segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"INCORPORAÇÃO"


 

Como se dá a incorporação?

27jan09

Podemos nos comunicar com outros Espíritos?
Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscien­tes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Existe a incorporação de Espíritos?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comuni­cam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incor­porado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observa­dores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

Como se dá este procedimento?
'Incorporação' é um sinonimo, não muito adequado, para psicofonia; mas como a palavra já tem signifi­cado consagrado, vários autores continuam empregando-a; esclarecemos porém que nenhum espirito se apossa, "entra" no corpo de um encarnado, médium ou não.

A psicofonia é o fenômeno mediúnico pelo qual o médium empresta seu aparelho fonador (cordas vocais, boca etc) para emitir as frases que o espirito deseja. O contato é telepático, entre a mente do espirito e a mente do médium, através dos perispíritos de ambos.

Perispírito é uma espécie de segundo corpo que o encarnado possui, e que tem a mesma forma que o primeiro corpo, o chamado corpo físico; assim como o primeiro, o corpo perispiritual também é consti­tuindo de matéria, só que de matéria mais sutil, fluídica e cujos átomos estão em outro nível vibratório

Após desencarnar, a alma (agora espirito) perde seu primeiro corpo, mas mantém sempre o segundo.

Assim como o som necessita de um meio material (ar ou água) para sua transmissão, a comunicação do pensamento usa os perispíritos dos envolvidos, no caso, o do médium e o do espirito comunicante.

Como o contato telepático não é visível aos espectadores, é claro que, dependendo do caráter ético do médium, esse pode estar tendo uma sessão de psicofonia, como pode estar simulando uma, caracteri­zando uma fraude.

Em resumo: A mediunidade de psicofonia existe. Nem sempre uma sessão de psicofonia é real, pode es­tar havendo uma simulação da sessão por parte do médium, que nesse caso não é um médium e sim um embusteiro (*). Quando ocorre a psicofonia, o contato é via telepatia, entre ambas mentes, e o meio de transmissão do pensamento é fornecido pela atmosfera fluídica, de matéria sutil, de que são for­mados os perispíritos, do transmissor e do receptor da comunicação.

(*)Nota: Num centro espirita, há cursos para "treino" do médium que se inicia, de modo a evitar, dentro do possível, qualquer parcela de fraude a nível inconsciente. Já para evitar a fraude proposital, conscien­te, a norma do Espiritismo é "NÃO SE COBRA POR NENHUM TRABALHO MEDIUNICO", interpretando as­sim o "Dai de graça o que de graça recebestes".

A manifestação normalmente é telepática, porém como se dá as incorporações onde há mu­danças de fisionomia do médium, como é explicado este fenômeno?

O fenômeno de mudança de fisionomia chama-se transfiguração. Abaixo transcrevemos as informações que podem ser obtidas em O Livro dos Médiuns (Cap. VII) sobre tal assunto:

Consiste na mudança do aspecto de um corpo vivo. Aqui está um fato dessa natureza cuja perfeita au­tenticidade podemos garantir, ocorrido durante os anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne.

123. A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa.

Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é ra­dical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobre­tudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.

Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, medi­ante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguin­temente, a opacidade; que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos. Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, impri­mir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exte­rior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.

Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. So­freu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo. Pro­vável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.

124. Concebe-se que o corpo possa tomar outra aparência de dimensão igual ou maior do que a que lhe é própria. Como, porém, lhe será possível tomar uma de dimensão menor, a de uma criança, conforme acabamos de dizer? Neste caso, não será de prever que o corpo real ultrapasse os limites do corpo apa­rente?
Por isso mesmo que tal se pode dar, não dizemos que o fato se tenha produzido. Apenas, reportando-nos à teoria do peso específico, quisemos fazer sentir que o peso aparente houvera podido diminuir. Quanto ao fenômeno em si, não afirmamos nem a sua possibilidade, nem a sua impossibilidade. Dado, entretan­to, que ocorra, a circunstância de se lhe não oferecer uma solução satisfatória de nenhum modo o infir­maria. Importa se não esqueça que nos achamos nos primórdios da ciência e que ela está longe de haver dito a última palavra sobre esse ponto, como sobre muitos outros. Aliás, as partes excedentes poderiam ser perfeitamente tornadas invisíveis.

http://aprendizadoespirita.wordpress.com/2009/01/27/como-se-da-a-incorporacao/

 

Cap 16 – Incorporação – O capítulo demonstra todo o processo da psicofonia ("incorporação"). Um Espírito desencarnado é levado à reunião mediúnica do mesmo grupo de médiuns que participava, quando encarnado. A médium que o atenderá na reunião (à noite), horas antes tem graves problemas conjugais (marido alcoólico) e é-nos demonstrado o abençoado apoio espiritual que ela então recebe, mercê do seu devotamento.MISSIONARIOS DA LUZ Chico Xavier / André Luiz

 

TIPOS DE " INCORPORAÇÃO"  A EXEMPLIFICAR:

 

PSICOGRAFIA, PSICOFONIA, PINTURA MEDIÚNICA...



Como se dá a incorporação? – II

29jan09

Já que NÃO existe a incorporação, como médiuns dão passividade a Espíritos menos esclareci­dos, tomando formas físicas diferentes, falando com voz alterada. Isto seria charlatanismo?

O processo de incorporação tal qual essa palavra exprime não existe, pois ninguém pode "entrar" no cor­po de outro. Mas o Espírito pode, e é isso o que normalmente faz, agir no campo mental através de sin­tonia (e por afinidade fluídica), assumindo a personalidade e a vontade do indivíduo. Nos casos de subju­gação, por exemplo, o domínio é tão intenso que dá a impressão que o Espírito toma posse do corpo da pessoa. Na prática da mediunidade, quanto maior o esclarecimento do médium menor o domínio que o Espírito terá sobre ele. Se tem pouco esclarecimento sobre essa faculdade, certamente deixará que Espí­ritos pouco adiantados a usem da forma que bem entenderem. No que diz respeito a mudança de fisiono­mia, Allan Kardec instrui que trata-se do fenômeno da transfiguração, coisa mais comum nas manifesta­ções dos Espíritos inferiores, podendo, sem dúvida acontecer também com os superiores.

Em que estado permanece o Espírito do médium quando este recebe uma entidade desencar­nada? Seu Espírito continua em seu corpo ou fica à sua volta? A Codificação fala algo sobre este assunto?
O processo de influenciação do médium pelo Espírito se dá todo no campo mental. O médium é conscien­te de seu trabalho e quanto mais desenvolvido nas lides mediúnicas, mais consciente de sua capacidade permanece. Tudo se dá no sentido da afinidade fluídica, estimulando a mente do médium a transmitir as sensações do mundo invisível à sua volta. A influência será mais ou menos intensa, conforme o grau in­tensidade da faculdade. Mesmos nos casos de mediunidade sonambúlica, o médium jamais abandona seu corpo físico.

Devemos acreditar em tudo o que os Espíritos dizem?
Os Espíritos desencarnados são almas de homens que já viveram na Terra. Portanto podem ser portado­res dos defeitos e qualidades que tinham quando encarnados. Podemos acreditar nas palavras dos ho­mens bons, mas não devemos dar crédito aos conselhos daqueles de má índole. Da mesma forma deve­remos proceder com o mundo dos Espíritos. Devemos analisar cada comunicação dada pelos Espíritos, qualquer que seja o nome que assinem. Os bons trazem mensagens edificantes e com algum fim útil e querem sempre o bem da humanidade. Os atrasados ou maus podem nos enganar com palavras belas e melífluas, podendo tomar emprestado nomes de pessoas conhecidas ou Espíritos iluminados para nos im­pressionar. Desses devemos nos precaver, conforme nos ensina Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Gostaria de saber, se é possível uma pessoa que está estudando kardecismo não poder ajudar por não ter dons mediúnicos. E no caso, o que as pessoas devem fazer para saber se têm dons ou não?
Qualquer pessoa pode ajudar no centro espírita, desde que disponha de boa vontade e preparo moral e doutrinário adequados. Isso se consegue com estudo e boa dose de seriedade, dedicação, abnegação e disciplina. Não é necessário ter dons mediúnicos para servir. Existem inúmeras frentes de trabalho nas casas espíritas onde se pode desempenhar tarefas que não dependem da mediunidade. Para se saber dos possíveis dons mediúnicos, Allan Kardec nos diz que devemos testar as pessoas. Não existe uma fórmula e nem podemos adivinhar quem tem ou não. Os melhores servidores nesta área são aqueles formados dentro das casas espíritas que tratam o estudo da Doutrina Espírita com seriedade. Aqui entra a grande responsabilidade do dirigente que teoricamente deveria estar apto a conduzir as pessoas de forma equili­brada ao desenvolvimento e exercício desta nobre tarefa. Os médiuns ostensivos, que já demonstram al­gum dom desde cedo, devem ser submetidos igualmente ao estudo disciplinado e à orientação de alguém experiente dentro do centro espírita que possa dar-lhe direcionamento seguro de sua faculdade. Caso contrário, poderá desequilibrar-se.

Um médium, durante vários trabalhos mediúnicos vem recebendo o mesmo espírito comuni­cante, sentindo-se perturbado pelo fato. Isto poderia ser um indicio de obsessão? Existe mais casos assim? Tem uma outra interpretação?
Nenhum Espírito entra na Casa Espírita sem permissão. O Espírito comunicante somente recebe permis­são para adentrar a Casa Espírita para manifestar-se através dos médiuns, quando aceita todas as condi­ções necessárias numa comunicação de respeito e comportamento. Em seguida o Espírito recebe uma carga de energia positiva, que o deixa de certa forma imobilizado para realizar os transtornos que dese­java, por isso reclama muito de que esta amarrado, que não o deixam fazer o que ele quer, que não que­ria estar ali, que foi obrigado a vir, etc. Isto não é verdade, ele sabia o que iria acontecer quando lhe fo­ram colocadas as condições, a reclamação é para impressionar a nós encarnados e por causa do seu or­gulho. Após esta fase de energização espiritual, os Espíritos Auxiliares aproximam o Espírito que irá se manifestar e fazem a ligação da sua mente perispiritual ao órgãos sensórios do médium. Se o médium é moralmente equilibrado irá manter o domínio energético sobre o Espírito durante o transcorrer da mani­festação, e o Espírito será facilmente doutrinado e encaminhado. Mas se o médium não se mantém mo­ralmente equilibrado, irá passar energia negativa que irá fortalecer o Espírito e o médium perderá o do­mínio energético proporcionando ao Espírito o domínio sobre a manifestação, ocasionando comunicações muito desagradáveis de natureza grosseiras ou frívolas. O Espírito não será doutrinado, e transmitirá suas energias inferiores para o médium que se sentirá com mal estar após está comunicação. O plano es­piritual fez tudo que era possível para ajudar o Espírito comunicante, trazendo-o á reunião, tomando as providências de energização, etc. Aí quando o Espírito é conectado ao médium, forma -se uma simbiose energética entre o médium e o Espírito. O médium passa a sua energia que é negativa para o Espírito, que neste caso volta a se fortalecer negativamente. Portanto, para evitar essa situação é importantíssimo a moralização do médium. O Espírito que se comunica várias vezes e não é encaminhado é porque o mé­dium não oferece condições energéticas para o encaminhamento e doutrinação e certamente isto vai aca­bar em obsessão.

 

http://aprendizadoespirita.wordpress.com/2009/01/29/como-se-da-a-incorporacao-ii/


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