terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O lixo não é meu

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br

 

Foi isso que o guarda do meu vizinho me respondeu quando por volta da 13:30h estacionei o carro em frente ao meu espaço em São Paulo.
Numa semana de chuvas torrenciais, muita destruição e a TV mostrando bocas de lobo entupidas com sacos plásticos e toda sorte de porcarias, dois enormes sacos de lixos, meio abertos estavam na calçada entre a minha casa e a casa do vizinho. Como sabia que aquilo não estava ali ontem, quando fui embora na noite anterior, resolvi perguntar se por acaso era da firma ao lado, quando recebi a resposta do segurança muito bem vestido. Aliás, devo comentar que ele nem se deu ao trabalho de sair no portão. A reposta veio pelo vidro, falando através do interfone. Nada pessoal. Ele não foi mal educado, nem me maltratou. Apenas assumiu que o problema do lixo não era dele.

Ok. O problema não era dele. Teoricamente, também não era meu. Então, de quem seria?
Antes de esperar esta resposta, a única alternativa viável foi recolher o lixo, limpar a nossa calçada e colocar o lixo novamente apenas depois da chuva passar e, na hora certa, para o lixeiro levar. E não fiz isso porque sou uma pessoa educada, fiz isso para o meu bem, o bem da rua, pelo bem da cidade. Numa preocupação saudável com a cidadania.
Esse incidente apenas realçou uma certa indignação que nem acho correta carregar comigo, frente ao descaso das pessoas em relação àquilo que é comum a todos. O lixo, por exemplo.

O lixo é de todos nós. Claro que cada um deve cuidar do seu. Inclusive, em se tratando de lixo energético, posso comentar melhor pois é mais a minha área.
Cada um de nós deve cuidar da sua energia. Ninguém tem o direito de ficar poluindo a vida lançando suas misérias, raivas, medos, más palavras por aí. Da mesma forma que o lixo solto suja a cidade, polui lençóis freáticos, suja os rios, causa enchentes, a sujeira emocional também polui.
Conheço muita gente que tenta trabalhar o lado espiritual, tenta fazer ioga, meditação, mas continua se permitindo viver com raiva das coisas, tentando fazer justiça com as próprias mãos, acusando as pessoas e brigando pelos seus direitos sem ver o direito daqueles que estão próximos. Sim, porque nossa família tem o direito de viver bem, nossos filhos têm o direito de ter pais conscientes e amorosos, nossos colegas de trabalho têm o direito de serem tratados com educação e amabilidade, assim como também temos o direito de sermos amados e respeitados. Mas, se a vida não é assim? Se as coisas não fluem do jeito que sabemos ser o correto, vamos deixar de lado nossa parte no aprimoramento pessoal?
Vamos deixar o lixo na divisa da calçada porque não é nem seu nem meu?

A mudança da energia do planeta alcança todos nós. A responsabilidade é de todos e de cada um. Claro que é também do governo e de nossos representantes, mas se cada um de nós for deixando de lado o seu compromisso para esperar que alguém o faça, o mundo, o planeta continuará mostrando sua revolta. A Terra é viva, é a nossa casa, e cabe a cada um de nós cuidar daquilo que está à sua volta, tanto no lado espiritual como físico. O melhor deste mundo depende de nós.

E você está fazendo a sua parte?
 
P/ nossa reflexão.
 
 
Enviado por Maria Luíza/BA


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