quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SOFRER SEM SER INFELIZ





"Enquanto não assimilares a finalidade providencial da dor, refugiando-te
infantilmente na busca de perecíveis prazeres, negar-te-ás a ti mesmo,
indefinidamente, o cinzel que esculpirá a imagem divina do teu Ser."

Sofrer sem ser infeliz

A finalidade providencial da dor, em todos os níveis em que se expresse,
físico e moral, é sempre sinal de alerta, aviso a reclamar acurada atenção.

Através dela, no estágio em que te encontras, a natureza tem te educado os
instintos, redelineado tuas emoções, reavaliado teus conceitos.

Sua finalidade última é a de enfatizar a iminência do perigo a que se
encontra exposto aquele que lhe sofre os reveses.

Por isso, toda dor sempre precede alguma reparação, alguma corrigenda e,
quando física, a necessidade da reabilitação do quadro de saúde.

Sua finalidade espiritual é a de promover-te o despertar da consciência,
revelando-te providencial convite do Alto a impelir-te a ascensão, a
desvencilhar-te do que te detém na infinita jornada da alma.

Mesmo assim, em razão de tua ineficiente e desfocada visão da vida, a dor
tem sido para ti motivo de infelicidade e revolta, uma vez que a desconheces
justamente em suas finalidades essenciais, quais sejam despertar, educar,
corrigir, purificar, prevenir e elevar.

Por temê-la e evitá-la, tens supervalorizado a relativa necessidade do
prazer e, quando és chamado ao testemunho, imerges em desalentador
sofrimento.

E assim, esqueces que o Divino Semeador, ao passar pela Terra, erigiu o mais
belo poema de libertação, ao reavivar nos corações o anelo pela sublimação
da dor.

Por nenhum momento escondeu Sua profunda reverência aos testemunhos
libertadores, deixando claro que o sofrimento, inserido na totalidade do
processo existencial, não é o verdadeiro motivo a tornar o ser humano
infeliz.

Pelo que, sofrer não significa ser infeliz, mas ser infeliz é
auto-abismar-se num sofrimento estagnante.

Por isso, toda a grandeza das almas iluminadas está em bendizer o
sofrimento, aceitando-o serenamente, como espontânea rendição à totalidade
da Vida.

Na auto-entrega ao sacrifício, para a redenção do coletivo, reside o sagrado
sentido da missão de Jesus, cujos desafiadores fundamentos repousam no
perdão e no amor.

Também esta é a essência da transcendental mensagem, ainda que veementemente
recusada, que te sussurram as vozes do céu.

Enquanto não assimilares a finalidade providencial da dor, refugiando-te
infantilmente na busca de perecíveis prazeres, negar-te-ás a ti mesmo,
indefinidamente, o cinzel que esculpirá a imagem divina do teu Ser.

CONSCIÊNCIA ESPÍRITA - Fev. 2003

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