segunda-feira, 31 de maio de 2010

Nicotina: morte aos poucos







 

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Nicotina: morte aos poucos

Ainda ontem aquela mãe brincava com as duas filhas. Mas isso foi ontem. Hoje, o quadro é bem diferente: um corpo nu, estirado sobre a mesa fria de um necrotério. A "causa mortis" foi um tumor cerebral provocado pela nicotina.
 
O homem era um eminente advogado. Agora está hirto, recostado na cama de um hospital, com os olhos vidrados, fixos no espaço. Na realidade, não olha para lugar nenhum º está morto. Falha cardíaca é o que dirá a certidão de óbito. A autópsia revelou que o coração do advogado estava normal; não se notou evidência de trombose. No entanto, ele já tinha sido avisado para não fumar, uma vez que se encontrava sob vigilância médica, devido a uma grave anomalia cardíaca, conhecida como angina péctoris.
 
Mas o advogado era incapaz de resistir às tentações e, de vez em quando, acendia o seu cigarrinho proibido.
 
Casos como esses acontecem em grande número. E se a autópsia fosse obrigatória em nosso país, perceberíamos que o cigarro tem feito mais vítimas do que se pensa.
 
E o problema não é recente.
 
No ano de 1971, o relatório da Real Ordem dos Médicos da Grã-Bretanha dizia: O cigarro é atualmente responsável por tantas mortes como o foram as grandes epidemias de febre-tifóide, a cólera e a tuberculose, que tanto afetaram as gerações passadas deste país.
 
Estamos assistindo ao começo de uma das maiores catástrofes da história da medicina. Essa foi a opinião, no ano de 1973, de eminentes autoridades do Ministério da Saúde da Dinamarca, país onde a autópsia é obrigatória em todos os casos.
 
Não há dúvida de que a nicotina é uma substância perigosa.
 
Na primeira grande Conferência Mundial Sobre Fumo e Saúde, em setembro de 1967, na qual tomaram parte 34 países, a opinião geral era a de que a presumível ação da nicotina poderia relacionar a dependência do fumo com outras formas de dependência consideradas muito perigosas, como as da heroína e do álcool.
 
A possível explicação para o poder mortífero da nicotina é que ela pode atuar quimicamente de tal modo que, debilitando os órgãos, facilita a invasão de inúmeros agentes cancerígenos, de substâncias venenosas e de elementos poluidores dos pulmões, tudo isso através da fumaça dos cigarros.
 
Os fumantes inveterados costumam dizer que isso é irrelevante, uma vez que todos teremos que morrer um dia; então a causa não importa muito.
 
Mas a realidade é que não morremos. Deixamos o corpo físico e não saímos da vida, podendo, dessa forma, contemplar o triste espetáculo dos afetos que deixamos por causa do vício.
 
Qual pai ou mãe que, por pouco responsável que seja, não sentirá arder a consciência ao perceber os filhos na orfandade, sofrendo necessidades de toda ordem, por causa do suicídio provocado pelo vício do fumo?
 
* * *
 
Embora a maioria dos fumantes não faça a mínima idéia disso, a substância que inalam quando dão uma tragada, é um venenoso alcalóide, de fórmula química C10H14N2, e que está classificada farmacologicamente como uma substância tão letal para os nervos, que uma injeção de apenas uma gota pode provocar morte instantânea.
 
O monóxido de carbono tem, na fumaça dos cigarros, uma concentração que é, pelo menos, mil vezes maior do que a considerada suportável na atmosfera.
 
Assim sendo, se você que fuma se importa com os filhos e outros afetos, não os faça passar pela dor provocada pelo suicídio voluntário e lento que é o hábito de fumar.
 

 

Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado pela Revista Seleções do Reader´s Digest, de dezembro de 1973. Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.

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Enviado por Ligia Miranda/BA

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