sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

DISCIPLINANDO...


Mediunidade e Autocrítica

por Equipe Fidelidade

Quem já não se viu constrangido nas reuniões mediúnicas com "mensagens" longas, cansativas e sem nenhum conteúdo doutrinário moral? Ou ainda, atendimentos de espíritos sofredores ou obsessores que resvalam ao exagero ou ao animismo?
O intercâmbio espiritual é uma bênção que todos nós agradecemos. Quer para socorrermos espíritos necessitados ou haurirmos instruções superiores, o contato com o mundo dos espíritos é algo que respeitamos com fervor religioso e almejamos seja executado na mais absoluta pureza e simplicidade de propósitos.
É necessário estudarmos e orientarmos nossos companheiros médiuns para que estabeleçam uma espécie de "conduta espírita" para a mediunidade.
Sugerimos aos médiuns os seguintes passos antes de transmitir qualquer mensagem na reunião mediúnica:

No caso de espíritos amigos:

1) Verificar o ambiente fluídico:
Observe se há alterações fluídicas, isto é, se você sente algo diferente agindo ou reagindo sobre suas faculdades.

2) Avaliação:
Avalie esse ambiente identificando a qualidade dos fluidos e a natureza da entidade que tenta se comunicar. Geralmente o médium sente um bem estar e uma sensação de felicidade intraduzíveis.

3) Tranqüilidade:
Tranqüilize sua mente e verifique que pensamentos lhe chegam. Envolva-se com as emoções e as palavras que lhe surgem com naturalidade. Não é necessário aplicar um tom soturno na voz, use a sua mesmo, a não ser que ela, naturalmente, sofra a alteração da sua emoção sob o concurso dos espíritos. Mas, coisa estranha é notar um médium falando com voz fina e estridente só porque o espírito se sente feminino. Isso não é essencial para a validade da mensagem. O conteúdo, esse sim, é essencial e validará ou não a instrução espiritual.

4) Transmita a mensagem com naturalidade:
Caso não perceba com "clareza" o ambiente espiritual ou esteja com dificuldades de organizar as idéias que lhe chegam, melhor é aguardar nova oportunidade.
Lembre-se a reunião mediúnica é sagrada, o tempo é precioso e não convém ocupá-lo com "comunicações" truncadas, vagarosas, repetidas com um sotaque ridículo e risível. Por isso, deve o médium ter autocrítica e se observar ao longo dos anos. Nossa presença lúcida, fraterna, atuante, doutrinariamente correta na reunião mediúnica já será uma mensagem de qualidade e ética aplicada na prática com a mediunidade.
Atenção: Nem todos os médiuns terão condições mediúnicas para transmitir mensagens, os que possuírem em grau de trabalho essa capacidade, não serão, por isso mesmo, diferentes dos outros, a mediunidade é uma faculdade orgânica. O médium não será especial porque transmite essa ou aquela orientação espiritual. É no silêncio e na vivência do espiritismo, e das mensagens superiores que intercambiam, que os médiuns tornam-se tarefeiros dignos de admiração e amparo espiritual.
Sendo assim, não se entristeça caso não consiga transmitir mensagens na reunião mediúnica. O mais importante é aprender e servir onde Deus nos colocou.

No caso de espíritos sofredores ou obsessores:

1) Sinto alguma entidade?
Quer por recurso fluídico ou vidência, verifique o que você percebe. Se há alterações emocionais, sensações físicas e se sua mente é invadida por pensamentos que você não cultivou durante o dia.
Caso você tenha visto um acidente que o impressionou, assistido a um filme, um atendimento fraterno que lhe tenha sensibilizado e essas lembranças surgirem em sua mente e você se sentir tentado a transmiti-las como se fossem de espíritos, convém meditar. Talvez que sejam projeções naturais da sua mente num processo natural de concentração. Quando buscamos um estado de atenção, a mente custa um pouco a estabelecer a sintonia que desejamos e fará "saltar" todas as idéias ou situações que a sobre excitaram durante o dia.
Seria de bom alvitre não cultivar nenhuma dessas idéias, mas, se você achar que um espírito acompanhou alguém que você amparou no atendimento fraterno, peça, em silenciosa oração, para que essa possível entidade seja atendida por outro médium. Assim, você se libertará daqueles pensamentos acalmando sua mente para o que efetivamente esteja programado.

2) Tenha calma!
Ninguém está imaginando que você é obrigado a dar alguma manifestação, intercambiar algum espírito. Você não é máquina de receber espíritos. Melhor uma comunicação em que o médium ofereça todo o seu equilíbrio e instrumental psíquico, possibilitando um atendimento efetivo, do que várias comunicações "superficiais". Tranqüilize-se na prece aguardando o momento oportuno, quando você tiver certeza do envolvimento espiritual.
Dirigentes e doutrinadores têm de ter a sensibilidade de perguntar, antes do transe, ao médium se está ou não sentindo algo. Coisa mais desagradável é ser surpreendido pelo doutrinador sem que haja algum espírito para o atendimento. Nesse caso, com naturalidade, o médium deverá dizer: obrigado, não estou envolvido.

3) Durante o transe:
Quando a sintonia se der levando o médium ao transe, a vigilância é necessária. O médium não é um boneco sem emoção, mas, também, não deve ser um desequilibrado mental que obedeça cegamente aos impulsos dos desencarnados.
Isso não é mediunidade!
Mediunidade é equilíbrio!
O medianeiro é uma espécie de socorrista que necessita estar bem para amparar. À semelhança de um médico no hospital que não pode se apavorar no atendimento, o médium precisa oferecer recursos de equilíbrio para que o espírito sinta confiança e receba o atendimento.

4) Em relação ao espírito comunicante:
Da mesma forma em que o médium percebe o mundo íntimo do espírito, a entidade desencarnada percebe o mundo íntimo do médium. Se o Espírito está com medo, dor, desequilibrado o médium não pode agir da mesma forma. Se o medianeiro se desesperar o espírito sofrerá duplamente: sentindo o seu próprio pavor e, agora, o do médium que se desequilibrou sem nenhuma ajuda oferecer.
O papel do médium não é o de um simples repetidor. Ele deve ser elemento ativo pacificador, cooperando com suas emoções equilibradas e sua moral saudável para o atendimento dos desencarnados.
Observando, durante anos, vários atendimentos, notamos que médiuns equilibrados, doutrinariamente esclarecidos afetuosos, socorrem com maior competência espíritos sofredores e perturbadores. Estando os médiuns num clima de amor e doação, numa sintonia superior e nobre, envolvem os comunicantes num campo de equilíbrio que lhes pertencem, aos médiuns, conferindo uma espécie de tranqüilidade aos espíritos que, efetivamente, facilita o atendimento.
Quando alguém muito nervoso adentra a um ambiente favorecido pela calma, em que as pessoas falam num tom baixo, há uma espécie de contágio e a criatura acalma-se.
O medianeiro equilibrado, quanto possível, oferece esse clima de harmonia contagiando os espíritos necessitados, auxiliando no atendimento espiritual.
Esse parece ser o papel da mediunidade com Jesus!
Do contrário, com médiuns desequilibrados, que se preocupam em ocupar o tempo com show, regado a gritaria e encenações, poderá haver comunicação, mas, dificilmente atendimento, fazendo com que nos envergonhemos perante as equipes espirituais nobres e sérias.
Contudo, estendemos nosso reconhecimento aos grupos mediúnicos que, sob o lume da doutrina espírita, trabalham com amor e honestidade construindo uma prática mediúnica de qualidade.
Que essas meras sugestões, portanto, sirvam de reflexão e apoio ao trabalho daqueles que se consagraram ao mister com a mediunidade.

 

 

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