quarta-feira, 26 de maio de 2010

A espiritualidade de JK

 

Publicação: 21 de Maio de 2010 às 10:34
 
A amizade entre Juscelino Kubitschek e Chico Xavier é um fato bastante divulgado, mas o que pouca gente sabe é que o estadista ergueu Brasília com auxílio de cartas psicografadas pelo médium. Os detalhes desta relação, bem como informações relevantes e inéditas a respeito da personalidade de Juscelino estão dispostas no livro "JK e os Bastidores da Construção de Brasília – sob a ótica da Conscienciologia", do professor paulista Alexandre Nonato, mestre em jornalismo e conscienciólogo. O livro é uma biografia singular por deixar de lado a imparcialidade jornalística, como também por dar ênfase aos atributos da personalidade do biografado. "As biografias costumam ser demasiadamente descritivas, não passando de justaposição dos fatos. Para dar uma abordagem conscienciológica busquei entender o homem. Quem foi e por que foi Juscelino Kubitschek, o maior estadista brasileiro?", disse Alexandre Nonato em entrevista  ao VIVER. O livro será lançado hoje, em Natal, na livraria Siciliano do Midway, às 19h30. Na ocasião, o escritor fará palestra gratuita sobre autoconhecimento através de biografias.

DivulgaçãoAlexandre Nonato, autor do livro JK e os Bastidores da Construção de BrasíliaAlexandre Nonato, autor do livro JK e os Bastidores da Construção de Brasília
Segundo Alexandre, JK é um personagem singular na política e distante dos estereótipos deste meio, mostrou-se predominantemente afável, cordial e bem humorado. É apontado, inclusive, como o primeiro e último presidente alegre do Brasil. O autor coloca que JK era um homem interessado pela espiritualidade e, embora se declarasse católico, tinha simpatia pelo espiritismo e por outras linhas alternativas de espiritualidade. "Este tema foi pouco explorado nas biografias do ex-presidente, mas sabe-se da amizade dele com os médiuns Zé Arigó e Chico Xavier", disse o pesquisador.

Através dos coroneis Jofre Lellis e Nélio Cerqueira, Juscelino Kubitschek enviava perguntas sobre decisões, dilemas e problemas a serem sanados na construção de Brasília. JK escrevia as perguntas em papeis separados. Segundo depoimentos contidos no livro, as questões eram respondidas em psicografias de Chico Xavier, que incorporava espíritos vinculados à política brasileira. As respostas psicografadas enviadas ao presidente da República visavam sempre elevar o ânimo, a motivação, o entusiasmo nas realizações dos empreendimentos em Brasília.

Depoimentos

 O livro também traz os resultados de um estudo detalhado sobre a política brasileira, contextualizando as ações de JK. O livro está dividido em cinco sessões – JK Homo Sapiens Agens, JK Homo Sapiens Politicus,  Diplomaticus, JK Homo Sapiens Intermissivus e Base para o Estado Mundial – que reúnem 56 capítulos. Segundo o autor, as três primeiras sessões enfatizam questões históricas e as duas últimas são voltadas para a análise da personalidade, a partir do paradigma conscienciológico, que considera aspectos físicos e extrafísicos.

Para levantar os dados históricos sobre Juscelino o autor utilizou vários métodos de pesquisa. Um deles foi o de consulta a impressos, onde o autor buscou informações em livros, jornais, revistas, dissertações, artigos científicos entre outros meios. Além disso, Alexandre coletou dados de fontes primárias como documentos em arquivos públicos, bibliotecas, acervo histórico de museus e publicações diversas. O autor realizou entrevistas com pessoas que conheceram JK em diversas fases de sua vida, desde os operários que participaram da construção de Brasília, a familiares do estadista, como sua filha Maria Estela Kubitschek. Ao todo foram realizadas 66 entrevistas entre os anos de 2004 e 2009.

 Para dar conta dos aspectos da personalidade de Juscelino, o autor lançou mão da conscieciometria, uma técnica de investigação científica desenvolvida pela conscienciologia, capaz de assentar em bases matemáticas os aspectos da consciência. Além deste recurso o autor recorreu a outros métodos de investigação como as projeções lúcidas da consciência, que segundo o autor é comumente conhecida por desdobramento, ou viagem astral. "Nestas experiências fora do corpo nós identificamos que JK continua amparando os trabalhos realizados em Brasília", disse Alexandre Nonato. O autor fala que a Conscienciologia é uma ciência jovem nascida a partir dos esforços do médico Waldo Vieira, que dedicou parte de sua vida a amizade com Chico Xavier e ao espiritismo.
 

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