domingo, 18 de abril de 2010

MANHÃ DE 18 DE ABRIL (Amilcar Del Chiaro Filho)




 


 
MANHÃ DE 18 DE ABRIL
Amilcar Del Chiaro Filho
(in Memorian)
* 16 de abril de 1935
+ 30 de novembro de 2006
 
Neste mês de abril - O Livro dos Espíritos completa 153 anos. Se lembrarmos a manhã de 18 de abril de 1857, quando o livro surgiu na livraria Dentú, de certa forma timidamente, pois dele não se fizera propaganda, porque ainda não tinha sido liberado pela censura do governo ditatorial de Napoleão III - e ao examinarmos os milhões de exemplares vendidos nestes 153 anos, certamente ficamos agradavelmente surpreendidos.

Se a segunda edição saiu apenas em 1860, porque o livro foi aumentado de 501 para 1019 perguntas e inseridos muitos ensaios e comentários do próprio Kardec e dos espíritos, surpreendemo-nos mais uma vez ao saber que, quando o corpo de Kardec estava sendo sepultado, estava saindo a 16ª edição francesa, sem contar as inúmeras edições em outras línguas, especialmente o espanhol e o português.

Herculano Pires escreveu uma linda e objetiva introdução para a Editora LAKE, na qual, até hoje, encontramos a beleza, singeleza e lucidez de um texto escrito com cérebro e coração. Leiam este pequeno trecho:
 
"Nunca houve um diálogo como este. Jamais um homem se debruçou, com toda segurança do homem moderno, nas bordas do abismo do incognoscível, para interrogá-lo, ouvir as suas vozes misteriosas, contradizê-lo, discutir com ele, e afinal arrancar-lhe os mais íntimos segredos. E nunca, também, o abismo se mostrou tão dócil, e até mesmo desejoso de se revelar ao homem em todos os seus aspetos"

Neste pequeno texto encontramos um verdadeiro filão de ouro de conhecimentos. Mais ou menos na mesma época de Kardec, através do microscópio inventado por Lewenhok e aperfeiçoado por outros, Pasteur lançou o seu olhar perqueridor sobre o mundo dos infinitamente pequenos, para descobrir os microorganismos causadores de doenças. Kardec, não sendo ele próprio médium, como Pasteur não era o microscópio, utilizou médiuns, e debruçou-se sobre o abismo da morte, do mundo dos espíritos, para interrogar e dialogar com os seus habitantes.

Nunca o abismo, ou os moradores deste mundo invisível para nós, mostrara-se tão dócil e tão desejoso de se revelar. Kardec não se limitou a se debruçar sobre o abismo. Usando a mediunidade como ponte, ele penetrou esse mundo, e para conhecê-lo bem, não se limitou a conversar com meia dúzia de espíritos, o que lhe daria uma falsa idéia deste mundo, e sim, milhares de seus habitantes.

Ele mesmo escreveu que para se conhecer as condições de vida de uma cidade, não se pode conversar apenas com uma classe social, mas com representantes de todas as classes sociais.

Feito o contato, os meios se multiplicaram, e com segurança, todos nós podemos nos debruçar sobre esse abismo e contatar os que julgamos mortos.

O Espiritismo veio trazer uma grande contribuição às religiões, a prova provada da imortalidade, porém seus ministros e sacerdotes recusaram essa colaboração e o anatematizaram, porque perceberam que, com o Espiritismo, perdiam a chave que lhes dava o poder, porque era a chave que abria as portas do céu e do inferno.

Cento e cinquenta e três anos de O Livro dos Espíritos, e a nossa maior homenagem, ainda deve ser o estudo constante e aprofundado desta obra, que se constitui, para nós, como o mais importante livro da humanidade.
 

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18-04-1857: lançamento d'O LIVRO DOS ESPÍRITOS.



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Enviado por Jaime Khoury/BA


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