sexta-feira, 29 de outubro de 2010

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        Toda religião procura confortar os homens, ante a esfinge da morte. A doutrina Espírita não apenas consola, mas também alumia o raciocínio dos que indagam e choram na grande separação. 

 

        Toda religião admite a sobrevivência da alma. A doutrina Espírita não apenas patenteia a imortalidade da vida, mas também demonstra o continuísmo da evolução do ser, em esferas diferentes da Terra.

 

        Toda religião afirma que o mal será punido, para lá do sepulcro. A doutrina Espírita não apenas informa que todo delito exige resgate, mas também destaca que o inferno é o remorso na consciência culpada, cujo sofrimento cessa com a necessária e justa reparação.

 

        Toda religião ensina que a alma será expurgada de todo o erro em regiões inferiores. A doutrina Espírita não apenas explica que a alma, depois da morte, se vê mergulhada nos resultados das próprias ações infelizes, mas também esclarece que, na maioria dos casos, a estação terminal do purgatório é mesmo a Terra, onde reencontramos as conseqüências de nossas faltas, a fim de extingui-las, através da reencarnação.

 

        Toda religião fala do céu, como sendo estância de alegria perene. A Doutrina Espírita não apenas mostra que o céu existe, por felicidade suprema no Espírito que sublimou a si mesmo, mas também elucida que os heróis da virtude não se imobilizam em paraísos estanques, e que, por mais elevados, na hierarquia moral, volvem a socorrer os irmãos da Humanidade ainda situados na sombra.

 

        Toda religião encarece o amparo da Providência Divina às almas necessitadas. A doutrina Espírita não apenas confirma que o amor infinito de Deus abraça todas as criaturas, mas também adverte que todos receberemos, individualmente, aqui e além, de acordo com as nossas próprias obras.

 

         Para todos eles, a desencarnação, em atendimento às ordenações da Vida Maior, é o termo de mais um dia de trabalho santificante, para que se ponham, de novo, a caminho do alvorecer.

 

Trecho extraído do livro : Justiça Divina

Francisco Cândido Xavier - Emmanuel

 
 

 
Enviado por Marluce Faustino/BA

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