OBSESSÃO E DOENÇA - CONCEITOS E MECANISMOS. (Parte I)
SINTONIA:
Para que se estabeleça uma relação obsessiva, é necessário que o padrão vibratório dos envolvidos seja semelhante. Pensamos, sentimos e agimos sem descanso e sem cessar. Como emissores e receptores, espalhamos para o universo o que e quem somos: influenciamos e somos influenciados. Sem sintonia, não há relação.
No popular "encosto", ninguém é vítima. Quem se encontra do outro lado da vida, fixado no apego às pessoas, aos bens, às sensações físicas, aos vícios, à vingança, cria relações de simbiose, parasitismo ou vampirismo com outros.
MECANISMO REAL E OBJETIVO:
Mesmo passando inúmeras vezes de uma dimensão a outra, ao longo da evolução, nosso inconsciente apenas se impregnou de vagas lembranças que geram especulações, às vezes, temores, contribuindo para que essa realidade da outra dimensão permaneça no terreno do sobrenatural. Mesmo que todos os dias façamos andanças pelo plano extrafísico, durante o desdobramento do sono, pouco retemos do que lá se passou.
A relação entre as várias dimensões da vida é objetiva, cotidiana e capaz de causar doenças variadas quando obsessiva; muitos casos de doenças de origem obscura podem ser resolvidos ou atenuados nas tarefas de desobsessão.
Essa relação entre as várias dimensões também tem seus aspectos positivos e é responsável por muitas curas de doenças e de reajustes nas relações humanas.
CAUSAS COMUNS DE OBSESSÃO:
São causas mais costumeiras de obsessão: vícios fisiológicos como a gula, a sexualidade exacerbada ou desvios e vícios físicos como o fumo, bebidas alcoólicas e drogas. Também são causas os vícios morais: egoísmo, maledicência, calúnia e mentira. Fixação de vingança, ódio, é com certeza a mais grave, com interações energéticas posteriores, que lembram o vampirismo. Outras: apego, ciúmes.
SINAIS DE OBSESSÃO EM ANDAMENTO:
Sonhos persistentes geradores de mal-estar ao acordar, medo de adormecer e terror noturno, pensamentos cíclicos e persistentes, idéias fixas que não costumamos ter, impulsos que não reconhecemos como habituais, sensação de ser observado, percepção de vultos, sons, odores, sentidos ou não pelas pessoas que conosco convivem, aversão súbita e injustificada a familiares ou pessoas de nosso convívio, súbitas reações desproporcionais às causas geradoras ou sem motivação aparente, diminuição súbita da força de vontade, tristeza imotivada, tendência ao choro não reacional, vontade de comer não sei o que, principalmente a noite.
- Sintomas de Somatização Devido à Obsessão:
O famoso "mal-estar" sem explicação. Os sintomas são subjetivos, o que dificulta o diagnóstico e produz reação pobre ao tratamento; as recaídas súbitas e freqüentes levam a pessoa a perambular por vários especialistas e terminar na psiquiatria. Ela sente-se "desenergizada" e apática repentinamente. O raciocínio fica embotado tornando penoso qualquer trabalho intelectual. Quando o próprio interessado descobre o problema a resolução é mais fácil. Quando percebemos nos outros não devemos verbalizar nem cultivar sentimentos de dó, pena ou medo, pois a relação obsessiva só existe por sintonia. Ambos precisam ser esclarecidos, o que não ocorre num passe de mágica. Será necessário o concurso do tempo e da vontade de pelo menos um dos envolvidos para que se desfaça a sintonia.
RELAÇÃO OBSESSIVA ENTRE ENCARNADOS:
- Influência do Passado:
Problemas evolutivos sempre apresentam seqüência até que sejam resolvidos. Surgimos na vida uns dos outros por sintonia. Sábio o conselho de Jesus que nos recomendou que as pendências entre nós sejam resolvidas em cada existência. Obsessões que envolvem vidas passadas sinalizam que as dificuldades serão maiores para a sua resolução; todas as pessoas que parecem pedras que surgem em nosso caminho merecem uma atenção especial e carinhosa.
- Problemas da Atual Existência:
A possibilidade de alguém situado no plano espiritual vingar-se de nós por algo feito nesta existência é grande, desde que o vingador lá se encontre, e isso ocorre todas as noites ao dormirmos. Juízo: - Você sabe com quem está mexendo? Com quem está falando? Nesses questionamentos entre desafetos, costumamos nos preocupar apenas com o encarnado; no entanto, o descuido com o plano espiritual pode custar muito caro, pois todos temos a nossa "turma espiritual" disposta até a comprar nossas brigas.
O cuidado no trato com as pessoas deve ser grande, pois desconhecemos o poder da turma espiritual de nossos adversários do dia-a-dia; não é difícil arranjar encrenca com espíritos de menor evolução até "por tabela", pois muitas vezes causamos danos a pessoas cujos familiares ou amigos espirituais encontram-se em situação precária de conhecimento e de evolução.
Quase nunca paramos para pensar sobre a possibilidade de obsessão quando estamos com problemas de saúde. Muitas dificuldades podem surgir quando nos descuidamos do vigiar, do orar e, principalmente, da prática da caridade.
- Más Inclinações:
É mais comum do que imaginamos a sintonia pelas irradiações das más inclinações sem que haja desejos de vingança relacionados com fatos passados ou mesmo presente. Intolerantes, impacientes, agressivos, mentirosos, ladrões, falsários buscam-se automaticamente. Diz-me como pensas, que te direi quem são tuas companhias. Reforma íntima é segurança garantida para andar pelas estradas da vida.
Nossas virtudes e nossos defeitos são o botão de sintonia que movemos com a nossa mente e vontade tanto para um lado quanto para outro; sempre a escolher. A qualidade de nossas companhias, de certa forma, reflete-se em nossa saúde.
- Paixão:
Todas as paixões são muito perigosas, pois desconhecemos as companhias espirituais dos que se apaixonam por nós e vice-versa. Vai-se da paixão ao ódio num piscar de olhos e o conserto dos estragos pode levar incontáveis anos; momentos de paixão pedem reflexão.
- Obsessão Sexual:
A fixação em pensamentos sexuais é um dos grandes problemas evolutivos da humanidade e pode arrastar descuidadas vítimas. A cultura do orgasmo e a extremada sexualizaçao nos entretenimentos da atualidade reforçam esse distúrbio nesta dimensão, quanto na espiritualidade.
Pessoas que se masturbam com o pensamento fixo em outra pessoa arruma confusão espiritual das grandes; e as que voluntariamente permitem que interesses favoreçam tal situação, não fazem idéia do preço a pagar.
- Mecanismo de Projeção:
A aversão que sentimos por determinadas pessoas nem sempre envolve obsessão num primeiro momento, é possível que seja apenas a projeção de nós mesmos como num espelho. Mas se essa antipatia vier acompanhada de alguma atitude hostil da nossa parte para com o outro é bem possível arranjar encrenca com a sua turma espiritual.
- Mediunidade não educada:
O médium de tarefa é um canal aberto a todo tipo de influência espiritual, tanto de encarnados quanto de desencarnados. Evangelizar a mediunidade é evitar muitas doenças e curar outras já em andamento. Mesmo os desajustes energéticos desembocam quase sempre no corpo físico.
(Do Livro "Saúde ou Doença - A Escolha é Sua" - Américo Canhoto).
OBSESSÃO E DOENÇA - A ESCOLHA É SUA (Parte Final).
PARASITOSE ENERGÉTICA EM FAMÍLIA:
- Falta de Preparo para o Desencarne - Obsessão Em Família:
Mesmo para os sabedores de que a única certeza da vida é a morte, ela quase sempre nos encontra, a todos, despreparados, ignorantes, medrosos, apegados às criaturas, sensações físicas, valores materiais.
Exemplo de uma pessoa comum, no momento dessa crise: sua crença ou descrença na vida depois da morte não faz diferença, pois crer ou descrer nas leis naturais não altera sua essência nem seu curso.
Para onde irá a pessoa que desencarnou? Seu padrão vibratório é que vai posicioná-la, segundo sua escolha do modo de vida; superada a fase do conturbado período de esgotamento da energia vital remanescente do corpo depois do desencarne, a pessoa será atraída ao que se mantém vinculada ou pelo apego que tinha na existência. Imaginemos que esteja imantada pela sintonia com familiares, apegados e problemáticos, ainda encarnados; sem que percebam, essas pessoas a aprisionam ao meio onde se encontrava antes; nesse simples descuido está a origem de um processo de simbiose, parasitismo ou vampirismo energético, alterando condutas e produzindo doenças. Se o "falecido" não tiver vícios além dos fisiológicos - gula e sexo exacerbado - é mais fácil desfazer a sintonia. Entretanto, se era viciado em fumo, bebida alcoólica, drogas, a situação torna-se mais complexa.
- Cobranças - Exigências - Recriminações - Vampirizaçao de Energias:
O corre-corre do estilo de vida atual fez com que o egoísmo viesse à tona e "liberou geral" para que os "vampiros de energia" roubassem a vitalidade uns dos outros. Nossa pobreza evolutiva nos impede de percebermos que nossas relações familiares com suas cobranças sistemáticas e exigências descabidas são formas cruéis de obsessão; até em pensamento torturamos uns aos outros.
A parasitose energética que se origina na forma de viver em família é um dos mais importantes fatores do cansaço crônico que nos assola no dia-a-dia.
- Obsessão na Infância:
Sendo um espírito que já vivenciou muitas experiências em outras encarnações, a criança está submetida a todas as leis que regem a interação entre encarnados e desencarnados.
A formação dos centros de forças (chacras) é gradual, e a ligação entre o corpo físico e perispírito ainda é mais ou menos frouxa, o que facilita os processos de vidência e de audiência de entidades que freqüentem o ambiente familiar. Essa condição natural pode trazer sérios distúrbios psicológicos e físicos aos componentes do grupo familiar que se atrasaram no entendimento das leis da vida, por vontade própria, pois ignorar ou rejeitar hoje a reencarnação dificulta muito a compreensão dos acontecimentos a que estamos submetidos no dia-a-dia, levando facilmente à doença física, angústia e ao pânico.
Obsessão ocasional: dependendo da qualidade energética dos espíritos que interagem com a criança, ela pode até adoecer. Essa interação é mais ou menos comum com desencarnados que fazem parte daquele grupo familiar e que por ignorância ou atraso ali permaneçam sintonizados.
Formas-pensamentos: idéias e palavras repetidas com freqüência criam formas que aparecem e impregnam o ambiente; como se fosse um filme ao qual a criança pode assistir, quase sempre à noite enquanto dorme, e que gera terror noturno ou sono conturbado.
Obsessão de vingança: há uma certa proteção à infância com relação a obsessões planejadas, pois os centros de força na criança ainda não estão totalmente formados, o que acontece no final do processo da adolescência. Completada essa fase é que o espírito pode ser reconhecido pelo seu padrão vibratório por seus inimigos, caso não tenha havido mudanças significativas na infância desta existência. Quando esse tipo de obsessão surge cedo, a situação é grave e os prejuízos à saúde física, mental e emocional podem ser intensos.
Obsessão entre encarnados: a relação obsessiva mais comum capaz de afetar a saúde infantil ocorre nas relações de extremo apego, em que falta soberania emocional ao adulto.
- Aborto x Obsessão:
O aborto é uma quebra de compromisso e suas conseqüências são proporcionais à qualidade evolutiva das criaturas envolvidas. Quem vai renascer não aceitará a interrupção da gravidez e sentir-se-á no direito de retaliar por meio da obsessão, intensificada quando a mãe mentalmente fixa a culpa e, dependendo da intensidade do processo, as doenças físicas ou psicológicas logo surgem. Se quem abortou não conseguir modificar o padrão vibratório, a retaliação prosseguirá por tempo indeterminado, até que um dos dois mude a freqüência, desmontando a sintonia. Mas o término da retaliação entre os envolvidos não modifica as lesões impressas no perispírito da mãe, que trará no corpo físico da encarnação seguinte tendências para adoecer em órgãos específicos pois, o perdão da justiça natural é o esquecimento do erro, nada mais. Para quem cometeu esse engano na vida, é bom não fixar qualquer tipo de culpa (isso só atrasa, não é útil), mas isso não pode ser feito de maneira mágica, mas sim com boa vontade, colocando suas capacidades a serviço do próximo: ajude, ampare, socorra a quantos surgirem na sua vida.
A cada dia, os cuidados com a prática do aborto devem ser maiores, pois o avanço da ciência no campo dos estudos fetais abre a possibilidade de decidir-se quem pode ou não nascer. A ciência necessita de liberdade para se desenvolver, é verdade; mas é necessário que ocorra concomitantemente o desenvolvimento ético e moral capaz de regular essa liberdade. Conhecimento implica responsabilidade. É preciso que a ciência seja eticamente livre; em contrapartida, necessita de responsabilidade crescente.
Em se tratando de ciência, ética e responsabilidade é preciso que fique bem claro que ninguém é vítima de ninguém; toda pessoa que hoje se deixa enganar é tão réu quanto aquele que imagina ser o máximo, o maioral da ciência.
Muitos "aborteiros" do passado que já se encontram numa condição evolutiva melhor hoje são cientistas que tentam ajudar a fertilizar pessoas angustiadas para engravidar (suas vítimas do passado que abortaram pelas suas mãos) e que sofrem quando as tentativas fracassam; alguns continuam fracassando quando trabalham apenas para ganhar dinheiro ou satisfazer seu orgulho. Nem todos conseguem admitir um fracasso ou têm coragem de dizer: adote uma criança!
(Do Livro "Saúde ou Doença - A Escolha é Sua" - Américo Canhoto).
Enviado por Marluce Faustino/RJ
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