domingo, 5 de junho de 2011

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES


 

 

 

 

 

Médiuns e mediunidade

 

No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades

mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio

Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegarlhe

o espírito em discórdia.

"Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago

ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria

pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem

guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos,

decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas,

e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse

os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio."

E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que

tudo, no campo da seqüência da natureza, é solidariedade e cooperação.

Se os braços desaparecerem, os pés se fazem mais ágeis; em

sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a

visão surge apagada, o tacto mais amplamente se desenvolve; se o

baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de

modo a satisfazer as necessidades do sangue.

Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um

grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium

possui tarefa específica.

Esse esclarece...

Aquele consola...

 

 

 

 

Outro pensa feridas...

Aquele outro anula perturbações...

Esse incorpora sofredores angustiados...

Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande

beneficência...

Outro recebe a palavra construtiva...

Aquele outro se incumbe da mensagem santificante...

Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora,

a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o

verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio

abençoa.

Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do

profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-

gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto a

cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção

que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.

E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a

ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no

santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus-Cristo – o

Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais

altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina

essência da Sua lição divina:

– "A cada qual por suas obras"

                                      CHICO XAVIER - WALDO VIEIRA (Cairbar Schutel)


Enviado por Lia Rezak
POSTO DE SOCORRO BEZERRA DE MENEZES-Salvador/Bahia

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