quinta-feira, 15 de julho de 2010

O FIM DAS SURRAS PEDAGÓGICAS

Caros amigos,
Levando em consideração nossa atual conjuntura terrestre,na fase em que estamos de Transição Planetária em que faz-se necessária revisão nas formas de educação,em crianças índigo se juntam a nós neste processo especial e que espíritos endurecidos estão tendo sua última chance terrestre antes de retornarem para outros mundos não mais a Terra,devemos separar o joio do trigo do que pode ser algo eleitoreiro e não técnico,ou seja submetamos ao crivo dos bom senso. Se esse projeto tiver por trás uma comissão especialista no assunto,um grupo de trabalho que respalde o que foi apresentado vale a pena observar,pois uma coisa é certa: temos,enquanto sociedade,deixar de ser hipócritas. Por que digo isso? As raízes que levam as dificuldades nas relaçoes familiares e sociais sao bem profundas,cujos fatores culturais não podem simplesmente serem eliminados.E leve-se em consideração a diversidade. É óbvio que surrar,espancar,agredir é diferente de palmadinhas de leve,limitadoras e coibidoras,sabendo aplicar de maneira responsável e no lugar apropriado,afinal de contas não vai-se abrir diálogo verbalizado em forma de debate com uma criança de até 4 anos que todos sabem não vai "entender" o que você está se tratando,mas enquanto ainda animais(esquecemos disso sempre),temos ainda instintos e condicionantes primitivas que não vão mudar com Decreto,Projeto de Lei nem Regras pre-estabelecidas,pois ha varias reencarnações trazemos consigo vicios e atitudes que demandam vigilancia e mudança de hábitos com muito esforço e reforma íntima. Não estou defendendo nem dando razão às palmadas,mas numa sociedade em que se canta e se acha divertido "que um tapinha não dói" vemos crianças crescerem e virarem adultos que esquartejam mulheres,desossam outras,violentam mais outras e que precisamos de "Lei Maria da Penha" para tentar controlar o que poderia ser evitado com trabalho de massa educativo em horario nobre nos radios e televisão! Queremos liberdade irrestrita e inconsequente e nos incomodamos com moderações e restrições,freios que visem rever nossos atos e pensamentos. Achamos que tudo que é estatal não presta em nome da competitividade desclassificante que tem no ser humano seu alvo menos prioritário em nome do ganho e do achar que somos livres. Ha 20 anos foi aprovado o Estatuto da Criança e do Adolescente e o que vemos são crianças no sinais enviadas pelos pais obrigando a pedir dinheiro e comida,pois caso contrario tomam surra em casa. Nesse periodo temos tido assassinados,roubos,estupros e violencia de toda ordem,inclusive encomendadas por adultos para livrar suas caras porque sabem que o jovem vai sair em breve e ainda vai se vingar,pois da FEBEM que mudou de nome ele entra ladrão de manteiga e sai um serial killer e a proteção lhe acoberta,nao lhe reeduca,não o trata,muito pelo contrario vira um ônus social e espiritual neste nosso complexo cármico e expiatório. Nos países mais desenvolvidos economicamente como EUA o tratamento é bem diferente e melhor.Nos assustamos com a criança de 12 anos que matou e vai ser julgada como adulto e o pai pede revisão do processo judicial.É certo,nao sei,mas ja é mais rigor do que nossa sociedade hipócrita! Quem nunca ouviu falar do "Anjo Mau" na Inglaterra que virou filme?Vamos colocar na "reabilitação" à moda brasileira. Pais ausentes em que não se vê mais diálogo,são permissivos e que encontram no recurso da violencia o que nao tiveram tempo em palavras,carinho,amor. Criam projeções de heróis,em nome do orgulho realizado do que não teve para satisfazer seus anseios mais profundos.
Vale relfetir. Esse é apenas um desabafo!
Trajano


Publicada em:14/07/2010

O FIM DAS SURRAS PEDAGÓGICAS

Recife (PE) - O presidente Lula assinou hoje um projeto de lei revolucionário: as palmadas e surras tidas como educativas, aplicadas há séculos pelos pais aos filhos, poderão ser punidas agora com advertências, encaminhamentos a programas de proteção à família e orientação especializada. E não só os país, os amorosos e exemplares pais, coitados. Os professores e cuidadores (dos quais ninguém cuida) também ficam proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo bater em menores de idade.

Até então, a Lei 8.069, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente, condenava os maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não definia se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto assinado, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente".

Em um país de cotidiana prática de tortura nas delegacias policiais, cometidas sempre contra os delinqüentes de fato ou em potência, a saber, negros e pobres; em um país cuja maior escola, para todo o povo, foi e tem sido a herança da escravidão, que naturalizou a dor contra pessoas como se fossem bestas; em um país que mal saiu de uma ditadura que matou, destruiu e mutilou brasileiros sob o aleijão ideológico de que apagavam terroristas, o projeto assinado pelo presidente é um salto para a civilização.

Pelos comentários que agora correm em toda a web, sabemos bem quem se opõe ao projeto de lei: vêm sempre de indivíduos de extrema-direita ou conservadores de todo gênero. Alguns podem ser tomados como representantes do pensamento de nossa educação pela porrada. Dentre os mais legíveis, excluídos os insultos sórdidos à pessoa do presidente, colho:

"... não aceito interferência do Estado dentro da minha casa, na condução da educação dos meus filhos... Os pais ficam nessa de dialogar e as crianças tomarão conta da casa. Não respeitando mais os pais, não respeitarão nenhum adulto... Não vai ter juiz, desembargador ou presidente, que vai me dizer como educar meus filhos. ...Na minha opinião o ECA veio para estragar ainda mais a ordem em nosso pais, porque amparados por esse estatuto temos centenas de menores com 16, 17 anos praticando crimes e ficando impunes. Na minha opinião a lei mais forte é o direito dos pais de educarem seus filhos".

Observem que a média de nossos bárbaros ainda nem assimilou o ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que para eles é só eca, porcaria, nojo, nada mais. No entanto, creiam, o projeto de Lula segue uma tendência mundial. Ele cumpre uma recomendação do Comitê da Convenção sobre Direitos da Criança das Nações Unidas, para que os países passem a ter legislação própria referente ao tema. A Suécia nos antecipou em 1979. Depois vieram Áustria, Dinamarca, Noruega e Alemanha. Atualmente 25 países têm legislação para proibir essa prática. Na América do Sul, até então, apenas o Uruguai e a Venezuela possuíam lei semelhante. Agora, vem o Brasil. É tempo, há tempo não somos mais o fim do mundo.

O presidente Lula, do alto de sua cultura extraordinária (sinto que explicar isso exigiria um outro artigo), homem educado na vida política e sindical, traz agora para todos os brasileiros os avanços do resto do mundo. Eu, que fui criado sob o lema paterno de "bato num filho como quem bate num homem", e que sob tão alto princípio recebi as lições educativas de surras de borracha, mangueira de jardim e socos, bem conheço o alcance do projeto assinado pelo presidente. Salve. Assuntos de desrespeito à pessoa, de brutalidade contra jovens, não são assuntos de foro íntimo, da vida privada, a se resolverem entre quatro paredes. Violência educativa não pode nem deve continuar a ser assunto restrito aos pais e doces educadores.

Com esse projeto, parece que chegou a hora de as crianças brasileiras receberem o mesmo afeto e cuidado que as mulheres e senhores classe média dispensam a seus cachorrinhos. Tão fofos, eles, os cachorrinhos.


Fonte: http://www.diretodaredacao.com/

Enviado por Jaime Khoury/BA

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