terça-feira, 6 de abril de 2010

Alamar Régis: Carta à revista SUPER INTERESSANTE



Pessoal,
 
Desculpe o abuso mais uma vez em comentar sobre esse assunto.Admiro muito a liberdade de expressão e a democracia mas como espírita e não desmerecendo o bom conteúdo dos autores dos textos,vale ressaltar que a postura dos mesmos deveria ser mais amena,menos agressiva e mais tolerante para com a falta de conhecimento alheia ou mesmo ma fé profissional como assim foi considerado. Devemos incorporar mais o espiírto cristão e se inspirar no Mestre Jesus quando foi caluniado,humilhado,ridicularizado nas sua iluminada trajetória aqui quando esteve neste mundo. Tenho certeza que o Chico Xavier,de onde está nao concordaria com essa agressividade contra a repórter digna de compaixão e perdão nosso,o que volto a dizer não desmereça a manifestação justa para com a revista que eu tambem sou um admirador e vou continuar assinando e recomendo que leiam as suas matérias.
 
Abraço,
 
Trajano

Em 6 de abril de 2010 08:41, Jaime Khoury Hitti <jaimekhoury@gmail.com> escreveu:

 



---------- Forwarded message ----------
From: Alamar Régis Carvalho alamar@redevisao.net



De: Alamar Régis Carvalho

Para: Rede Brasil Espírita

Assunto: Carta à revista SUPER INTERESSANTE

Amigos Da RBE: A conhecida revista publicou uma matéria, idiota, tentando denegrir a imagem do Chico. O Richard Simonetti mandou uma carta para lá e eu mandei outra. Passo ao conhecimento dos espíritas, não omissos, para que todos tenham conhecimento e, caso queiram, escrevam também para lá. 

Evangelhão e Espiritão

É uma maravilha fazer algo que as pessoas adoram

 

Tudo o que realizamos, nos faz feliz. Mas quando realizamos algo, que todas as pessoas que tem acesso, retornam dizendo que ADORARAM, que acharam maravilhosa a qualidade e a iniciativa em geral, aí essa felicidade se torna gigantesca e emocionante.

Assim aconteceu com o "Evangelhão" e o "Espiritão", coloridos, em nova tradução, em linguagem fácil e simples, que eu tive o prazer de fazer e oferecer aos amigos. Principalmente pessoas idosas, por conta das letras grandes e bem destacadas.

Até as crianças estão gostando, por causa das cores.

 

Ainda sobre a tal SENHA DO CHICO

 

Levo ao conhecimento dos amigos leitores, uma conversa que tive com alguém de Uberaba, que procurou entrar em contato comigo, acerca da tal senha do Chico Xavier.

A pessoa me pediu, pelo amor de Deus, para não revelar o seu nome, por razões que eu já conheço muito bem, mas eu faço questão de levar a público, o teor da conversa, não com intenção de querer colocar verdade nenhuma, mas apenas para a análise de todos, a fim de que todos possam ter mais subsídios para tirarem as suas conclusões, acerca dessa suposta senha que o Chico Xavier teria deixado, para apenas três privilegiados.

Ela me diz que sempre conviveu com o Chico, em sua casa, em Uberaba, não apenas nas atividades espíritas, mas nas atividades e nos bate-papos do dia-a-dia, onde os assuntos normais eram conversados, como se conversa em todas as casas, conversas sobre problemas comuns de todo mundo, comentários sobre as coisas também do dia-a-dia, política e até futebol, de vez em quando era falado.

Diz ela que o Chico sempre foi bem humorado, mesmo nos seus últimos dias, sempre gostou de contar e ouvir anedotas e que, costumeiramente, gostava de dar as suas gargalhadas, brincar e até fazer as suas gozações, sempre muito saudáveis, aos amigos.

Sobre a tal senha, diz ela, que estava lá uma vez, numa conversa absolutamente descontraída e informal, com várias outras pessoas, quando uma das pessoas disse: "Chico, quando você desencarnar, vai ter tanta gente recebendo você, que você não vai ter sossego. Acho que você vai trabalhar mais do que Emmanuel", quando o Chico, em tom também informal, descontraído e conforme o momento que estavam todos, havia dito que iria deixar uma senha, e que somente os portadores dessa senha poderiam autenticar as suas mensagens, já que ele seria mais importante do que o Emmanuel, e que teria dado uma gargalhada, em seguida.

Raciocine comigo, meu caro leitor:

É muito comum, qualquer um de nós, por exemplo, dizer algo, mais ou menos assim, no dia-a-dia, para pessoas em nosso lar:

"Quando eu vejo estes móveis, daqui de casa, feios do jeito que estão, esta nossa geladeira não gelando direito, esse nosso fogão com as bocas entupidas o tempo todo, o liquidificador que só faz barulho, dá vontade de assaltar um banco e comprar tudo novo".

Aí eu lhe pergunto: Será que uma pessoa, por dizer uma coisa desta, descontraidamente dentro de casa, necessariamente é assaltante de banco? Estará mesmo falando sério e tem intenção de entrar na delinqüência e assaltar bancos?

Mas, vamos que ocorra, de fato, um assalto a banco nas imediações e a polícia resolva investigar.

Aí alguém, que não gosta dessa pessoa, para "colaborar" com a polícia, resolve abrir a boca para dizer que certo dia ouviu Fulano dizer que pensava em, um dia, assaltar um banco.

O que vai acontecer? Aquela simples fala, descontraída e comum do dia-a-dia, passará a ter um tratamento, como se fosse uma verdade e a desinteligência humana dificilmente vai ter condições de discernir em que circunstâncias a coisa foi dita.

Conclusão.

As pessoas, com as mais diversificadas intenções, se aproveitam de coisas que os outros dizem, para formatar e dar a conotação que querem e bem entendem e colocarem aquela coisa como VERDADE.

Fica aí, então, o registro de mais este fato, para que você tire as suas conclusões. Que o bom senso dos espíritas racionais prevaleça.

 

 

TV CEI vai transmitir o congresso, ao vivo

Quem tem receptor digital, vai poder assistir

 

Vai ser um evento de rara beleza, que acontecerá de 16 a 18 de abril, semana que vem. Quem tem receptor de satélite digital, ligado a uma anteninha parabólica, vai conseguir assistir, além de poder continuar assistindo toda a programação da TV CEI, o tempo todo, de graça, sem precisar pagar assinatura nenhuma. É uma coisa razoavelmente barata, considerando o que ela nos proporciona, não é complicada a sua instalação, muita gente já tem em casa, e está satisfeita. Se você tiver interesse, eu explico tudo isto, como funciona, em meu site de tecnologia, www.site707.com.

Enquanto isto

Chico Xavier, o filme

Mega sucesso de bilheteria, em todo o Brasil

 

Mais de 600 mil pessoas, nos três primeiros dias de estréia, assistiram ao filme. Pessoalmente tenho ido visitar os Shoppings Centers de São Paulo, e tenho presenciado o tamanho das filas, algo impressionante, que, segundo os funcionários dos cinemas, não é algo normal de se ver, no Brasil. Nós, espíritas, precisamos fazer este filme ser recorde do cinema nacional, para que esta nova opção de divulgar o Espiritismo, feita por NÃO ESPÍRITAS, permaneça. Isto só está acontecendo porque nós, espíritas, atendemos aos convites para assistir ao "Bezerra de Menezes, o diário de um Espírito".

Vamos assistir, vamos divulgar e vamos ajudar a luz chegar ao ponto mais alto do velador.

 

Carta a revista Super Interessante

 

Este e-mail eu mando para conhecimento dos meus amigos espíritas não omissos.

 

A revista Super Interessante, que acaba de chegar às bancas, traz na sua capa, a foto do Chico Xavier, como inúmeras outras revistas que estão nas bancas, de todo o Brasil.

Ocorre que a matéria, escrita por uma repórter, chamada Gisela Blanco, é um verdadeiro festival de bobagens, com objetivos claros de denegrir a imagem do Chico, bem como a do Espiritismo. Qualquer pessoa que ler, vai perceber as intenções da repórter e não será muito difícil concluir sobre qual deve ser a tendência religiosa dela.

O meu amigo, Richard Simonetti, que leu a revista antes de mim, escreveu, imediatamente, uma carta à Direção de Redação da referida revista, como espírita não omisso e não praticante da falsa humildade que ele é, e eu também escrevi a minha. Ressalte-se que o Simonetti não costuma, também, deixar sem respostas as besteiras que são publicadas contra o Espiritismo, pelas grandes revistas.

Quero informar que, dando uma olhada nas revistas de uma banca de um Shopping, aqui em São Paulo, verifiquei, rapidamente, 14 revistas, que trazem o Chico na capa, ou alguma citação a ele, com matéria falando dele, mas, de forma positiva.

Passo, então, para a sua apreciação, a minha carta e a carta do Simonetti.

O email do Diretor de Redação está aí: Sérgio Gwercman, sgwercman@abril.com.br e também o geral da própria revista Super Interessante, que é o sgwercman@abril.com.br. Caso você queira, também, mandar um e-mail para lá, fique a vontade.

 

São Paulo, 5 de abril de 2010.

 

De: Alamar Régis Carvalho

Para: Revista SUPERINTERESSANTE

Diretor de Redação: Sérgio Gwercman

sgwercman@abril.com.br

sgwercman@abril.com.br

 

 

Senhor Redator:

 

Indignadamente venho protestar, veementemente, pela explícita parcialidade, preconceito e espírito armado, praticado por Gisela Blanco, na edição de abril da Super interessante, quando escreveu a infeliz e lamentável matéria sobre o Chico Xavier, matéria essa que a revista, também, comete um grande equívoco, comprometendo o seu conceituado nome, ao dizer que a suposta "investigação" é da revista e não de uma repórter desprovida de ética e honestidade jornalística, sem perceber que nem todos os seus leitores são acéfalos e desinformados.

Durante anos, lendo com admiração a Super interessante, nunca vi essa, até então, respeitável revista se expor a tamanho ridículo como nesta matéria que, na minha concepção, chega a praticar o que chamo de mau caratismo jornalístico.

Não é que, movido por cegueira religiosa, gostaríamos de matérias apenas elogiosas ao Chico, favoráveis ao Espiritismo ou sempre concordantes com uma determinada idéia, porque aí estaríamos, também, nas mesmas condições dos ridículos. O problema é a infelicidade da repórter, numa revista desse porte, comportando-se como se fosse uma estagiária, que não sabe o que é imparcialidade no escrever e que não tem experiência em checar as fontes das informações, antes de levar a público.

Em princípio, logo no primeiro parágrafo, identificamos o quanto a repórter é despreparada, quando utiliza-se da expressão "Kardecismo", para se referir a doutrina que tem um nome, que é "Espiritismo", já identificando, aí, que a sua cultura é a do "ouvi dizer", o que é lamentável em uma jornalista, sobretudo de uma revista de tamanho conceito em um país, como é a Super interessante que, pelo seu nível e pela posição da editora Abril, deveria selecionar melhor os seus profissionais.

Percebe-se, também, claramente, a má fé da repórter, quando ela coloca o "Há quem diga que Chico tinha um jeito de conseguir os dados", numa pré-disposição em querer caracterizar, de qualquer jeito, o que ela já vem intencionada a mostrar, que é fraude.

Ora, senhor redator, há quem diga também que Jesus era um homossexual, que tinha os seus apóstolos como seus amantes, a ponto até de colocar esta insana visão na película de um filme, com proposta de ser exibido no mundo todo. Os muçulmanos radicais, que odeiam o Cristianismo, certamente vão adorar esse filme e saírem por aí, conceituando Jesus conforme a cabeça do irresponsável e inconseqüente cineasta. É justo, isto?

Se surgir algum escritor, qualquer, para dizer que os apóstolos trocaram os potes de água por potes de vinhos, enquanto Jesus fizesse um gesto de mágica, para distrair o povo de Canaã e que, ainda, o vinho teria sido roubado, pelo próprio Jesus, de uma grande vinícula de Jerusalém, a Super interessante publicaria uma matéria insinuando que Jesus fora ladrão e trapaceiro, sob a alegação do há quem diga?

Na sua inconseqüência jornalística, Gisela vem também reforçar a tese do "há quem diga", colocando que "funcionários do centro espírita iam à fila pegar detalhes dos mortos".

Que funcionários seriam esses? Desde quando centros espíritas possuem funcionários, sobretudo para a prática de atitudes tão estúpidas quanto essas, insinuadas, ainda mais o centro dirigido pelo Chico, que sempre viveu em condições modestas, para servir e nunca para se servir das pessoas?

Será que essa inconseqüente e irracional Gisela não teve o mínimo de inteligência para discernir, antes, que se o Chico quisesse aplicar algum golpe, para enganar, ludibriar e trapacear pessoas, obviamente teria, ele, se apoderado do dinheiro proveniente da venda dos seus livros que, em situação normal, faria qualquer escritor rico, em qualquer parte do mundo?

Onde já se viu, por exemplo, um político corrupto aplicar as suas safadezas e jogadas ilícitas, que não fossem para ter benefícios materiais próprios, que viessem a beneficiar a ele, aos seus familiares e filhos, recheando a sua conta bancária e aumentando o seu patrimônio pessoal? Alguém conhece algum corrupto que não esteja muito bem de vida, do ponto de vista material?

Qual foi o patrimônio do Chico, em Pedro Leopoldo ou Uberaba, que a Gisela viu, para ter feito colocações tão infelizes?

Deixa de ser apenas leviandade jornalística e passa a ser, também, burrice jornalística.

Até hoje está conservada em sua casa, em Uberaba, a cama que ele deitava e onde morreu, bem como os móveis da casa e os seus pertences.

Só mesmo uma pessoa de elevado índice de acefalia para admitir que um homem, com propostas de enganar os outros, por tantas décadas, conseguindo vender mais de 25 milhões dos seus livros produzidos, poderia viver numa casa tão simples como aquela, deitando-se numa cama daquela, só faltando um pinico embaixo.  

Teria, no mínimo, uma mansão sofisticada, quarto em mármores e granitos, a mais luxuosa banheira e aposentos semelhantes à casa do Edir Macedo.

Falar nisto, Sérgio, que tal a sugestão para que a mesma Gisela faça uma investigação jornalística, hem? Tem vários nomes, em nosso país e, se você quiser, posso lhe dar várias informações. Quero ver, nos próximos números da Super interessante, se ela vai continuar desenvolvendo o seu trabalho jornalístico, nessa linha investigativa, logo no Brasil que é um prato cheio, para tal.

Quando Gisela coloca a parte da matéria que titula de Pirotecnia, chega a insistir no ridículo, quando fala em "shows do Chico", luzes coloridas por detrás dos panos, demonstra, mais uma vez, a sua cara e a sua intenção na matéria.

Ela cita também, sempre tendenciosamente, o episódio do tal sobrinho do médium, ocorrido, ainda, na década de 50, mas conta a história pela metade, tendo omitido que aquele jovem, de apenas 25 anos na época, se deixou seduzir por pessoas maldosas, que lhe deram dinheiro, e muito dinheiro, para fazer aquilo. Por que omitiu essa parte, Gisela? Fingiu que não soube disto? É ou não é matéria investigativa?

Ficou parecendo as levianas afirmativas do padre Quevedo, quando diz que as irmãs Fox confessaram que todos os fenômenos de Hydesville eram fraudulentos, mas omitindo o fato delas terem feito a tal "confissão", seqüestradas por padres, com chicotes e instrumentos de torturas nas mãos, obrigando-as, sob ameaça de morte, a dizerem aquilo.

Que a Super interessante pergunte a si mesma: Será que um universo de milhões de pessoas, dentre elas inúmeras possuidoras de nível intelectual e de inteligência elevada, doutores, mestres, PHDs, pesquisadores, investigadores, cientistas e, inclusive, vários jornalistas também praticantes do jornalismo investigativo seriam todos ingênuos, bobos e desinteligentes, a ponto de não terem percebido as tais fraudes, que a "super inteligente" Gisela aponta, como se fosse uma super revelação?

Ainda bem que nem todo mundo é trouxa, inclusive os leitores da Super interessante, para se deixarem levar pelo veneno que existe na alma de certos repórteres ou jornalistas que se aproveitam de uma poderosa tribuna, da respeitável Editora Abril, para denegrir a imagem de quem teve uma vida, incontestável, semeando o Amor.

Eu poderia entrar em mais detalhes, sobre as aleivosias colocadas na matéria, mas o grande escritor Richard Simonetti, meu amigo, já escreveu para vocês e disse muita coisa que precisava ser dita.

Para concluir, quero dizer que continuarei, sim, a ser leitor da Super interessante, mas, com mais atenção, sabendo dessa sua fragilidade. Não a condenarei, por conta de um momento tão infeliz e estúpido, porque sei que o errar é humano e tenho quase certeza de que a matéria não deve ter agradado nem mesmo a sua chefia de redação; mas vou continuar cobrando, da jornalista investigativa Gisela, que, para demonstrar a sua coerência, traga já nos próximos números da revista, matérias, também investigativas, com o mesmo espírito, da indústria da religião neste país, praticadas "em nome de JE$U$", amém.

É daí que o Brasil vai perceber quais eram os reais interesses pessoais dela.

 

Um forte abraço

 

 

Alamar Régis Carvalho

Analista de Sistemas, escritor, profissional de rádio e televisão

 

Vejam, agora, a carta que foi enviada pelo meu amigo Richard Simonetti,

 

Senhor Sérgio Gwercman

Diretor de redação da revista Super Interessante

 

Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.

Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.

Isso pode ser constatado já na seção "Escuta", com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.

Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.

Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo "explicar" o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.

De onde a repórter tirou essa bobagem de que "toda essa história começou com as cartas dos mortos?"

Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.

A reportagem diz: "Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa."

Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.

Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são "razoavelmente fiéis ao estilo dos autores". São totalmente fiéis.

Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.

Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo "vorazmente". Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.

Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que "a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos".

E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?

Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.

Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.

Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: "seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70." Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.

A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.

Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem. Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?

Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.

E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.

Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo "ficar com ele". Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.

Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.

Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.

Outras "pérolas" da reportagem:

Oferece "explicações" lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.

Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.

Epilepsia, descarga elétrica que "poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor", segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?

Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele "arranjaria" essas informações para forjar a "manifestação".

Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imabassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.

Informa a repórter que "acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos".

Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar "acuado", mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou-se em "polo do Espiritismo".

Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi "bombardeado por perguntas. Mas se safou." Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores "bombardearam" Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.

Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre "Dieta do Chico Xavier", que jamais seria veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?

Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: "Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier". Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.

Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!

Doravante porei "de molho" as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.

A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, "as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra."

E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.

Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:

O dedo aponta a lua.

O sábio olha a lua.

O tolo olha o dedo.

 

 

Richard Simonetti

Bauru, 3 de abril de 2010.

 

 

Para a sua apreciação.

  

Carinhosamente.  

 

Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

www.redevisao.net   

      

Ah, tem outra coisa: Você, que gosta do Alamar, dê uma entradinha em nosso site: www.redevisao.net bote o seu e-mail lá, na opção QUERO SABER MINHA SENHA, pegue uma senha, e atualize os seus dados no nosso banco de dados. É que eu me correspondo com muita gente, nunca mais fiz estatística, e gostaria de saber um pouco mais o perfil do público atual, com o qual me correspondo. Se você recebe e-mail meu, com certeza tem registro seu lá e uma senha existe. Basta botar o e-mail, que ela segue, também por e-mail, na hora.

 

Alamar Régis Carvalho - Analista de Sistemas - E-mail: alamar@redevisao.net  orkut: "alamarregis"  www.redevisao.net

Enviado por Jaime Khoury/BA

 
 

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