segunda-feira, 18 de março de 2013

É DIFÍCIL,MAS QUEM PERDOA LIBERTA,E SE LIBERTA!

Matéria de 2001:

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Entrevista: Massataka Ota

O ódio come a gente

Thaís Oyama

 

Antonio Milena

Na manhã de 29 de agosto de 1997, o menino Ives Ota, então com 8 anos de idade, foi seqüestrado por três homens quando brincava na sala de sua casa, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo. Na tarde do mesmo dia, estava morto. Foi assassinado com dois tiros no rosto porque reconheceu um de seus seqüestradores, Paulo de Tarso Dantas, como um dos policiais militares que trabalhavam como seguranças nas lojas de seu pai (os outros dois eram Sérgio Eduardo Pereira de Souza, também policial, e Sílvio da Costa Batista), o comerciante Massataka Ota. Atualmente, Ota, nascido na província japonesa de Okinawa, dirige uma fundação que se dedica a ajudar, além de crianças carentes, criminosos condenados. Pelo menos duas vezes por mês, ele visita o presídio militar Romão Gomes levando sementes e implementos agrícolas. Dois dos assassinos de Ives, os ex-PMs, estão presos lá. Ota já pensou em matá-los, mas hoje diz tê-los perdoado. Nesta entrevista, conta sua jornada do ódio e do desespero ao perdão.

Veja – Por que o senhor resolveu ajudar o presídio que abriga os assassinos do seu filho?
Ota – Uma vez tive de ir lá prestar um depoimento. Notei que ali existia uma área muito grande, de uns 3 alqueires e meio, e os presos ficavam só andando para lá e para cá. Pensei que poderia ser bom se eles mexessem com agricultura. O homem parado só pensa em coisas erradas. E, quando mexe com a natureza, ele muda. Eu acredito que a natureza é Deus. Então, fui atrás de doação de sementes, enxadas, e começamos a notar que os presos passaram a ter um pouco mais de alegria.

Veja – Por que uma pessoa que perdeu o filho em circunstâncias tão trágicas se preocuparia em dar alegria a criminosos?
Ota – É esquisito, não é? Mas eu acho que, se você trata bem uma pessoa, ela retribui. E se a gente não recuperar os criminosos, eles vão sair dali mais violentos. Se, de 350 detentos, conseguirmos recuperar dez, são dez pessoas a menos para cometer violências. Eu tenho de me preocupar com o futuro das minhas filhas. O que eu passei, já passei. Não adianta a gente ficar de braços cruzados só jogando pedra no governo. É preciso tentar recuperar o ser humano para que, mais para a frente, não tenha mais violência.

Veja – O senhor já encontrou os assassinos do seu filho?
Ota – Várias vezes, mas eles nunca me olham. Ficam olhando para o chão.

Veja – Já falou com eles?
Ota – Eu falo com eles, mas eles não falam comigo.

Veja – O senhor disse que já os perdoou. Nunca chegou a sentir ódio deles?
Ota – Senti muito ódio. Mas o que adianta você ficar com ódio, colocar uma arma na cintura e ir ao julgamento para matar?...

Veja – O senhor chegou a pensar em fazer isso?
Ota – Cheguei. Na véspera do julgamento, eu não dormi. Passei a madrugada toda sentado no sofá, com a arma na cintura, esperando o dia clarear.

Veja – Chegou a levar a arma para o tribunal?
Ota – Não. Um pouco antes de ficar claro, pensei: eu nunca atirei, nem sei atirar. O que é que eu estou fazendo com essa arma na cintura? Comecei a rezar. Perguntei a Deus por que Ele havia deixado que isso acontecesse. Aí, pedi para que Ele me ajudasse. Também perguntei a mim mesmo se o Ives gostaria do que eu iria fazer. Pensei na minha mulher, nas minhas filhas. Pensei que eu iria destruir a minha família. Resolvi deixar a arma em casa.

Veja – O que aconteceu quando o senhor encontrou com os seqüestradores no julgamento?
Ota – Quando eu cheguei ao fórum, eles estavam numa sala, os três juntos. O juiz disse que, se eu quisesse, poderia vê-los pelo olho mágico. Só que, em vez de olhar pelo olho mágico, eu fui lá e abri a porta. Fiquei frente a frente com os três. Eles abaixaram a cabeça. Eu cutuquei um de cada vez e falei: "Olha para mim, olha para o pai do garoto que vocês mataram". Eles não olhavam. Aí, eu disse: "Vocês mataram meu filho, mas eu não vou matar vocês. Vim aqui para perdoar vocês". Eu não tinha planejado falar aquilo, mas saiu. Naquele momento, eu nem sabia por que eu falava aquilo.

 

Regina Agrella/Folha Imagem
Repr. Rubens Carvalho/F. Imagem
"EU QUERIA QUE UM DIA ELES ME PEDISSEM PERDÃO PELO QUE FIZERAM" (À ESQUERDA, O SEQÜESTRADOR SÍLVIO DA COSTA BATISTA; À DIREITA, SÉRGIO PEREIRA DE SOUZA)

Veja – Era sincero?
Ota – Naquele momento, não sei.

Veja – Quando o senhor achou que conseguiu perdoá-los de verdade?
Ota – Foi quando um programa de TV me convidou para um encontro com eles. Aceitei justamente porque queria saber se, de fato, eu conseguiria encará-los sem ódio. Os dois militares não aceitaram o convite do programa. Fui para Avaré, para me encontrar com o terceiro seqüestrador, que é civil. Eu estava tremendo. Quando senti que ele já estava no corredor, vindo na minha direção, fiquei com medo. Pensei que fosse ter vontade de esganá-lo. Mas quando ele chegou à minha frente, o nervosismo passou. Aí, comecei a falar, falar e saí de lá muito aliviado. Foi quando tive a certeza de que eu tinha perdoado.

Veja – Mas o senhor defende a prisão perpétua para crimes hediondos como o que eles cometeram. Isso não é uma contradição?
Ota – Não. Acho que perdoar não é dizer: "Soltem os assassinos do meu filho". Perdoar é tirar o ódio de dentro de você. É não querer mais o mal da pessoa que fez mal para você. Então, perdão é uma coisa e justiça é outra. E a justiça tem de ser cumprida.

Veja – O senhor acha que, no caso de seu filho, a justiça foi cumprida?
Ota – Eles pegaram 43 anos de prisão e eu espero que eles cumpram os 43 anos. Mas eu não concordo com a lei quando ela beneficia um homicida só porque ele é um réu primário. Então, quer dizer que a Justiça tem de esperar que ele mate pela segunda vez para ficar preso? Acho isso muito errado. Desse jeito, as pessoas não vão pensar duas vezes antes de cometer um crime. Eu defendo a prisão perpétua por isso: as pessoas vão pensar mais antes de fazer as coisas. Hoje, todo mundo sabe que, se for condenado a trinta anos, vai cumprir dez ou oito, no máximo.

Veja – Como o senhor recebeu a notícia da morte de seu filho?
Ota – Foi esquisito porque, quando os policiais me chamaram para dar a notícia, eu estava tão destruído que já nem entendia as coisas direito. Eu me lembro que o delegado me chamou para ir até a Delegacia Anti-Seqüestro. Falou comigo, chegou a me mostrar o silenciador, mas eu estava que nem um zumbi. Não entendi o que ele me disse, acho que não queria acreditar. Tanto que, quando eu voltei da delegacia, minha mulher perguntou o que eles tinham dito e eu disse que eles não tinham nenhuma notícia ainda.

Veja – Quando o senhor entendeu o que havia acontecido?
Ota – Só caí em mim um pouco mais tarde. Já era de madrugada quando um concunhado meu chegou em casa e disse: "Encontraram o Ives, mas ele já estava morto há muito tempo". Eu saí para fora do apartamento e dei um grito bem grande, alto. Todos os vizinhos acordaram. Eu gritava, gritava. Para mim, era como se o mundo estivesse acabando. Eu sempre acreditei que poderia trazer meu filho são e salvo para casa e agora eu iria trazê-lo dentro de um caixão.

Veja – Em que o senhor pensava nos dias que se seguiram ao enterro de seu filho?
Ota – Eu não pensava em nada. Fiquei feito um doido. À noite, não conseguia dormir. Quando dormia, acordava com pesadelos: o Ives me chamando, pedindo socorro. Aí, eu levantava e vinha a imagem daquelas três pessoas. De dia, era igual. Não conseguia trabalhar, não conseguia comer. Ficava só pensando coisas horríveis: às vezes, eu tinha vontade de ir buscar os filhos deles.

Veja – Para quê?
Ota – Para fazer a mesma coisa que fizeram com o meu. Eu estava desesperado.

Veja – E sua mulher, o que dizia?
Ota – Ela dizia que eu tinha de perdoar. Quando ela falou isso pela primeira vez, pensei que estivesse maluca. Cheguei a ficar preocupado mesmo, achando que a morte do Ives a tivesse enlouquecido. Mas ela foi uma grande mulher, e muito sábia. Foi o sustentáculo da nossa família. Se não fosse ela, eu acho que teria feito uma besteira. Tenho de elogiar muito a minha mulher.

Veja – Qual a melhor lembrança que o senhor tem de seu filho?
Ota – Tenho muitas. Lembro do primeiro passo que ele deu, da primeira palavra que ele falou. Às vezes, olho meus dois sobrinhos jogando bola e me dá uma saudade. Poderiam estar os três juntos... Aí eu saio de perto e fico pensando que o Ives me deixou muitas lembranças boas, me ensinou muita coisa. Eu falo com ele sempre: "Você pode ficar tranqüilo. Seu pai é um homem digno e você pode ter orgulho dele". Depois, eu tive uma grande felicidade. Você sabe que a minha esposa não conseguia engravidar depois que o Ives nasceu? A gente tentava o terceiro filho e não dava certo. Engraçado que, seis meses depois que o Ives morreu, ela engravidou. Então, eu ganhei uma nova filha. Ela vai fazer 3 anos em outubro e é muito bonitinha e inteligente. Eu sou um homem muito feliz.

Veja – Perdoar ajudou?
Ota – Ajudou. Porque o ódio come a gente. Quando você consegue desculpar sinceramente a pessoa que lhe fez mal, você se sente muito melhor. Perdoar não é só bom para quem é perdoado. É bom para quem perdoa também.

Veja – O senhor disse que recentemente tentou novamente conversar com os assassinos de seu filho e eles se recusaram. O que ainda gostaria de dizer para eles?
Ota – Eu queria que um dia eles me pedissem perdão pelo que fizeram.

Veja – Por que o senhor considera isso importante? 
Ota – Não sei bem por quê. Mas eu queria. Acho que para poder chegar em casa e dizer para a minha mulher: "Olha, hoje fui lá, conversei com eles, e eles pediram perdão". Acho que ela iria ficar contente.



Matéria de 2013

Todos são capazes de perdoar.Ele perdeu um braço e ainda assim demonstra superioridade espiritual....
http://br.noticias.yahoo.com/ciclista-atropelado-afirma---gostaria-de-perdoar-o-cara-que-fez-isso--235543299.html

Ciclista atropelado afirma: 'Gostaria de perdoar o cara que fez isso'





Orações para Perdão

Glorificado és, ó Senhor meu Deus! Suplico-Te, por Teus Eleitos e Teus Fiéis, e por Aquele que ordenaste fosse o Selo de Teus Profetas e de Teus Mensageiros, que faças de Tua lembrança, minha companheira; de Teu amor, meu objetivo, e de Teu Semblante, meu alvo. Seja Teu Nome minha lâmpada; Tua vontade, meu desejo; Tua aprovação, meu deleite.

Para meus pecados és Tu, ó meu Senhor, a Eterna Clemência. Ao Te reconhecer, apressei-me a atingir a corte excelsa da Tua mercê. Perdoa-me, ó meu Senhor, os pecados que me impediram de seguir os caminhos da Tua aprovação e de alcançar as praias do oceano da Tua Unidade.

Não há quem me possa tratar com generosidade, ó meu Senhor, para o qual eu me possa volver; ninguém há que tenha compaixão de mim, ao qual eu possa pedir clemência. Não me expulses, imploro-Te, da presença da Tua graça, nem me negues as emanações da Tua generosidade e do Teu favor. Destina-me, ó meu Senhor, o que destinaste aos que Te amam; prescreve-me o que prescreveste aos Teus eleitos. Em todos os tempos, meu olhar se fixou no horizonte da Tua misericórdia e meus olhos fitaram a corte da Tua mercê. Faze comigo o que de Ti for digno.

Não há outro Deus senão Tu, Deus de poder, Deus de glória, Cujo amparo é implorado por todos os homens.Bahá'u'lláh

Sou aquele, ó meu Senhor, que a Ti dirigiu seu olhar, fixando sua esperança nas maravilhas da Tua graça e nas revelações da Tua generosidade. Não me deixes voltar frustrado da porta da Tua clemência, eu Te suplico, nem me abandones àquelas de Tuas criaturas que repudiaram Tua Causa.

Ó meu Deus, sou um servo Teu e filho de um de Teus servos. Reconheci Tua verdade em Teus dias e dirigi meus passos às plagas da Tua unidade, confessando que és único e incomparável, e esperando Tua indulgência e Teu perdão. Poderoso és para fazer Tua vontade; nenhum Deus há, salvo Tu, o Todo-Glorioso, O que sempre perdoa.Bahá'u'lláh

Tu me vês, ó meu Senhor, com a face volvida para o céu da Tua generosidade e o oceano do Teu favor, desprendido de tudo, menos de Ti. Peço-Te, pelos esplendores do Sol da Tua Revelação sobre o Sinai, e pelas cintilações do Orbe da Tua graça que brilha do horizonte do Teu Nome de Eterna Clemência, que me tenhas misericórdia e me concedas Teu perdão. Inscreve, pois, com Tua pena de glória, o que me possa enaltecer no mundo da criação através do Teu Nome. Ajuda-me, ó meu Senhor, a dirigir-me a Ti e a escutar a voz dos Teus amados, os quais os poderes da terra não puderam enfraquecer, nem o domínio das nações pôde afastar de Ti, e que, avançando em Tua direção, disseram: "Deus é nosso Senhor, o Senhor de todos que estão no céu e todos que estão na terra!".

Bahá'u'lláh

Louvado seja Teu nome, ó meu Deus e Deus de todas as coisas; minha Glória e a Glória de tudo, meu Desejo e o Desejo de todos os seres, meu Apoio, meu Rei, meu Possuidor e o Apoio, o Rei e o Possuidor de todas as coisas, meu alvo e o Alvo de toda a criação, Quem me vivifica e a tudo que foi criado. Não deixes que eu me afaste do oceano da Tua misericórdia – imploro-Te – nem que eu me detenha longe das plagas da Tua proximidade.

Nada, a não ser Tu, ó meu Senhor, me é proveitoso, e benefício algum me é trazido pela aproximação de outro, que não sejas Tu. Imploro-Te, pela abundância das Tuas riquezas, graças às quais dispensaste tudo salvo a Ti Próprio, que me incluas no número dos que volveram a face em Tua direção e se levantaram para Te servir.

Perdoa, pois, Teus servos e Tuas servas, ó meu Senhor. Em verdade, Tu és a Eterna Clemência e o Mais Compassivo.Bahá'u'lláh

Ó meu Deus, ó meu Senhor, ó meu Mestre! Suplico-Te que me perdoes por haver buscado algum outro prazer, senão Teu amor, ou algum conforto, a não ser Tua proximidade, ou outro deleite, senão Teu beneplácito, ou qualquer existência, salvo a comunhão Contigo.O Báb

Louvor a Ti, ó Senhor! Perdoa-nos os pecados, tem misericórdia de nós e capacita-nos a voltar a Ti. Não permitas que de coisa alguma dependamos, senão de Ti, e concede-nos, por Tua generosidade, o que amas e desejas e o que realmente Te convém. Exalta Tu a condição dos que têm verdadeiramente acreditado, e perdoa-lhes com Tua benévola clemência. Em verdade, és Tu o Amparo no Perigo, O que Subsiste por Si Próprio.O Báb

Suplico-Te que me perdoes, ó meu Senhor, toda menção, salvo a menção de Ti, e todo louvor, a não ser o louvor de Ti, e todo deleite que não seja o deleite em Tua proximidade, e qualquer outro prazer, senão o prazer de comunhão Contigo, e qualquer alegria que não seja a alegria de Teu amor e Teu beneplácito, e todas as coisas a mim pertencentes que a Ti não tenham relação, ó Tu que és o Senhor dos senhores, Aquele que provê os meios e descerra as portas.O Báb

Tua clemência peço, ó meu Deus, e perdão imploro da maneira que Tu desejas que Teus servos a Ti se dirijam.

Peço-te que nos purifiques de nossos pecados, assim como convém à Tua dignidade de Senhor, e que perdoes a mim, a meus pais e àqueles que, segundo Tua estimativa, entraram na morada de Teu amor, de um modo digno de Tua transcendente soberania e condizente com a glória de Teu poder celestial.

Ó meu Deus! Tu inspiraste minha alma a oferecer a Ti sua súplica, e se não fosses Tu, eu não Te invocaria.

Louvado e glorificado és; eu Te dou louvor porquanto Te revelaste a mim, e Te imploro que me perdoes, pois faltei em meu dever de Te conhecer e deixei de andar na vereda de Teu amor.O Báb

Ó Senhor! Ó Tu, Esperança dos homens! És o amparo de todos estes servos Teus. Conheces os segredos e mistérios. Nós todos somos pecadores, e Tu és o Sustentáculo dos pecadores, o Misericordioso, o Clemente. Ó Senhor! Não olhes nossas faltas. Trata-nos de acordo com Tua graça e Tua generosidade. Nossas faltas são numerosas, mas o oceano do Teu perdão é ilimitado. Confirma-nos, pois, e fortalece-nos. Ajuda-nos naquilo que nos torne aceitáveis em Teu Limiar. Ilumina os corações, dá vista aos olhos, torna atentos os ouvidos, ressuscita os mortos e cura os enfermos. Ao pobre, concede riquezas, ao fugitivo, confiança. Aceita-nos em Teu Reino. Ilumina-nos com a luz da bondade.

Tu és o Generoso! És o Clemente! És o Benévolo!'Abdu'l-Bahá

Ele é o Deus que ouve e atende as orações!

Por Tua glória, ó meu Bem-Amado, Tu que dispensas luz ao mundo! As chamas da separação me consumiram, e minha desobediência dissolveu o coração dentro de mim. Peço-Te, por Teu Nome Supremo, ó Tu, Desejo do mundo e Bem-Amado dos homens! Permite que os sopros de Tua inspiração me sustentem a alma, Tua Voz maravilhosa atinja meus ouvidos, e meus olhos contemplem Teus sinais e Tua Luz, revelados nos Manifestantes de Teus nomes e atributos, ó Tu em Cujas mãos se acham todas as coisas!

Vês, ó Senhor meu Deus, as lágrimas de Teus favorecidos transbordarem por causa de sua separação de Ti, e os receios de Teus devotos, em seu afastamento de Tua Santa Corte. Por Teu poder que domina as coisas visíveis e invisíveis! Teus amados devem verter lágrimas de sangue face àquilo que sobreveio aos fiéis por obra dos maliciosos e dos opressores na terra. Vês, ó meu Deus, como os ímpios assediaram Tuas cidades e Teus domínios! Peço-Te, por Teus Mensageiros e Teus eleitos, e por Aquele que implantou o estandarte da Unidade Divina entre Teus servos, que os ampare por Tua bondade. És, verdadeiramente, o Misericordioso, a Absoluta Generosidade.

E peço-Te ainda, pelas suaves chuvas de Tua graça e pelas ondas do oceano do Teu favor, que destines a Teus santos o que lhes conforte os olhos e traga alívio a seus corações. Senhor! Vês o morto pedindo, do oceano do Teu favor, a vida eterna, e aspirando a elevar-se aos céus da Tua riqueza; vês o estranho desejoso de alcançar sua morada de glória, sob o pálio da Tua graça, e aquele que busca apressar-se a atingir, por Tua misericórdia, a porta da Tua generosidade, e o pecador volver-se para o oceano da clemência e do perdão.

Por Tua soberania, ó Tu que és glorificado nos corações dos homens, a Ti me tenho volvido, abandonando minha própria vontade e meu desejo, para que Tua Santa Vontade e Tua aprovação me pudessem dominar e dirigir, segundo aquilo que a pena do Teu decreto imortal me destinou. Este servo, ó Senhor, embora fraco, se volve para o Orbe do Teu poder; em humilhação, apressa-se ao recinto em que alvorece Tua glória; necessitado, aspira a alcançar o oceano da Tua graça. Suplico-Te, por Teu favor e Tua bondade, não o rejeites. Tu és, em verdade, o Onipotente, o Supremo Perdão, o Compassivo.'Abdu'l-Bahá

Ó Deus, meu Deus! Voltei-me arrependido a Ti e, em verdade, Tu és o Supremo Perdão, o Compassivo.

Ó Deus, meu Deus! A Ti regressei e, em verdade, és o Sempre-Clemente, o Dispensador de graças.

Ó Deus, meu Deus! Segurei-me à corda de Tua generosidade, pois Tu és Quem possui os tesouros dos céus e da terra.

Ó Deus, meu Deus! A Ti me apressei e, em verdade, és Quem perdoa, Senhor de copiosas graças.

Ó Deus, meu Deus! Estou sedento do vinho celestial da Tua mercê e, em verdade, és o benévolo, o Clemente, o Poderoso, o Grande.

Ó Deus, meu Deus! Dou testemunho de que revelaste Tua Causa, cumpriste Tua promessa e fizeste descer do céu de Tua graça aquilo que atraiu a Ti os corações favorecidos. Feliz aquele que se segurou à corda do Teu poder e à orla das Tuas vestes resplandescentes!

Peço-Te, ó Senhor de toda a existência e Rei do visível e do invisível, por Teu poder, Tua majestade e Tua soberania, que inscrevas meu nome, por Tua Pena Suprema, como um de Teus servos sinceros a quem os pergaminhos dos pecadores não impediram de se volverem para a Luz do Teu Semblante, ó Deus que ouves, ó Deus que atendes as orações!

'Abdu'l-Bahá

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