terça-feira, 6 de setembro de 2011

GRAVIDEZ E ESPIRITISMO


Valorização da Gravidez

Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Carlos Roberto
Rio de Janeiro
24/04/1998

Organizadores da palestra:

Moderador: "Dejavu" (nick: |Moderador|) "Médium digitador": "jaja" (nick: Carlos_Roberto)

Oração Inicial:

<Dilma> Senhor Deus, Pai de infinita bondade. Jesus Mestre amado, mais uma vez aqui estamos reunidos, para buscar o aprendizado de que tanto necessitamos. Abrir a nossa compreensão de nosso sentimento, para as belezas espirituais. Senhor, buscamos a compreensão , pelo muito tempo que andamos na escuridão. Rogamos, ampara-nos, inspira-nos sempre, se cairmos, Senhor, estende Tua mão amiga. Dá-nos os Teus ensinamentos, através dos amigos espirituais, para que possamos saciar a sede de conhecimento. Guia-nos na aquisição da sabedoria e principalmente Senhor, ensina-nos a humildade. Que possam todos aqueles a que aqui chegarem levar a paz e a luz na forma de aprendizado. Que assim seja, Senhor:))))))

Considerações iniciais do palestrante:

<Carlos_Roberto> Pensemos em todas as pessoas que nos amam. Elas hoje podem curtir, com prazer, a nossa presença porque a nossa mãe nos permitiu vir ao mundo. O nosso objetivo hoje é levar ao maior número possível de pessoas á consciência de como é importante ajudar a reencarnação de uma criança. Muita vibração de carinho para todos vocês!(t)

Perguntas/Respostas:

<Moderador___> [1] <jaja> O que você pensa de legalizar o aborto para que os mesmos sejam feitos com mais segurança nas clínicas de aborto organizadas, de tal modo que as mulheres não mais morram nas clínicas de fundo de quintal?

<Carlos_Roberto> Não é verdade que existam clínicas de aborto seguras, porque os nossos irmãos que assumem a triste função de aborteiros ainda possuem o coração frio e duro, e, da mesma forma como eles são capazes de destroçar, impiedosamente, o corpo de um neném, eles não têm cuidado com o corpo da gestante, gerando nela, com freqüência, graves seqüelas físicas, que, por vezes duram até a próxima reencarnação. Por outro lado, quem hoje ganha dinheiro na clínica de fundo de quintal teria algum motivo para não querer ganhar mais dinheiro quando o aborto fosse legalizado? Claro que não! Teríamos o surgimento de muitas clínicas de fundo de quintal, o que nos levaria a percorrer os mesmos caminhos dos EUA que viram, após a legalização, saltar o número de abortos anuais de 100 mil para 1 milhão e meio. O Brasil merece uma desgraça desse tipo?(t)

<Moderador___> [2] <Repilika> Como agir diante de uma gravidez indesejada por parte de um dos pais?

<Carlos_Roberto> Se o problema for com os pais da gestante, devemos procurar aqueles parentes amigos ou vizinhos que eles respeitem e pedir ajuda deles para que eles conversem com os pais da gestante. A experiência mostra que muitos pais que não se abrem para um diálogo franco com os filhos, tratam alguns vizinhos ou amigos exatamente como os filhos gostariam de ser tratados. Por isso mesmo, essas pessoas poderão falar com os pais da gestante de igual para igual. Se se tratar do pai da criança, podemos tentar dois caminhos. Primeiro, dizermos à gestante que ela poderá estar preservando o lar ao assumir o filho, mesmo contra a vontade do marido, o que possivelmente resultará para ele na oportunidade de passar a amar o filho quando o tiver entre os braços. Ela também evitará que ele sinta o remorso da responsabilidade pela morte de um filho abortado por sua influência. No segundo caso, que é o que acontece quando a situação se mostra insustentável, seja pelo aspecto financeiro, ou por pressões familiares excessivas a mãe sempre poderá doar o seu filho para aquela mulher que não possui a benção de poder gerar um corpinho abençoado para um filho de Deus em suas entranhas. (t)

<Moderador___> [3] <joaosinho> Por que devemos valorizar a gravidez ?

<Carlos_Roberto> Todas as coisas boas que acontecem em nossa vida, todos os motivos de sorriso que já tivemos, todos os sonhos que poderemos acalentar e tentar realizar, enfim, todas as oportunidades que a reencarnação nos concede para evoluir, para sermos felizes e para fazermos a felicidade à nossa volta, só são possíveis porque antecedendo a reencarnação ocorreu o trinômio geração/gestação/parto. Sem a gravidez não há a reencarnação, sem a reencarnação não há a evolução sem a evolução não rumaremos na direção da perfeição e de uma felicidade cada vez maior. (t)

<Moderador___> [4] <Safiri-SP> O espírito que está sendo gerado, sente que é indesejado? Se sim, que conseqüências isso pode ocasionar em sua vida?

<Carlos_Roberto> O espírito está profundamente ligado à mãe durante todo o período da gestação. Todos os sentimentos da mãe são imediatamente percebidos pelo neném numa intensidade muito grande, porque toda a vida de relação dele se faz unicamente com a própria mãe. A rejeição da mãe ao neném o marca muito se ocorre o aborto, pois do outro lado da vida ele continuará preso por algum tempo ao sentimento de perplexidade, de incompreensão do porquê ter sido rejeitado por aquela que se comprometeu a amá-lo. Este sentimento de rejeição também pode se refletir no comportamento da criança quando ela não é abortada. Duas soluções são possíveis, graças a Deus. No caso de ter ocorrido o aborto, é muito importante que a mãe que esteja amargando o remorso por ter abortado o filho passe diariamente a fazer preces carinhosas na direção do filho, conversando com ele dentro da realidade que ele vive, ou seja, que ele está vivo e que gostaria de voltar ao convívio com ela e se isso não for possível, pelo menos receber dela vibrações de amor e de carinho. Não é produtivo e também o neném do outro lado da vida não deseja ficar recebendo da mãe que abortou as vibrações de desespero e de remorso da parte dela. Por ele amá-la, ele deseja que ela se erga na auto-estima e se predisponha a recebê-lo com amor, pois ele a continua amando e desejando conviver com ela. No caso do neném que consegue reencarnar, o carinho e o desvelo diário da mãe levará a dissolver a rejeição que um dia a mãe projetou em sua direção. Graças a Deus, para qualquer problema sempre existem soluções positivas e eficientes. (t)

<Moderador___> [5] <Roger_> Quando a gravidez põe em risco a vida da mãe, o que se deve fazer ?

<Carlos_Roberto> Precisamos deixar claro que se existe o real risco de vida da mãe é justo que se faça o aborto. Mas precisamos também fazer uma clara distinção entre duas motivações de aborto para situações desta natureza. Não se deve praticar o aborto diretamente como tentativa de salvar a vida da mãe e sim o aborto deve ocorrer como conseqüência natural de um tratamento médico que é aplicado à mãe na tentativa de salvar a vida dela. Citemos um exemplo: A mãe está com um câncer no útero. Não se deve abortar o neném por causa disso, até porque isto não salvaria a vida da mãe. Deve-se, isto sim, fazer o tratamento objetivando a cura ou estacionamento do processo cancerígeno com o objetivo de se salvar a vida da mãe. Se deste processo terapêutico tem como conseqüência o desencarne do neném, então temos plenamente justificada a ocorrência do aborto como parte de um processo de tentativa de tentar salvar a vida da mãe. Precisamos ter em mente, também, que hoje vivenciamos uma medicina que se moderniza com muita velocidade e que cada vez são mais raros os casos em que a gestação está inserida num contexto de real risco de vida para a mãe. (t)

<Moderador___> [6] <Repilika> Quando o pai do espírito gerado faz uso de drogas há muito tempo, quais as consequências possíveis para a criança?

<Carlos_Roberto> Todos nós temos vibrações na intimidade da alma que se refletem na construção do corpo perispiritual, da placenta, do invólucro amniótico e do corpo físico propriamente dito. Quando o pai ou a mãe fazem uso de drogas, há uma tendência a influenciação na qualidade da vida orgânica a ser gerada. Mas, ainda aí, prevalece o princípio de justiça. Se o espírito não mais precisa de um processo educativo onde pudesse ter ação importante, algo como as conseqüências do uso das drogas, o próprio corpo espiritual protegerá o corpo físico dessa influência. (t)

<Moderador___> [7] <Dilma> Quanto ao fato da mulher engravidar visando salvar a vida de outro filho, a doação de medula óssea, isto seria lícito ?

<Carlos_Roberto> Se dessa doação de órgãos resultar no desencarne ou em seqüelas para o espírito reencarnante, compreendemos que o processo não é lícito. Mas se não houver nenhuma conseqüência mais séria, tal como não ocorre conosco nada de mais grave quando fazemos a doação de sangue, plasma ou plaqueta, então entendemos que a idéia de gerar um filho com esta finalidade é duplamente válida, não só porque traz a saúde para o que estava encarnado, como permite o retorno a este mundo de mais um abençoado filho de Deus. (t)

<Moderador___> [8] <Roger_> Quando é identificada uma má formação genética do feto o que se deve fazer ?

<Carlos Roberto> Por favor, pensem com carinho em todas as pessoas com as quais vocês já mantiveram ou mantém contato e que são possuidoras de defeitos físicos de quaisquer espécie. O que lhes pareceria a sugestão de alguém no sentido de se desencarnar essas pessoas a fim de evitar sofrimento a elas? Quantos de nós temos oportunidade de convivermos com pessoas que possuem dificuldades, mas que, apesar das limitações delas, a convivência nos traz alegria, felicidade. Conheço pessoalmente um casal pai de dois filhos que demonstram um amor e um desvelo pelos filhos já adultos portadores da síndrome de Down, que raramente tenho encontrado entre os pais de filhos ditos normais. Infelizmente, estamos com uma pesada ameaça sobre as nossas cabeças. No segundo semestre haverá a votação da reforma do código penal brasileiro. Ora, o que vem à nossa mente quando pensamos em reformas? Automaticamente, pensamos que haverão melhoras na qualidade de vida. Para nossa triste surpresa, pretende-se, entre outras coisas, diminuir a pena para o estuprador e legalizar-se o aborto em casos de má-formação fetal. Ora, se um espírito reencarna com limitações de qualquer espécie, ele o faz com ou sem a permissão de Deus? É claro que sabemos que ele assim vem com a permissão do Pai. E como Deus nada faz de inútil, por trás de uma reencarnação marcada por essas dificuldades, existem benéficos processos educativos tanto para o espírito reencarnante como para os que com ele vão conviver. Os que desejam essa horrenda reforma não estão sendo originais. Hitler e outros que o apoiaram também valorizaram os processos eugênicos, num verdadeiro culto espartano de amor ao corpo físico em detrimento dos valores da alma. Tal atitude nazista resultou no desencarne de 6 milhões de judeus, ao longo de cinco anos, que só não é mais grave do que a estatística atual de abortos no Brasil que demonstra a existência de 4 milhões e meio de abortos por ano. Os aborteiros brasileiros são muito mais eficientes na arte de matar do que os selvagens nazistas. E se fôssemos nós o espírito com dificuldades de má-formação fetal no ventre da mãe, ansiando por uma reencarnação não só retificadora de passos equivocados, mas também que abrirá as portas para a redenção espiritual? Gostaríamos ou não de vir a esse mundo? (t)

<Moderador___> [9] <Safiri-SP> Através da parábola da figueira seca, Jesus tentou nos mostrar a importância de "gerar frutos", dando oportunidades de reencarnação aos nossos irmãos em busca da evolução. Carlos, vc acredita que nos tempos que vivemos (principalmente nas grandes cidades), o sonho de se constituir uma família e acalentar em nossos braços um filho, ainda deve ser idealizado?

<Carlos_Roberto> Quando Deus, na sua infinita sabedoria, criou o processo da reencarnação, Ele decidiu que nós deveríamos voltar na condição infantil de maneira a permitir que nós pudéssemos receber impressões geradas pela educação dos nossos pais, de tal forma que pudéssemos modificar os nossos passos para melhor. Por outro lado, Deus assim sabiamente procedeu, para permitir que os pais, no contato com a candura e a beleza expressa no rosto da criança, renovassem a própria vida. Sim, principalmente nos dias de hoje em que valores morais importantes estão estremecidos na sociedade, a chegada de uma criança a um lar reaviva a chama de amor do Cristo, aproxima as pessoas de Deus, reanima-as nos projetos de melhora espiritual. Deus sabe o que faz. Deus sabe o que permite. Abençoados são todos os lares que estão recebendo a chegada de um filho neste momento. (t)

<Moderador___> [10] <AZALEIA^> Sem querer justificar o aborto, pergunta-se: O espírito que passa por tal experiência (ser abortado), não teria um resgate?

<Carlos_Roberto> Não existe, sob hipótese alguma, planejamento reencarnatório que inclua a vinda de um espírito a este mundo para que ele sofra violência da parte de alguém, pois que para tal acontecesse seria necessário o absurdo planejamento de que alguém assumisse a autoria desta violência. Jesus falou que os escândalos são necessários, fazendo referência a que num mundo inferior como o nosso eles são naturais de acontecerem, mas advertiu quanto a responsabilidade que assumem os que tomam em suas mãos a autoria dos escândalos. Nunca o aborto, o estupro, o assassinato são planejados como forma de um resgate ao longo de uma reencarnação. Os que precisam reajustarem-se perante à consciência, em função de violências cometidas encontrarão naturalmente as próprias ações da natureza a trazer de volta para eles o desequilíbrio que geraram, daí caírem marquizes, carros caírem em barrancos, armas dispararem acidentalmente. (t)

<Moderador___> [11] <JALILI-RJ> Será que podemos ser mães simplesmente para encarnar um espírito, cuja a afinidade neste prisma não existe?

<Carlos_Roberto> Sim. Existem situações nas quais alguém pode nos pedir o socorro que recebamos como filho do coração espíritos que são caros para esta pessoa e com o qual não tivemos no passado uma relação mais estreita de afinidade, de amor. André Luiz nos cita um caso em que uma mulher reconhecendo que ligara as trompas e que, por isso, deixara de receber um filho querido do coração através da bênção da gravidez, buscou o auxílio de uma amiga para que esta permitisse a reencarnação do filho dela, no que foi atendida. (t)

<Moderador___> [12] <Roger_> (Sobre a pergunta número 5) Isto quer dizer que a vida da mãe se impõe a vida do feto?

<Carlos_Roberto> Não existe uma vida que valha mais do que a outra. Não podemos dizer que a vida de uma determinada pessoa valha mais do que a de um criminoso, de um doente terminal ou de um doente mental, pois que todos são igualmente amados por Deus. Se, como decorrência da ausência de tratamento médico em uma gestante, resultar o desencarne dela, é justo que se faça o tratamento ainda que deste possa decorrer o desencarne do neném. No primeiro caso, desencarnariam ambos. No segundo caso, poderá se salvar a vida da mãe e, eventualmente, a vida do filho. Não existe nenhuma relação de prioridades de valor entre a vida da mãe e a do feto. (t)

<Moderador___> [13] <jaja> O que você pensa da legalização do aborto no caso de estupro porque a mulher estuprada não conseguiria conviver com a criança, pois a cada vez que olhasse para ela, a mulher lembraria que foi estuprada ?

<Carlos_Roberto> Infelizmente, as pessoas não se deram conta de que estamos vivendo a cultura do canudinho de tomar refrigerante. Isto significa que as pessoas estão agindo como se tivessem enfiado um canudinho de tomar refrigerante pelo ouvido, fazendo-o chegar até a boca sem que ele passe pelo cérebro. Qual é a conseqüência disto? As pessoas repetem aquilo que ouvem sem se dar ao trabalho de analisar se o que ouviram é justo, é correto. Imaginemos a triste situação em que uma mulher é estuprada por 1 ou por 10 homens. Consideremos também que desta selvagem relação não resulte a gravidez. Perguntamos: Ela vai esquecer que foi estuprada, já que não resultou deste ato um filho? Imaginemos que ela tivesse engravidado e abortado o neném. Nesta segunda hipótese, ela esqueceria que foi estuprada, haja visto que não tem o neném se recorde do estupro ao vê-lo a cada dia?. Em ambos os casos, o bom senso nos diz que a mulher continuará lembrando que foi estuprada. Então, não é o neném que vai fazer com que a mulher se recorde que foi estuprada. Como nos diz Divaldo Pereira Franco, que há 35 anos trata de mulheres que foram estupradas, o que as levará a recordarem-se deste acontecimento pavoroso são detalhes inimagináveis para nós, tais como a cor da blusa do estuprador, ou um dente dourado que ele possua. Pelo resto da vida, quando ela se deparar com uma blusa daquela cor, ou com um dente dourado, será motivo suficiente para que ela se recorde do horror que passou. Gostaríamos ainda de relatar um pouquinho da nossa experiência obtida na conversação com mulheres que já foram estupradas. Elas passam por dois momentos. No primeiro, elas se sentem em profunda baixa estima porque foram violentadas, usadas, tratadas abaixo de animais e por isso mesmo comem mal e só comem porque tem que comer, bebem e respiram mal, e só bebem e respirem porque tem que beber e respirar. Mas existe dentro delas uma força divina que pouco a pouco as impulsiona na direção da vida novamente e elas começam a se fazer pequenas concessões, tais como assistir uma TV, ir a um Shopping, conversar com uma amiga. Neste processo de retorno à vida, elas começam a raciocinar sobre o que aconteceu com elas e chegam a duas conclusões: A primeira, o neném nenhuma culpa teve de nada do que aconteceu. Ela começa a se identificar com o neném, percebendo que tanto ele como ela além de serem inocentes, vivenciaram experiências que não mereciam. Segunda, elas vão concluir algo muito duro para o coração delas. Elas perceberão que com tudo de horrível e nojento que o estuprador (ou estupradores) fez, ela continua viva. e mesmo vivendo mal, ela ainda pode sonhar com coisas melhores para a vida dela e que o neném, por não estar mais ao lado dela, não tem o mesmo direito. Já estive com uma mulher estuprada chorando amargamente nos meus ombros, me dizendo que se qualquer pessoa tivesse dito para ela qualquer palavra de estímulo na direção dela ter ficado com o filho que ela não teria abortado e que amargaria tanto sofrimento como ela vem carregando há tanto tempo por ter abortado. A TV Manchete mostrou uma série de reportagens com mulheres que foram estupradas. Quando perguntado a uma gestante de 5 meses se ela tinha ódio do estuprador que a violentou em um terreno baldio, ela disse que não e que tudo que ela pedia a Deus era que nunca mais ele aparecesse na frente dela. Quando perguntada a respeito dos sentimentos dela com relação ao filho fruto do estupro que ela trazia no ventre, ela respondeu que amou aquele filho tão logo percebeu a presença dele dentro dela. Ela disse que o filho era dela. (t)

Considerações finais do palestrante:

<Carlos_Roberto> A partir do dia 6 de junho, começará o funcionamento do atendimento telefônico do NVG (Núcleo de Valorização da Gravidez) através do telefone (021) 452-2266. Iniciaremos o nosso atendimento com plantões das 13 às 21 h, de domingo a domingo. Precisamos de candidatos a voluntários que se disponham a doar 3 horas semanais num serviço destinado a prevenção do aborto e a valorização da gravidez. Os que desejarem servir ao Cristo desta forma devem participar do curso do NVG que está sendo realizado no Centro Espírita Léon Denis, localizado à Rua Abílio dos Santos, 137 - Bento Ribeiro - Rio de Janeiro - RJ. Estamos atualmente com 2 cursos em andamento. Às terças-feiras, das 19:30 às 21 h e aos sábados das 9:30 às 11 h. Se alguém dentre os que estão participando desta Palestra Virtual se tornar um voluntário ou indicar alguém que se torne um voluntário do NVG, como terá sido produtivo para nós esta noite! Assim como nós temos a oportunidade de tentarmos ser felizes, qualquer neném no ventre de uma mãe que o esteja rejeitando, deseja ser feliz também e fica imensamente agradecido por todos os esforços que quaisquer pessoas desenvolvam para permitir que ele venha a esse mundo, ser feliz e fazer a felicidade em torno dos seus passinhos. Que a vida dê muito motivo de sorriso para todos vocês! (t)

Oração final:

<Dilma> Senhor, queremos agradecer, e muito, a presença de nosso irmão Carlos. Agradecer aos amigos espirituais que orientaram essa palestra. Agradecer a Ti Senhor , em todos os momentos , que nos proporciona as oportunidades de aprendizado. Através dessas lições que aqui recebemos , compreendemos o sentido das palavras. Deus quer vida e vida em abundância. Precisamos, mais do que nunca, participar dessa maravilha que é a vida, colaborar com nosso carinho , com nossa dedicação. Aprender a renunciar a nós mesmos, arrancar de nosso espírito essas raízes profundas do egoísmo, do orgulho. Para que, assim, enxerguemos com mais amplidão o sentido da vida. Senhor, para isso precisamos de Tua ajuda. Ampara-nos , sustenta-nos nos momentos difíceis, inspira-nos para que possamos escolher sempre. A Vida , plena e pulsante, Vida que emana de Teu amor. Assim, agradecemos mais uma vez a vida que nos deste, rogando, fica conosco e envolve-nos, hoje e sempre. Assim seja :))


FONTE: http://www.espirito.org.br/portal/palestras/irc-espiritismo/palestras-virtuais/pv240498.html


A GRAVIDEZ

O Livro dos Espíritos nos ensina que Deus é a causa primária de todas as coisas. É Pai eterno, todo poderoso, justo e bom. A sua bondade está explícita na perfeição da sua obra universal. Ele, que a tudo criou de forma bela e harmoniosa, demonstra no desenvolvimento do feto humano a síntese da sua grandeza.

 

A gravidez inicia-se com o encontro de um óvulo da mulher - que é menor que um grão de sal - com o espermatozóide do homem, ainda menor que o óvulo.

 

Depois do ato sexual, milhões de espermatozóides correm em busca do óvulo para fertilizá-lo. Neste encontro, onde apenas um espermatozóide penetra o óvulo, inicia-se a fecundação, um processo de divisão celular tendo em vista a formação da nova vida. É neste instante que o Espírito começa a unir-se à matéria. Primeiramente, o óvulo fecundado divide-se em duas células. Essas duas, em quatro. As quatro, dividem-se em oito e assim sucessivamente. As células pequeninas e gelatinosas permanecem bem juntinhas e a divisão continua.

 

Inicialmente todas as células parecem iguais, mas, depois de algum tempo, cada uma delas começa a desempenhar sua própria função. A vida de um novo ser já se iniciou e, devido essa presença "estranha" no interior da mulher, algumas alterações começarão a ser notadas em seu corpo. Falemos sobre algumas delas:

  1. Aumento de sensibilidade e volume das mamas. É o organismo se preparando para a formação do leite materno, vital para a sobrevivência do bebê.
  2. Sintomas gerais, tais como sonolência, tontura, queda da pressão arterial, enjôos, vômitos, secura na boca ou salivação excessiva. A pressão alta deve ser sempre motivo de preocupação.
  3. A partir do 3º mês, já poderá ser observado o aumento gradativo do abdome, que se dilata para acomodar a criança em franco desenvolvimento dentro do útero.
  4. Próximo ao 9º mês, a mulher passará a sentir algumas contrações e desconfortos que anunciam o parto. A gravidez normal completa-se com 40 semanas, podendo o parto acontecer a partir da 38º semana de gestação.

 

Abaixo, faremos algumas recomendações que poderão ajudar a mamãe a ter uma gravidez saudável:

  1. Ao primeiro sinal de gravidez, você deve procurar imediatamente um serviço de saúde para iniciar as consultas pré-natais. Um pré-natal bem feito concorre para uma gravidez tranqüila e nascimento de bebês saudáveis. Não utilize medicamentos por conta própria, pois todos eles têm contra-indicações para a fase inicial da gravidez;
  2. Ter uma disciplina diária de preces. A oração ajudará a mãe na manutenção de um clima mental sadio, tão importante para o equilíbrio dessa nova vida. A confiança em Deus deve ser plena, pois nada foge aos Seus desígnios;
  3. Manter uma alimentação sadia, comendo pequenas quantidades de alimentos várias vezes ao dia, dando preferência por aqueles mais ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais;
  4. Usar roupas e sapatos confortáveis;
  5. Ter cuidados com acidentes provocados por quedas e abusos dos movimentos; a atividade física é importante, mas deve ser orientada pelo médico;
  6. Eliminar o uso de cigarros, bebidas e drogas; esses hábitos são nocivos ao crescimento e desenvolvimento do feto;
  7. Quaisquer sintomas estranhos, tais como sangramentos ou dores fortes na barriga, devem ser motivo para buscar a ajuda do médico pré-natalista.

 

O PARTO

Chegando o fim da gravidez, é hora de ir para a maternidade. A calma e a confiança são fundamentais nessa hora. É importante a escolha de um serviço de saúde de sua confiança, para que tudo dê certo.

 

Deve-se sempre torcer para que o parto seja normal, forma natural e mais benéfica para o bebê. Se isto não for possível, a cesariana deve ser feita sem temores. A hora do parto é um momento difícil para o binômio mãe-filho, mas que pode ser superado plenamente se for realizado em condições adequadas e com pessoas devidamente treinadas. Não tente ter seu filho em casa.

 

SINTOMAS DO PARTO

Um dos primeiros sintomas do parto é a dor provocada pelas contrações do útero. Elas iniciam de forma lenta, aumentam gradativamente de intensidade e cada vez em espaços mais curtos de tempo. É o útero atendendo à natureza, rejeitando o feto. A partir daí desencadeiam-se outros sintomas, tais como: o rompimento do tampão, provocando um pouco de sangramento e o rompimento da "bolsa", que é a perda do líquido amniótico. Agora será apenas uma questão de minutos e o bebê estará chegando.

 

PARTO NORMAL

É a forma mais indicada para o nascimento. O médico, através do exame, observará se o bebê está na posição correta, que é de cabeça para baixo. Quando se aproxima o momento do nascimento, a cabeça do bebê vai se encaixando entre os ossos da bacia pélvica.

 

O bebê vai sair por uma passagem elástica e estreita formada pelo colo do útero e pela vagina. Seu crânio tem espaços recobertos por membranas, chamadas fontanelas (moleiras), que ainda não se solidificaram. Esses espaços permitem que a cabeça seja um pouco comprimida e fique mais estreita na hora da passagem.

 

Neste momento, é preciso manter a calma. Seu corpo tem uma tarefa difícil para realizar e vai efetuá-la muito bem. Procure ajudá-lo fazendo respiração controlada, de modo a facilitar o trabalho do médico. Em poucos minutos você estará vendo aquele rostinho tão esperado.

 

CESARIANA

É indicada apenas para os casos em que o parto normal oferece risco para a mãe ou para o bebê. Quando a mãe se submete a uma cesariana, ela corre todos os riscos de uma cirurgia convencional.

 

A cesariana é um ato cirúrgico, onde são incisadas várias camadas, desde a pele até o útero, havendo, portanto maior perda sanguínea, como também maior traumatismo de estruturas orgânicas. Isso expõe a mãe à possibilidade de uma infecção, sendo necessários alguns cuidados durante as primeiras semanas, que citaremos abaixo:

  1. A movimentação no leito durante as primeiras 24 horas deverá ser feita com movimentos lentos, com cuidado, porque quanto maior o movimento, maior a tensão na linha de sutura e conseqüentemente maior será a dor. Por este motivo, você só deve levantar-se para atividades como a alimentação, o banho e para as necessidades fisiológicas.
    Passadas as primeiras 24 horas, quanto mais cedo você se levantar do leito, mais fácil será o restabelecimento da atividade intestinal normal.
  2. Por ocasião da alta, você deverá esclarecer com seu médico todas as dúvidas que tiver, como também orientar-se adequadamente sobre os cuidados adicionais para a sua recuperação em casa sem maiores transtornos.
  3. A cicatriz deve permanecer seca. Após o banho, é preciso secá-la e passar uma substância anti-séptica, (merthiolate ou álcool iodado) e protegê-la do atrito das roupas, utilizando-se um curativo.
    Qualquer secreção que se exteriorize pela incisão deverá ser comunicada ao médico.
  4. Se observar qualquer alteração orgânica, acompanhada de febre, procure o médico imediatamente.

 

FINALMENTE O BEBÊ

 

E agora, a doce realidade. Você tem em seus braços um ser gerado em seu ventre, que depende em tudo dos seus cuidados e de seu amor. É o milagre da Criação. Foram nove meses de espera, onde as preocupações se misturaram ao sonho, trazendo a você, como mãe, e ao seu companheiro, como pai, uma das experiências mais importantes de suas vidas. O casal vai se transformar em família. E esse novo estilo de vida vai ser compartilhado com o bebê que durante nove meses esteve morando num ambiente diferente do mundo exterior, onde sentia-se completamente protegido. Tudo à sua volta possuía a mesma temperatura e a mesma textura do seu próprio corpo. Era um ambiente de total tranquilidade, onde ele adormecia embalado pelo carinho materno e totalmente dependente deste. Agora, o seu corpo terá que funcionar por conta própria.

 

Tudo no bebê é muito delicado. Sua pele será agredida pela temperatura externa, seus olhos sofrerão o ataque da luz e seus ouvidos serão perturbados pelo barulho à sua volta. Ele sentirá fome e desconforto. Só você, mamãe, com muito amor e carinho, poderá ajudá-lo a adaptar-se a essa nova vida.

 

O ABORTO

O aborto é a retirada do feto do ventre da mãe com recursos mecânicos ou químicos quando, por algum motivo, não se deseja o nascimento da criança.

 

Desde o surgimento dos meios anticoncepcionais, a gravidez indesejada perdeu sua justificativa, pois a mulher conta com informações e recursos suficientes para evitá-la.

 

Entretanto, ainda existem muitas situações em que ocorrem concepções indesejadas. Os casos mais comuns são decorrentes das experiências sexuais precoces dos adolescentes, com conseqüente gravidez. Além disso, entre os casais também ocorrem situações de gravidez não planejada. Todas estas condições aparentemente delicadas podem ser superadas sem que se tenha que recorrer ao procedimento antiético do aborto, condenado por todas as religiões e sistemas políticos sensatos.

 

Caso ocorra uma gravidez inesperada num casal que já possui filhos, sempre dá para acomodar mais um. Basta um pouco de boa vontade.

 

Filhas solteiras que ficam grávidas por sua inexperiência e curiosidade sexual devem receber a assistência de seus pais. A discriminação e a falta de ajuda podem levá-la à prática do aborto. Embora não sejamos favoráveis às experiências sexuais precoces, é preciso compreender os jovens que vivem neste tempo em que a liberdade está sendo usada de forma indevida.

 

Quanto ao reconhecimento de paternidades, não devemos exigir que nossos filhos se casem simplesmente por conveniência ou aparência. Casamentos forçados costumam terminar em sofrimentos. Embora essas situações possam trazer preocupação e aborrecimentos, o que realmente importa é o bem estar do bebê, prestes a nascer. Tudo deverá ser feito para preservar a sua saúde física e mental.

 

A prática do aborto em qualquer período da gestação é um ato de violência. Isto porque, a partir do momento em que ocorre a fecundação (encontro do óvulo com o espermatozóide), iniciou-se uma nova vida. O Espírito já se encontra presente e se liga ao corpo por um laço fluídico que se vai encurtando até o instante em que a criança vem ao mundo.

 

Devido ao seu sistema nervoso já estar em desenvolvimento, o Espírito sente todo o ato de agressividade que a ele é dirigido, tendo em vista retirá-lo do útero materno.

 

O aborto, diante da legislação humana, é crime. O Código Penal Brasileiro diz o seguinte:

Artigo 124: "Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de um a três anos".

 

A participação de terceiros no aborto deixa-os sujeitos às penalidades da lei, que podem variar de 1 a 10 anos de prisão.

 

Diante da lei de Deus, que está escrita na consciência do homem, este ato de violência será avaliado segundo as circunstâncias atenuantes ou agravantes que envolvem cada caso. Impedir o Espírito de passar pelas experiências da vida, que lhe seria um instrumento para o progresso, é assumir sérios compromissos com as leis de Deus.

 

As pessoas que por uma desventura qualquer tenham cometido o aborto poderão encontrar na primeira epístola de Pedro o caminho da regeneração, que diz:

"Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros; porque a caridade cobrirá a multidão de pecados" - (I São Pedro, capítulo 4, versículo 8).

 

São muitas as oportunidades que a vida nos oferece para ajudar os nossos companheiros de jornada. E, certamente, a correção de um erro passa pelo acerto de servir ao próximo.

  

FONTE: http://www.omensageiro.com.br/cursos/gestantes/gravidez.htm


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