Vemos no noticiário e no nosso cotidiano desequilíbrios de toda ordem que levam a Parafilias de toda ordem,ou seja,desvios sexuais que acabam por se tornarem crimes muitas vezes ediondos,que ferem a moral,o pudor,os bons costumes.O que era prática na civilização antiga com o advento da evolução das sociedades não cabe mais nos chamados tempos modernos e daí nos deparamos ainda com incesto,estupro,pedofilia,síndrome de Édipo e Jocasta,molestação de toda ordem,asséedios sexuais e dentro deste contexto vem a questão: Castidade é vocação? O que justifica membros de determinadas opções religiosas molestarem discípulos inclusive do mesmo sexo? Purificação e afastamento do demônio ou uma hipocrisia sem fim para justificar algo reprimido.Sexo,energia da vida,localizado no Centro Genésico está no Chakra Sexual e como é sua ligação com a mente?Abusos são tão condenáveis quanto a abstinencia total forçada(que nao é vocação)? Durante muito tempo a fogueira da Inquisição condenou,puniu aqueles que se masturbavam! Dívidas foram contraídas! Carmas surgiram! Ajustes se fizeram e ciclos começaram e nao terminam mais! O mundo de hoje,materialista ao extremo,consumista e banalizador do sexo e da violencia coloca em cheque a inocencia,a boa fé! Uma nova provocação,um novo tema para debate! Com a palavra,vocês!!
VIII CONGRESSO TEOLÓGICO 2004
"A FAMÍLIA CRISTÃ: CÉLULA-MÃE DE UMA SOCIEDADE MELHOR"
Palestra do dia 29/07/2004, às 17h30min
RECONHECER E FAZER DESCOBRIR
A BELEZA FASCINANTE DA CASTIDADE
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Uma privação
A castidade costuma ser definida como algo negativo. É a qualidade daquele que se abstém de relações sexuais antes ou fora do casamento. É a virtude dos que evitam olhares libidinosos, dos que rejeitam os divertimentos mundanos, dos que se privam de seguir as modas licenciosas. É também a virtude daqueles que renunciam ao casamento "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12) a fim de servirem a Deus com o coração indiviso (1Cor 7,32-34).
Abstenção, renúncia, privação. Tais palavras indicam uma lacuna, uma falta, um vazio. Não é errado usá-las para definir a castidade. Mas não se pode parar nelas. Pois, que sentido tem exaltar um vazio? Elogiar uma privação? Glorificar uma falta? Não seria mais sensato preencher o vazio? Satisfazer à privação? Suprir a falta?
Ao falar da castidade como algo que se deixa de fazer, como algo de que se abstém, como algo a que se renuncia, é preciso acrescentar o motivo de tal não-fazer, de tal abstenção, de tal renúncia. É preciso ainda, além dos motivos, falar dos frutos de tal atitude. Em suma: é preciso falar do que a castidade tem de positivo, nos seus motivos e nos seus efeitos.
De outro modo, a castidade se apresentaria como uma atitude louca, uma espécie de neurose, sem explicação lógica, mas puramente psicológica: um mecanismo de fuga, uma frustração, como costumam dizer os psicanalistas.
Nem toda privação é má
A falta de olhos em um homem é digna de elogios? Um poeta exaltaria a falta de uma perna consumida por uma gangrena? Alguém louvaria a falta de comida no estômago ou a ausência de cordas vocais em uma garganta? A privação, por si só, não parece ser atraente.
No entanto, a filosofia ensina-nos que nem toda privação é má. Má é a ausência de uma perfeição devida. Assim, é mau que um homem não tenha olhos, uma vez que os olhos são devidos à natureza humana. Mas não pode ser chamada de "má" a ausência de olhos na pedra, uma vez que a pedra, por sua natureza inerte e inanimada, não requer a presença de olhos. Tal perfeição, por não ser devida à pedra, pode estar ausente sem que isso constitua um mal.
Privação de algo indevido
Assim, a castidade, embora signifique privação, não é um mal. O casto não se priva de algo devido. Priva-se de algo indevido.
Alguém aqui poderia replicar: não é devido à natureza humana que o homem e a mulher se sintam atraídos? A atração entre os sexos não é algo natural, que a castidade repele de modo artificial? Não seria um mal que os jovens reprimam suas inclinações naturais, abstendo-se de relações sexuais e, mais ainda, de tudo quanto possa causar o desejo delas?
A resposta é simples. A natureza humana não é apenas corpórea, mas também espiritual. Se é natural ao homem o instinto que o leva a alimentar-se, a fugir dos perigos, a aproximar-se de alguém do outro sexo, também é natural que tais instintos sejam regulados pela razão. Pertence à natureza do homem não se transformar em joguete de seus instintos, mas controlá-los racionalmente. Esse controle implica privação. Mas privação de algo indevido.
O motorista, ao controlar um automóvel, contraria a tendência natural do veículo de seguir em direção ao abismo, o que ocorreria se ele não girasse o volante. A mudança de trajetória, contrariando a tendência dos corpos de conservarem a direção de seu movimento, implica uma privação. Mas não se trata de uma privação de algo devido. Tal privação não é má. Ao contrário, ela é um bem. Pois, ao se privar de andar em linha reta em direção ao abismo, o automóvel segue a estrada e é capaz de chegar ileso ao destino desejado pelo condutor.
O casto, ao privar-se da relação sexual antes do matrimônio, está privando-se de algo indevido. Com efeito, se ele é solteiro, o corpo alheio ainda não lhe pertence. Unir-se a esse corpo seria uma usurpação, uma falta contra a justiça. O casado que, fiel ao compromisso conjugal, rejeita unir-se ao corpo de um terceiro, que não é seu cônjuge, está rejeitando algo indevido. Desse modo, a castidade, longe de ser um mal, é um bem: ela preserva o namoro, prepara o matrimônio, solidifica a família, enobrece o ser humano.
Sem desprezo pela sexualidade
Castidade não significa, nem pode significar menosprezo pelo matrimônio ou pela união física entre os cônjuges. Justamente por dar um grande valor a essas coisas, o casto não admite que o instinto sexual aja nelas cegamente, sem ser controlado pela razão.
Não é apenas o instinto sexual que precisa ser controlado. Também o instinto alimentar, que existe para assegurar nossa sobrevivência, precisa de um controle. Embora o homem sinta fome, sabe que deve esperar a hora da refeição para comer. Sabe que não pode apoderar-se de uma comida que não é dele, por mais apetitosa que seja. E sabe que deve comportar-se com boas maneiras estando à mesa. A virtude que regula o comer e o beber chama-se sobriedade. A sobriedade, no entanto, embora digna de admiração, não costuma despertar o fascínio e o encanto que desperta a castidade.
Por quê?
Uma e outra não são partes da temperança?
Uma e outra não são virtudes que regulam instintos relacionados com a vida humana: o instinto alimentar (sobriedade) e o instinto reprodutor (castidade)?
O que o casto tem de especial em relação ao sóbrio, que guarda moderação no comer e no beber?
Por que apenas a castidade - e não a sobriedade - costuma ser objeto de escárnio para o mundo?
Por que aquele que se abstém de bebidas alcoólicas e come moderadamente não recebe, nem de longe, a zombaria que costuma receber o que valoriza a virgindade e a fidelidade conjugal?
A castidade relaciona-se com a transmissão da vida
Porque, embora o instinto alimentar seja relacionado com a vida, ele fica restrito à vida de um indivíduo. O instinto sexual (ou reprodutor) relaciona-se com a vida da espécie humana. Transmitir a vida a outro ente, comunicando-lhe a natureza humana, chama-se gerar. O instinto sexual está intimamente ligado à geração: à transmissão da vida.
Transmitir a vida a outrem é mais do que conservar a própria(1). Por isso a virtude da castidade, que regula o instinto reprodutor, é maior do que virtude da sobriedade, que regula o instinto alimentar.
A sacralidade da vida é entendida até pelos mais simples grupos humanos. Os nativos da Polinésia usam a palavra tabu para exprimir as coisas sagradas, intocáveis. Para os polinésios, tabu compreende a vida humana (que ninguém tem o direito de tocar), a geração da vida humana e a união sexual em que a vida humana é gerada. Tudo o que se refere à vida é tão sagrado quanto ela. A sexualidade, portanto, é sagrada.
A belíssima palavra tabu tem um significado positivo. Não se trata de uma proibição irracional. Trata-se de uma valorização de algo que supera o próprio homem: o poder de transmitir a vida. Trata-se do respeito e da veneração por algo que, embora confiado ao homem, não está sujeito aos seus caprichos: o poder de gerar, de procriar, de cooperar com Deus na criação de um outro ente humano. Lamentavelmente a palavra tabu chegou ao nosso idioma com o significado pejorativo que lhe atribuiu a ideologia de Freud.
É intuitivo que a vida é sagrada. Também é intuitivo que a família, em que ela é gerada e educada, deve ser sagrada(2). Da mesma forma deve ser sagrada a união sexual, que dá origem à vida. Sagrado deve ser também o matrimônio, em que o homem e a mulher constituem uma comunidade de amor própria para a transmissão da vida. Por fim, deve ser sagrado o namoro, em que o rapaz e a moça se preparam para assumirem esse compromisso perpétuo de amor, fidelidade e fecundidade.
A castidade, sinal de contradição
Compete à castidade zelar pela sacralidade das coisas que mais têm a ver com a vida: o namoro, o matrimônio, a atração entre os sexos, a união sexual. Por isso a castidade é apta a atrair, seja o fascínio dos que respeitam a vida, seja o escárnio dos que exaltam a morte.
É difícil permanecer neutro diante da castidade. Ela exige uma opção. E essa opção acaba por ser apaixonada. Os castos defendem a castidade com todas as fibras e não querem largá-la por nada deste mundo. Os mundanos odeiam a castidade com todas as suas forças e não se cansam enquanto não esmagarem o último casto que encontrarem pela frente. A castidade é, de fato, um sinal de contradição (Lc 2,34). Quem não está com ela, está contra ela (Mt 12,30).
A castidade, virtude sobrenatural
Note-se que, até agora falamos da castidade como virtude natural. Nenhum menção fizemos à graça sobrenatural, que Cristo conquistou para nós pelo preço de seu sangue (1Cor 6,20). Também não falamos do Espírito Santo que, como fruto da redenção de Cristo, passou a habitar em nosso corpo como em um templo (1Cor 6,19).
Se todo homem tem o dever de ser casto, pelo simples fato de ser racional, o cristão tem um motivo a mais para cultivar a castidade: ele é templo do Espírito Santo. Seus instintos devem ser governados, não apenas pela razão natural, mas pela graça sobrenatural.
"Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também a nossa conduta" (Gl 5,25).
Para o cristão, a vida humana, que é sagrada por ser criada por Deus, é sagrada também por ter sido "recriada" por Cristo. Ele deu a sua vida por nós. Ele veio para que tivéssemos vida, e vida em abundância (Jo 10,10). E a vida que ele prometeu dar-nos é a mesma que recebeu do Pai: "Como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim aquele que me come, viverá por mim" (Jo 6,57). Ele prometeu habitar naquele que cumpre sua palavra: "Se alguém me ama, guardará minha palavra, e meu Pai o amará. E viremos a ele, e nele faremos morada" (Jo 14,23). Aquele que foi batizado em Cristo, revestiu-se de Cristo (Gl 3,27). Pode dizer, com São Paulo: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20).
Para nós, cristãos, a vida humana, elevada pela graça à participação com a vida divina (2Pd 1,4), tem um valor de eternidade. Assim, temos maior razão para respeitarmos a vida. E, em consequência, temos maior razão para valorizarmos a castidade.
O fascínio da castidade
Por referir-se a algo sagrado, como a vida, a castidade tem algo de misterioso e fascinante. O rosto de um casto, longe de parecer deformado, mutilado, é um rosto irradiante. Seu brilho fascina, sua luz causa atração em muitos, ofusca e incomoda a outros.
Como uma casa onde não há sujeira não é uma casa incompleta,
Como o corpo onde não há doenças não é um corpo mutilado,
Como uma máquina onde não há movimentos descontrolados não é uma máquina defeituosa,
Assim o casto, em quem não há os desvios e excessos deste mundo, não é alguém frustrado. Não é pobre, mas rico. Não é triste, mas alegre. Não é vazio, mas cheio. Seus olhos indicam que ele vê e entende coisas que estão ocultas aos impuros. Ao contemplarmos os olhos de um casto, percebemos o que quis dizer Jesus ao afirmar:
"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
Os castos, que renunciam aos filmes imorais, que vigiam os olhos para não serem surpreendidos por uma imagem obscena em uma banca de jornais, conservam-se puros para verem Aquele que é.
E desde agora, embora ainda não o vejam, já o entendem de maneira imensamente mais profunda do que os outros.
Há uma co-naturalidade afetiva entre a castidade e o conhecimento de Deus, que levava Pascal a dizer: "Mostre-me um casto que negue a existência de Deus e eu acreditarei nele"(3).
Com isso, o filósofo francês dizia que o ateísmo é um privilégio dos impuros, assim como a visão de Deus será um privilégio dos puros.
Prova de amor
Os namorados, que se preparam para o casamento, podem e devem dar prova de amor um ao outro. Mas como o amor se prova? Prova-se pela castidade. Não é verdadeiro o amor que não é casto.
Durante o namoro, a castidade manifesta-se pelo tempo, pela distância e pelo sacrifício:
- pelo tempo: o verdadeiro amor sabe esperar;
- pela distância: o verdadeiro amor sabe separar os corpos, a fim de unir as almas;
- pelo sacrifício: o verdadeiro amor sabe abster-se de prazer por causa do outro.
Essas exigências da castidade, justamente por serem tão contrárias ao que prega e faz o mundo, apresentam-se aos jovens como um desafio, uma meta a ser atingida. E os jovens gostam de desafios. É próprio da juventude o repúdio à mediocridade e o desejo de fazer algo diferente.
Ao contrário do que poderia parecer à primeira vista, os jovens costumam ser muito receptivos a uma pregação sobre a castidade. Espantam-se com o que ouvem, mas sentem-se atraídos.
Ao entenderem que o motivo da castidade é o amor, os jovens encaram-na como algo positivo. Mais que isso:como algo precioso, belo, fascinante.
A fornicação (relação sexual entre solteiros) nada mais é do que um ato de egoísmo praticado a dois. A fornicação está para o amor como o não está para o sim. Justamente porque os fornicadores não sabem esperar, não sabem se distanciar e não sabem se sacrificar, eles em nada diferem dos animais na época do cio. A fornicação é a suprema prova de falta de amor. É o sinal mais seguro de que os dois não merecem um ao outro, não merecem o sacramento do matrimônio e estão totalmente despreparados para constituírem uma família.
A alegria da castidade
Se a castidade é positiva em seu motivo – o amor – também o é em seu efeito. O efeito da castidade foi dito pelo próprio Jesus: a visão de Deus. Esta visão chama-se beatífica porque traz a felicidade. Aqui na terra ainda não temos a felicidade, mas temos um antegozo dela, que se chama alegria.
A fornicação (relação sexual entre solteiros), o adultério (relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não o seu cônjuge) e outros pecados contra a castidade são capazes de oferecer prazer, mas não alegria.
O prazer é corpóreo. A alegria é espiritual.
O prazer é efêmero, passageiro. A alegria é perene e aponta para a felicidade eterna.
O prazer deixa um sabor amargo, um vazio, um remorso. A alegria deixa uma paz, que o mundo é incapaz de dar.
Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros nem que fosse só por interesse. De fato, a alegria da pureza está acima do prazer da impureza como o céu está acima da terra.
Distinções
Castidade não se confunde com ingenuidade ou ignorância.
A castidade não é privilégio daqueles que nada sabem sobre o ato sexual, nem daqueles que são ingênuos demais para perceberem a malícia do mundo.
Casto é aquele que, entendendo o desígnio de Deus sobre a transmissão da vida, recusa-se a admitir que ela se dê fora de um ato de autêntico amor. Casto é aquele que, precavendo-se das artimanhas do Maligno, sabe prudentemente evitar as ocasiões próximas de pecar.
O casto é um forte, um herói, cuja fortaleza e heroísmo provocam inveja dos impuros, que nada mais são do que fracos e covardes.
O casto é o vencedor cuja vitória irrita o impuro, que é derrotado pelos próprios instintos.
Virgem Prudentíssima
Quando perguntaram a Santa Bernardete se Nossa Senhora é bonita, a vidente respondeu espantada: "Se Nossa Senhora é bonita? Se você a visse, seu único desejo seria morrer para vê-la eternamente".
Irmã Lúcia de Fátima, ao referir-se à Virgem Maria, disse: "Era uma senhora mais brilhante que o sol"(4).
Maria Santíssima brilha, não porque tenha luz própria, mas porque nunca pôs obstáculo à luz de Deus.
Se os castos brilham, e brilham tanto, não irradiam a própria luz, mas a de Deus, que neles penetra sem empecilho.
Para entendermos o brilho da castidade, olhemos para os olhos de uma criança. Que há neles que os diferencie dos olhos dos adultos? São olhos sinceros ( = "sem cera"), transparentes. O olhar de um bebê é algo misterioso. É um olhar que nos interpela. A criança ainda não aprendeu a usar máscaras, não criou crostas de sujeira em seus olhos. Ao olhar-nos ela se revela tal como é. E parece que enxerga algo que não enxergamos. Assim são os castos(5).
Na idade adulta, a castidade precisa ser mantida por uma constante vigilância.
"Vigiai e orai para não cairdes em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26,41).
Em matéria de castidade – diz a Madre Maria Helena Cavalcanti – não há fortes nem fracos. Há prudentes e imprudentes.
Prudentes são os que, reconhecendo a própria fraqueza, fogem das ocasiões de pecar e agradecem aqueles que os auxiliam com conselhos e exortações.
Imprudentes são os loucos que, embora fracos, insistem em pensar que são fortes, que não cometerão o que os outros já cometeram, que rejeitam as recomendações dos pais e a vigilância de terceiros.
A castidade só se conserva pela prudência. Não é à toa que a Ladainha de Nossa Senhora chama-a de "Virgem prudentíssima". O imprudente, ainda que ore, ainda que ore muito, acabará por cair, e grande será sua queda.
Para a conservação da castidade, dificilmente seremos exagerados em matéria de prudência. Os jovens que, por imprudência perderam a virgindade, e reconheceram tarde demais que eram fracos, sabem que não é exagero exigir
que os namorados nunca fiquem sozinhos;
que sempre haja a presença de uma terceira pessoa;
que sempre namorem em um lugar claro e iluminado;
que evitem qualquer contato físico que possa causar excitação, seja em si seja no outro.
Convém lembrar - nunca será demais insistir - que a castidade é um tesouro: "um homem o acha e o torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo" (Mt 13,44).
Não costumam ter sucesso as receitas para emagrecer que se concentram nas privações e proibições alimentares. É preciso algo para substituir, com vantagem, os alimentos proibidos aos obesos.
Também Jesus, em seu jejum, não embora se privasse de pão e sentisse fome, resistiu ao demônio dizendo: "Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4,4).
Assim, uma pregação sobre a castidade precisa ser acompanhada de tudo o que ela tem de positivo, em compensação às privações que ela requer: o amor verdadeiro, a visão de Deus, o conhecimento de Deus, a alegria.
Nunca devemos esquecer esta bem-aventurança fundamental reservada aos castos: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
1)"Há mais felicidade em dar que em receber" (At 20,35).
2) A família, santuário da vida (Encíclica Evangelium Vitae, n. 92).
3) Citação de Pe. Welington Leone Ceva, no retiro do clero da Diocese de Anápolis, ocorrido de 10 a 14 de dezembro de 2001.
4) cf. Ap 12
5) "Se não vos converterdes, e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Ceús" (Mt 18,2).
Formações
Castidade
A castidade liberta o amor do egoísmo...
A+A-
Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado.
A sexualidade — como diz o Catecismo da Igreja Católica — “torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher”.
É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio.
Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si — por meio da virtude e, concretamente, da castidade — falta-lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.
A castidade como dom de si
A castidade é a afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar-se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade.
A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmônica a personalidade, fá-la amadurecer e enche-a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito de si mesmo e ao mesmo tempo torna capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que “vos chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Ped 2, 9).
O domínio de si
“A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna-se infeliz”.
Todas as pessoas sabem, até por experiência, que a castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e ações pecaminosas, como S. Paulo teve o cuidado de esclarecer e recordar. Por isso se requere uma capacidade e uma atitude de domínio de si que são sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar as ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza.
Quando a família realiza uma obra de válido apoio educativo e encoraja o exercício de todas as virtudes, a educação para a castidade é facilitada e liberta de conflitos interiores, mesmo que em certos momentos os jovens possam observar situações de particular delicadeza.
Para alguns, que se encontram em ambientes onde se ofende e se deprecia a castidade, viver de modo casto pode exigir uma luta dura, às vezes heróica. De qualquer maneira, com a graça de Cristo, que brota do seu amor esponsal pela Igreja, todos podem viver castamente mesmo que se encontrem em ambientes pouco favoráveis.
O próprio fato de todos serem chamados à santidade, como recorda o Concílio Vaticano II, torna mais fácil de compreender que, tanto no celibato quanto no matrimônio, possam existir — e até, de fato acontecem a todos, de um modo ou de outro, por períodos mais breves ou de mais longa duração — situações em que são indispensáveis atos heróicos de virtude. Também a vida matrimonial implica, por isso, um caminho alegre e exigente de santidade.
Fonte: Vaticano
"Prá você eu guardei,
um amor tão bonito"
(Canção popular) VIRGINDADE E CASTIDADE
Virgindade! Embora este tema pareça ultrapassado, fora de moda, “out”, muitos jovens se sentem pressionados, uns porque ainda são virgens, outros porque não o são mais.
Garotos, vocês também estão incluídos neste capítulo! Existe muita pressão dos amigos, da mídia (vejam as novelas, os jornais e revistas especializadas!) e até dos familiares para que deixem de ser virgens (ou seria melhor dizer “casto”?), independentemente das incertezas que sentem, do que pensam, do que esperam da vida.
Mas, o que é ser virgem?
O termo “ser virgem” é usado para falar de uma pessoa do sexo feminino que nunca teve uma relação sexual completa e que portanto, possui intacto o hímen.
Na primeira vez em que uma mulher tenha uma relação vaginal completa, geralmente o hímen romperá. Porém existem meninas que têm um hímen mais flexível, que não se rompe totalmente na primeira relação.
Há sangramento quando o hímen é rompido?
O hímen é uma membrana fina, perfurada, por onde passa a menstruação. É pouco vascularizado, mas se o rompimento se der exatamente no local por onde passa um vaso sanguíneo, poderá sangrar um pouco, em geral na primeira relação.
Mas é importante que tanto o homem como a mulher saibam que a primeira relação não precisa doer ou sangrar.
A gravidez pode acontecer na primeira relação?
E se a garota continuar virgem, pode engravidar?
É importante também que saibam que é possível engravidar na primeira relação. Na primeira ou na segunda, na terceira, etc. Mas só é possível se o contato sexual ocorrer durante o período fértil da mulher, isto é, ao redor do dia da ovulação, quando há a liberação do óvulo do ovário. No interior do corpo da mulher, o óvulo e os espermatozóides podem sobreviver algum tempo, o óvulo, de 12 a 24 horas e os espermatozóides até 5 ou mesmo 7 dias, antes de se juntar para a fecundação, ou morrer, o que ocorrerá se não acontecer a fecundação. Não se pode esquecer também que uma menina pode engravidar antes mesmo de sua primeira menstruação! Não está escrito em sua testa o dia que ela solta o óvulo! E se ela tiver contato sexual naqueles dias, poderá engravidar, sim!
Podemos dizer que é sempre a maior surpresa quando uma garota “virgem” recebe a notícia de que está grávida! E é mais comum do que vocês podem imaginar! Basta uma garota estar em seu período fértil e ter um contato sexual, isto é, ter a presença de sêmen contendo espermatozóides perto da sua vagina. O muco fértil vai ajudar/permitir que os espermatozóides subam pela vagina até que um se encontre com o óvulo para fertilizá-lo. A natureza é tão esperta!
Pelo contrário, imaginem vocês que ao estar a mulher longe da sua ovulação e consequentemente longe do seu período fértil, os espermatozóides, mesmo depositados dentro da vagina, não poderão entrar dentro do útero. Eles vão permanecer dentro da vagina, até serem eliminados, sem jamais passar para dentro do útero, porque o muco não fértil forma um tampão grosso na abertura do útero, impenetrável aos espermatozóides.
Existe virgindade nos homens?
Quem diz que não existe? A turma? A família? A revista? A T.V.?
É necessário fazer aqui a distinção entre virgindade e castidade. Como vimos , "virgem" é a palavra usada para falar de mulher que nunca teve relaçao sexual vaginal completa e que mantem ínteqro o hímen. Quando um homem nunca manteve uma relaçao sexual completa, fala-se que é "casto". Então todos os homens que nunca "transaram" são "castos".
Não se mede a masculinidade de ninguém pelo número de mulheres que tenha levado “prá” cama. O animal "macho" , para copular só necessita encontrar a fêmea no cio, sem se importar qual é ela. O homem, pela sua capacidade de pensar, não "fica" com qualquer uma, entende a grandeza do ato sexual e se prepara para uma entrega total para alguém especial.
A garotada ainda valoriza a virgindade?
Sim, não somente a garotada, mas também muitos adultos. Já vimos que a relação sexual não é qualquer coisa sem significado ou valor e que das pessoas que refletem a respeito disto, muitas optam por reservar a primeira relação sexual para alguém muito especial . Afinal , no relacionamento homem/mulher, a doação mais completa que existe é justamente o ato sexual. Por outro lado, ser virgem não diz tudo a respeito do caráter da pessoa. As meninas “tecnicamente” virgens, mas que tiveram grande intimidade com muitos namorados diferentes, são mesmo “virgens”?
Qual a diferença entre virgindade e castidade?
Virgindade é termo técnico, usado para falar da mulher que nunca teve relação sexual e, portanto tem íntegro o hímen, um homem que nunca teve relação sexual é casto. Castidade é termo mais amplo, reservado à pessoa (homem ou mulher), que sabe ter seu instinto sexual sob o domínio da razão.
Castidade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Alegoria da castidade, por Hans Memling
Castidade é o comportamento voluntário de abstinência de prazeres e de prática de atos sexuais, seja por motivos religiosos ou sociais. Teologicamente diz-se que modera o prazer vinculado à propagação da espécie[1]
Castidade diz respeito aos prazeres sensuais, e nisso já se acha outra fonte de constantes equívocos. Pois sensual não é necessariamente o mesmo que sexual, embora possa haver conexão entre ambos. Sensual é tudo aquilo que diz respeito aos sentidos (os cinco clássicos ou tantos quantos possam ser identificados).
Assim, ao se falar que "castidade é abstinência total dos prazeres sensuais (sendo isso um compromisso ou voto de castidade), é preciso ter em mente o significado preciso de "sensualidade", muito embora, a compreensão esperada e sugerida, na maioria das vezes, seja de sensualidade no sentido de atributo de atração sexual.
A compreensão psicológica/psicanalítica, conquanto possa conferir certo grau de liberdade nas condutas — independentemente de juízo de valor, pró ou contra — no final das contas, também é a mesma.
Índice
[esconder]
1 Virtude
2 Castidade religiosa
2.1 A castidade cristã
2.2 Os regimes da castidade
2.3 Castidade conjugal
2.4 Continência
2.5 Virtudes auxiliares da castidade
2.6 As ofensas contra a castidade
2.7 Os santos e a castidade
3 Referências
4 Ver também
5 Ligações externas
[editar] Virtude
O fato da castidade ser uma manifestação da virtude da temperança[2] não significa que esteja desvinculada de outras virtudes humanas, na verdade a castidade se relaciona com qualquer manifestação da vida humana. Segundo Giulia Veronese "a castidade é mais do que a simples continência. A castidade sexual expressa a renúncia consciente e vigilante da sexualidade (entendida como exercício do sexo ou que pode conduzir a ele) por parte da pessoa, obedecendo a fins mais elevados. A castidade é o resultado normal de uma eleição humana; representa a exigente coerência com valores superiores, requer o compromisso pleno de si mesmo e o coração que quer permanecer na sua integridade. Pressupõe sempre uma consciência, mais ou menos clara, do valor da sexualidade na sua dupla finalidade de procriação e amor."[3]
[editar] Castidade religiosa
[editar] A castidade cristã
Do ponto de vista da moral do cristianismo nas suas distintas denominações, a castidade é a virtude que governa e modera o desejo do prazer sexual, segundo os princípios da fé e da razão e recebe também a denominação de Santa Pureza.
Pela castidade a pessoa adquire o domínio de sua sexualidade, para ser capaz de integrá-la em uma personalidade compatível com os pontos de vista religiosos. Para o cristianismo não é uma negação da sexualidade mas sim fruto do Espírito Santo e consiste no domínio de si mesmo, e na capacidade de orientar o instinto sexual para as causas morais ligadas ao crescimento espiritual e corporal das pessoas.
Para o cristianismo a castidade é uma virtude necessária nos distintos estados situacionais da vida quer sejam casados ou solteiros.
[editar] Os regimes da castidade
Todo cristão é chamado à castidade. O cristão se há "revestido de Cristo" (Ga 3, 27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis cristãos são chamados a uma vida casta segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a dirigir a sua afetividade na castidade.
O Lírio é considerado um dos símbolos da pureza
Existem tres formas da virtude da castidade: a dos esposos, a das viúvas e a da virgindade. As relações sexuais somente serão castas dentro do matrimônio.
[editar] Castidade conjugal
Para os casados significa fidelidade ao cônjuge e aos compromissos assumidos no matrimônio.Para o casado significa, também — mas não só — manter-se fiel ao matrimônio. Até porque o conceito de fidelidade é, per se, muitíssimo mais abrangente do que o concebe a compreensão ordinária (popular, vulgar).
Fidelidade é um atributo elevado, primeiramente da pessoa para consigo mesma, interior, de tal modo que "se alguém é fiel a outrém, certamente o é pelo fato de primeiramente o ser em seu íntimo. Pode-se mesmo fazer a seguinte inferência: quem é fiel (lato sensu) é casto e vice-versa.
Os esposos cristãos têm sempre presente que, segundo a doutrina de São Paulo, o matrimônio cristão é símbolo da união existente entre cristo e a sua Igreja. O primeiro efeito deste amor é a união indissolúvel de corações, e por conseguinte, a inviolabilidade da fidelidade de um ao outro.
Os esposos devem respeitar a santidade do leito conjugal com a pureza de suas intenções e a honestidade de seu trato. Devem cumprir fiel e sinceramente o dever conjugal, pois tudo o que serve para a transmissão da vida é, não só lícito, como louvável, mas qualquer ato que se opuser a este fim primeiro constitui pecado grave.[4]
[editar] Continência
Para os solteiros que aspirem ao matrimônio requer abstenção absoluta (continência) até o casamento, significa portanto abstinência. Para o solteiro, castidade, pela sua abrangência conceitual, tem, também — e compreensivelmente — o sentido de de manter-se virgem (casto, puro), até o casamento, como se o entenda na cultura onde vive.
A castidade oferece no cristianismo uma preparação espiritual para o sacerdócio, o matrimônio, a vida religiosa ou o celibato. O voto de castidade total é considerado obrigatório para os ministros consagrados (sacerdotes e bispos, assim como para as distintas órdens religiosas, tanto masculinas como femininas. Não obstante este voto absoluto não é requerido em outras igrejas cristãs como a protestante.
Segundo a moral cristã a castidade purifica o amor e o eleva, é a melhor forma de compreender e sobretudo de valorizar o amor.
Fidelidade é amor e respeito ao próximo e a Deus, é ser sincero aos seus compromissos e escolhas, é abnegação aos desejos da carne, a cobição pelo proximo e ao alheio. Ser fiel é ter compromisso, e não apenas envolver se.
[editar] Virtudes auxiliares da castidade
O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um ato indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.
A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.
A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.
A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.
A caridade, ou seja o amor de Deus, que, enchendo o coração o desocupa de afetos desordenados (Deus caritas est).
A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protetora da virtude da castidade que também a denominam de "santa pureza".[5]
[editar] As ofensas contra a castidade
Dentro da moral cristã são consideradas ofensas graves contra a virtude da castidade:
luxúria, que constitui uma busca desordenada do prazer venéro, uma vez que é buscado exclusivamente por si mesmo.
masturbação que é considerado um ato anti natura.
fornicação, vista como relações sexuais fora do matrimônio e as relações pré-matrimoniais..
homossexualidade, é considerada contraria à lei natural, fecha o ato sexual ao dom da vida.[6]
pornografia, segundo a moral cristã "desnaturaliza a finalidade do ato sexual".
prostituição
violação e
o incesto, são as principais ofensas contra a virtude da castidade.
São José é apresentado pela Igreja Católica como modêlo de castidade (Cuzco, séc. XVIII)
[editar] Os santos e a castidade
Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:
Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade. A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba. [7]
A caridade teologal surge-nos, sem dúvida, como a mais alta das virtudes. Mas a castidade é o meio "sine qua non", uma condição imprescindível para se atingir o diálogo íntimo com Deus. E quando não é observada, quando não se luta, acaba-se cego; não se vê nada, porque o homem animal não pode perceber as coisas que são do Espírito de Deus.
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: "Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus." A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, "os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade." Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus. [8]
Referências
↑ TANQUEREY, Adolphe. Compêndio de Teología Ascética y Mística, Madri: Edicionaes Palabra, 1996, pg.582.
↑ Tomás de Aquino, Suma Teológica, 2-2q 141 a 1.
↑ Victor Garcia Hoz. Ed. Rialp, Madri, 1992.
↑ Idem, pg. 584.
↑ Oração da tradição católica: Ave maris stella Virgo singularis Inter omnes mitis Nos culpes solutos Mites fac et castos.
↑ Catecismo da Igreja Católica n. 2357 a 2359. "Atos homossexuais são contrários à lei natural (...) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância."
↑ (Caminho, 119)
↑ (Amigos de Deus, 175)
[editar] Ver também
Celibato
Casamento religioso
Sete virtudes
Virgindade
Virgindade religiosa
[editar] Ligações externas
Castidade como virtude (em castelhano)
Castidade como virtude (em inglês)
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Manoel Trajano
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Hoje, alguém terá perdido a serenidade, à nossa frente; amanhã, possivelmente, seremos nós, em situação igual diante deles.
(Obra: Calma - Chico Xavier/Emmanuel)
"Só quem entende a beleza do Perdão pode julgar seus semelhantes."
"Não é ocioso apenas o que nada faz, mas também o que poderia empregar melhor o seu tempo".
(Sócrates)
A ociosidade é uma porta que se abre os vícios, é uma casa sem paredes; as "serpentes" podem entrar nela por todos os lados.
(De “As dores da alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed)
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Manoel Trajano para luz-divina
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From: Manoel Trajano
Date: 2009/3/30
Subject: TEMA PARA DEBATE: CASTIDADE X ABSTINÊNCIA SEXUAL
To: irmaosdeluz@yahoogrupos.com.br
Caros amigos,
Vemos no noticiário e no nosso cotidiano desequilíbrios de toda ordem que levam a Parafilias de toda ordem,ou seja,desvios sexuais que acabam por se tornarem crimes muitas vezes ediondos,que ferem a moral,o pudor,os bons costumes.O que era prática na civilização antiga com o advento da evolução das sociedades não cabe mais nos chamados tempos modernos e daí nos deparamos ainda com incesto,estupro,pedofilia,síndrome de Édipo e Jocasta,molestação de toda ordem,asséedios sexuais e dentro deste contexto vem a questão: Castidade é vocação? O que justifica membros de determinadas opções religiosas molestarem discípulos inclusive do mesmo sexo? Purificação e afastamento do demônio ou uma hipocrisia sem fim para justificar algo reprimido.Sexo,energia da vida,localizado no Centro Genésico está no Chakra Sexual e como é sua ligação com a mente?Abusos são tão condenáveis quanto a abstinencia total forçada(que nao é vocação)? Durante muito tempo a fogueira da Inquisição condenou,puniu aqueles que se masturbavam! Dívidas foram contraídas! Carmas surgiram! Ajustes se fizeram e ciclos começaram e nao terminam mais! O mundo de hoje,materialista ao extremo,consumista e banalizador do sexo e da violencia coloca em cheque a inocencia,a boa fé! Uma nova provocação,um novo tema para debate! Com a palavra,vocês!!
VIII CONGRESSO TEOLÓGICO 2004
"A FAMÍLIA CRISTÃ: CÉLULA-MÃE DE UMA SOCIEDADE MELHOR"
Palestra do dia 29/07/2004, às 17h30min
RECONHECER E FAZER DESCOBRIR
A BELEZA FASCINANTE DA CASTIDADE
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Uma privação
A castidade costuma ser definida como algo negativo. É a qualidade daquele que se abstém de relações sexuais antes ou fora do casamento. É a virtude dos que evitam olhares libidinosos, dos que rejeitam os divertimentos mundanos, dos que se privam de seguir as modas licenciosas. É também a virtude daqueles que renunciam ao casamento "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12) a fim de servirem a Deus com o coração indiviso (1Cor 7,32-34).
Abstenção, renúncia, privação. Tais palavras indicam uma lacuna, uma falta, um vazio. Não é errado usá-las para definir a castidade. Mas não se pode parar nelas. Pois, que sentido tem exaltar um vazio? Elogiar uma privação? Glorificar uma falta? Não seria mais sensato preencher o vazio? Satisfazer à privação? Suprir a falta?
Ao falar da castidade como algo que se deixa de fazer, como algo de que se abstém, como algo a que se renuncia, é preciso acrescentar o motivo de tal não-fazer, de tal abstenção, de tal renúncia. É preciso ainda, além dos motivos, falar dos frutos de tal atitude. Em suma: é preciso falar do que a castidade tem de positivo, nos seus motivos e nos seus efeitos.
De outro modo, a castidade se apresentaria como uma atitude louca, uma espécie de neurose, sem explicação lógica, mas puramente psicológica: um mecanismo de fuga, uma frustração, como costumam dizer os psicanalistas.
Nem toda privação é má
A falta de olhos em um homem é digna de elogios? Um poeta exaltaria a falta de uma perna consumida por uma gangrena? Alguém louvaria a falta de comida no estômago ou a ausência de cordas vocais em uma garganta? A privação, por si só, não parece ser atraente.
No entanto, a filosofia ensina-nos que nem toda privação é má. Má é a ausência de uma perfeição devida. Assim, é mau que um homem não tenha olhos, uma vez que os olhos são devidos à natureza humana. Mas não pode ser chamada de "má" a ausência de olhos na pedra, uma vez que a pedra, por sua natureza inerte e inanimada, não requer a presença de olhos. Tal perfeição, por não ser devida à pedra, pode estar ausente sem que isso constitua um mal.
Privação de algo indevido
Assim, a castidade, embora signifique privação, não é um mal. O casto não se priva de algo devido. Priva-se de algo indevido.
Alguém aqui poderia replicar: não é devido à natureza humana que o homem e a mulher se sintam atraídos? A atração entre os sexos não é algo natural, que a castidade repele de modo artificial? Não seria um mal que os jovens reprimam suas inclinações naturais, abstendo-se de relações sexuais e, mais ainda, de tudo quanto possa causar o desejo delas?
A resposta é simples. A natureza humana não é apenas corpórea, mas também espiritual. Se é natural ao homem o instinto que o leva a alimentar-se, a fugir dos perigos, a aproximar-se de alguém do outro sexo, também é natural que tais instintos sejam regulados pela razão. Pertence à natureza do homem não se transformar em joguete de seus instintos, mas controlá-los racionalmente. Esse controle implica privação. Mas privação de algo indevido.
O motorista, ao controlar um automóvel, contraria a tendência natural do veículo de seguir em direção ao abismo, o que ocorreria se ele não girasse o volante. A mudança de trajetória, contrariando a tendência dos corpos de conservarem a direção de seu movimento, implica uma privação. Mas não se trata de uma privação de algo devido. Tal privação não é má. Ao contrário, ela é um bem. Pois, ao se privar de andar em linha reta em direção ao abismo, o automóvel segue a estrada e é capaz de chegar ileso ao destino desejado pelo condutor.
O casto, ao privar-se da relação sexual antes do matrimônio, está privando-se de algo indevido. Com efeito, se ele é solteiro, o corpo alheio ainda não lhe pertence. Unir-se a esse corpo seria uma usurpação, uma falta contra a justiça. O casado que, fiel ao compromisso conjugal, rejeita unir-se ao corpo de um terceiro, que não é seu cônjuge, está rejeitando algo indevido. Desse modo, a castidade, longe de ser um mal, é um bem: ela preserva o namoro, prepara o matrimônio, solidifica a família, enobrece o ser humano.
Sem desprezo pela sexualidade
Castidade não significa, nem pode significar menosprezo pelo matrimônio ou pela união física entre os cônjuges. Justamente por dar um grande valor a essas coisas, o casto não admite que o instinto sexual aja nelas cegamente, sem ser controlado pela razão.
Não é apenas o instinto sexual que precisa ser controlado. Também o instinto alimentar, que existe para assegurar nossa sobrevivência, precisa de um controle. Embora o homem sinta fome, sabe que deve esperar a hora da refeição para comer. Sabe que não pode apoderar-se de uma comida que não é dele, por mais apetitosa que seja. E sabe que deve comportar-se com boas maneiras estando à mesa. A virtude que regula o comer e o beber chama-se sobriedade. A sobriedade, no entanto, embora digna de admiração, não costuma despertar o fascínio e o encanto que desperta a castidade.
Por quê?
Uma e outra não são partes da temperança?
Uma e outra não são virtudes que regulam instintos relacionados com a vida humana: o instinto alimentar (sobriedade) e o instinto reprodutor (castidade)?
O que o casto tem de especial em relação ao sóbrio, que guarda moderação no comer e no beber?
Por que apenas a castidade - e não a sobriedade - costuma ser objeto de escárnio para o mundo?
Por que aquele que se abstém de bebidas alcoólicas e come moderadamente não recebe, nem de longe, a zombaria que costuma receber o que valoriza a virgindade e a fidelidade conjugal?
A castidade relaciona-se com a transmissão da vida
Porque, embora o instinto alimentar seja relacionado com a vida, ele fica restrito à vida de um indivíduo. O instinto sexual (ou reprodutor) relaciona-se com a vida da espécie humana. Transmitir a vida a outro ente, comunicando-lhe a natureza humana, chama-se gerar. O instinto sexual está intimamente ligado à geração: à transmissão da vida.
Transmitir a vida a outrem é mais do que conservar a própria(1). Por isso a virtude da castidade, que regula o instinto reprodutor, é maior do que virtude da sobriedade, que regula o instinto alimentar.
A sacralidade da vida é entendida até pelos mais simples grupos humanos. Os nativos da Polinésia usam a palavra tabu para exprimir as coisas sagradas, intocáveis. Para os polinésios, tabu compreende a vida humana (que ninguém tem o direito de tocar), a geração da vida humana e a união sexual em que a vida humana é gerada. Tudo o que se refere à vida é tão sagrado quanto ela. A sexualidade, portanto, é sagrada.
A belíssima palavra tabu tem um significado positivo. Não se trata de uma proibição irracional. Trata-se de uma valorização de algo que supera o próprio homem: o poder de transmitir a vida. Trata-se do respeito e da veneração por algo que, embora confiado ao homem, não está sujeito aos seus caprichos: o poder de gerar, de procriar, de cooperar com Deus na criação de um outro ente humano. Lamentavelmente a palavra tabu chegou ao nosso idioma com o significado pejorativo que lhe atribuiu a ideologia de Freud.
É intuitivo que a vida é sagrada. Também é intuitivo que a família, em que ela é gerada e educada, deve ser sagrada(2). Da mesma forma deve ser sagrada a união sexual, que dá origem à vida. Sagrado deve ser também o matrimônio, em que o homem e a mulher constituem uma comunidade de amor própria para a transmissão da vida. Por fim, deve ser sagrado o namoro, em que o rapaz e a moça se preparam para assumirem esse compromisso perpétuo de amor, fidelidade e fecundidade.
A castidade, sinal de contradição
Compete à castidade zelar pela sacralidade das coisas que mais têm a ver com a vida: o namoro, o matrimônio, a atração entre os sexos, a união sexual. Por isso a castidade é apta a atrair, seja o fascínio dos que respeitam a vida, seja o escárnio dos que exaltam a morte.
É difícil permanecer neutro diante da castidade. Ela exige uma opção. E essa opção acaba por ser apaixonada. Os castos defendem a castidade com todas as fibras e não querem largá-la por nada deste mundo. Os mundanos odeiam a castidade com todas as suas forças e não se cansam enquanto não esmagarem o último casto que encontrarem pela frente. A castidade é, de fato, um sinal de contradição (Lc 2,34). Quem não está com ela, está contra ela (Mt 12,30).
A castidade, virtude sobrenatural
Note-se que, até agora falamos da castidade como virtude natural. Nenhum menção fizemos à graça sobrenatural, que Cristo conquistou para nós pelo preço de seu sangue (1Cor 6,20). Também não falamos do Espírito Santo que, como fruto da redenção de Cristo, passou a habitar em nosso corpo como em um templo (1Cor 6,19).
Se todo homem tem o dever de ser casto, pelo simples fato de ser racional, o cristão tem um motivo a mais para cultivar a castidade: ele é templo do Espírito Santo. Seus instintos devem ser governados, não apenas pela razão natural, mas pela graça sobrenatural.
"Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também a nossa conduta" (Gl 5,25).
Para o cristão, a vida humana, que é sagrada por ser criada por Deus, é sagrada também por ter sido "recriada" por Cristo. Ele deu a sua vida por nós. Ele veio para que tivéssemos vida, e vida em abundância (Jo 10,10). E a vida que ele prometeu dar-nos é a mesma que recebeu do Pai: "Como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim aquele que me come, viverá por mim" (Jo 6,57). Ele prometeu habitar naquele que cumpre sua palavra: "Se alguém me ama, guardará minha palavra, e meu Pai o amará. E viremos a ele, e nele faremos morada" (Jo 14,23). Aquele que foi batizado em Cristo, revestiu-se de Cristo (Gl 3,27). Pode dizer, com São Paulo: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20).
Para nós, cristãos, a vida humana, elevada pela graça à participação com a vida divina (2Pd 1,4), tem um valor de eternidade. Assim, temos maior razão para respeitarmos a vida. E, em consequência, temos maior razão para valorizarmos a castidade.
O fascínio da castidade
Por referir-se a algo sagrado, como a vida, a castidade tem algo de misterioso e fascinante. O rosto de um casto, longe de parecer deformado, mutilado, é um rosto irradiante. Seu brilho fascina, sua luz causa atração em muitos, ofusca e incomoda a outros.
Como uma casa onde não há sujeira não é uma casa incompleta,
Como o corpo onde não há doenças não é um corpo mutilado,
Como uma máquina onde não há movimentos descontrolados não é uma máquina defeituosa,
Assim o casto, em quem não há os desvios e excessos deste mundo, não é alguém frustrado. Não é pobre, mas rico. Não é triste, mas alegre. Não é vazio, mas cheio. Seus olhos indicam que ele vê e entende coisas que estão ocultas aos impuros. Ao contemplarmos os olhos de um casto, percebemos o que quis dizer Jesus ao afirmar:
"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
Os castos, que renunciam aos filmes imorais, que vigiam os olhos para não serem surpreendidos por uma imagem obscena em uma banca de jornais, conservam-se puros para verem Aquele que é.
E desde agora, embora ainda não o vejam, já o entendem de maneira imensamente mais profunda do que os outros.
Há uma co-naturalidade afetiva entre a castidade e o conhecimento de Deus, que levava Pascal a dizer: "Mostre-me um casto que negue a existência de Deus e eu acreditarei nele"(3).
Com isso, o filósofo francês dizia que o ateísmo é um privilégio dos impuros, assim como a visão de Deus será um privilégio dos puros.
Prova de amor
Os namorados, que se preparam para o casamento, podem e devem dar prova de amor um ao outro. Mas como o amor se prova? Prova-se pela castidade. Não é verdadeiro o amor que não é casto.
Durante o namoro, a castidade manifesta-se pelo tempo, pela distância e pelo sacrifício:
- pelo tempo: o verdadeiro amor sabe esperar;
- pela distância: o verdadeiro amor sabe separar os corpos, a fim de unir as almas;
- pelo sacrifício: o verdadeiro amor sabe abster-se de prazer por causa do outro.
Essas exigências da castidade, justamente por serem tão contrárias ao que prega e faz o mundo, apresentam-se aos jovens como um desafio, uma meta a ser atingida. E os jovens gostam de desafios. É próprio da juventude o repúdio à mediocridade e o desejo de fazer algo diferente.
Ao contrário do que poderia parecer à primeira vista, os jovens costumam ser muito receptivos a uma pregação sobre a castidade. Espantam-se com o que ouvem, mas sentem-se atraídos.
Ao entenderem que o motivo da castidade é o amor, os jovens encaram-na como algo positivo. Mais que isso:como algo precioso, belo, fascinante.
A fornicação (relação sexual entre solteiros) nada mais é do que um ato de egoísmo praticado a dois. A fornicação está para o amor como o não está para o sim. Justamente porque os fornicadores não sabem esperar, não sabem se distanciar e não sabem se sacrificar, eles em nada diferem dos animais na época do cio. A fornicação é a suprema prova de falta de amor. É o sinal mais seguro de que os dois não merecem um ao outro, não merecem o sacramento do matrimônio e estão totalmente despreparados para constituírem uma família.
A alegria da castidade
Se a castidade é positiva em seu motivo – o amor – também o é em seu efeito. O efeito da castidade foi dito pelo próprio Jesus: a visão de Deus. Esta visão chama-se beatífica porque traz a felicidade. Aqui na terra ainda não temos a felicidade, mas temos um antegozo dela, que se chama alegria.
A fornicação (relação sexual entre solteiros), o adultério (relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não o seu cônjuge) e outros pecados contra a castidade são capazes de oferecer prazer, mas não alegria.
O prazer é corpóreo. A alegria é espiritual.
O prazer é efêmero, passageiro. A alegria é perene e aponta para a felicidade eterna.
O prazer deixa um sabor amargo, um vazio, um remorso. A alegria deixa uma paz, que o mundo é incapaz de dar.
Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros nem que fosse só por interesse. De fato, a alegria da pureza está acima do prazer da impureza como o céu está acima da terra.
Distinções
Castidade não se confunde com ingenuidade ou ignorância.
A castidade não é privilégio daqueles que nada sabem sobre o ato sexual, nem daqueles que são ingênuos demais para perceberem a malícia do mundo.
Casto é aquele que, entendendo o desígnio de Deus sobre a transmissão da vida, recusa-se a admitir que ela se dê fora de um ato de autêntico amor. Casto é aquele que, precavendo-se das artimanhas do Maligno, sabe prudentemente evitar as ocasiões próximas de pecar.
O casto é um forte, um herói, cuja fortaleza e heroísmo provocam inveja dos impuros, que nada mais são do que fracos e covardes.
O casto é o vencedor cuja vitória irrita o impuro, que é derrotado pelos próprios instintos.
Virgem Prudentíssima
Quando perguntaram a Santa Bernardete se Nossa Senhora é bonita, a vidente respondeu espantada: "Se Nossa Senhora é bonita? Se você a visse, seu único desejo seria morrer para vê-la eternamente".
Irmã Lúcia de Fátima, ao referir-se à Virgem Maria, disse: "Era uma senhora mais brilhante que o sol"(4).
Maria Santíssima brilha, não porque tenha luz própria, mas porque nunca pôs obstáculo à luz de Deus.
Se os castos brilham, e brilham tanto, não irradiam a própria luz, mas a de Deus, que neles penetra sem empecilho.
Para entendermos o brilho da castidade, olhemos para os olhos de uma criança. Que há neles que os diferencie dos olhos dos adultos? São olhos sinceros ( = "sem cera"), transparentes. O olhar de um bebê é algo misterioso. É um olhar que nos interpela. A criança ainda não aprendeu a usar máscaras, não criou crostas de sujeira em seus olhos. Ao olhar-nos ela se revela tal como é. E parece que enxerga algo que não enxergamos. Assim são os castos(5).
Na idade adulta, a castidade precisa ser mantida por uma constante vigilância.
"Vigiai e orai para não cairdes em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26,41).
Em matéria de castidade – diz a Madre Maria Helena Cavalcanti – não há fortes nem fracos. Há prudentes e imprudentes.
Prudentes são os que, reconhecendo a própria fraqueza, fogem das ocasiões de pecar e agradecem aqueles que os auxiliam com conselhos e exortações.
Imprudentes são os loucos que, embora fracos, insistem em pensar que são fortes, que não cometerão o que os outros já cometeram, que rejeitam as recomendações dos pais e a vigilância de terceiros.
A castidade só se conserva pela prudência. Não é à toa que a Ladainha de Nossa Senhora chama-a de "Virgem prudentíssima". O imprudente, ainda que ore, ainda que ore muito, acabará por cair, e grande será sua queda.
Para a conservação da castidade, dificilmente seremos exagerados em matéria de prudência. Os jovens que, por imprudência perderam a virgindade, e reconheceram tarde demais que eram fracos, sabem que não é exagero exigir
que os namorados nunca fiquem sozinhos;
que sempre haja a presença de uma terceira pessoa;
que sempre namorem em um lugar claro e iluminado;
que evitem qualquer contato físico que possa causar excitação, seja em si seja no outro.
Convém lembrar - nunca será demais insistir - que a castidade é um tesouro: "um homem o acha e o torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo" (Mt 13,44).
Não costumam ter sucesso as receitas para emagrecer que se concentram nas privações e proibições alimentares. É preciso algo para substituir, com vantagem, os alimentos proibidos aos obesos.
Também Jesus, em seu jejum, não embora se privasse de pão e sentisse fome, resistiu ao demônio dizendo: "Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4,4).
Assim, uma pregação sobre a castidade precisa ser acompanhada de tudo o que ela tem de positivo, em compensação às privações que ela requer: o amor verdadeiro, a visão de Deus, o conhecimento de Deus, a alegria.
Nunca devemos esquecer esta bem-aventurança fundamental reservada aos castos: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
1)"Há mais felicidade em dar que em receber" (At 20,35).
2) A família, santuário da vida (Encíclica Evangelium Vitae, n. 92).
3) Citação de Pe. Welington Leone Ceva, no retiro do clero da Diocese de Anápolis, ocorrido de 10 a 14 de dezembro de 2001.
4) cf. Ap 12
5) "Se não vos converterdes, e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Ceús" (Mt 18,2).
Formações
Castidade
A castidade liberta o amor do egoísmo...
A+A-
Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado.
A sexualidade — como diz o Catecismo da Igreja Católica — “torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher”.
É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio.
Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si — por meio da virtude e, concretamente, da castidade — falta-lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.
A castidade como dom de si
A castidade é a afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar-se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade.
A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmônica a personalidade, fá-la amadurecer e enche-a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito de si mesmo e ao mesmo tempo torna capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que “vos chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Ped 2, 9).
O domínio de si
“A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna-se infeliz”.
Todas as pessoas sabem, até por experiência, que a castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e ações pecaminosas, como S. Paulo teve o cuidado de esclarecer e recordar. Por isso se requere uma capacidade e uma atitude de domínio de si que são sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar as ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza.
Quando a família realiza uma obra de válido apoio educativo e encoraja o exercício de todas as virtudes, a educação para a castidade é facilitada e liberta de conflitos interiores, mesmo que em certos momentos os jovens possam observar situações de particular delicadeza.
Para alguns, que se encontram em ambientes onde se ofende e se deprecia a castidade, viver de modo casto pode exigir uma luta dura, às vezes heróica. De qualquer maneira, com a graça de Cristo, que brota do seu amor esponsal pela Igreja, todos podem viver castamente mesmo que se encontrem em ambientes pouco favoráveis.
O próprio fato de todos serem chamados à santidade, como recorda o Concílio Vaticano II, torna mais fácil de compreender que, tanto no celibato quanto no matrimônio, possam existir — e até, de fato acontecem a todos, de um modo ou de outro, por períodos mais breves ou de mais longa duração — situações em que são indispensáveis atos heróicos de virtude. Também a vida matrimonial implica, por isso, um caminho alegre e exigente de santidade.
Fonte: Vaticano
"Prá você eu guardei,
um amor tão bonito"
(Canção popular) VIRGINDADE E CASTIDADE
Virgindade! Embora este tema pareça ultrapassado, fora de moda, “out”, muitos jovens se sentem pressionados, uns porque ainda são virgens, outros porque não o são mais.
Garotos, vocês também estão incluídos neste capítulo! Existe muita pressão dos amigos, da mídia (vejam as novelas, os jornais e revistas especializadas!) e até dos familiares para que deixem de ser virgens (ou seria melhor dizer “casto”?), independentemente das incertezas que sentem, do que pensam, do que esperam da vida.
Mas, o que é ser virgem?
O termo “ser virgem” é usado para falar de uma pessoa do sexo feminino que nunca teve uma relação sexual completa e que portanto, possui intacto o hímen.
Na primeira vez em que uma mulher tenha uma relação vaginal completa, geralmente o hímen romperá. Porém existem meninas que têm um hímen mais flexível, que não se rompe totalmente na primeira relação.
Há sangramento quando o hímen é rompido?
O hímen é uma membrana fina, perfurada, por onde passa a menstruação. É pouco vascularizado, mas se o rompimento se der exatamente no local por onde passa um vaso sanguíneo, poderá sangrar um pouco, em geral na primeira relação.
Mas é importante que tanto o homem como a mulher saibam que a primeira relação não precisa doer ou sangrar.
A gravidez pode acontecer na primeira relação?
E se a garota continuar virgem, pode engravidar?
É importante também que saibam que é possível engravidar na primeira relação. Na primeira ou na segunda, na terceira, etc. Mas só é possível se o contato sexual ocorrer durante o período fértil da mulher, isto é, ao redor do dia da ovulação, quando há a liberação do óvulo do ovário. No interior do corpo da mulher, o óvulo e os espermatozóides podem sobreviver algum tempo, o óvulo, de 12 a 24 horas e os espermatozóides até 5 ou mesmo 7 dias, antes de se juntar para a fecundação, ou morrer, o que ocorrerá se não acontecer a fecundação. Não se pode esquecer também que uma menina pode engravidar antes mesmo de sua primeira menstruação! Não está escrito em sua testa o dia que ela solta o óvulo! E se ela tiver contato sexual naqueles dias, poderá engravidar, sim!
Podemos dizer que é sempre a maior surpresa quando uma garota “virgem” recebe a notícia de que está grávida! E é mais comum do que vocês podem imaginar! Basta uma garota estar em seu período fértil e ter um contato sexual, isto é, ter a presença de sêmen contendo espermatozóides perto da sua vagina. O muco fértil vai ajudar/permitir que os espermatozóides subam pela vagina até que um se encontre com o óvulo para fertilizá-lo. A natureza é tão esperta!
Pelo contrário, imaginem vocês que ao estar a mulher longe da sua ovulação e consequentemente longe do seu período fértil, os espermatozóides, mesmo depositados dentro da vagina, não poderão entrar dentro do útero. Eles vão permanecer dentro da vagina, até serem eliminados, sem jamais passar para dentro do útero, porque o muco não fértil forma um tampão grosso na abertura do útero, impenetrável aos espermatozóides.
Existe virgindade nos homens?
Quem diz que não existe? A turma? A família? A revista? A T.V.?
É necessário fazer aqui a distinção entre virgindade e castidade. Como vimos , "virgem" é a palavra usada para falar de mulher que nunca teve relaçao sexual vaginal completa e que mantem ínteqro o hímen. Quando um homem nunca manteve uma relaçao sexual completa, fala-se que é "casto". Então todos os homens que nunca "transaram" são "castos".
Não se mede a masculinidade de ninguém pelo número de mulheres que tenha levado “prá” cama. O animal "macho" , para copular só necessita encontrar a fêmea no cio, sem se importar qual é ela. O homem, pela sua capacidade de pensar, não "fica" com qualquer uma, entende a grandeza do ato sexual e se prepara para uma entrega total para alguém especial.
A garotada ainda valoriza a virgindade?
Sim, não somente a garotada, mas também muitos adultos. Já vimos que a relação sexual não é qualquer coisa sem significado ou valor e que das pessoas que refletem a respeito disto, muitas optam por reservar a primeira relação sexual para alguém muito especial . Afinal , no relacionamento homem/mulher, a doação mais completa que existe é justamente o ato sexual. Por outro lado, ser virgem não diz tudo a respeito do caráter da pessoa. As meninas “tecnicamente” virgens, mas que tiveram grande intimidade com muitos namorados diferentes, são mesmo “virgens”?
Qual a diferença entre virgindade e castidade?
Virgindade é termo técnico, usado para falar da mulher que nunca teve relação sexual e, portanto tem íntegro o hímen, um homem que nunca teve relação sexual é casto. Castidade é termo mais amplo, reservado à pessoa (homem ou mulher), que sabe ter seu instinto sexual sob o domínio da razão.
Castidade
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Alegoria da castidade, por Hans Memling
Castidade é o comportamento voluntário de abstinência de prazeres e de prática de atos sexuais, seja por motivos religiosos ou sociais. Teologicamente diz-se que modera o prazer vinculado à propagação da espécie[1]
Castidade diz respeito aos prazeres sensuais, e nisso já se acha outra fonte de constantes equívocos. Pois sensual não é necessariamente o mesmo que sexual, embora possa haver conexão entre ambos. Sensual é tudo aquilo que diz respeito aos sentidos (os cinco clássicos ou tantos quantos possam ser identificados).
Assim, ao se falar que "castidade é abstinência total dos prazeres sensuais (sendo isso um compromisso ou voto de castidade), é preciso ter em mente o significado preciso de "sensualidade", muito embora, a compreensão esperada e sugerida, na maioria das vezes, seja de sensualidade no sentido de atributo de atração sexual.
A compreensão psicológica/psicanalítica, conquanto possa conferir certo grau de liberdade nas condutas — independentemente de juízo de valor, pró ou contra — no final das contas, também é a mesma.
Índice
[esconder]
1 Virtude
2 Castidade religiosa
2.1 A castidade cristã
2.2 Os regimes da castidade
2.3 Castidade conjugal
2.4 Continência
2.5 Virtudes auxiliares da castidade
2.6 As ofensas contra a castidade
2.7 Os santos e a castidade
3 Referências
4 Ver também
5 Ligações externas
[editar] Virtude
O fato da castidade ser uma manifestação da virtude da temperança[2] não significa que esteja desvinculada de outras virtudes humanas, na verdade a castidade se relaciona com qualquer manifestação da vida humana. Segundo Giulia Veronese "a castidade é mais do que a simples continência. A castidade sexual expressa a renúncia consciente e vigilante da sexualidade (entendida como exercício do sexo ou que pode conduzir a ele) por parte da pessoa, obedecendo a fins mais elevados. A castidade é o resultado normal de uma eleição humana; representa a exigente coerência com valores superiores, requer o compromisso pleno de si mesmo e o coração que quer permanecer na sua integridade. Pressupõe sempre uma consciência, mais ou menos clara, do valor da sexualidade na sua dupla finalidade de procriação e amor."[3]
[editar] Castidade religiosa
[editar] A castidade cristã
Do ponto de vista da moral do cristianismo nas suas distintas denominações, a castidade é a virtude que governa e modera o desejo do prazer sexual, segundo os princípios da fé e da razão e recebe também a denominação de Santa Pureza.
Pela castidade a pessoa adquire o domínio de sua sexualidade, para ser capaz de integrá-la em uma personalidade compatível com os pontos de vista religiosos. Para o cristianismo não é uma negação da sexualidade mas sim fruto do Espírito Santo e consiste no domínio de si mesmo, e na capacidade de orientar o instinto sexual para as causas morais ligadas ao crescimento espiritual e corporal das pessoas.
Para o cristianismo a castidade é uma virtude necessária nos distintos estados situacionais da vida quer sejam casados ou solteiros.
[editar] Os regimes da castidade
Todo cristão é chamado à castidade. O cristão se há "revestido de Cristo" (Ga 3, 27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis cristãos são chamados a uma vida casta segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a dirigir a sua afetividade na castidade.
O Lírio é considerado um dos símbolos da pureza
Existem tres formas da virtude da castidade: a dos esposos, a das viúvas e a da virgindade. As relações sexuais somente serão castas dentro do matrimônio.
[editar] Castidade conjugal
Para os casados significa fidelidade ao cônjuge e aos compromissos assumidos no matrimônio.Para o casado significa, também — mas não só — manter-se fiel ao matrimônio. Até porque o conceito de fidelidade é, per se, muitíssimo mais abrangente do que o concebe a compreensão ordinária (popular, vulgar).
Fidelidade é um atributo elevado, primeiramente da pessoa para consigo mesma, interior, de tal modo que "se alguém é fiel a outrém, certamente o é pelo fato de primeiramente o ser em seu íntimo. Pode-se mesmo fazer a seguinte inferência: quem é fiel (lato sensu) é casto e vice-versa.
Os esposos cristãos têm sempre presente que, segundo a doutrina de São Paulo, o matrimônio cristão é símbolo da união existente entre cristo e a sua Igreja. O primeiro efeito deste amor é a união indissolúvel de corações, e por conseguinte, a inviolabilidade da fidelidade de um ao outro.
Os esposos devem respeitar a santidade do leito conjugal com a pureza de suas intenções e a honestidade de seu trato. Devem cumprir fiel e sinceramente o dever conjugal, pois tudo o que serve para a transmissão da vida é, não só lícito, como louvável, mas qualquer ato que se opuser a este fim primeiro constitui pecado grave.[4]
[editar] Continência
Para os solteiros que aspirem ao matrimônio requer abstenção absoluta (continência) até o casamento, significa portanto abstinência. Para o solteiro, castidade, pela sua abrangência conceitual, tem, também — e compreensivelmente — o sentido de de manter-se virgem (casto, puro), até o casamento, como se o entenda na cultura onde vive.
A castidade oferece no cristianismo uma preparação espiritual para o sacerdócio, o matrimônio, a vida religiosa ou o celibato. O voto de castidade total é considerado obrigatório para os ministros consagrados (sacerdotes e bispos, assim como para as distintas órdens religiosas, tanto masculinas como femininas. Não obstante este voto absoluto não é requerido em outras igrejas cristãs como a protestante.
Segundo a moral cristã a castidade purifica o amor e o eleva, é a melhor forma de compreender e sobretudo de valorizar o amor.
Fidelidade é amor e respeito ao próximo e a Deus, é ser sincero aos seus compromissos e escolhas, é abnegação aos desejos da carne, a cobição pelo proximo e ao alheio. Ser fiel é ter compromisso, e não apenas envolver se.
[editar] Virtudes auxiliares da castidade
O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um ato indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.
A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.
A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.
A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.
A caridade, ou seja o amor de Deus, que, enchendo o coração o desocupa de afetos desordenados (Deus caritas est).
A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protetora da virtude da castidade que também a denominam de "santa pureza".[5]
[editar] As ofensas contra a castidade
Dentro da moral cristã são consideradas ofensas graves contra a virtude da castidade:
luxúria, que constitui uma busca desordenada do prazer venéro, uma vez que é buscado exclusivamente por si mesmo.
masturbação que é considerado um ato anti natura.
fornicação, vista como relações sexuais fora do matrimônio e as relações pré-matrimoniais..
homossexualidade, é considerada contraria à lei natural, fecha o ato sexual ao dom da vida.[6]
pornografia, segundo a moral cristã "desnaturaliza a finalidade do ato sexual".
prostituição
violação e
o incesto, são as principais ofensas contra a virtude da castidade.
São José é apresentado pela Igreja Católica como modêlo de castidade (Cuzco, séc. XVIII)
[editar] Os santos e a castidade
Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:
Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade. A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba. [7]
A caridade teologal surge-nos, sem dúvida, como a mais alta das virtudes. Mas a castidade é o meio "sine qua non", uma condição imprescindível para se atingir o diálogo íntimo com Deus. E quando não é observada, quando não se luta, acaba-se cego; não se vê nada, porque o homem animal não pode perceber as coisas que são do Espírito de Deus.
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: "Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus." A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, "os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade." Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus. [8]
Referências
↑ TANQUEREY, Adolphe. Compêndio de Teología Ascética y Mística, Madri: Edicionaes Palabra, 1996, pg.582.
↑ Tomás de Aquino, Suma Teológica, 2-2q 141 a 1.
↑ Victor Garcia Hoz. Ed. Rialp, Madri, 1992.
↑ Idem, pg. 584.
↑ Oração da tradição católica: Ave maris stella Virgo singularis Inter omnes mitis Nos culpes solutos Mites fac et castos.
↑ Catecismo da Igreja Católica n. 2357 a 2359. "Atos homossexuais são contrários à lei natural (...) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância."
↑ (Caminho, 119)
↑ (Amigos de Deus, 175)
[editar] Ver também
Celibato
Casamento religioso
Sete virtudes
Virgindade
Virgindade religiosa
[editar] Ligações externas
Castidade como virtude (em castelhano)
Castidade como virtude (em inglês)
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Manoel Trajano
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Hoje, alguém terá perdido a serenidade, à nossa frente; amanhã, possivelmente, seremos nós, em situação igual diante deles.
(Obra: Calma - Chico Xavier/Emmanuel)
"Só quem entende a beleza do Perdão pode julgar seus semelhantes."
"Não é ocioso apenas o que nada faz, mas também o que poderia empregar melhor o seu tempo".
(Sócrates)
A ociosidade é uma porta que se abre os vícios, é uma casa sem paredes; as "serpentes" podem entrar nela por todos os lados.
(De “As dores da alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed)
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Manoel Trajano
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Manoel Trajano para irmaosdeluz
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2009/3/30 Manoel Trajano
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Caros amigos,
Vemos no noticiário e no nosso cotidiano desequilíbrios de toda ordem que levam a Parafilias de toda ordem,ou seja,desvios sexuais que acabam por se tornarem crimes muitas vezes ediondos,que ferem a moral,o pudor,os bons costumes.O que era prática na civilização antiga com o advento da evolução das sociedades não cabe mais nos chamados tempos modernos e daí nos deparamos ainda com incesto,estupro,pedofilia,síndrome de Édipo e Jocasta,molestação de toda ordem,asséedios sexuais e dentro deste contexto vem a questão: Castidade é vocação? O que justifica membros de determinadas opções religiosas molestarem discípulos inclusive do mesmo sexo? Purificação e afastamento do demônio ou uma hipocrisia sem fim para justificar algo reprimido.Sexo,energia da vida,localizado no Centro Genésico está no Chakra Sexual e como é sua ligação com a mente?Abusos são tão condenáveis quanto a abstinencia total forçada(que nao é vocação)? Durante muito tempo a fogueira da Inquisição condenou,puniu aqueles que se masturbavam! Dívidas foram contraídas! Carmas surgiram! Ajustes se fizeram e ciclos começaram e nao terminam mais! O mundo de hoje,materialista ao extremo,consumista e banalizador do sexo e da violencia coloca em cheque a inocencia,a boa fé! Uma nova provocação,um novo tema para debate! Com a palavra,vocês!!
VIII CONGRESSO TEOLÓGICO 2004
"A FAMÍLIA CRISTÃ: CÉLULA-MÃE DE UMA SOCIEDADE MELHOR"
Palestra do dia 29/07/2004, às 17h30min
RECONHECER E FAZER DESCOBRIR
A BELEZA FASCINANTE DA CASTIDADE
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Uma privação
A castidade costuma ser definida como algo negativo. É a qualidade daquele que se abstém de relações sexuais antes ou fora do casamento. É a virtude dos que evitam olhares libidinosos, dos que rejeitam os divertimentos mundanos, dos que se privam de seguir as modas licenciosas. É também a virtude daqueles que renunciam ao casamento "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12) a fim de servirem a Deus com o coração indiviso (1Cor 7,32-34).
Abstenção, renúncia, privação. Tais palavras indicam uma lacuna, uma falta, um vazio. Não é errado usá-las para definir a castidade. Mas não se pode parar nelas. Pois, que sentido tem exaltar um vazio? Elogiar uma privação? Glorificar uma falta? Não seria mais sensato preencher o vazio? Satisfazer à privação? Suprir a falta?
Ao falar da castidade como algo que se deixa de fazer, como algo de que se abstém, como algo a que se renuncia, é preciso acrescentar o motivo de tal não-fazer, de tal abstenção, de tal renúncia. É preciso ainda, além dos motivos, falar dos frutos de tal atitude. Em suma: é preciso falar do que a castidade tem de positivo, nos seus motivos e nos seus efeitos.
De outro modo, a castidade se apresentaria como uma atitude louca, uma espécie de neurose, sem explicação lógica, mas puramente psicológica: um mecanismo de fuga, uma frustração, como costumam dizer os psicanalistas.
Nem toda privação é má
A falta de olhos em um homem é digna de elogios? Um poeta exaltaria a falta de uma perna consumida por uma gangrena? Alguém louvaria a falta de comida no estômago ou a ausência de cordas vocais em uma garganta? A privação, por si só, não parece ser atraente.
No entanto, a filosofia ensina-nos que nem toda privação é má. Má é a ausência de uma perfeição devida. Assim, é mau que um homem não tenha olhos, uma vez que os olhos são devidos à natureza humana. Mas não pode ser chamada de "má" a ausência de olhos na pedra, uma vez que a pedra, por sua natureza inerte e inanimada, não requer a presença de olhos. Tal perfeição, por não ser devida à pedra, pode estar ausente sem que isso constitua um mal.
Privação de algo indevido
Assim, a castidade, embora signifique privação, não é um mal. O casto não se priva de algo devido. Priva-se de algo indevido.
Alguém aqui poderia replicar: não é devido à natureza humana que o homem e a mulher se sintam atraídos? A atração entre os sexos não é algo natural, que a castidade repele de modo artificial? Não seria um mal que os jovens reprimam suas inclinações naturais, abstendo-se de relações sexuais e, mais ainda, de tudo quanto possa causar o desejo delas?
A resposta é simples. A natureza humana não é apenas corpórea, mas também espiritual. Se é natural ao homem o instinto que o leva a alimentar-se, a fugir dos perigos, a aproximar-se de alguém do outro sexo, também é natural que tais instintos sejam regulados pela razão. Pertence à natureza do homem não se transformar em joguete de seus instintos, mas controlá-los racionalmente. Esse controle implica privação. Mas privação de algo indevido.
O motorista, ao controlar um automóvel, contraria a tendência natural do veículo de seguir em direção ao abismo, o que ocorreria se ele não girasse o volante. A mudança de trajetória, contrariando a tendência dos corpos de conservarem a direção de seu movimento, implica uma privação. Mas não se trata de uma privação de algo devido. Tal privação não é má. Ao contrário, ela é um bem. Pois, ao se privar de andar em linha reta em direção ao abismo, o automóvel segue a estrada e é capaz de chegar ileso ao destino desejado pelo condutor.
O casto, ao privar-se da relação sexual antes do matrimônio, está privando-se de algo indevido. Com efeito, se ele é solteiro, o corpo alheio ainda não lhe pertence. Unir-se a esse corpo seria uma usurpação, uma falta contra a justiça. O casado que, fiel ao compromisso conjugal, rejeita unir-se ao corpo de um terceiro, que não é seu cônjuge, está rejeitando algo indevido. Desse modo, a castidade, longe de ser um mal, é um bem: ela preserva o namoro, prepara o matrimônio, solidifica a família, enobrece o ser humano.
Sem desprezo pela sexualidade
Castidade não significa, nem pode significar menosprezo pelo matrimônio ou pela união física entre os cônjuges. Justamente por dar um grande valor a essas coisas, o casto não admite que o instinto sexual aja nelas cegamente, sem ser controlado pela razão.
Não é apenas o instinto sexual que precisa ser controlado. Também o instinto alimentar, que existe para assegurar nossa sobrevivência, precisa de um controle. Embora o homem sinta fome, sabe que deve esperar a hora da refeição para comer. Sabe que não pode apoderar-se de uma comida que não é dele, por mais apetitosa que seja. E sabe que deve comportar-se com boas maneiras estando à mesa. A virtude que regula o comer e o beber chama-se sobriedade. A sobriedade, no entanto, embora digna de admiração, não costuma despertar o fascínio e o encanto que desperta a castidade.
Por quê?
Uma e outra não são partes da temperança?
Uma e outra não são virtudes que regulam instintos relacionados com a vida humana: o instinto alimentar (sobriedade) e o instinto reprodutor (castidade)?
O que o casto tem de especial em relação ao sóbrio, que guarda moderação no comer e no beber?
Por que apenas a castidade - e não a sobriedade - costuma ser objeto de escárnio para o mundo?
Por que aquele que se abstém de bebidas alcoólicas e come moderadamente não recebe, nem de longe, a zombaria que costuma receber o que valoriza a virgindade e a fidelidade conjugal?
A castidade relaciona-se com a transmissão da vida
Porque, embora o instinto alimentar seja relacionado com a vida, ele fica restrito à vida de um indivíduo. O instinto sexual (ou reprodutor) relaciona-se com a vida da espécie humana. Transmitir a vida a outro ente, comunicando-lhe a natureza humana, chama-se gerar. O instinto sexual está intimamente ligado à geração: à transmissão da vida.
Transmitir a vida a outrem é mais do que conservar a própria(1). Por isso a virtude da castidade, que regula o instinto reprodutor, é maior do que virtude da sobriedade, que regula o instinto alimentar.
A sacralidade da vida é entendida até pelos mais simples grupos humanos. Os nativos da Polinésia usam a palavra tabu para exprimir as coisas sagradas, intocáveis. Para os polinésios, tabu compreende a vida humana (que ninguém tem o direito de tocar), a geração da vida humana e a união sexual em que a vida humana é gerada. Tudo o que se refere à vida é tão sagrado quanto ela. A sexualidade, portanto, é sagrada.
A belíssima palavra tabu tem um significado positivo. Não se trata de uma proibição irracional. Trata-se de uma valorização de algo que supera o próprio homem: o poder de transmitir a vida. Trata-se do respeito e da veneração por algo que, embora confiado ao homem, não está sujeito aos seus caprichos: o poder de gerar, de procriar, de cooperar com Deus na criação de um outro ente humano. Lamentavelmente a palavra tabu chegou ao nosso idioma com o significado pejorativo que lhe atribuiu a ideologia de Freud.
É intuitivo que a vida é sagrada. Também é intuitivo que a família, em que ela é gerada e educada, deve ser sagrada(2). Da mesma forma deve ser sagrada a união sexual, que dá origem à vida. Sagrado deve ser também o matrimônio, em que o homem e a mulher constituem uma comunidade de amor própria para a transmissão da vida. Por fim, deve ser sagrado o namoro, em que o rapaz e a moça se preparam para assumirem esse compromisso perpétuo de amor, fidelidade e fecundidade.
A castidade, sinal de contradição
Compete à castidade zelar pela sacralidade das coisas que mais têm a ver com a vida: o namoro, o matrimônio, a atração entre os sexos, a união sexual. Por isso a castidade é apta a atrair, seja o fascínio dos que respeitam a vida, seja o escárnio dos que exaltam a morte.
É difícil permanecer neutro diante da castidade. Ela exige uma opção. E essa opção acaba por ser apaixonada. Os castos defendem a castidade com todas as fibras e não querem largá-la por nada deste mundo. Os mundanos odeiam a castidade com todas as suas forças e não se cansam enquanto não esmagarem o último casto que encontrarem pela frente. A castidade é, de fato, um sinal de contradição (Lc 2,34). Quem não está com ela, está contra ela (Mt 12,30).
A castidade, virtude sobrenatural
Note-se que, até agora falamos da castidade como virtude natural. Nenhum menção fizemos à graça sobrenatural, que Cristo conquistou para nós pelo preço de seu sangue (1Cor 6,20). Também não falamos do Espírito Santo que, como fruto da redenção de Cristo, passou a habitar em nosso corpo como em um templo (1Cor 6,19).
Se todo homem tem o dever de ser casto, pelo simples fato de ser racional, o cristão tem um motivo a mais para cultivar a castidade: ele é templo do Espírito Santo. Seus instintos devem ser governados, não apenas pela razão natural, mas pela graça sobrenatural.
"Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também a nossa conduta" (Gl 5,25).
Para o cristão, a vida humana, que é sagrada por ser criada por Deus, é sagrada também por ter sido "recriada" por Cristo. Ele deu a sua vida por nós. Ele veio para que tivéssemos vida, e vida em abundância (Jo 10,10). E a vida que ele prometeu dar-nos é a mesma que recebeu do Pai: "Como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim aquele que me come, viverá por mim" (Jo 6,57). Ele prometeu habitar naquele que cumpre sua palavra: "Se alguém me ama, guardará minha palavra, e meu Pai o amará. E viremos a ele, e nele faremos morada" (Jo 14,23). Aquele que foi batizado em Cristo, revestiu-se de Cristo (Gl 3,27). Pode dizer, com São Paulo: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20).
Para nós, cristãos, a vida humana, elevada pela graça à participação com a vida divina (2Pd 1,4), tem um valor de eternidade. Assim, temos maior razão para respeitarmos a vida. E, em consequência, temos maior razão para valorizarmos a castidade.
O fascínio da castidade
Por referir-se a algo sagrado, como a vida, a castidade tem algo de misterioso e fascinante. O rosto de um casto, longe de parecer deformado, mutilado, é um rosto irradiante. Seu brilho fascina, sua luz causa atração em muitos, ofusca e incomoda a outros.
Como uma casa onde não há sujeira não é uma casa incompleta,
Como o corpo onde não há doenças não é um corpo mutilado,
Como uma máquina onde não há movimentos descontrolados não é uma máquina defeituosa,
Assim o casto, em quem não há os desvios e excessos deste mundo, não é alguém frustrado. Não é pobre, mas rico. Não é triste, mas alegre. Não é vazio, mas cheio. Seus olhos indicam que ele vê e entende coisas que estão ocultas aos impuros. Ao contemplarmos os olhos de um casto, percebemos o que quis dizer Jesus ao afirmar:
"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
Os castos, que renunciam aos filmes imorais, que vigiam os olhos para não serem surpreendidos por uma imagem obscena em uma banca de jornais, conservam-se puros para verem Aquele que é.
E desde agora, embora ainda não o vejam, já o entendem de maneira imensamente mais profunda do que os outros.
Há uma co-naturalidade afetiva entre a castidade e o conhecimento de Deus, que levava Pascal a dizer: "Mostre-me um casto que negue a existência de Deus e eu acreditarei nele"(3).
Com isso, o filósofo francês dizia que o ateísmo é um privilégio dos impuros, assim como a visão de Deus será um privilégio dos puros.
Prova de amor
Os namorados, que se preparam para o casamento, podem e devem dar prova de amor um ao outro. Mas como o amor se prova? Prova-se pela castidade. Não é verdadeiro o amor que não é casto.
Durante o namoro, a castidade manifesta-se pelo tempo, pela distância e pelo sacrifício:
- pelo tempo: o verdadeiro amor sabe esperar;
- pela distância: o verdadeiro amor sabe separar os corpos, a fim de unir as almas;
- pelo sacrifício: o verdadeiro amor sabe abster-se de prazer por causa do outro.
Essas exigências da castidade, justamente por serem tão contrárias ao que prega e faz o mundo, apresentam-se aos jovens como um desafio, uma meta a ser atingida. E os jovens gostam de desafios. É próprio da juventude o repúdio à mediocridade e o desejo de fazer algo diferente.
Ao contrário do que poderia parecer à primeira vista, os jovens costumam ser muito receptivos a uma pregação sobre a castidade. Espantam-se com o que ouvem, mas sentem-se atraídos.
Ao entenderem que o motivo da castidade é o amor, os jovens encaram-na como algo positivo. Mais que isso:como algo precioso, belo, fascinante.
A fornicação (relação sexual entre solteiros) nada mais é do que um ato de egoísmo praticado a dois. A fornicação está para o amor como o não está para o sim. Justamente porque os fornicadores não sabem esperar, não sabem se distanciar e não sabem se sacrificar, eles em nada diferem dos animais na época do cio. A fornicação é a suprema prova de falta de amor. É o sinal mais seguro de que os dois não merecem um ao outro, não merecem o sacramento do matrimônio e estão totalmente despreparados para constituírem uma família.
A alegria da castidade
Se a castidade é positiva em seu motivo – o amor – também o é em seu efeito. O efeito da castidade foi dito pelo próprio Jesus: a visão de Deus. Esta visão chama-se beatífica porque traz a felicidade. Aqui na terra ainda não temos a felicidade, mas temos um antegozo dela, que se chama alegria.
A fornicação (relação sexual entre solteiros), o adultério (relação sexual entre uma pessoa casada e outra que não o seu cônjuge) e outros pecados contra a castidade são capazes de oferecer prazer, mas não alegria.
O prazer é corpóreo. A alegria é espiritual.
O prazer é efêmero, passageiro. A alegria é perene e aponta para a felicidade eterna.
O prazer deixa um sabor amargo, um vazio, um remorso. A alegria deixa uma paz, que o mundo é incapaz de dar.
Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros nem que fosse só por interesse. De fato, a alegria da pureza está acima do prazer da impureza como o céu está acima da terra.
Distinções
Castidade não se confunde com ingenuidade ou ignorância.
A castidade não é privilégio daqueles que nada sabem sobre o ato sexual, nem daqueles que são ingênuos demais para perceberem a malícia do mundo.
Casto é aquele que, entendendo o desígnio de Deus sobre a transmissão da vida, recusa-se a admitir que ela se dê fora de um ato de autêntico amor. Casto é aquele que, precavendo-se das artimanhas do Maligno, sabe prudentemente evitar as ocasiões próximas de pecar.
O casto é um forte, um herói, cuja fortaleza e heroísmo provocam inveja dos impuros, que nada mais são do que fracos e covardes.
O casto é o vencedor cuja vitória irrita o impuro, que é derrotado pelos próprios instintos.
Virgem Prudentíssima
Quando perguntaram a Santa Bernardete se Nossa Senhora é bonita, a vidente respondeu espantada: "Se Nossa Senhora é bonita? Se você a visse, seu único desejo seria morrer para vê-la eternamente".
Irmã Lúcia de Fátima, ao referir-se à Virgem Maria, disse: "Era uma senhora mais brilhante que o sol"(4).
Maria Santíssima brilha, não porque tenha luz própria, mas porque nunca pôs obstáculo à luz de Deus.
Se os castos brilham, e brilham tanto, não irradiam a própria luz, mas a de Deus, que neles penetra sem empecilho.
Para entendermos o brilho da castidade, olhemos para os olhos de uma criança. Que há neles que os diferencie dos olhos dos adultos? São olhos sinceros ( = "sem cera"), transparentes. O olhar de um bebê é algo misterioso. É um olhar que nos interpela. A criança ainda não aprendeu a usar máscaras, não criou crostas de sujeira em seus olhos. Ao olhar-nos ela se revela tal como é. E parece que enxerga algo que não enxergamos. Assim são os castos(5).
Na idade adulta, a castidade precisa ser mantida por uma constante vigilância.
"Vigiai e orai para não cairdes em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26,41).
Em matéria de castidade – diz a Madre Maria Helena Cavalcanti – não há fortes nem fracos. Há prudentes e imprudentes.
Prudentes são os que, reconhecendo a própria fraqueza, fogem das ocasiões de pecar e agradecem aqueles que os auxiliam com conselhos e exortações.
Imprudentes são os loucos que, embora fracos, insistem em pensar que são fortes, que não cometerão o que os outros já cometeram, que rejeitam as recomendações dos pais e a vigilância de terceiros.
A castidade só se conserva pela prudência. Não é à toa que a Ladainha de Nossa Senhora chama-a de "Virgem prudentíssima". O imprudente, ainda que ore, ainda que ore muito, acabará por cair, e grande será sua queda.
Para a conservação da castidade, dificilmente seremos exagerados em matéria de prudência. Os jovens que, por imprudência perderam a virgindade, e reconheceram tarde demais que eram fracos, sabem que não é exagero exigir
que os namorados nunca fiquem sozinhos;
que sempre haja a presença de uma terceira pessoa;
que sempre namorem em um lugar claro e iluminado;
que evitem qualquer contato físico que possa causar excitação, seja em si seja no outro.
Convém lembrar - nunca será demais insistir - que a castidade é um tesouro: "um homem o acha e o torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo" (Mt 13,44).
Não costumam ter sucesso as receitas para emagrecer que se concentram nas privações e proibições alimentares. É preciso algo para substituir, com vantagem, os alimentos proibidos aos obesos.
Também Jesus, em seu jejum, não embora se privasse de pão e sentisse fome, resistiu ao demônio dizendo: "Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4,4).
Assim, uma pregação sobre a castidade precisa ser acompanhada de tudo o que ela tem de positivo, em compensação às privações que ela requer: o amor verdadeiro, a visão de Deus, o conhecimento de Deus, a alegria.
Nunca devemos esquecer esta bem-aventurança fundamental reservada aos castos: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).
1)"Há mais felicidade em dar que em receber" (At 20,35).
2) A família, santuário da vida (Encíclica Evangelium Vitae, n. 92).
3) Citação de Pe. Welington Leone Ceva, no retiro do clero da Diocese de Anápolis, ocorrido de 10 a 14 de dezembro de 2001.
4) cf. Ap 12
5) "Se não vos converterdes, e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Ceús" (Mt 18,2).
Formações
Castidade
A castidade liberta o amor do egoísmo...
A+A-
Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado.
A sexualidade — como diz o Catecismo da Igreja Católica — “torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher”.
É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio.
Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si — por meio da virtude e, concretamente, da castidade — falta-lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.
A castidade como dom de si
A castidade é a afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar-se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade.
A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmônica a personalidade, fá-la amadurecer e enche-a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito de si mesmo e ao mesmo tempo torna capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que “vos chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Ped 2, 9).
O domínio de si
“A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna-se infeliz”.
Todas as pessoas sabem, até por experiência, que a castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e ações pecaminosas, como S. Paulo teve o cuidado de esclarecer e recordar. Por isso se requere uma capacidade e uma atitude de domínio de si que são sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar as ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza.
Quando a família realiza uma obra de válido apoio educativo e encoraja o exercício de todas as virtudes, a educação para a castidade é facilitada e liberta de conflitos interiores, mesmo que em certos momentos os jovens possam observar situações de particular delicadeza.
Para alguns, que se encontram em ambientes onde se ofende e se deprecia a castidade, viver de modo casto pode exigir uma luta dura, às vezes heróica. De qualquer maneira, com a graça de Cristo, que brota do seu amor esponsal pela Igreja, todos podem viver castamente mesmo que se encontrem em ambientes pouco favoráveis.
O próprio fato de todos serem chamados à santidade, como recorda o Concílio Vaticano II, torna mais fácil de compreender que, tanto no celibato quanto no matrimônio, possam existir — e até, de fato acontecem a todos, de um modo ou de outro, por períodos mais breves ou de mais longa duração — situações em que são indispensáveis atos heróicos de virtude. Também a vida matrimonial implica, por isso, um caminho alegre e exigente de santidade.
Fonte: Vaticano
"Prá você eu guardei,
um amor tão bonito"
(Canção popular) VIRGINDADE E CASTIDADE
Virgindade! Embora este tema pareça ultrapassado, fora de moda, “out”, muitos jovens se sentem pressionados, uns porque ainda são virgens, outros porque não o são mais.
Garotos, vocês também estão incluídos neste capítulo! Existe muita pressão dos amigos, da mídia (vejam as novelas, os jornais e revistas especializadas!) e até dos familiares para que deixem de ser virgens (ou seria melhor dizer “casto”?), independentemente das incertezas que sentem, do que pensam, do que esperam da vida.
Mas, o que é ser virgem?
O termo “ser virgem” é usado para falar de uma pessoa do sexo feminino que nunca teve uma relação sexual completa e que portanto, possui intacto o hímen.
Na primeira vez em que uma mulher tenha uma relação vaginal completa, geralmente o hímen romperá. Porém existem meninas que têm um hímen mais flexível, que não se rompe totalmente na primeira relação.
Há sangramento quando o hímen é rompido?
O hímen é uma membrana fina, perfurada, por onde passa a menstruação. É pouco vascularizado, mas se o rompimento se der exatamente no local por onde passa um vaso sanguíneo, poderá sangrar um pouco, em geral na primeira relação.
Mas é importante que tanto o homem como a mulher saibam que a primeira relação não precisa doer ou sangrar.
A gravidez pode acontecer na primeira relação?
E se a garota continuar virgem, pode engravidar?
É importante também que saibam que é possível engravidar na primeira relação. Na primeira ou na segunda, na terceira, etc. Mas só é possível se o contato sexual ocorrer durante o período fértil da mulher, isto é, ao redor do dia da ovulação, quando há a liberação do óvulo do ovário. No interior do corpo da mulher, o óvulo e os espermatozóides podem sobreviver algum tempo, o óvulo, de 12 a 24 horas e os espermatozóides até 5 ou mesmo 7 dias, antes de se juntar para a fecundação, ou morrer, o que ocorrerá se não acontecer a fecundação. Não se pode esquecer também que uma menina pode engravidar antes mesmo de sua primeira menstruação! Não está escrito em sua testa o dia que ela solta o óvulo! E se ela tiver contato sexual naqueles dias, poderá engravidar, sim!
Podemos dizer que é sempre a maior surpresa quando uma garota “virgem” recebe a notícia de que está grávida! E é mais comum do que vocês podem imaginar! Basta uma garota estar em seu período fértil e ter um contato sexual, isto é, ter a presença de sêmen contendo espermatozóides perto da sua vagina. O muco fértil vai ajudar/permitir que os espermatozóides subam pela vagina até que um se encontre com o óvulo para fertilizá-lo. A natureza é tão esperta!
Pelo contrário, imaginem vocês que ao estar a mulher longe da sua ovulação e consequentemente longe do seu período fértil, os espermatozóides, mesmo depositados dentro da vagina, não poderão entrar dentro do útero. Eles vão permanecer dentro da vagina, até serem eliminados, sem jamais passar para dentro do útero, porque o muco não fértil forma um tampão grosso na abertura do útero, impenetrável aos espermatozóides.
Existe virgindade nos homens?
Quem diz que não existe? A turma? A família? A revista? A T.V.?
É necessário fazer aqui a distinção entre virgindade e castidade. Como vimos , "virgem" é a palavra usada para falar de mulher que nunca teve relaçao sexual vaginal completa e que mantem ínteqro o hímen. Quando um homem nunca manteve uma relaçao sexual completa, fala-se que é "casto". Então todos os homens que nunca "transaram" são "castos".
Não se mede a masculinidade de ninguém pelo número de mulheres que tenha levado “prá” cama. O animal "macho" , para copular só necessita encontrar a fêmea no cio, sem se importar qual é ela. O homem, pela sua capacidade de pensar, não "fica" com qualquer uma, entende a grandeza do ato sexual e se prepara para uma entrega total para alguém especial.
A garotada ainda valoriza a virgindade?
Sim, não somente a garotada, mas também muitos adultos. Já vimos que a relação sexual não é qualquer coisa sem significado ou valor e que das pessoas que refletem a respeito disto, muitas optam por reservar a primeira relação sexual para alguém muito especial . Afinal , no relacionamento homem/mulher, a doação mais completa que existe é justamente o ato sexual. Por outro lado, ser virgem não diz tudo a respeito do caráter da pessoa. As meninas “tecnicamente” virgens, mas que tiveram grande intimidade com muitos namorados diferentes, são mesmo “virgens”?
Qual a diferença entre virgindade e castidade?
Virgindade é termo técnico, usado para falar da mulher que nunca teve relação sexual e, portanto tem íntegro o hímen, um homem que nunca teve relação sexual é casto. Castidade é termo mais amplo, reservado à pessoa (homem ou mulher), que sabe ter seu instinto sexual sob o domínio da razão.
Castidade
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Alegoria da castidade, por Hans Memling
Castidade é o comportamento voluntário de abstinência de prazeres e de prática de atos sexuais, seja por motivos religiosos ou sociais. Teologicamente diz-se que modera o prazer vinculado à propagação da espécie[1]
Castidade diz respeito aos prazeres sensuais, e nisso já se acha outra fonte de constantes equívocos. Pois sensual não é necessariamente o mesmo que sexual, embora possa haver conexão entre ambos. Sensual é tudo aquilo que diz respeito aos sentidos (os cinco clássicos ou tantos quantos possam ser identificados).
Assim, ao se falar que "castidade é abstinência total dos prazeres sensuais (sendo isso um compromisso ou voto de castidade), é preciso ter em mente o significado preciso de "sensualidade", muito embora, a compreensão esperada e sugerida, na maioria das vezes, seja de sensualidade no sentido de atributo de atração sexual.
A compreensão psicológica/psicanalítica, conquanto possa conferir certo grau de liberdade nas condutas — independentemente de juízo de valor, pró ou contra — no final das contas, também é a mesma.
Índice
1 Virtude
2 Castidade religiosa
2.1 A castidade cristã
2.2 Os regimes da castidade
2.3 Castidade conjugal
2.4 Continência
2.5 Virtudes auxiliares da castidade
2.6 As ofensas contra a castidade
2.7 Os santos e a castidade
3 Referências
4 Ver também
5 Ligações externas
Virtude
O fato da castidade ser uma manifestação da virtude da temperança[2] não significa que esteja desvinculada de outras virtudes humanas, na verdade a castidade se relaciona com qualquer manifestação da vida humana. Segundo Giulia Veronese "a castidade é mais do que a simples continência. A castidade sexual expressa a renúncia consciente e vigilante da sexualidade (entendida como exercício do sexo ou que pode conduzir a ele) por parte da pessoa, obedecendo a fins mais elevados. A castidade é o resultado normal de uma eleição humana; representa a exigente coerência com valores superiores, requer o compromisso pleno de si mesmo e o coração que quer permanecer na sua integridade. Pressupõe sempre uma consciência, mais ou menos clara, do valor da sexualidade na sua dupla finalidade de procriação e amor."[3]
Castidade religiosa
A castidade cristã
Do ponto de vista da moral do cristianismo nas suas distintas denominações, a castidade é a virtude que governa e modera o desejo do prazer sexual, segundo os princípios da fé e da razão e recebe também a denominação de Santa Pureza.
Pela castidade a pessoa adquire o domínio de sua sexualidade, para ser capaz de integrá-la em uma personalidade compatível com os pontos de vista religiosos. Para o cristianismo não é uma negação da sexualidade mas sim fruto do Espírito Santo e consiste no domínio de si mesmo, e na capacidade de orientar o instinto sexual para as causas morais ligadas ao crescimento espiritual e corporal das pessoas.
Para o cristianismo a castidade é uma virtude necessária nos distintos estados situacionais da vida quer sejam casados ou solteiros.
[editar] Os regimes da castidade
Todo cristão é chamado à castidade. O cristão se há "revestido de Cristo" (Ga 3, 27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis cristãos são chamados a uma vida casta segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Batismo, o cristão se compromete a dirigir a sua afetividade na castidade.
O Lírio é considerado um dos símbolos da pureza
Existem tres formas da virtude da castidade: a dos esposos, a das viúvas e a da virgindade. As relações sexuais somente serão castas dentro do matrimônio.
[editar] Castidade conjugal
Para os casados significa fidelidade ao cônjuge e aos compromissos assumidos no matrimônio.Para o casado significa, também — mas não só — manter-se fiel ao matrimônio. Até porque o conceito de fidelidade é, per se, muitíssimo mais abrangente do que o concebe a compreensão ordinária (popular, vulgar).
Fidelidade é um atributo elevado, primeiramente da pessoa para consigo mesma, interior, de tal modo que "se alguém é fiel a outrém, certamente o é pelo fato de primeiramente o ser em seu íntimo. Pode-se mesmo fazer a seguinte inferência: quem é fiel (lato sensu) é casto e vice-versa.
Os esposos cristãos têm sempre presente que, segundo a doutrina de São Paulo, o matrimônio cristão é símbolo da união existente entre cristo e a sua Igreja. O primeiro efeito deste amor é a união indissolúvel de corações, e por conseguinte, a inviolabilidade da fidelidade de um ao outro.
Os esposos devem respeitar a santidade do leito conjugal com a pureza de suas intenções e a honestidade de seu trato. Devem cumprir fiel e sinceramente o dever conjugal, pois tudo o que serve para a transmissão da vida é, não só lícito, como louvável, mas qualquer ato que se opuser a este fim primeiro constitui pecado grave.[4]
[editar] Continência
Para os solteiros que aspirem ao matrimônio requer abstenção absoluta (continência) até o casamento, significa portanto abstinência. Para o solteiro, castidade, pela sua abrangência conceitual, tem, também — e compreensivelmente — o sentido de de manter-se virgem (casto, puro), até o casamento, como se o entenda na cultura onde vive.
A castidade oferece no cristianismo uma preparação espiritual para o sacerdócio, o matrimônio, a vida religiosa ou o celibato. O voto de castidade total é considerado obrigatório para os ministros consagrados (sacerdotes e bispos, assim como para as distintas órdens religiosas, tanto masculinas como femininas. Não obstante este voto absoluto não é requerido em outras igrejas cristãs como a protestante.
Segundo a moral cristã a castidade purifica o amor e o eleva, é a melhor forma de compreender e sobretudo de valorizar o amor.
Fidelidade é amor e respeito ao próximo e a Deus, é ser sincero aos seus compromissos e escolhas, é abnegação aos desejos da carne, a cobição pelo proximo e ao alheio. Ser fiel é ter compromisso, e não apenas envolver se.
[editar] Virtudes auxiliares da castidade
O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um ato indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.
A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.
A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.
A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.
A caridade, ou seja o amor de Deus, que, enchendo o coração o desocupa de afetos desordenados (Deus caritas est).
A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protetora da virtude da castidade que também a denominam de "santa pureza".[5]
[editar] As ofensas contra a castidade
Dentro da moral cristã são consideradas ofensas graves contra a virtude da castidade:
luxúria, que constitui uma busca desordenada do prazer venéro, uma vez que é buscado exclusivamente por si mesmo.
masturbação que é considerado um ato anti natura.
fornicação, vista como relações sexuais fora do matrimônio e as relações pré-matrimoniais..
homossexualidade, é considerada contraria à lei natural, fecha o ato sexual ao dom da vida.[6]
pornografia, segundo a moral cristã "desnaturaliza a finalidade do ato sexual".
prostituição
violação e
o incesto, são as principais ofensas contra a virtude da castidade.
São José é apresentado pela Igreja Católica como modêlo de castidade (Cuzco, séc. XVIII)
[editar] Os santos e a castidade
Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:
Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade. A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza. Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba. [7]
A caridade teologal surge-nos, sem dúvida, como a mais alta das virtudes. Mas a castidade é o meio "sine qua non", uma condição imprescindível para se atingir o diálogo íntimo com Deus. E quando não é observada, quando não se luta, acaba-se cego; não se vê nada, porque o homem animal não pode perceber as coisas que são do Espírito de Deus.
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: "Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus." A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, "os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade." Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus. [8]
Referências
↑ TANQUEREY, Adolphe. Compêndio de Teología Ascética y Mística, Madri: Edicionaes Palabra, 1996, pg.582.
↑ Tomás de Aquino, Suma Teológica, 2-2q 141 a 1.
↑ Victor Garcia Hoz. Ed. Rialp, Madri, 1992.
↑ Idem, pg. 584.
↑ Oração da tradição católica: Ave maris stella Virgo singularis Inter omnes mitis Nos culpes solutos Mites fac et castos.
↑ Catecismo da Igreja Católica n. 2357 a 2359. "Atos homossexuais são contrários à lei natural (...) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância."
↑ (Caminho, 119)
↑ (Amigos de Deus, 175)
Ver também
Celibato
Casamento religioso
Sete virtudes
Virgindade
Virgindade religiosa
[editar] Ligações externas
Castidade como virtude (em castelhano)
Castidade como virtude (em inglês)
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