terça-feira, 12 de outubro de 2010

O PALAVRÃO


Embora muitas vezes inevitável, porque liberta,extravasa,alivia(imagine uma topada na rua,o seu time que toma um gol besta,o árbitro que "rouba" no jogo....) mas na verdade,devemos sempre estar vigilantes diante dele...

O PALAVRÃO

TERÇA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2010

Deve‑se ou não usar o palavrão ? A inquietação moderna, escavando fósseis da incultura de nossa Humanidade, agita alguns problemas que merecem reflexão acurada, não simplesmente pudica, mas antes de tudo racional.
Sabemos que toda palavra corporifica uma idéia.
Antes de vir à tona, como expressão de uma atitude, é um pensamento em elaboração, cuidadosamente acalentado ou, então, incorporado sem análise ao nosso patrimônio íntimo, pela conseqüência da inércia de refletir.
Gravita em nosso clima espiritual.
Enquanto a idéia demora em nosso interior, no processo de gestação, estabelece laços de afinização com outras semelhantes, arquitetadas pelo nosso próximo, ou seja, por aqueles que estejam pensando igual a nós.
Nenhuma palavra escapa desse mecanismo.
A palavra obscena imanta o pensamento humano na lama, chafurdando a mente numa pocilga infecta, explodindo, depois, não como um singelo e inconseqüente desabafo. É a consolidação de miasmas que se arremetem, pelo clima mental, aumentando o índice de poluição de maus pensamentos que infestam a nossa moradia terrena.
Autores, manipulando a obscenidade, tão somente estimulam a sobrevivência do que de menos feliz a mente humana há criado, no curso de milênios. Não é uma Arte. Denuncia, na realidade, a comercialização do poder criativo e, ao mesmo tempo, a mediocridade a que se relegou a imaginação nesta quadra evolutiva.
Rebuscar autores antigos que, num lapso, caíram no mesmo engano, absolutamente não dá validade ao processo atual, nos tristes panoramas infra‑instintivos.
A Doutrina Espírita, eterna presente na análise do comportamento humano, convida‑nos a abordar sempre face a face a temática moderna, a fim de que não sejamos cordeiros a marchar desinformados entre lobos e para que não sejamos "o mais um" a engrossar a fileira dos que se deixam conduzir passivamente ao precipício da perversão moral.
Palavras de baixo calão não só ferem a sensibilidade, mas revelam a vulgaridade dalma, que nos cumpre vencer, escalando as montanhas difíceis da elevação de sentimentos do Espiritismo‑cristão.
Ninguém estará desatualizado, ultrapassado, simplesmente porque não se mete dentro da lata de lixo que apontam como modelo avançado de comportamento.
Reeduque‑se o pensamento, reeduca‑se a palavra.

Roque Jacintho
Revista Internacional de Espiritsmo – Junho/1971

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