quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AMIGO ENGANADO - Mensagem psicografada na reunião dos Trabalhadores da FEIS





Mensagem do Nosso Irmão Alberto Fonseca falando sobre JUDAS!
 
 

 

Amigo Enganado

 

A memória humana é cruel, os seus arquivos do tempo teimam em se repetir, esmiuçando os espíritos do erro a ínfima posição de degredados da História.

Conquanto o Mestre Amado tenha dito; "Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra...", naquele acontecimento memorável em presença de sua figura insigne, nenhuma pedra foi atirada, mas, longe da imparcial e afetuosa justiça do Rabi Nazareno, que não sacrificava a sua opinião à própria conveniência do momento, quantas "pedras" nós já atiramos nos outros?

Milhares de pedras já partiram das nossas mãos judiciosas. Tantas vezes estilhaçamos as personalidades acusadas sem nos aprofundarmos nas questões do desacerto alheio. Fomos e ainda somos os juízes da praça a lapidar os que estão sendo julgados pelos seus pecados.

Percebemos com tristeza que nas festas cristãs, através dos séculos e em diversos paises, Judas continua a ser castigado, sacrificado duramente, estigmatizado como traidor perpétuo e adversário perene da verdade.

Pobre Judas filho de Simão, nascido na pequena Iscariote ao extremo sul da velha Jerusalém, sua figura tem a marca da infidelidade, uma mancha maldita a lhe trazer uma sina ao nome.

Mas será que tendo Jesus descido ao convívio dos homens imbuído  de Sua Santa Missão, não caminharia Ele em direção ao madeiro deixando-se sacrificar pacificamente independente ou não da traição de Judas?

Reflitamos na culpabilidade humana abrangente, sem a projetarmos nos Caífas, Poncios Pilatos e Judas da vida, como o fazemos.

Judas Iscariote de certa forma foi uma pobre alma, marcado em vida por muitos dramas e sofrimentos, escolhido pelo Mestre por acalentar vigoroso desejo de ver o povo judeu liberto. O mais culto entre os apóstolos de Jesus. Judas desde cedo teve que se entregar a dureza do trabalho, não conhecendo verdadeiro amor de pai ou de mãe. Os valores amoedados junto às bancas do comercio foram os professores da tenra idade, quando ainda nos brancos anos da juventude aprendeu a contabilidade que o faria guarda da bolsa de ofertas no Ministério do Mestre.

Constantemente apoquentado pelas mentes obsessoras, médium em profunda angústia, em busca do equilíbrio e do 'conhecer a si mesmo', Judas era cercado por cenários sonhadores e bélicos de libertação da palestina. Era um homem que vivia em companhia do desalento. Judas na verdade só veio conhecer a paz de espírito quando caminhou ao lado de Jesus e testemunhou com imensa certeza ser Ele o Messias prometido, aquele que libertaria o povo esmagado pela tirania da Águia romana.

Seus dilemas íntimos eram muitos e vexatórios, esmagando-o com a indiferença dos próprios companheiros, que não entendiam aquele seu estado de apoteose e os sonhos delirantes de libertação.

Judas era um pobre coitado devaneador, que produzia em seus pensamentos cenas quase teatrais e fantásticas da liberação do povo, reconhecendo em Jesus o general desse exército celeste que viria socorrer os sofrimentos de uma nação.

Embora bastante intranqüilo quanto ao dinheiro, tinha a mais profunda admiração por Jesus, creditando nele todas as esperanças de ser entendido e ver o reinado do Deus Único ser instituído.

Ao ver o Nosso Senhor adentrar Jerusalém na glorificação dos gritos de hosana, palmas nas mãos e estendidas pelo caminho nas saudações do povo humilde que gritava ao Messias prometido, Judas sinceramente acreditou que aquela era a hora tão aguardada; a hora que Jesus, como grande Rei e Messias, mostraria o poder celestial aos homens do Sinédrio e aos Césares. Judas foi entre a multidão um dos mais afoitos a gritar, a dar vivas ao Alto, a clamar hosana as alturas, brandindo a todo pulmão o grito de ordem de adoração ao Enviado de Deus.

Nada obstante veio o seu desapontamento, ao chegar com Jesus ao templo O viu aquietar-se, somente meditando sobre a Jerusalém tragada pela ignomínia e pela corrupção das intenções políticas financeiras.  Enquanto o pobre Judas esperava o chamado imediato para "irem às armas", diante daquela mobilização das massas que acompanhavam o Mestre num cortejo jamais presenciado por ele, o silêncio meditativo foi a única resposta de Jesus, ruborizando o esperançoso Judas.

Sem a devida compreensão da Missão de Jesus, naquele momento Judas se abalou, deixando que incertezas e dúvidas lhe envolvessem a alma e lhe tomasse de pensamentos negativos. Aquele homem que antes gritava as alturas de súbito já não cria mais na figura forte e pujante de Jesus, percebendo-O nesse momento como modesto ramo a balançar ao sabor da ventania sem poder defender-se. 

Judas deixou assim ser dominado pelos inimigos trevosos que estavam à espreita de uma oportunidade junto a sua mente confusa, já sondada de antemão por políticos fariseus, aquiesceu então ao convite da escuridão. Judas enganou-se e foi enganado pelas mentes astutas do Sinédrio. Na promessa de afastar Jesus das aglomerações da páscoa, concordou revelar os passos do Mestre Querido aceitando para tal o pagamento de trinta moedas.

Oh! Pobre Judas! Como sofreu a constatar que fora alvo da sua própria incúria e da envilecida sagacidade dos Fariseus.

Pobre Judas que através de um beijo traiu o maior amigo da sua existência. O beijo mais amargo!

Pobre Judas que se enganando, enganou o próprio amor, escondendo-se dele.

Em suor gélido e mortal, ante a profunda tristeza que abate todas as forças de um indivíduo e entre o açodar do punhal da traição que lhe rasgava o coração dilacerado pelo profundo remorso, o pobre Judas se deixou levar pelo autocídio, penetrando nos abismos profundos da dor.

Oh! Quanto sofrimento esse Espírito teve que testemunhar, quantos estilhaços de um gesto impensado a lhe atingir por séculos, a lhe esfrangalhar em pedaços mil vezes repetidas o coração.

Arauto da traição, Judas é o reflexo de nós mesmos, homens imperfeitos que somos!

Essa maldição da traição que costuma espancar e queimar publicamente aquele que personificaria o traidor do Cristo, nada mais é que o peso insuportável dos nossos próprios enganos.

Judas já ha muito tempo é um Espirito Iluminado, de consciência liberta, possuidor de extrema generosidade, humilíssimo, que através dos séculos tem contribuido extraordinariamente e anonimamente junto aos cristãos.

O Bom Amigo sabia disto, e, ao deixar o corpo estendido na Cruz infame, depois de toda agonia que enfrentou na carne, pensou primeiramente no outro. Seu coração meigo e extremamente generoso logo se abateu pela lembrança do apóstolo perdido. Mergulhando de imediato nas profundezas abismais, Jesus foi em busca de Judas para retirá-lo dos tormentos do fogo do arrependimento e das dores do suicídio.

Talvez aí esteja meus caros um dos gestos mais significativo do Mestre, um dos muitos que ficaram sem registro, que não se encontra no Seu Evangelho. Dentre os milhares que marcam a Sua Luminosa senda de Amor, resgatar o amigo enganado, imediatamente perdoando-o pelo momento de vacilo e engano, partindo ao seu encontro prontamente é de um altruísmo tão puro, tão generoso, que só poderia ter vindo do Cristo Jesus.

Se o Mestre atraiçoado perdoou imediatamente a Judas, quem somos nós para continuar condenando-o através dos séculos?

Ele disso não necessita, mas libertemos a sua memória.

I

Por isso Jesus é que te adoramos, te louvamos e te entregamos as nossa vidas.

Por estes Teus exemplos de Afeição e Modéstia é que somos apaixonados por Ti Senhor! Que te carregamos no peito através dos séculos como nosso único modelo e estatuto verdadeiro.

Jesus Amado, Tu És nosso derradeiro Amor, Eterno Sol das nossas existências.... Nossa Redenção!                 

                  

Pe Alberto Fonseca

Mensagem psicografada na reunião mediúnica dos trabalhadores da

Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em 29/10/2010




 





Um comentário:

Anônimo disse...

O mesmo padre!? http://www.cesdies.net/monumento-de-mafra-virtual/terramoto-de-1755-em-mafra

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