quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É Natal Novamente

Mensagem psicografada de Irmã Amélia

Imaginemos uma terra distante, onde seus habitantes fossem praticamente cegos, seus olhos turvos sabiam existir a luz, as formas belas, mas podiam só entrevê-las, já que ainda tateavam no escuro.
Semelhante a esse cenário, representamos os cegos de alma nesse passado não tão distante. Quando a Terra se debatia entre as agonias da barbaridade e o poderio dos orgulhosos, que juntos destilavam o fel do ódio entre as raças e seitas, vomitando toda a incompreensão humana no seu máximo de insensibilidade.
Jesus representou o nascimento da luz nas consciências entravadas pelas batalhas da ilusão.
A sombra detesta a luz, pois ela representa sua anulação, extin-guindo-a. Os anões da alma estavam revoltosos. Sabiam que suas torpezas seriam conhecidas. Os poderosos do mundo assustadíssimos reconheciam que o imperador da Paz chegaria mudando-lhes o curso ditatorial das suas facetas tirânicas. Os espíritos belicosos, os pigmeus rancorosos, os odientos e vingativos estavam todos em estado de alerta, pois desconfiavam da força multiplicadora do amor.
Ele chegou de forma humilde, pois a humildade era sua representação. Abortou a oferta dos reinos e palácios da Terra para nascer entre o hálito quente dos animais, numa manjedoura simples, ao ar livre, rodeada pelo zimbório celeste que lhe rendia graças em hinos de louvor angelical.
Nunca, jamais a Terra voltou a encontrar o equilíbrio cósmico daquela data. Nunca tantos Espíritos de Escol estiveram juntos ao mesmo tempo, tão próximos dessa crosta de provas e expiações, como nessa data memorável que assistiu a chegada daquele Guia que nascia para ascender às consciências, plantando no solo dos sofrimentos humanos o verdadeiro Amor.
A Bondade caminhou entre as almas atrasadas. Elas não tinham estatura para poder distingui-la ainda e não quiseram entender a mensagem salvadora do seu verbo franco e desimpedido das ambições terrenas.
Seu templo humilde foi o campo aberto, próximo aos estropiados e doentes, a procura dos mendigos da aflição para libertá-los do jugo atribulado do erro, lavando-lhes o pecaminoso remorso através da docilidade do seu perdão.
Contudo as trevas se aglomeraram em numeroso bando, malta de infelizes que queriam por tudo calar o Verbo e fermentaram juntos os planos para assassinarem o Amor.
Nutridos pela sanha desvairada do orgulho, como instrumentos dos abismos escandalosos a que se precipitam os homens, querendo grotescamente regressar aos estados animalizados que coordena suas vontades, deixaram-se, quais zumbis, empregnarem-se de ódio mortal contra o Amor.
Pouco sabiam entretanto que, assassinando o Amor, davam-lhe maior alento e força, transformando-o no perdão remissivo.
Oh! O Mestre sabia ao que vinha e ergueu satisfeito o bandeira do "amai-vos uns aos outros", como símbolo do processo regenerativo que estava implantando na Terra.
Cezar não quis vê-lo. Os pobres do caminho o procuraram. Os doentes encontraram Nele a cura, os cegos da alma descobriram a visão larga da reforma a que Ele convidou todos.
Receberam-No os altivos e poderosos como uma ameaça que deveriam destruir. Em planos sórdidos entregaram-No a calúnia difamadora e arquitetaram com os venenos da palavra junto à massa ignorante, a condução ao suplício que se encontrava dentro deles mesmo.
Feriram-Lhe a carne, jamais o Espírito impoluto. Coroaram-No com os espinhos do despeito, esquecendo-se que a coroa de Jesus é redoma de Luz. Deram-No o cetro de cana velha para Lhe infligir à honra, mal sabiam que o pedestal que Jesus ergueria com ele seria o da entrega e renuncia de si mesmo e do poder das vaidades humanas. Chicotearam-No, provando assim que a carne nada significa quando o Espírito é superior. Cravaram-Lhe as mãos santas, as mesmas que tinham doado bênçãos e afagado tantos desesperados, a mesma mão que tinha erguido os caídos de Nazaré e socorrido os dementes da Judéia. Crucificaram-No ao madeiro infame de todos os despautérios humanos, sem saber, que ali, naquele momento, erguiam para o infinito o nascimento daquele que representa o nosso caminho, a nossa verdade e a nossa vida. O símbolo que representaria a Salvação do mundo. Então, já cercado pelas hostes celestes, num suspiro derradeiro do sopro humano, o Cristo usou o último hálito na carne para abençoar seus algozes, gravando no tempo o maior testemunho de Amor e Perdão aos homens.
Infelizmente o homem conseguiu transformar essa data tão significativa e memorável para os corações cristãos em uma festa comercial, com interesses conflitantes e dúbios.
Conquanto, a imagem do Cristo crucificado e renascido promove um afã de sentimentos nobres, como não poderia deixar de ser, e Jesus volta aos pensamentos e aspirações intensas de alcançarmos a Luz.
Essa é a data que devemos comemorar meus filhos, mais uma vez, pois o Natal de Jesus vem resgatar os corações mesquinhos e mostrar-lhes o espírito verdadeiro dessa data, que deveria ser comemorada todos os dias pelos homens.
Jesus nasceu meus filhos e se encontra próximo de nós, dessedentando os sequiosos de justiça, amando e lenindo os corações encharcados na lama fétida das nossas desventuras, conclamando amor, união e caridade aos homens de boa fé.
Jesus sempre conosco, ontem, hoje e sempre.

Irmã Amélia
Mensagem recebida na reunião mediúnica da
Fraternidade Espírita Irmã Scheilla em 15/12/2009 (Salvador-Bahia)
Enviado por Adriana Monteiro/BA

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