terça-feira, 19 de janeiro de 2010

VERDADES SOBRE LOLITAS,SEXUALIDADE,CARNAVAL E MARQUÊS DE SADE

10/09/2009

Lolitas

Por Hélio Schwartsman
Comento hoje o caso do cidadão italiano que foi preso em Fortaleza na terça-feira retrasada depois que um casal de turistas de Brasília o denunciou à polícia por beijar a boca da própria filha de oito anos e fazer-lhe carícias.
Infelizmente, eu não estava nas lúbricas praias cearenses na semana passada, de modo que não vi o que aconteceu. Em teoria é, sim, possível que o súdito de Silvio Berlusconi, traindo seus deveres de pai, tenha abusado sexualmente da filha. Considero, entretanto, essa uma possibilidade remota.
A orla marítima de Fortaleza em plena luz do dia e diante dos olhos de todos não é o melhor cenário para um estupro paterno. Soa-me bem mais verossímil a explicação dada pela mãe brasileira da garota, segundo a qual, na Itália, é relativamente comum pais e filhos beijarem-se na boca.
Essa não seria a primeira vez em que gente intrometida projeta em terceiros suas próprias fantasias sexuais, causando grandes males. Pela nova lei de estupro, a 12.015/09, o italiano, que já teve habeas corpus negado pelo TJ do Ceará, está sujeito a uma pena que vai de 8 a 15 anos de reclusão. Mesmo que ele não seja condenado, como não acho que será, as férias da família já se transformaram num pesadelo, e pai e filha sairão inexoravelmente traumatizados desse triste episódio.
Não escrevo, porém, esta coluna para falar mal de um casal de idosos desastradamente entediado, mas sim para lançar algumas dúvidas sobre o que se convencionou chamar de moral sexual.
Como bem observou Jean-Claude Guillebaud em seu "A Tirania do Prazer", nossa época vive uma verdadeira histeria da pedofilia. Para Guillebaud, o recrudescimento de uma moral sexualmente mais repressora desponta como reação até certo ponto esperada ao discurso irrazoavelmente libertário dos anos 60.
Depois de "O prazer sem limites"; "É proibido proibir"; "Quanto mais faço amor, mais tenho vontade de fazer a revolução" e outras palavras de ordem do mesmo calibre, depois de Wilhelm Reich e seu Cristo que liberta pelo sexo, era natural que as vozes antes caladas da "maioria moral" e dos "valores familiares" ressurgissem. Isso, ao lado do discurso de proteção à infância, resultou na presente era "pedofilofobia", da qual nosso italiano parece ser uma vítima.
Não é a única. Para ilustrar seu ponto, o autor reuniu algumas estatísticas judiciais francesas: de 1984 a 1993 --o livro é dos anos 90--, o número de condenações por estupro (sobretudo o de menores) havia aumentado 82%; já os atentados ao pudor cometidos por pessoas em posição de autoridade triplicaram; estupros dentro da própria família subiram 70%.
Parece bastante improvável que, no espaço de apenas uma década, a França (e poderíamos tranquilamente escrever o Ocidente aqui, pois a situação é mais ou menos a mesma em diversos países) tenha se tornado uma sociedade de pedófilos incestuosos. Uma explicação mais verossímil é a de que nossas sensibilidades se tornaram mais aguçadas para o problema.
Talvez aguçadas demais. Como observaram dois estatísticos do Ministério da Justiça francês citados por Guillebaud: "Este importante aumento não significa, necessariamente, que os atos cometidos se tenham multiplicado. O aumento reflete, ao menos em parte, o recrudescimento da repressão, tornado possível pela evolução geral das sensibilidades e dos comportamentos". (Para o Brasil, poderíamos lembrar o caso da Escola Base, de triste memória para o jornalismo).
Nesse meio tempo, é claro, as penas foram sendo agravadas, pois, a cada novo caso de repercussão nacional, os deputados reformavam a lei para acrescentar-lhes alguns anos de cadeia. E a coisa também vazou para o Direito civil: na tentativa de ficar com a guarda de filhos e o melhor quinhão nos casos de divórcio, pais passaram sistematicamente a acusar o ex-companheiro(a) de incesto.
A situação se tornou a tal ponto esdrúxula, que magistrados franceses vieram a público para denunciar a caça às bruxas. O juiz e escritor Denis Salas comentou numa edição de 1996 da revista "Esprit": "Está acontecendo uma espantosa reversão do tempo. Ao tempo imóvel e silencioso do incesto sucede-se uma desabalada mecânica penal. Deslocamentos intempestivos da criança e encarceramento do pai reproduzem espetacularmente uma violência do Estado diante da violência do indiferentismo".
Eu me pergunto se seria viável publicar hoje um romance como "Lolita", de Vladimir Nabokov, em que o autor conta a história de paixão e sexo entre um padrasto e sua enteada de 12 anos. Não que "Lolita" tenha sido recebido sem problemas quando de sua aparição, em 1955. Mas, num tempo em que a censura a obras literárias ainda era bastante comum, ele conseguiu chegar às livrarias da Europa e dos EUA. Receio que, atualmente, embora a liberdade de expressão seja uma garantia constitucional na maioria dos países ocidentais, uma obra como "Lolita", apesar de sua indiscutível qualidade literária, teria dificuldades para encontrar uma grande editora disposta a lançá-la.
Cuidado, nem Guillebaud nem eu estamos sugerindo que não existam pedófilos de verdade que precisam ser detidos ou que crimes sexuais contra a infância são uma brincadeira de criança. É preciso que os delitos reais sejam apurados e punidos. É igualmente importante que casos enterrados no passado, frequentemente acobertados por instituições religiosas e congêneres, ganhem a luz do dia.
O meu receio é que estejamos delegando coisas demais à Justiça. Como já escrevi neste espaço, a melhor receita para produzir o pior dos mundos é aplicar com máximo zelo todas as leis vigentes.
Qualquer código penal do mundo traz dois tipos de normas: as que são absurdas e inócuas e as que são úteis e racionais, mas que, em várias situações, precisam ser "esquecidas".
Exemplos típicos da primeira categoria são a lei do Estado norte-americano de Minnesota que proíbe homens de manter relações sexuais com peixes vivos e as disposições do Distrito de Columbia (a cidade de Washington) que vedam a casais todas as posições sexuais que não a papai com mamãe. Mais exótico, um dispositivo da cidade de Oblong, Illinois, prevê sanções para o homem que praticar sexo no momento em que caça ou pesca no dia de seu casamento.
No segundo grupo, o das regras às vezes úteis, encontramos normas que têm uma racionalidade, mas que não devem ser aplicadas de maneira draconiana, sob pena de gerar grandes injustiças. É o caso dos artigos 280 e 281 do Código Penal brasileiro, que vedam respectivamente o fornecimento de remédio em desacordo com a receita médica e o exercício ilegal da medicina. Na teoria eles fazem todo o sentido, mas podem converter-se numa ameaça se aplicados por exemplo contra alguém que ceda um anti-inflamatório a um colega com dor de cabeça.
O novo crime de estupro --cujo tipo penal é muito porcamente definido, pois "ato libidinoso" pode significar qualquer coisa-- faz parte dessa segunda categoria. Assim como nem toda aspirina passada sem receita corresponde a um crime, nem tudo o que parece ato libidinoso aos olhos de alguém é um ato que mereça repressão. E o juiz nem sempre é a melhor pessoa para decidir, pois apenas levar casos como o do italiano à Justiça no ambiente de pedofilofobia atual já implica grandes prejuízos. Depois que as engrenagens da polícia e da Justiça são postas para funcionar, é difícil pará-las.
Esses casos, antes de ser judicializados, precisam ser considerados no âmbito das relações sociais (do "jeitinho", mas no bom sentido). As pessoas devem, antes de mais nada, pensar duas vezes antes de meter o bedelho na vida de quem nem conhecem. Existem, por certo, circunstâncias em que a intromissão é necessária para proteger menores em perigo real, mas ela precisa estar cercada de cuidados para que não se converta em acusações caluniosas e prejuízos para todos, inclusive o menor que se queria proteger. Coisas como conversar com a mãe ou tentar levantar discretamente antecedentes poderiam ter feito diferença aqui.
Não podemos substituir o campo das relações sociais, dos laços de pertinência analisados em seu devido contexto, pelo juiz. Se fosse tão simples, poderíamos até dar um passo a mais e dispensar os próprios magistrados, que seriam tranquilamente substituídos por programas de computadores.


Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

E-mail: helio@uol.com.br



Pornografia

DEFINIÇÃO: Figuras, fotografias, filmes, espetáculos, obras literárias ou de arte, etc., relativos a, ou que tratam de coisas ou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar ou explorar o lado sexual do indivíduo. devassidão – libidinagem.

Há algumas décadas, as produções pornográficas limitavam-se a pequenos "guetos", onde as pessoas vinculadas a desvios sexuais, buscavam os espetáculos de sexo explícito, filmes e revistas. Com o desenvolvimento tecnológico atual, a exploração do lado negativo da sexualidade rompeu fronteiras e através dos meios de comunicação, atingiu nossos lares sem qualquer dificuldade ou pudor.

Nas novelas, o talento artístico e a trama envolvendo os personagens, cederam lugar à exibição de corpos desnudos e relacionamentos carregados de sensualidade, que dão a conotação de cenas de sexo explícito; nos programas vespertinos, destinados a um público entre infantil e adolescente, a expressão "ficar", substituiu outras como namorar e noivar.

Os comerciais, ao invés de ressaltarem as qualidades ou vantagens do produto, exibem mulheres seminuas; os jornais, inclusive os mais conceituados, publicam em seus classificados, ofertas de homens e mulheres que mercadejam o sexo; nas TV's a cabo existem canais que exibem filmes de sexo explícito 24 horas por dia.

Navegando pela INTERNET, não é incomum sermos surpreendidos, na tela em utilização, por anúncios pornográficos; além do que, convém ressaltar o enorme perigo das salas de bate-papo, onde práticas de pedofilia e o chamado sexo virtual já causaram a morte de jovens, atraídos pelos maníacos que por lá "navegam".

No desfile de carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro, exibiu-se recentemente um Carro Alegórico cujos componentes simulavam a prática sexual, fato que criou polêmica e foi veiculado também em horários diurnos (o que nos reporta às descrições contidas no livro "Sexo e Obsessão" de Divaldo Pereira Franco – págs. 38 a 40).

A nossa intenção ao fazer as descrições acima, não foi a de trazer alguma novidade, ou fazer proselitismo ao falso pudor, mas a de convidar o leitor a uma reflexão em torno das causas e conseqüências e apresentar meios de combate a tão ignominiosa invasão em nossas mentes e lares.
Qualquer medida nesse sentido deve antes passar pela visão que a doutrina espírita nos oferece em torno do sexo.

O sexo não deve ser analisado sob a ótica daqueles que o consideram pecaminoso e proibitivo, nem tampouco sob as impressões dos que desejam religá-lo ao plano da vulgaridade como mero atrito de células geradoras de prazer.

O sexo é de origem divina e suas potentes energias que derramam no ser sob a forma instintiva não devem ser bloqueadas mas sim educadas no sentido de atingirem suas finalidades como força criadora que engendra o progresso espiritual da individualidade e o crescimento coletivo. Não a castração mas sim a sublimação.
Todos nós criaturas divinas, somos saturados desse potencial e convidados a aprender a administrá-lo.

Já superamos as fases primárias, onde pela força bruta o homem das cavernas submetia a fêmea às suas necessidades; passamos pelas bacanais romanas, pelas "iniciações viris" dos gregos, pela poligamia e poliandria, pelos bordéis europeus, pelas proibições da religião e celibato tormentoso e porque não, pela hipocrisia da falsa virtude, até os dias atuais, onde se prega o "amor livre".

Todas essas experiências reencarnatórias deixaram marcas incontestáveis em nosso ser e hoje se traduzem no nosso comportamento sexual.

Em matéria de sexo toda indulgência é necessária, pois nenhum de nós está em condições de atirar a primeira pedra.

Porém, o momento é de finalizarmos as experiências negativas e acelerarmos o nosso crescimento espiritual, pois a carga de informações, vindas do alto, o relato de experiências de espíritos desencarnados infelicitados pelos desregramentos sexuais e o conhecimento das conseqüências dos nossos atos insanos não nos permite mais o adiamento da correta aplicação de nossas energias genésicas.

Essa transformação passa pelo dever de rejeitarmos todo e qualquer material pornográfico. De prepararmos aqueles espíritos que estão reencarnados sob os nossos cuidados, para modificarem as posturas de reencarnações anteriores. Sabemos que entre as funções da glândula pineal está a de bloquear os impulsos do subconsciente até determinada faixa etária, contendo também aqueles relacionados à sexualidade, o que nos permite a moldagem de uma nova visão. (vide A. Luiz – "Missionários da Luz" – Cap. 2 – pág. 20)

Idéias como a de afirmação da masculinidade, geralmente passadas aos filhos por pais despreparados, devem ser combatidas e abolidas. Nossos filhos devem crescer respeitando as mulheres, enxergando nelas, a própria mãe ou irmãs. Mais que isso, devem respeitar a si mesmos, vivendo cada fase da reencarnação e as experiências que elas oferecem, seguros de que a felicidade não está na busca incessante do prazer, mas nos ideais de amor, fraternidade, caridade e paz de espírito.

Nossas filhas devem ser educadas não segundo padrões castradores, mas conscientes dos ideais de amizade e respeito que devem ter por si, pelos pais e principalmente pelos dons divinos de que todo ser feminino foi saturado para que, através do sentimento enobrecido, possam mover as barreiras da força e do preconceito, exemplificando amor no exercício da maternidade e do sexo sadio.

Os jovens devem ser instruídos a não ceder às pressões exercidas pelas alterações hormonais ou pelas ilusões da atração física e promessas vazias, antes devem conhecer os infortúnios gerados pelo sexo extemporâneo. A realidade espiritual deve ser descortinada, as finalidades da existência, os compromissos que assumimos com os nossos atos, as companhias espirituais a que faremos jus, os processos obsessivos e vampirescos devem ser objeto de discussão no lar.

O nosso exemplo como pais, é de fundamental importância, pois jamais aconselharemos com autoridade se a nossa conduta for diversa daquilo que pregamos. Esse conhecimento não deve ser entesourado dentro de nossos lares, mas divulgado sempre que a situação permitir, respeitadas as convicções alheias.

Quanto à pornografia, é nosso dever sermos indulgentes com aqueles que a preconizam, entendendo que cada ser é criatura divina e seus potenciais de amor certamente desabrocharão no momento propício, sendo que essas manifestações de imperfeição são características do mundo de expiação e provas em que vivemos.
Devemos procurar orientar aqueles que nos buscam, mostrando as conseqüências infelizes do sexo em desvario, conforme nos mostra o espírito Manoel P. de Miranda através da psicografia de Divaldo Pereira Franco no livro "Sexo e Obsessão" que relata as condições do espírito que foi conhecido como Marquês de Sade, um dos precursores das práticas pornográficas.

Deve-se ressaltar que a pornografia não traz conseqüências apenas para aqueles que a professam, mas se constitui em fator de influenciação e causa para muitos dramas como a desagregação da família através das deserções, prostituições e vícios de toda sorte, levando os responsáveis, muitas vezes, a renascimentos em matéria disforme originados pelas lesões espirituais produzidas em seus perispíritos, como resultado dos danos causados a outrem.

E, como encerramento desse nosso artigo, pedimos licença para transcrever a primeira estrofe da oração contida no Capítulo I do livro "Sexo e Evolução" de Walter Barcelos, que exprime com fidelidade as nossas necessidades diante do sexo:

"SENHOR! EDUCA NOSSA SEXUALIDADE!
Senhor Jesus!
Mestre do Amor Perfeito
Auxilia-nos,
Na educação gradativa
Do instinto sexual,
Para que nós, humanos,
Sejamos realmente felizes."

Roberto Lima

 Fonte: http://www.nossolar.org.br/n_tema91.php




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