domingo, 8 de novembro de 2015

FATALIDADE E LIVRE-ARBÍTRIO



 

-------- Mensagem encaminhada --------

FATALIDADE E LIVRE-ARBÍTRIO

Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma em prece
roga ao Senhor a concessão da luta para o trabalho de nosso próprio
reajustamento.
Solicitamos a reaproximação de antigos desafetos.
Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a
derrota em romagens mal vividas...
Suplicamos a presença de verdugos com quem cultiváramos o ódio, para
tentar a cultura santificante do amor...
Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em
que fracassamos, esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o
valor...
E com a intercessão de variados amigos que se transformam em
confiantes avalistas de nossas promessas, obtemos a bênção da volta.
Efetivamente em tais circunstâncias, o esquema de ação surge traçado.
Somos herdeiros do nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos
nossos próprios destinos.
Entretanto, imanizados tem porariamente ao veículo terrestre,
acariciamos nossas antigas tendências de fuga ao dever nobilitante.
Instintivamente, tornamos, despreocupados, à caça de vantagens físicas,
de caprichos perniciosos, de mentiroso domínio e de nefasto prazer.
O egoísmo e a vaidade costumam retomar o leme de nosso destino e
abominamos o sofrimento e o trabalho, quais se nos fossem duros algozes,
quando somente com o auxílio deles conseguimos soerguer o coração para a
vitória espiritual a que somos endereçados.
É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos
ângulos de
nossa jornada planetária.
Geramos causas de dor ou alegria, de saúde ou enfermidade em variados
momentos de nossa vida.
O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as
responsabilidades por nós mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo;
contudo, o modo pelo qual nos desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias
obras facilita ou dificulta a nossa marcha redentora na estrada que o mundo
nos oferece.
Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora,
atendendo aos nossos próprios desejos, na planificação que ontem
organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos cautela com o modo de nossa
movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme as nossas
diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz
ou luta, felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.

(Obra: Nascer e Renascer - Chico Xavier/Emmanuel)


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