quinta-feira, 31 de março de 2011

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PARTIDA E CHEGADA


NELSON XAVIER INVOCA CHICO XAVIER TODOS OS DIAS

Posted: 24 Mar 2011 07:55 AM PDT

Nelson Xavier e sua esposa, Via Negromonte
Todos os dias quando acorda, Nelson Xavier invoca Chico Xavier. A prática foi adquirida desde que ele interpretou o famoso médium na cinebiografia que leva seu nome e é mantida às vésperas da estreia de "As mães de Chico Xavier", marcada para 1° de abril.

— Eu o agradeço por tudo o que estou vivendo. Não quero afastá-lo de mim.

No longa, dirigido por Glauber Filho e Halder Gomes, Nelson volta a interpretar o líder espiritual. Desta vez, o foco é a redenção que as cartas psicografadas por ele provocava naqueles que perderam entes queridos, principalmente filhos.

— Estou, de novo, vivendo Chico Xavier, profundamente emocionado. A emoção me acompanha desde que estive em Uberaba (MG), na casa dele. Ao visitar seus parentes, foi uma torrente de choro e energia. Só posso crer que ele estava comigo.

A mesma impressão é sentida por quem tem fé no espiritismo e se aproxima de Nelson.

— Quase todos os dias alguém se comove e chora na minha frente. São espíritas que sentem essa energia que me arrebata.

Tamanha comoção era impensável para o homem de esquerda que passou a maior parte da vida sem acreditar em Deus.

— Não posso dizer que sou ateu depois do Chico. Mesmo sem seguir religião, esse personagem me tornou mais responsável. Não quero que o amor fique no discurso. Todos falam de amor, poucos o praticam.

O primeiro contato que Nelson teve com espiritualidade foi forçado por um câncer de próstata, que o acometeu em 2004.

— Recorri às forças espirituais para alcançar a cura. No Lar de Frei Luiz (instituição espírita em Jacarepaguá) fui tocado pela caridade que praticam. E a caridade é um sentimento desprezado por socialistas. Hoje é meu dever testemunhar isso.

Ator faz rir na peça 'A lição e a cantora careca'

O público também pode ver Nelson Xavier em ação na peça "A lição e a cantora careca", com direção de Camilla Amado, em cartaz no teatro Maison de France, no Centro.

— É o primeiro papel que faço depois do Chico. Trata-se de texto não realista, as pessoas riem muito. É uma obra-prima que exige muito de mim. Na estreia, na última semana, ouvimos vários aplausos durante a sessão — comemora o ator.

O texto do escritor romeno Eugène Ionesco ridiculariza situações banais, além de retratar a solidão do ser humano e a insignificância de sua existência.

A partir do jornal Extra. Leia no original





Enviado por Marluce Faustino/RJ

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