais elevamos a cerviz, orgulhosamente, sobre aqueles que acreditamos subalternos, mais depressa somos confrontados com a realidade verdadeira - aquela que nos poe em pé de igualdade com todos e tudo que nos cerca e nos conscientiza que há poderes que não podem ser desconsiderados.

Em Ação e Reação (psicografia de Chico Xavier), o Espírito André Luiz cita, no capítulo 18, a questão dos resgates coletivos, estabelecendo os meandros da misericórdia divina atuando sobre bons e maus. Nessa leitura é possível aferir que, mesmo desencarnando em igual situação, cada um terá o gênero de morte que fizer por merecer. Há, nessas como em outras circunstâncias, equipes espirituais de auxílio que intercedem em benefício dos desencarnados, mas mesmo esse socorro decorre ainda das aplicações das leis de justiça e haverá, assim, aqueles a quem o auxílio será tão mais demorado quanto deixe a desejar seu grau de elevação espiritual. Isto é, quanto menos materializado ou apegado à vida material for o espírito, mais depressa ele será atendido na retirada do corpo físico.

Isso quer dizer que, entre os marinheiros do submarino, como em vários outros casos de naufrágio, é possível´ que alguns se demorem presos aos despojos se ainda não adquiriram a necessária compreensão acerca da realidade espiritual, indicada precisamente pelo progresso moral e intelectual que tenham feito enquanto encarnados. Será, para eles, um castigo que se auto-aplicaram por se terem devotado em demasia às questões meramente materiais, enquanto observam, se é que têm condições para isso, seus amigos e colegas partirem, cercados de seres luminosos, em demanda das esferas mais felizes.

(Francisco Muniz - para a Revista Espírita Além da Vida).

"A porta de entrada para o mundo das experiências físicas é a mesma para todos, entretanto, a porta de saída se ajusta às necessidades expiatórias e ao avanço espiritual de cada um".
(Aulus).

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Estado mental
Capítulo 11, item 11


“... O egoísmo é, pois, o objetivo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem; digo coragem porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros...”
(Capítulo 11, item 11.)

Para que atinja a espiritualidade, já afirmavam as antigas religiões do Oriente, seria preciso que o homem se apartasse do “maya”, que são as ilusões da existência, do nascimento e da morte.
Para que pudesse conquistar o “nirvana”, diziam que seria imperativo extinguir todo o desejo de ser, aniquilando assim o “ego” que é a individualidade exaltada e distraída pelas fantasias do mundo.
Ao mesmo tempo, encontramos Jesus Cristo instruindo-nos que, para alcançarmos o “Reino de Deus”, é preciso nos despo¬jarmos do “egoísmo”, o terrível adversário do progresso espiritual.
As Bem-Aventuranças do Mestre nada mais são do que vias para se alcançar a iluminação, ou seja, elevar-se através da mansuetude, humildade e simplicidade, abandonando todo senti¬mento de personalismo.
A moderna psicologia tem toda a atenção voltada para que as pessoas entrem em contato com a realidade e terminem com suas ilusões, que são as causas da distorção de sua visão e percep¬ção de si mesmas em relação às outras.
O “maya” das religiões orientais era tudo que impedia as almas de atingir o estado de “bem-aventurados”, também concei¬tuado como “nirvana” ou “reino dos céus”, conforme as diferentes denominações e crenças religiosas.
É realmente a ilusão de satisfazermos os próprios interes¬ses em detrimento dos interesses dos outros que caracteriza o estado de egoísmo - um conjunto enorme de ilusões, que nos tira do senso de realidade e de uma compreensão mais acurada de tudo e de todos.
“Não devo ser contrariado”, “Preciso controlar os outros”, “Sou dono da verdade”, “Nunca poderia ter acontecido comigo” são atitudes ilusórias herdadas por nós de crenças despóticas e prepotentes, filhas da egolatria, ou seja, do “culto ao eu”.
As ilusões de “tudo para mim” ou de “tudo girar em torno de mim” vêm do interesse individualista, resquício da animalidade por onde transitamos, em priscas eras, em contato com os reinos menores da natureza.
A caça no mundo animal nada mais é do que o uso dos instintos de preservação e conservação. Felinos de grande ou pe¬queno porte como, por exemplo, o leão e o gato, matam seres indefesos e cordiais, como o antílope e o beija-flor, para alimentar unicamente a si próprios e suas crias. Não devem, porém, ser con¬siderados como egoístas e cruéis, pois somente colocam em prática os mecanismos atávicos de sua criação, frutos da própria Natureza.
“O egoísmo e o orgulho têm a sua fonte num sentimento natural: o instinto de conservação.
Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil”. (1)
Em quase todas as crianças é perceptível a necessidade exclusivista de atenção dos pais em torno delas, como centro de tudo, com a simples presença no lar de um segundo filho do casal.
É natural e compreensível o aparecimento do impulso egóico.
O medo de perder suas satisfações, cuidados e compen¬sações psicoemocionais faz com que a criança nessas condições use o “instinto de preservação”, a fim de “conservar” o carinho, o afago e o amor, antes somente voltados para ela, e agora divididos com o novo irmão.
O denominado ciúme ou egocentrismo infantil não poderá ser considerado anormal, desde que não tome proporções alarmantes. E uma reação natural diante de situações verdadeiras ou imaginadas, de perda de afeto, podendo existir sutilmente disfarçada ou claramente demonstrada.
Nas criaturas que desenvolvem seus primeiros passos no aperfeiçoamento ético-moral, a tendência egoística é um estado instintivo, próprio do seu grau evolutivo, e não um defeito de caráter incompreensível, nem uma imperfeição inexplicável da índole humana.
“Esse sentimento, encenado em seus justos limites, é bom em si; é o exagero que o torna mau e pernicioso...” (2) Como o feto necessita, por determinado tempo, do cordão umbilical ou mesmo da placenta para sua manutenção, assim também a humanidade transformará gradativamente esse impulso inato e ancestral, adqui¬rido através dos séculos e séculos, na luta pela sobrevivência nos estágios primitivos da vida.
Essa mesma humanidade absorverá no futuro atitudes mais equilibradas e coerentes com seu patamar evolutivo, aprendendo a usar cada vez melhor seus sentimentos, antes somente instintos.
Dessa forma, entendemos que o egoísmo, esse agrupa¬mento de ilusões de supremacia, existirá por determinado perío¬do de tempo nas criaturas, até que elas consigam se conscientizar de que a atitude de “lavar as mãos”, de Pôncio Pilatos, isto é, consideração excessiva aos seus interesses pessoais, agindo arbitrariamente, trará sempre desilusões e obstrução na percep¬ção do mundo em que vivemos. Já o exemplo do Cristo nos transfere a uma ampla realidade de que o amor é a única força capaz de nos trazer lucidez e equilíbrio no relacionamento conosco e com os outros.
Eis o antídoto contra o egoísmo: “Não fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros nos fizessem”.

(1) e (2) Obras Póstumas – Allan Kardec, Capítulo O egoísmo e o orgulho.



Implosão Mental

A cólera é comparável a uma implosão mental de conseqüências imprevisíveis.
Quando te sintas sob a ameaça de semelhante flagelo, antes de falar ou escrever, usa o método conhecido de permanecer em silêncio contando até cem.
Se os impulsos negativos continuam, afaste-te para um lugar à parte e faze uma oração que te reequilibre.
Notando que a medida não alcançou os fins necessários, busca um recanto da natureza, onde encontres plantas e flores, cujas emanações te balsamizem o espírito.
Na hipótese de não retornares à tranqüilidade, procura algum templo religioso e confia-te novamente à prece, esforçando-te para que a paz te fale no coração.
No entanto, se essa providência ainda falhar, dirige-te a um remédio amigo que, com certeza, te aliviará com sedativos adequados, a fim de evitares a implosão de tuas próprias forças.

Emmanuel - Psicografia Chico Xavier - Livro Luz e Vida

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