segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mensagem do dia 17/07/2011 recebida na Pintura Mediúnica (FEIS)





 

"Embora esses artistas já estejam em nível mais elevado de percepção e técnicas, eles, pelo comprometimento e dever, devem retratar a visão do passado, repetitivamente, de forma altruísta e agora somente educativa, dedicados a despertar uma maior sensibilidade. Pelas gamas de cores que usam, tentam levar os sentidos materiais a fazer o elo com o mundo espiritual através dessas tintas e do trabalho mediúnico ao vivo.

De todas as formas trabalha-se para esclarecer os homens, para civilizá-los e moralizá-os, conquanto os meios sejam diversos, há milhares que morrem cada dia antes que a luz se faça presente neles."

 

 

Mais arte em nossas vidas

 

 

A história da humanidade é registrada pelos valores que a compõe. Cada época carrega seus atributos, seus símbolos, identificando um povo e os costumes sociais daquele tempo.

Assim observando atentamente em torno de nós, veremos uma enorme quantidade de objetos criados pelo homem com uma certa finalidade de auxiliá-lo, facilitando seu papel de ser inteligente que deve desenvolver suas habilidades cognitivas.

É só olharmos ao redor e veremos essas ferramentas auxiliando-o a viver. A cadeira serve para o descanso, para o trabalho, a mesa o ajuda a apoiar diversos objetos, o lápis facilita a transcrição de idéias para o papel, a lâmpada possibilita-o enxergar melhor vencendo a escuridão; os diversos instrumentos criados para auxiliar nos afazeres diários, as máquinas que fazem os trabalhos pesados que a frágil musculatura humana não suportaria, enfim, todas essas coisas e aparelhos criados pelo homem são agregados do seu discernimento pratico da vida, com uma distinta finalidade.      

Os antropólogos sabem que são capazes de reconstruir a organização social de um determinado agrupamento humano a partir dos objetos preservados. Quando são encontrados vestígios de vidas passadas em sítios arqueológicos, os objetos encontrados ajudam a remontar a vida humana numa determinada época, mediante os testemunhos materiais que dela subsistem.

Dessa forma percebemos que as criações do homem nascem de sua necessidade, têm um princípio, um meio e um destino bem caracterizado.

E a arte, qual seria então a sua finalidade dentro desse processo de criação do homem, já que ela é subjetiva e não é um artefato que o auxilia nos afazeres diários?

Embora não possa ser usada como ferramenta material, ela, a arte, está a serviço da expressão dos sentimentos, da noção de beleza que a percepção humana consegue traduzir, como conselheira dos estados oníricos e psicológicos da alma, expandindo as limitações do homem em alcançar o desconhecido, na visão de certo momento histórico relevante, como meio educativo e igualmente como tradutora fidedigna, ao longo dos séculos, da autobiografia do homem.

Arte e História estão em simbiose organizada, trazendo as gerações posteriores educação, ensinamentos, apresentando as verdades da humanidade passada.

Pela arte regressamos as primeiras tentativas do homem em traduzir as belezas da criação, e também do Criador, quando a todo custo aventurou-se em esboçar a figura da divindade através das suas próprias limitações. Diante do canvas e das cores que desejam imitar as matizes da natureza, o homem retratou sua forma de ver o mundo que o cerca e o mundo da sua imaginação.

A arte está embrenhada no homem, na sua identificação com a religião, desde as primeiras tentativas de reproduzir os inúmeros deuses do politeísmo, as obras dos primeiros cristãos artistas ainda escondidos nas catacumbas da Roma pagã, para logo mais lançar-se as peças religiosas nos monastérios e catedrais, intentando sempre delinear sua própria fé.

A arte nos atinge com os valores da Grécia antiga, pela arquitetura, escultura, pintura. Faz-nos navegar pelo Renascimento, pelo Neoclassicismo, com ela visitamos o Romantismo, o Realismo, o Impressionismo, vamos do Pós-impressionismo até o Expressionismo, o Cubismo e todos os outros movimentos, até chegarmos a Arte-moderna, essa que retrata tão bem a contemporaneidade.

Os artistas espíritos não são outros que esses mesmos protagonistas da arte do passado, que hoje continuam a traduzir suas realidades de outrora, demarcando através do estilo que pintam a época em que viveram e sua influência cultural e educativa através dessa arte.

Alguns deles foram os iniciadores de uma nova tendência artística, como no caso do Sr. Pablo Picasso que deu origem ao movimento do Cubismo. Contudo, embora eles tenham tido bastante sensibilidade artística, foram insensíveis em outras áreas da vida, quando presos a paixão da arte apenas. Agora eles retornam pra trazer aos pares encarnados um recorte daquela efusiva paixão que dominou suas vidas.

Embora esses artistas já estejam em nível mais elevado de percepção e técnicas, eles, pelo comprometimento e dever, devem retratar a visão do passado, repetitivamente, de forma altruísta e agora somente educativa, dedicados a despertar uma maior sensibilidade. Pelas gamas de cores que usam, tentam levar os sentidos materiais a fazer o elo com o mundo espiritual através dessas tintas e do trabalho mediúnico ao vivo.

De todas as formas trabalha-se para esclarecer os homens, para civilizá-los e moralizá-os, conquanto os meios sejam diversos, há milhares que morrem cada dia antes que a luz se faça presente neles.

Hoje, já arrependidos dos seus erros e deslizes do ontem, são agentes desse esclarecimento, agentes da reforma íntima e da reforma de modificações energéticas nos dois planos da vida onde trabalham, auxiliando tanto encarnados quanto desencarnados a perceberem que a realidade pode ser traduzida de várias maneiras; da forma cinza e sombria, ou, colorida e alegre tal como a mensagem intangível que tentam expressar pela arte.

Enquanto o trabalho de pintar as telas é feito no cenário humano, aos olhos atentos do público, outro trabalho de valor indescritível acontece no plano espiritual..., espíritos brutos e endurecidos são atraídos pelas energias do amor e estesia que brotam, servindo assim para reeducá-los no caminho da luz, numa outra forma proveitosa de esclarecimento através da sensibilização de certos emoções esquecidas. Devemos mencionar a dedicação atual desses pintores, cada qual ligado a um tipo especifico de problemática, onde desempenham um papel de articulistas e terapeutas em prol da vida moral e edificante.

Trazemos para melhor ilustrar nossa declaração, o trabalho e exemplo do nosso irmão Van Gogh. Em vida sofreu de diversas crises nervosas, inclusive sucumbindo as raias da loucura e ao suicídio, hoje, embora ainda vigoroso nas suas pinceladas, notadamente se mostra extremamente dócil e carinhoso, atencioso, dedicando-se com empenho aos cuidados junto as criaturas envoltas nos abismos da depressão, já tendo livrado inúmeros irmãos de cometerem o suicídio através do seu constante auxílio e dedicação nessa área.

Assim concluímos que a arte é uma expressão importante da vida. Conquanto o homem deverá crescer e evoluir, ainda aqueles que não admiram-na, terão de alçar para isso sua sensibilidade nos escaninhos da arte, de alguma forma diversificando suas aptidões em todos os sentidos, até que consigam alcançar o patamar de evolução ao qual estamos todos destinados.

Rematamos desse modo que não é a toa meus caros que dentre as 7 esferas da Terra, há uma intitulada "Arte, Cultura e Ciência", provando-nos que para ascender a esfera maior, terá o homem de conquistar os atributos dessas faculdades inerentes a sua capacidade evolutiva.

Sendo dessa maneira proveitoso esse exercício público da mediunidade, embora dentro das limitações no que diz respeito ao aparelho medianímico, que sempre sofre de insuficiência para expressar tudo que os espíritos apresentam, ainda assim essa é uma grande oportunidade para todos os presentes deixarem-se levar pela estesia das telas, pela beleza das cores, pelos matizes que envolvem os sentidos, libertando-se algo mais do concretismo que os cerca, deixando que os sentidos se deleitem e absorvam os eflúvios numerosos que se revela em toda forma de arte educada e com proveito ao bem e a caridade, já que não é novidade alguma que essas telas ajudam a manter obras assistenciais no plano físico e plasmam diversas mudanças espirituais aqui nesse plano extrafísico.

Continuemos todos na nossa jornada individual e coletiva em busca do sensorial, como antena que nos deixa captar um pouco mais das tantas belezas espalhadas no reino do Pai Maior, sabendo que a arte e suas muitas formas de expressão é uma faculdade construtiva e que não se perde jamais nas aquisições do espírito.

Aqueles que não a podem melhor admirá-la hoje, amanhã o farão.

Roguemos ao Pai que as lições aqui testemunhadas consigam de alguma forma tocar os corações, em modelo de fé e confiança imbatível na vida imortal.

Que deus abençoe todos aqueles que doam um átimo do seu tempo para esclarecer e educar os semelhantes. Muita Paz e que Jesus esteja sempre em nossas vidas qual archote de Luz a nos sinalizar os perigos reais da estrada para que não nos percamos nas encruzilhadas e embustes do caminho.

Deus seja louvado; ontem, hoje e sempre!          

                    

        

Alfredo Dantas

Mensagem psicografada junto ao público no trabalho de psicopictografia da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em 17/07/2011


SALVADOR-BAHIA



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