quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MENSAGENS ESPÍRITAS

CONSIDERAÇÕES  SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS.

 

Fundamentos:

 

Ao trazer à luz esclarecimentos sobre a pluralidade das existências corpóreas, os Espíritos Superiores resgatam uma doutrina que teve inicio nos primeiros tempos da humanidade. Mas, algumas correntes doutrinárias deixaram de lado em seus fundamentos o princípio evolutivo da reencarnação, preferindo, antes, consagrar a teoria da unicidade das existências. Desta forma, rejeitaram princípios que poderiam auxiliar o homem em seus questionamentos existenciais. Porém, cedo ou tarde, ao atingir sua maturidade espiritual, a humanidade não poderá conciliar as diversidades da evolução e as conseqüentes divergências sociais, em face da inverossímil possibilidade de a alma encarnar uma só vez.

 

Ao tecer algumas considerações sobre a pluralidade das existências, Allan Kardec formulou as seguintes questões:

 

1 – Por que a alma revela aptidões tão diversas e tão independentes das idéias adquiridas pela educação?

 

2 – De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida?

 

3 – De onde vêm, para uns, as idéias inatas ou intuitivas, que não existem para outros?

 

4 – Por que alguns homens, independentemente da educação são mais adiantados que outros?

 

5 – Se a existência presente deve ser decisiva para a sorte futura, qual é, na vida futura, respectivamente, a posição do selvagem e a do homem civilizado? Estarão no mesmo nível ou estarão distanciados no tocante à felicidade eterna?

 

6 – O homem que trabalhou toda a vida para melhorar-se estará o mesmo plano daquele que permaneceu  inferior, não por sua culpa, mas porque não teve o tempo nem a possibilidade de melhorar?

 

Há uma doutrina que possa resolver essas questões? Admiti as existências sucessivas, e tudo estará explicado de acordo com a justiça de Deus. Aquilo que não pudemos fazer numa existência, faremos em outra. É assim que ninguém escapa à lei do progresso. Cada um será recompensado segundo o seu verdadeiro merecimento, ninguém é excluído da felicidade suprema a que se pode aspirar, sejam quais forem os obstáculos que encontre no seu caminho (LE, perg. 222).

 

Portanto, as discrepâncias ocorrem em função dos desvios cometidos e que exigem reajuste perante Deus. Deve-se, pois, reconhecer que a pluralidade das existências é a única capaz de explicar aquilo que, sem ela, seria inexplicável, pois representa para o homem a resposta aos seus anseios, na medida em que explica o presente e lhe possibilita novas oportunidades corpóreas de aprimoramento espiritual.

 

(Do Livro "Iniciaçao ao Espiritismo" - Therezinha Oliveira).

 

O QUE É UM ALCOÓLATRA.

 

Alcoólatra é todo aquele sujeito que bebe freqüentemente qualquer espécie de bebida alcoólica, e que com a mesma freqüência, afirma que pára quando quiser.

 

Muitos viciados, desculpando a própria conduta, afirmam que o que têm não é vício, e sim um hábito, o que é diferente.

 

Para esclarecer melhor, recorro a um trecho do livro "Drogas, Opção de Perdedor", do respeitado psiquiatra Flávio Gikovate: "Estou sempre utilizando a palavra  vício. Mas já pode ter passado pela sua cabeça a pergunta Será que vício e hábito são a mesma coisa? Eu respondo que não. E que é importante distinguir um do outro. É disso que trataremos a seguir.

 

Em primeiro lugar, costuma-se dar um valor profundamente negativo ao vício, enquanto o hábito é aceitável. A maior parte dos viciados, por exemplo,  gosta de pensar - e dizer - que não são viciados. Dizem que apenas têm o hábito de tomar um ou dois uisquinhos  no fim do dia, ou de puxar um fuminho à noite para relaxar, enquanto ouvem música. Quer dizer: os defensores do uso das drogas dizem que elas não viciam - que são apenas um hábito. Para escapar daquele valor fortemente negativo que vem junto com o termo vício.

 

Acho uma bobagem nos preocuparmos tanto com a palavra vício. O problema maior das drogas não é que elas viciam, é que elas fazem mal."

 

Vou complementar as palavras do médico Gikovate. Não que seu texto mereça reparos, mas esta é uma obra espírita e o escritor citado observou apenas o aspecto material.

 

Tanto o consumidor de bebida alcoólica como o de outras drogas, viciados ou habituais, não podem se esquecer de que tal comportamento é acompanhado de perto por espíritos desencarnados que se afinam com tais práticas e, com certeza, não se encontram em um estágio de evolução elevado, de modo que, se não trouxerem prejuízos voluntários, o farão involuntariamente, pelo seu vício - ou hábito - às custas do amigo encarnado, que encontrará cada vez mais, incentivos para continuar o consumo e, por outro lado,  uma dificuldade enorme para mudar de comportamento.

 

Alguns poderão falar: uma cervejinha de vez em quando não faz mal, ou melhor, é até saudável. Falso! Como disse Joanna de Ângelis no livro "Após a Tempestade" , referindo-se ao alcoolismo: "o oceano é feito de gotículas e as praias imensuráveis, de grãos.

 

Não quero rotular ninguém, muito menos julgar. Muitas faces do comportamento humano não se apresentam de forma ideal, mas não é por isso que vamos deixar de analisar racionalmente e compreender que não há como encontrar uma justificativa plausível para o consumo de bebida alcoólica.

 

Ninguém é pior ou melhor porque bebe ou deixa de beber, mas se puder ficar longe, fique; até porque, no plano espiritual elevado, para onde todos nós almejamos ir após a desencarnação não tem botequim, e quem está acostumado, sofrerá com a falta.

 

(Do Livro "Adolescer-Verbo Transitório" - Edson de Jesus Sardano).

OS MALEFÍCIOS DO ÁLCOOL.

 

"O meio em que certos homens se encontram não é para eles o motivo principal de muitos vícios e crimes?

 

- Sim, mas ainda nisso há uma prova escolhida pelo Espírito, no estado de liberdade; ele quis se expor à tentação, para ter o mérito da resistência".

 

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro, cap. I - A Lei Divina ou Natural, perg. 644).

 

"A alteração das faculdades intelectuais pela embriaguez desculpa os atos repreensíveis?

 

- Não, pois o ébrio voluntariamente se priva da razão para satisfazer paixões brutais: em lugar de uma falta, comete duas":

 

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro. cap. X. Lei da Liberdade. perg, 848).

 

O álcool (palavra de origem árabe: al = a, cohol = coisa sutil) não é alimento nem remédio. É tóxico. Chegando ao seio da substância nervosa, excita-a e diminui sua energia e resistência, e deprime os centros nervosos fazendo surgir lesões mais graves: paralisias, delírios (delirium tremens). Como tóxico, atinge de preferência o aparelho digestivo: o indivíduo perde o apetite, o estômago se inflama e a ulceração da sua mucosa logo se manifesta. A isto se juntam as afecções dos órgãos vizinhos, quase sempre incuráveis. Uma delas (terrível) é a cirrose hepática, que se alastra progressivamente no fígado, onde as células vão morrendo por inatividade, até atingir completamente esse órgão, de funções tão importantes e delicadas no aparelho digestivo.

 

O que se vê nos hospitais durante a autópsia de um cadáver de um alcoólatra crônico é algo horripilante. O panorama interno do cadáver pode ser comparado ao de uma cidade destruída por um bombardeio atômico.

 

Além das catástrofes provocadas no organismo físico, quantos males e acidentes desastrosos são ocasionados pela embriaguez! Os jornais, todos os dias, enchem as suas páginas com tristes casos de crimes e desatinos ocorridos com indivíduos e mesmo famílias inteiras, provocados por criaturas alcoolizadas.

 

A embriaguez é hábito que se observa difundido em todas as camadas sociais. Mudam-se os tipos de bebidas: das mais populares, ao alcance do trabalhador braçal, às mais sofisticadas, para os homens de "status". No entanto, o costume é o mesmo, os prejuízos, iguais. Em geral, a tendência para beber vem de uma perturbação da afetividade que pode ser originada na infância. Os problemas infantis gerados nos desequilíbrios familiares, pela falta de carinho dos pais ou por outros conflitos - são comumente as raízes desse estado íntimo propício ao alcoolismo.

 

O alcoolismo deve ser encarado, nos casos profundos, como uma doença orgânica, como o é, por exemplo, o diabetes. Deve ser evitado radicalmente, sob pena de se sofrer amargamente as suas conseqüências nos processos de recuperação em clínicas especializadas.

 

Há indivíduos que buscam na bebida um estado e liberação das suas tensões recônditas, ou então o esquecimento momentâneo de suas mágoas ou aflições, o que denota uma necessidade de refletir corajosamente sobre essas causas, buscando novos rumos para o seu próprio esclarecimento. A bebida só leva à autodestruição, e nada de construtivo oferece às suas vítimas.

 

As alterações das faculdades intelectuais causadas pela embriaguez, principalmente da autocensura, que priva a criatura da razão, tem levado homens probos a cometer desatinos, crimes passionais e tragédias.

 

Na embriaguez, o domínio sobre a nossa vontade é facilmente realizado pelas entidades tenebrosas, conduzindo-nos aos atos de brutalidade.

 

O viciado em álcool quase sempre tem ao seu lado entidades inferiores que o induzem à bebida, nele exercendo grande domínio e dele usufruindo as mesmas sensações etílicas. Cria-se, desse modo dupla dependência: uma por parte da bebida propriamente dita, com toda a carga psicológica que a motivou; outra por parte das entidades invisíveis que hipnoticamente exercem sua influência, conduzindo, por sugestão, o indivíduo à ingestão de álcool.

 

O processo que se recomenda para a libertação da bebida é ter em mente, sempre que o desejo se apresentar, a idéia dolorosa das conseqüências funestas do álcool. Nessas horas, devem ser reprimidos os impulsos com a lembrança de tudo aquilo de repugnante e desagradável que o álcool provoca. Em particular, os espíritas conhecem - e são fortalecidos com as idéias relativas às conseqüências espirituais, principalmente no sofrimento dos suicidas após o desencarne. O álcool reduz a resistência física, diminui o tempo de vida e, por isso, o seu praticante é considerado um suicida.

 

Nesses momentos de tentação à bebida, quando estamos imbuídos do desejo de libertação, o auxílio do Plano Espiritual vem a nosso favor, mas necessário se faz o apoio da nossa própria vontade para surtirem os efeitos esperados.

 

É freqüente a alegação, por parte dos viciados, de que a bebida para eles é necessária, e que a sua vontade nada pode conter. Quando alguém assim afirma, demonstra que não tem nenhuma vontade de deixar de beber, e nesses casos pouco se pode fazer. O importante, mesmo, é que primeiro seja despertada a vontade de largar o álcool e, a partir disso, seja assumido voluntariamente o propósito de não mais se deixar levar pela imaginação, pelas idéias induzidas às vezes obsessivamente, ou mesmo pelos convites de "amigos" que façam companhias nas bebericagens.

 

A sede, o sabor, a oportunidade social, as comemorações, a obrigatoriedade em aceitar um drinque oferecido por alguém visitado são as muitas desculpas que temos para ingerir as doses de álcool. Precisamos, porém, estar atentos para não cometer exageros, abusos, e não resvalar por esse hábito social, que pode terminar por nos condicionar a ele.

Extraído do setor de perguntas e respostas do site: www.espirito.org.br

 

As cirurgias espirituais são realmente feitas por Espíritos? Nesse caso, como pode um Espírito elevado ser antiético, exercendo ilegalmente a medicina?
Sim, as cirurgias espirituais são feitas por Espíritos de médicos que atuam no corpo perispiritual, utilizando de técnicas ligadas à ciência médica, usando fluidos humanos e espirituais, nada fazendo nesse campo que fira as leis humanas. Um Espírito elevado jamais transgride qualquer lei. As curas realizadas em nome do Espiritismo praticado com seriedade, são feitas utilizando apenas a fluidoterapia. As cirurgias mediúnicas feitas com instrumentos cortantes, podem ser feitas por Espíritos superiores, mas não são consideradas trabalhos espíritas. Em alguns casos de cirurgias de corte, como os de José Pedro de Freitas (Arigó) e Edson Queiroz, existia uma missão a ser cumprida e visava chamar a atenção da comunidade científica para a realidade da vida espiritual. E parece que conseguiu, porém sem maiores conseqüências pelo próprio atraso do homem para a compreensão das coisas do Espírito. Pelo lado prático, no entanto, as cirurgias mediúnicas com instrumentos cortantes não devem ser praticadas em centros espíritas orientados pela doutrina de Allan Kardec, justamente por ferir a legislação vigente e não tratar-se de uma prática que possa ser exercitada por qualquer pessoa. As curas no Espiritismo são feitas exclusivamente com a imposição de mãos.

AS EXPIAÇÕES COLETIVAS

 

       Todas as leis que regem o Universo, sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, partindo-se do estudo da individualidade e do da família para o de todo o conjunto, generalizando-se gradualmente e comprovando-se-lhes a universalidade dos resultados.

      Outro tanto se verifica hoje com relação às leis do estudo que o Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. Há as faltas do indivíduo, as da família, as da nação; e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expia em virtude da mesma lei. O algoz, relativamente à sua vítima, quer indo a encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contato com ela numa ou em muitas existências sucessivas, até à reparação do mal praticado. O mesmo sucede quando se trata de crimes cometidos solidariamente por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não suprime a expiação simultânea das faltas individuais.

     Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que numa existência vêm a estar reunidos por uma tarefa comum já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo e ainda reunidos se acharão no futuro, até que hajam atingido a meta, isto é, expiado o passado, ou desempenhado a missão que aceitaram. 

     Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provações que não decorrem dos atos da vida presente, porque reconheceis que elas são o resgate das dívidas do passado. Por que não haveria de ser assim com relação às provas coletivas? Dizeis que os infortúnios de ordem geral alcançam assim os inocentes, como o culpado; mas não sabeis que o inocente de hoje pode ser o culpado de ontem? Quer ele seja atingido individualmente, quer coletivamente, é que o mereceu. Depois, como já o dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de umas não isenta da expiação das outras, pois que toda dívida tem que ser paga até a última moeda. As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. Essas faltas coletivas é que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se encontram de novo reunidos, para sofrerem juntos a pena de talião, ou para terem ensejo de reparar o mal que praticaram, demonstrando devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles à quem outrora maltrataram. Assim, o que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, se torna claro e lógico mediante o conhecimento dessa lei.

      A solidariedade, portanto, que é o verdadeiro laço social, não é apenas para o presente; estende-se ao passado e ao futuro, pois que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e reunirão, para  subir juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente. Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres.

 

    Obras Póstumas - Allan Kardec

 

ACEITAR AS PESSOAS.

Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e  o equilíbrio do interlocutor.

- Qual é o segredo? perguntou.

- Não existe segredo, mas somente paixão pela vida  e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro.

- Aprender o que?

- A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas.

- Mas é muito difícil aceitar pessoas assim.

- É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las?

- E como você consegue?

- Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas.

Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou aprendendo a amar, e amando estou aprendendo a perdoar. Perdoando, apago as mágoas e curo as feridas, sem deixar cicatrizes nos corações magoados e tristes. Aprendo com a vida o valor de cada vida e procuro entender os rejeitados, os incompreendidos. Nem sempre consigo, mas estou tentando.

Quanto a nós, vamos tentar construir a paz, sem desânimo, com muito amor, muito amor no coração.

(Do Livro "A Minha Paz Vos Dou..." - Amilcar Del Chiaro Filho).

 

 

 

CONDUTA ESPIRITA

29 - PERANTE O FENÔMENO

 

No desenvolvimento das tarefas doutrinárias, colocar o fenômeno mediúnico em sua verdadeira

posição de coadjuvante natural da convicção, considerando-o, porém, dispensável, na construção

moral a que nos propomos.

A Doutrina Espírita é luz inalterável.

Conduzir as possibilidades de divulgação do Espiritismo, em qualquer setor, no trabalho da

evangelização, conferindo-lhe preferência sobre a ação fenomenológica.

Ante os imperativos da responsabilidade moral, todo fenômeno é secundário.

Atingir outros estados de compreensão das verdades que nos enriquecem a fé, acatando as

aspirações dos metapsiquistas, dos parapsicólogos e dos estudiosos acadêmicos em geral, sem,

contudo, comprometer-se, demasiado, com os empreendimentos que lhes digam respeito.

Viver segundo o Evangelho — eis a nossa necessidade fundamental.

Jamais partilhar de assembléias espíritas visando unicamente a sucesso espetaculares.

As manifestações mediúnicas não são a base essencial do Espiritismo.

Descentralizar a atenção das manifestações fenomênicas havidas em reuniões de que participe,

para deter-se no sentido moral dos fatos e das lições.

Na mediunidade, o fenômeno constitui o envoltório externo que reveste o fruto do ensinamento.

"Irmãos, não sejais meninos no entendimento..." — Paulo. (CORÍNTIOS, 14:20.)

O que é ovóides?! 02/22/2005 12:21

 

 

 


Bombeiro Max

 

02/22/2005 21:43
Os ovóides são citados pelo espírito André Luiz, nos livros Libertação e Evolução em Dois Mundos.
Seriam espíritos que, mantendo um estado de monoidéia, deixam de sustentar o seu corpo espiritual, perdendo gradativamente a forma humana, tornando-se cada vez mais inconscientes. O perispírito assumiria uma forma ovoidal (sem forma muito definida).

 

 


André

 

só completando, 02/23/2005 02:16
seria como a morte do espírito, numa figura de linguagem. Eu também só ouvi falar de ovóides nesses dois livros do André Luiz.

 

 


Roberto

 

Olá Emerson 02/23/2005 02:26
Em nenhum momento a codificação toca nesse aspecto, ou melhor, quanto a esta forma. Precisamos lembrar que a visão do Espírito de André Luis não está equivocada, mas é a forma com que ele vê as coisas do plano espiritual, devido, claro, a sua materialidade ainda e suas crenças.
Outra coisa importante é que se tem para olhar é o aspecto evolução do Espírito de André Luis em suas obras. Em determinado trecho do livro Nos Domínios da Mediunidade, ele fazendo uma reflexão, diz:" Meditei na ilusão dos que julgam na morte livre passagem da alma, em demanda do céu ou do inferno, como lugares determinados de alegria e padecimento.." vejam que ele contraria obras anteriores, sob uma compreensão melhor depois de certa evolução.
Os Espíritos mediante a sua vontade podem modificar sua aparência perispiritual mediante sua vontade, pode apresentar-se como animais medonhos, como podem deixar transparecer figuras belíssimas devido a sua evolução. Eles sempre se apresentaram como forma de se fazerem reconhecer ou até mesmo assustar.
Veja o capitulo VI do Livro dos Médiuns, Manifestações Visuais e poderão saber que enganos existem na visão de um Espírito ainda materializado.
Kardec ainda nos fala no capitulo XIV do livro A Gênese, sobre as crenças que carregamos e o que interfere na visão do plano espiritual.
O espiritismo precisa ser estudado por todos que tem dúvidas, por todos que desejam aprofundar-se em conhecê-lo, para poderem ser esclarecedores ou facilitadores dentro do movimento espírita.
Lembrando o que os Espíritos nos alertando disseramSomente o Espiritismo bem compreendido e bem entendido, será a alavanca da transformação da Humanidade".
Muita paz.

 

 


Suzana

 

02/23/2005 05:12
A minha "formação" é espírita apométrica... ou seja, trabalho num centro espírita q trabalha com a apometria junto com os ensinamentos de Kardec, nós somos um agregado espiritual de 7 corpos (Físico, Etérico, astral, Mental Inferior, Mental Superior e Bhudico e Atma) com 7 nívies subníveis, e por causa da não-evolução ou da involução, os corpos vão sendo "achatados"... deformados, qdo os corpos estão achatados e sem forma, dizemos q é ovóide.

 

 


Fabricio

 

Emerson 02/23/2005 08:25
Caro Emerson, assim como o Roberto colocou, a designação "ovóide" não existe nas obras básicas da codificação, o que não significa dizer que não existem, porém se procurarmos acharemos referências a este fenômeno nas obras básicas.
O que ocorre é o seguinte: no Cap XIV da Gênese sobre os fluidos vemos que os fluidos espirituais e materiais são controlados pelo pensamento, e são esses fluidos que dão forma ao perispírito, adquirindo a forma desejada pelo espírito de acordo com seu maior ou menor domínio dessa faculdade. Pois bem, assim como o Max colocou, os chamados ovóides são espiritos que possuem um idéia (pensamento) único (vingança, ódio, amor obssessivo...)não conseguindo manter uma forma humana transformando-se portanto nos ovóides. É denominado de segunda morte porque, na verdade a grande maioria desses espíritos sequer sabem que estão desencarnados.
Espero ter ajudado.

 

 


Vanessa

 

Perda da consciência de si mesmo 02/23/2005 09:12
No livro "Ícaro Redimido", é mostrado que isso ocorrem com espíritos que têm alguma idéias que os perturba muito, como o suicida que está sempre "revivendo" o momento do suicídio. Eles têm a consciência desta única idéia que vem à mente (por isso chamada de monoidéia). Chega um momento em que ele não suporta mais este tipo de situação e tenta fugir de alguma forma. Então ele começa a desesperada fuga de si mesmo, perdendo a consciência do Eu e de sua existência.
Por ter essa perda de consciência da sua existência é chamada de "segunda morte". Ele permanece estacionado nesse estado até o momento em que algo do seu interior o faça despertar.

 

 


Roberto

 

Olá Fabricio e Max 02/24/2005 01:47
Os Espíritos não tem forma humana, reflitam. Vamos confundir aqueles que não conhecem o espiritismo.
Essas confusões surgem da informação distorcida que tem sido trazida do plano espiritual.
Reforço, estudem o capitulo das Manifestações Espirituais no Livro dos Médiuns e reflitam.Os Espíritos mantém a forma que desejarem através da sua vontade, essa manifestação é possível para todos, não é nem maior nem menor é inerente ao Espírito.
O mesmo acontece com a apometria, não existe espirita apométrica, respeitando o livre arbítrio de fazerem o que desejarem, mas informar os que não conhecem o espiritismo também é um dever de espírita, propagar a doutrina de forma correta.
Dentro da doutrina não há correntes, mas sim crendices que querem imputar a codificação através de informações não refletidas ou avaliadas conforme o espiritismo nos pede.
Apenas com o desejo de esclarecer os que aqui podem buscar algum conhecimento.
Muita paz a todos.

 

 


André

 

Se os espíritos 02/24/2005 02:58
tivessem a forma que desejam, porque então muitos se mantém presos a cadeiras de rodas após o desencarne? Pra que os hospitais espirituais?
A capacidade de "moldar" o perispírito é inerente ao grau de evolução. Obviamente que uma alma evoluída pode se apresentar na forma de Jesus Cristo ou no próprio Satanás.
Os ovóides representam um estado latente e que refletem a misericórdia de Deus ao permitir que, assumindo essa forma estranha, o indivíduo possa reduzir o impacto de seus próprios pensamentos negativos (opinião pessoal).
Não devemos esquecer que todos estamos amparados pela providência divina, inclusive os ovóides, coxos e espíritos de luz.

Abraço a todos!

 

 


Roberto

 

Olá André 02/24/2005 06:54
Isso que você descreve André é o que sempre estamos tentando salientar para os que não conhecem o Espiritismo, ou que não tenham a formação doutrinária necessária. O processo que ocorre dentro do movimento espírita é muito complexo, mas como classifica Kardec, os Espíritas exaltados são os que têm uma visão pueril das coisas do mundo espiritual, não questionam nada aceitam tudo como uma verdade, eles são mais nocivos que benéficos ao espiritismo. Ele ainda afirma que aceitam tudo sem nenhuma reflexão e nenhum controle, apenas aceitam como uma forma fanática. Veja Primeira parte, Capitulo III, item 27, subitem 4 e saberá o que estou dizendo.
No Livro dos Espíritos item 257, verá uma matéria rica em detalhes sobre as sensações dos Espíritos via perispírito, estude-as e terá as informações mais claras que não podem compreender nos livros de André Luis. Veja também a escala espírita, item 100 e seguintes do Livro dos Espíritos e veja o que precisa conhecer para saber se uma obra ou uma comunicação, para saber se deve confiar ou não. Se interpretar algum texto e não buscar a compreensão falhará com certeza. Faça uma pergunta a você mesmo e tente responder, se tem cadeira de rodas fluídicas no plano espiritual?

 

 

continua 02/24/2005 06:55
O que você ainda não compreendeu que a visão que André Luis passa do plano espiritual é a sensação dos Espíritos dentro da sua materialidade, o pensamento produz a imagem como você na A Gênese, cap XIV, itens 16 a 21, leia e terá a confirmação. Se tiver uma informação mais precisa do que a Codificação nos passa por favor, nos oriente pois estamos para aprender, mas de forma correta.
As opiniões precisam ser embasadas na codificação para esclarecimento dos demais.
Existe uma grande confusão dentro do movimento espírita, e pouco se compreende que Espiritismo é único, os Ensinos dos Espíritos Superiores, e não das obras paralelas, os romances, as visões pessoais dos Espíritos ou médiuns ou ainda de autores encarnados passando seu parecer.
Voltamos a repetir sempre o que os Espíritos Superiores disseram na codificação"Somente o Espiritismo bem entendido e bem compreendido, será a transformação da Humanidade". Veja que eles não falaram em interpretação eles falaram em compreensão e entendimento.
Muita paz

 

 

 


Fabricio

 

02/24/2005 07:15
Concordo Roberto e terei mais cuidado ao me expressar, as vezes esqueço que aqui qualquer pessoa pode ler nossas opiniões e interpretá-las da sua maneira, dando até "conteúdo" para os críticos do espiritismo atacar a doutrina.
Realmente as obras pós Kardec, ou seja, que não são as da codificação, devem ser lidas com cuidado, pois podem expressar apenas a opinião pessoal daquele espírito, o que não significa dizer que devem ser desprezadas. O próprio Kardec nos diz que o espiritismo (ainda) não é a verdade absoluta e que sofrerá acréscimos de acordo com a nossa evolução, porém a base sobre a qual se apóia a doutrina não pode ser mudada. Sendo assim temos que idéias ou opiniões que não vão de encontro com os ensinamentos da codificação podem ser verdadeiros e complementar aquilo que Kardec nos deixou cabe ao movimento espírita (incluindo nós próprios) filtrar esses novos "ensinamentos".

 

 


André

 

Cadeira de roda 02/24/2005 11:09
Eu não acho que elas existem do lado de lá. Eu tenho certeza. Já trabalhei com doutrinação de desencarnados e afirmo com toda a certeza do mundo que existem óculos, cadeiras de rodas, muletas, hospitais, macas, etc. Não estou falando de uma sessão ou duas. São vários anos de trabalho, e tenho relatos absolutamente maravilhosos de gente de todo tipo, inclusive em cadeiras de rodas.
Me parece que existe sim confusão entre o que não está na doutrina se torna errado ou falso. Não é nada disso. Pense bem você se a morte faz alguém melhor ou pior. E se alguém que está na cadeira de rodas por uma vida inteira vai sair saltitante depois do desencarne.

 

 


Roberto

 

Valeu Fabricio 02/25/2005 02:18
Valeu amigo, que bom que há entendimento. É sempre necessário estudar a Codificação para não interpretar e cometer sérios equívocos.
Exato Fabrício, a visão de um Espírito tem que ser sempre revisada e tirar o melhor do entendimento e não interpretação, para falar em espiritismo precisamos estar embasados na codificação, que é o Espiritismo.
Se insistirmos em fazer o Espiritismo cheio de opiniões pessoais, que são tenazes e refratárias, como diz Kardec no Projeto 1868, estaremos retardando a propagação da doutrina.
Muita paz

 

 


Roberto

 

Olá André 02/26/2005 03:16
Vamos refletir em cima das suas colocações e ver que real função tem um doutrinador.
Doutrinar quero dizer ensinar sob uma determinada doutrina. Perguntamos que doutrina segue? O Espiritismo?
Se positiva sua resposta precisa e tem como função fazer orientar o Espírito que está sofrendo pela sua materialidade, informando-o que não há mais cadeira de roda, ele pode por apenas sua livre vontade transitar e se locomover através do pensamento etc, etc.
Então a ação do médium e do doutrinador é esclarecer, um serve de instrumento de comunicação e outro de esclarecedor fazendo o Espírito demover-se da materialidade que conserva como ato de caridade.
Para que isso aconteça a doutrina é espírita e não pessoal nas coisas que acreditamos, até mesmo para a caridade precisamos nos preparar se colocar-se apenas na sua visão pessoal poderá incorrer em equívoco e ao invés de ajudar o Espírito o confundirá ainda mais, apertando aos laços da matéria.
Indicamos várias partes da Codificação para você consultar, agora vamos escrever para ficar ainda mais esclarecida a visão distorcida do materialismo do plano espiritual, que se tem devido a não compreensão do que André Luiz nos passa, e a falta de formação doutrinária.

 

 


Roberto

 

continua Olá André 02/26/2005 03:16
Capitulo XIV, item 14,15 do livro A Gênese.
"...Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não se manipulando como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para o Espírito o que a mão é para o homem....
... aglomeram-nos, combinam ou dispersam; formam conjuntos tendo uma aparência, uma forma, uma cor determinadas....Algumas vezes estas transformações são o resultado de uma intenção; frequentemente, elas são o produto de um pensamento inconsciente; basta o Espírito pensar em alguma coisa para que esta coisa se produza, como basta modular o ar para que este ar repercuta na atmosfera.
.....Apresenta-se com a roupa, os sinais exteriores,-- enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. – que tinha então; um decapitado se apresentará com a cabeça de menos. Não é para dizer que haja conservado essas aparências, não certamente porque o Espírito, ele não é nem coxo, nem maneta, nem vesgo, nem decapitado; mas o seu pensamento, reportando-se à época em que era assim, seu perispírito toma-lhe imediatamente as aparências, que deixa, do mesmo modo, instantaneamente, desde que o pensamento cessa de agir....
....Há mais: o pensamento criando imagens fluídicas, ele se reflete no envoltório perispiritual como num vidro; aí toma corpo e se fotografa de alguma sorte.....
...É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo."

 

 


Roberto

 

continua 02/26/2005 03:17
Mediante essa análise pode perceber que as visões e as sensações estão no âmbito da moralidade e da materialidade, o perispírito é o órgão de manifestação das sensações e dos sofrimentos do Espírito conforme já salientamos na questão 257 no Livro do Espíritos, circunscritos a sua forma de pensar e sentir.

Aí está a visão claríssima da doutrina espírita, nos direcionando através do conhecimento, ser os verdadeiros e eficazes trabalhadores da seara da caridade.
Se houvesse uma formação doutrinária maior dentro do movimento espírita certamente seríamos mais eficazes auxiliando a espiritualidade que espera que cumpramos a nossa parte.

Muita paz

 

 


André

 

Não é a mim que você tem de convencer 02/28/2005 03:04
que não há cadeiras de rodas. É ao amigo desencarnado. E pra ele se você perguntar se há cadeira de rodas é obvio que ela existe. Eu não entendo a sua insistência em dizer que eu estou fora da doutrina. Não vejo em nada que eu faça algo que vá contra o Espiritismo, muito pelo contrário.
E pra enfatizar, na introdução do livro dos espíritos Kardec faz uma comparação muito inteligente com um turista que visita um lugar novo. Se ele pede uma informação qualquer a um morador do lugar, por mais humilde que seja essa pessoa, ainda assim seu esclarecimento é melhor do que uma pessoa letrada de um outro lugar.

Traçando um paralelo, quem melhor que os espíritos pra nos falarem do mundo dos espíritos?

A passagem da Gênese só reforça o que eu digo. A cadeira de rodas está lá por força do pensamento. Daí a dizer que ela não existe? Então estamos discutindo o que é existir, certo? Então posso concluo que nada existe, uma vez que no plano espiritual tudo é obra do pensamento!

 

 


John

 

Roberto 02/28/2005 21:00
concordo com André, já estudei sobre esse assunto, a pessoa desencarnada, muita vezes ela fica presa ao materialismo da vida terrena e esquece que o seu corpo morreu, e por isso ela leva consigo mesma as doenças, elas não sabem volitar, ainda estãoprezas nas cadeiras de rodas, pois elas pensam que estão naquela situação, existe desencarnados que sofreram muito na terra, como usuário de drogas, entre outras precisam de hospitais espirituais, a mesma coisa acontece em cidades espirituais, já que estamos acostumado com a vida na cidade é preciso ter cidades espirituais espalhada pelo mundo.

espero não ter ofendido ninguem com esse texto
Muita paz e luz p/ todos

 

 

 

Olá André e John 03/01/2005 02:13
Se lerem o meu post vão encontrar o que a codificação diz, e não foge dessa afirmação que Vocês estão fazendo, falamos a mesma linguagem, o post e muito claro, só que a cadeira ou outro instrumento está na mente de quem assim sente, e não está no plano espiritual, pois é apenas matéria.
Ficou claro agora .
As visões que o perispírito espelha são imagens fluídicas e momentâneas e deixam de existir quando cessa o pensamento.
O equívoco é achar que existe a cadeira e outro objeto porque se pensa neles.
As obras paralelas fomentam isso, por isso ocorre a visão distorcida da realidade, a formação doutrinária dará a compreensão necessária.
Essas obras John vêm contradizer o Espiritismo, pois ele vem demover o materialismo, e elas por equivoco de quem observa afirma haver materialidade no plano espiritual.
John, você disse a realidade que ficamos apegados a matéria, por isso vivemos dessa forma no plano espiritual. É como o céu e o inferno na visão de quem acredita, irá para o plano espiritual fazendo o seu inferno ou céu interior, apenas interior.
É isso que os Espíritos estão vendo, e são também mal interpretados, é a visão de cada qual que precisa ser desfeita e não mantida.
Faltou apenas John você compreender o que está sendo dito e associar com o estudo da codificação .

continua 03/01/2005 02:13
Outra coisa que não se reflete são essas afirmações que o Espírito não sabe ou esqueceu-se de volitar.Isso é inconcebível , pois mover-se através do pensamento é inerente ao Espírito, não existe condução , é o mesmo problema, está na mente de quem é materialista e não por isso existe no plano espiritual.
John veja o item Mundo Transitórios, no livro dos Espíritos, e terá a noção real do plano espiritual. O Espiritismo veio para tirá-lo do materialismo e apego, ao ler essas obras que o levam a pensar em colônias, hospitais, não o permitem pensar porque hospitais se o Espírito não adoece,Crendo nisso não estará utilizando o que Espiritismo pede, utilizar a razão para compreender.
A codificação está recheada de informações, veja capitulo Passagem do Céu e Inferno e verá se há lugares circunscritos a não ser o da mente.
Muita paz amigos.

 

 

 


Lucas

 

hum... 03/01/2005 20:19
mas nesse caso nao existem tambem doenças mentais... os hospitais nao poderiam servir para superar traumas e prestar auxilio? e o perispirito... ele naum pode se achar em condiçoes debilitadas ou enfrauecidas, como por exemplo em uma morte violenta? por favor me esclereçam

 

 


John

 

Roberto 03/01/2005 21:08
Roberto, concordo com vc, sobre a cadeira de rodas, é lógico que essa cadeira não vai existir no plano espiritual, mas ele vai pensar que está com a cadeira, ele vai precisar pelo menos até ele perceber que não precisa mais da cadeira de roda, na verdade ele não precisa, se ele acreditar ele pode sair da cadeira ou nem precisa da cadeira de rodas, se ele estuda sobre o assunto, é a mesma coisa se aplica em uma pessoa que não tem uma perna ou braço (etc), ao desencarnar corpo que ela tá no momento do desencarne, pode até aparecer com todos os membros,mas ela vai plasmar que tá sem um braço pq ela acredita que não tem aquele braço, é a mesma coisa com doenças, Cancer, Aids, os desencarnados pensam que ainda estão com a doença, mas não estão, pois o espirito não tem doença, não tem como pegar doença, o espirito não tem braço, cabeça é tudo plasmado.

n~]ao sei se falei besteira, se falei pesso desculpa, mas Roberto entendo o que v cquer dizer
Muita paz e luz p/ TODOS, e fiquem com Deus

 

 


Roberto

 

Olá John 03/02/2005 02:34
Perfeito amigo, esse é o trabalho que a codificação vem nos trazer e esclarecer que devemos ter uma visão das provas, das dificuldades, sermos conscientes de nós e das nossas imperfeições com o objetivo de chegar no plano espiritual em condições mais favoráveis.
Continue no firme propósito de conhecer cada vez mais a Codficação, pois esse conhecimento já facilitará as coisas na chegada no plano espiritual, lembrando que todos precisamos fazer a nossa parte.
Muita paz

 

 


Roberto

 

Olá Lucas 03/02/2005 02:35
No Universo existem apenas dois elementos, um espiritual e outro material.
O perispírito é uma matéria, mesma constituição do nosso corpo físico, mais sutil, mantendo-se imponderável devido a agregação molecular.
O perispírito é o envoltório do Espírito, e serve de elo de ligação ao corpo físico. Quando existe a fecundação do óvulo, o momento de ligação do Espírito com a matéria, ele perispírito serve de ligação do Espírito ao corpo físico. Ele é o agente que irá transmitir as sensações do Espírito para a matéria e vice – versa. Sendo este elemento semi-material devido à sutileza desta matéria, não possui órgãos como o corpo físico, ele não enfraquece, não adoece, apenas é o elemento que está sempre mostrando o que o Espírito está pensando, sentindo, mostrando as qualidades boas ou más do pensamento.
O outro Espírito pode ler como num livro o que vai nos movimentos mais secretos da alma de outro Espírito, pois esse pensamento sustentado pelo Espírito se reflete como num vidro e se fotografa de alguma sorte, quer dizer mantendo a imagem refletida no perispírito até que cesse o pensamento.
O Espírito é o ser pensante, é o Princípio inteligente do Universo, e a matéria é apenas o órgão de manifestação do Espírito. Quem adoece é a matéria, as doenças mentais são as dificuldades colocadas ou desenvolvidas pelas imperfeições da matéria ou ainda uma expiação para o Espírito.

 

 


Roberto

 

continua 03/02/2005 02:37
O Espírito não adoece e não morre por isso a visão que se fala das obras paralelas precisa ser compreendida como uma demonstração da materialdiade que o Espírito conserva no plano físico, sempre ligado a matéria, mantendo os líames que tem dificuldades em se desvencilhar logo após o seu desencarne que poderá durar, horas, dias meses e até mesmo anos.
É necessário estudar a codificação, ela veio com o objetivo de descerrar o véu da ignorância do plano espiritual, mostrando o que passaremos se não nos desvencilharmos do apego, do sensualismo, do materialismo. Insistir em ficar apenas com o conhecimento das obras paralelas, onde não há muitas das vezes a explicação necessária, podendo ficar com a impressão que será o lugar que iremos habitar no retorno do plano espiritual, facultará ficarmos por longo tempo nele até que tenhamos a real consciência que o caminho a seguir é outro.
Muita paz

 

 


André

 

Caro Roberto 03/02/2005 03:35
Acho que finalmente compreendi o que vc quer dizer. E está corretíssimo. Só não concordo com o semi-material. Matéria mais sutil não é menos matéria, afinal só existe matéria e espírito, e não semi-matéria.
Agora o fato de um espírito, através de projeções mentais, criar o quer que seja, não torna essa criação menos material, certo? Claro que um espírito evoluído vai criar formas belas, porém um que esteja apegado à matéria vai precisar e se manifestar com toda a sua materialidade.
Num desprendimento lúcido que tive, amparado por minha avó já falecida durante uma sessão de trabalho espírita, fui levado a uma colônia espiritual maravilhosa. Não tenho palavras pra descrever a beleza do lugar, mas lembro das construções, jardins e florestas. Muito mais lindo do que qualquer lugar que eu já tenha visto (e modéstia a parte já visitei muito s lugares do mundo).
Nós compreendemos bem o que seja o mundo dos espíritos com a graça da codificação que Kardec nos deixou, mas naturalmente quem nunca teve o menor preocupação com o mundo de lá vai sofrer com a estrutura grosseira do seu corpo espiritual. Sendo assim, ele nem poderá passar por uma parede, o que dirá se movimentar através do pensamento.

 

 


Roberto

 

Olá Rafael 03/03/2005 01:53
O termo semi-material não quer dizer menos matéria, precisamos deixar do cientificismo dentro da doutrina, o termo é utilizado dentro da Codificação, é por Kardec e pelos Espíritos Superiores também. O termo é utilizado para dizer de um corpo , como o perispírito, devido sua imponderabilidade, quer dizer pela sua invisibilidade e matéria mais sutil.
Fazendo um adendo em sua emancipação da alma onde encontrou sua avó. As florestas e jardins lá estavam porque crê nelas no plano espiritual, é o mesmo fato da necessidade dos objetos pessoais. Capítulo XIV, da A Gênese fala da visão dos encarnados do plano espiritual é bastante equivocada devido as crenças.
Valeu Rafael chegamos a uma conclusão e isso é importante para aqueles que vêm bsucar algum conhecimento.
Muita paz.

 

 


Flávio

 

Um ponto que gostaria de levantar 03/10/2005 19:05
Muito bem: o espírito, em si, não tem forma, expressão que é, de Deus. De acordo com o ambiente em que habita,incorpora elementos e se adapta. Daí termos a forma humana que é traduzida também no mundo espiritual.

Mas iso não que dizer que o ser (encarnado ou desencarnado) possa livremente manipular a sua forma. A um, porque deverá ou estar tremendamente evoluído ou ser dotado de tal força de vontade que possa influir no formato que aquele ambiente lhe impigiu.
A dois, há regras maiores (a maior parte desconhecidas por nós) que conduzem o destino do ambiente (no nosso caso, o planeta Terra).

Respeitando o afeto do Roberto pelo Codex, discordo que a última palavra sobre o assunto tenha sido aquela codificada pelo Kardec.

Novas obras, novas revelações surgem, pipocam a todo o tempo e merecem, no mínimo serem examinadas.

Ovóides já foi bem definido em post anteriores, mas o fato de não serem mencionados no pentateuco não implica em não-existencia e sim, em não transmissão da informação há 2 seculos atrás.

As informações de Kardec são importantíssimas, base que são do nosso conhecimento do espiritismo hoje. Mas não são as últimas: prova disso, é a obra do Chico, com destaque para André Luis e similares.

 

 


Flávio

 

(cadê o "Edit"?) 03/10/2005 19:15
Aliás, da mesma forma que Kardec compilou informações transmitidas por "n" espíritos, afirma-se com razoável frequencia, que a série "André Luis" também o é. Ou seja, sob esse codinome diversos espíritos trouxeram novas informações, detalhando aquelas transmitidas no seculo anterior (XIX).

Dado que o pensamento interfere na matéria, principalmente naquela dita sutil, é perfeitamente viável que haja cadeira de rodas no mundo espiritual, assim como prédios, alimentação, etc., como projeções mentais (também mencionadas no Codex).

Por outro lado, vemos também que o mundo real é o espiritual e não esse em que vivemos hoje, copia grosseira do outro. Afirmar-se existirem apenas 2 mundos (material e espiritual) eu digo que é no mínimo, temerário: taí a ciência quântica que não me deixa mentir. Há outros estados de matéria que já se percebe existir (cálculos) mas que (sec. XXI) ainda não estão definidos.

Eu estou com o Einstein, neste particular: tudo que sei é que nada sei. Ainda.

 

 

 

Olá pessoal 03/11/2005 01:32
É difícil entender que os post anteriores definiram o que seja verdade e Kardec fica aquém dos post. É dificil, que obras de André Luiz que muitos ainda não entenderam o recado e apenas ficam ao que está ao pé da letra. É dificl.Como foi colocado aqui a doutrina é a ilustre desconhecida do movimento espírita. É dificil mesmo.

 

 


André

 

Oi Flávio! 03/11/2005 03:00
Roubaram o edit dos tópicos. O pessoal tirou pra tentar deixar o Orkut mais rápido.
Voltando à doutrina, a teoria de que há apenas dois mundos não me parece temerária. Muito pelo contrário, é até simples. O importante é entender que não entendemos nada a respeito de "matéria". O termo quintessência aparece várias vezes na literatura espírita, como algo sutil sem ser menos material. Inclusive esse conceito de apenes matéria/espírito está na codificação.
Com relação à ultima palavra da doutrina, não posso acreditar que já tenha sido dada, ainda mais considerando que o espiritismo abrange filosofia e, principalmente, ciência.
Abraço e bom fim de semana a todos.

 

 


André

 

Olá Flávio II 03/11/2005 03:09
Nesse tópico há algumas posições sobre Chico e Kardec. Peço que dê o seu comentário.

Abraço!

 

 


Emerson

 

Caros amigos! 03/11/2005 13:18
Olá amigos! Muito boa essa discussão sobre os ovóides, saibam que estou apreendendo muito confrontando e trocando essas idéias. Pois bem, mencionei a pergunta ovóides, para colher informações pois, trabalho c/ teatro e escrevi um texto que menciona a ação dos obcessores, ovóides, etc. O texto tb fala de energia, fluido, magnetismo, alquimia, etc. O texto não é espirita, mais tem uma conotação espiritual inegável, É um texto que tenta afunilar o conhecimento interior. Bem é isso. obrigado Roberto, Flavio e demais amigos...

 

 


Tommy

 

03/19/2005 23:21
Olá, amigos

À esteira de Flávio, retomo o assunto com grande interesse, haja vista da complexidade dos confrontamentos ora empunhados.
De ver-se que à primeira vista há positivamente falar-se em gradações da matéria, impossibilitando pautar-nos apenas em dois níveis. Mas antes de adentrarmos o assunto, eu dirijo uma questão ao irmão Roberto: Como concebe as informações dos 4 evangelhos de Roustaing? Estariam fora dos parâmetros da complementação de Kardec? Água divisora essa da FEB que em mui má hora chegou para confundir os adestramentos puros Kardecistas? Gostaria de saber como pensas, haja vista este ponto ser determinante na compreensão de toda a vossa sustentação composta alhures.

Isto posto, as gradações da matéria podem ser interpretadas de ângulos diferentes. Para os que crêem na matéria e antimateria, o mais acertado seria dizer que sim, há apenas dois níveis de universos (e não mundos, vez que "mundo" ostenta conotação de planeta), o material e o espiritual. Todavia, cumpre observar que dentro do universo material compreendem-se diversas gradações de mundos com suas respectivas densidades materiais. Concluo por haver alguma confusão neste entendimento sob os postings comandados até o momento.

Tomemos como exemplo a nossa própria orbe planetária. Só nesse pequeno planeta, comportar-se-iam diversas gradações de densidade. A de que fazemos parte, enquanto presos ao invólucro, é apenas uma delas. Para os desencarnados, há falar-se em matéria menos densa, mas não em universo antimatéria. A confusão dá se exatamente nesse ponto. Necessitamos definir bem o que vem a ser "mundo espiritual". Há cidades baixas espirituais com densidades diferentes de cidades situadas acima da crosta, e por aí vai. E aqui entra a questão das Leis Maiores com alusão ao crédito moral do espírito.

 

 


Tommy

 

03/19/2005 23:24
Poderíamos dizer que quando desencarnamos apenas trocamos de dimensão, ocasionando assim um intercambio dentro de um universo material. A densidade da matéria muda. Flavio descreveu bem a idéia. As cidades existem sim, as florestas, as frutas, as cadeiras de roda.. Lembremos, como foi colocado com muito acerto, que isso aqui é uma copia muito mal feita do plano verdadeiro. O plano dito verdadeiro, seria o mais verdadeiro a aproximar-se dentro de nossos parcos créditos morais e intelectuais. Logo, quando desencarnamos, somos de imediato remetidos ao meio que mais condiz com nossos créditos morais.

Para partirmos do pressuposto de que matéria alguma existe no plano dito menos denso, ainda que seja essa de mera fabricação plasmática dos mentores que administram a Providencia, é dizer que matéria alguma existe em nenhum lugar. Não prospera tal argumentação. De outra banda, não quer dizer que o desencarnado que viva plasmando seus pensamentos à revelia da Providencia (ex: cadeira de rodas) tenha procedência de apresentação material quando na Providencia for acolhido. Ele pode se apresentar daquela forma ainda aqui na crosta, mas concedido o auxilio, a consciência é fornecida justamente para que aquele irmão cesse o pensamento viciado e inicie outros que estejam ajustados de acordo com a faixa vibratória desta ou daquela cidade espiritual.

 

 


Tommy

 

03/19/2005 23:24
Depreendo que a forma de construção da matéria é diferençada com a da crosta. Deveras, é elaborada pelas mentes dos mais instruídos e imbuídos de notório caráter moral, não fosse assim não seria possível a criação das cidades espirituais.

Quanto mais o espírito evolui, menos densidade material é necessária para o seu aprendizado. Daí toda a questão do invólucro do espírito ser ainda necessário nos diversos planos espitiruais "materiais". A necessidade do perispirito é justamente essa. Não há perispírito no plano original de criação. O que não é ainda precisado pela doutrina seria o ponto de trespasse do universo material para o formal espiritual (antimateria). Esse seria o ponto original do Criador. Desejar entender esse assunto nesse ponto da evolução humana, não tem utilidade, vez que não nos é ainda facultado saber.

Que pensam?

 

 


Roberto

 

Caro amigo Tommy 03/20/2005 01:46
Primeiramente a questão em relação aos Evangelhos de Roustaing, nada me prende a eles, mesmo porque não os conheço.
Ainda percebendo que sobre o Espiritismo nenhuma federação ou qualquer entidade tenha supremacia sobre o Espiritismo, não teria o porquê entender que Roustaing ainda, teria qualquer supremacia sobre a doutrina.
Por ser um pensamento de um encarnado me coloco a estudar mais a codificação, aprender a raciocinar sobre ela.
Outro grande problema que se encontra no espiritismo de hoje em dia, são os "cientificistas" e as obras paralelas. Os primeiros querem por todo custo ter uma visão material do plano espiritual, não se concebe desta forma, temos passagens dentro da Codificação de Espíritos que ao desencarnar dizem não poder explicar, pois não existem palavras que possa exprimir o que seja o plano espiritual, confirmando os equívocos do entendimento dos "cientificistas", ou da interpretação e não compreensão das obras paralelas querem levar tudo ao pé da letra e acabam por somar muitos equívocos.
Todos afirmam existir cidades, e estruturas no plano espiritual, mas nada comprovam a não ser uma visão de um único espírito ainda materializado. Se entendermos que sua visão ou afirmação esteja correta o que fazemos com a Codificação? Chegaremos a conclusão que ela está equivocada, que Jesus se equivocou ao anunciar a Boa Nova, o Consolador prometido? Estaria equivocada a escolha de Kardec, e mais, deveríamos entender que o Espírito de Verdade não tem essa superioridade toda. Parece-me lógico crer no Espiritismo, pois ao pedir uma fé raciocinada coloca-se a prova da razão.

 

 


Roberto

 

continua 03/20/2005 01:47
Há um equivoco no seu entendimento, ao afirmar que aqui é uma cópia obscura do plano espiritual no sentido que afirma, cidades, estrutura etc, volte a questão do livro dos Espíritos e poderá perceber o seu engano., pois a conotação é bem outra, não pegue a questão isoladamente e sim veja em que contexto ela está inserida.
Somamos ainda a isso, o sentido que queremos dar a uma questão e procuramos uma resposta que se encaixe no que cremos, perdendo a oportunidade do maior aprendizado.
Outra afirmação equivocada está em relação ao perispírito, dizendo que não há a presença dele no plano da criação. O que devemos fazer com a informação que o perispírito é primeiramente o envoltório do Espírito, seguindo a lógica se o Espírito foi Criado por Deus, deve Deus em sua Infinita Sabedoria ter criado o perispírito para envolvê-lo, sabendo que o Espírito iria encarnar e seria ele o laço com a matéria, ou não? Ou devemos entender que Deus também se equivocou e não é tão sábio assim?
Além da necessidade do estudo mais aprofundado, precisamos ver o que está nas entre linhas. Tudo que fizermos ao falar do Espiritismo de forma sem embasamento necessário poderá criar conflitos para os que estão iniciando.
A doutrina como dizem os Espíritos Superiores, precisa ser bem entendida e bem compreendida, só assim será a alavanca da transformação da humanidade.
As vezes envolvidos pelo materialismo queremos imputar ao plano espiritual, nós seres que temos uma pequena inteligência para compreender o que nos foi trazido até agora pela espiritualidade, uma visão orgulhosa e presunçosa de que somos superiores aos que nos trouxeram a Codificação.
Espíritas Amai-os e Instruí-vos é o pedido do Espírito da Verdade.
Muita paz

 


Fonte: Comunidade Estudo Espírita - www.orkut.com

 



 

 

 

 

PESADOS COFRES.

 

A distância do céu à Terra, quando se fala em amor ao semelhante, não pode ser medida em anos-luz. Mas, é a própria distância que alguém coloca em relação ao seu próximo. O conceito de "próximo" é o mesmo de ser humano, aquele que habita as bordas planetárias ou o centro da nossa casa. A distância do homem ao seu cofre tem sido muito menor que o espaço que o separa de seus irmãos, obrigando-o a ser sentinela dos seus bens e descuidado para com as suas amizades e virtudes.

 

Que  o diga sua majestade, Hajji Hassanal Bolkiah Muhizzaddin Waddaulah, sultão de um pequenino país chamado Brunei. Considerado o homem mais rico do planeta, possui um patrimônio de 40 milhes de dólares, 165 Rolls-Royces, 650 cavalos puros-sangues, 23 palácios, 1,4 bilhão em obras de arte e às vezes dá gorjetas de 170 mil dólares. Para ninar um seu sobrinho, mandou fazer uma réplica do quartel das tartarugas ninjas, lançando pelos ares a bagatela de 975 mil dólares. Ao comprar mísseis Exocet, quis disparar um deles somente para observar a fornalha que ele produzia, e o fez, queimando com isso 200 mil dólares. Seu carro predileto dentre as centenas que coleciona, leva uma placa de ouro no capô, citando que a construção do mesmo foi especial para sua majestade. Para homenagear a memória do seu pai, mandou construir uma mesquita e a decorou com azulejos venezianos, e por fora, com placas de ouro com 22 quilates. Mansões na Inglaterra, em Paris, aviões, iates, ouro, muito ouro...

 

Por que um único homem possui tanto e tantos nada possuem? E mais. Por que um homem é capaz de gastar milhões de dólares em atos improdutivos e deixa morrer a míngua irmãos seus que moram alhures? Se um gole de água mata a sede, por que o homem quer o rio somente para si? Sua majestade só consegue montar um cavalo de cada vez. Habitar um único quarto por dia. Dirigir um único carro... Então, porque 650 cavalos, 1788 cômodos no palácio real, dezenas de Rolls Royces, Mercedes Ferraris...?

 

Na verdade sua majestade é um homem comum, que só possui de seu aquilo que pode levar deste mundo. E o que é então que ele possui, pergunta Pascal em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais.

 

Seria legítima a fortuna de sua majestade? "Uma propriedade só legitimamente adquirida quando para conquistá-la não se prejudicou a ninguém".

 

O sultão, governando como dono e senhor, país tão pequeno, apropriando-se de toda renda de seu petróleo, estará promovendo o bem-estar físico, social e mental de seus súditos?

 

Qual seria então o melhor emprego de sua fortuna? Amai-vos uns aos outros, esse é o melhor roteiro para filmes assim. Aquele que ama Deus recebe Dele as diretrizes para empregar com sabedoria   a sua fortuna, fazendo frutificar cada centavo que aplica, pois o faz a beneficio do progresso geral. Aplicações exageradas em si próprio costumam produzir pesados débitos no banco da vida. A fortuna deve correr como a água que a tudo irriga em sua passagem. Ao mesmo tempo, deve ser empregada com lucidez e previdência, pois Deus não ordena atirar fora o que se possui, tornando-se em seguida um peso para a sociedade.

 

Mas, saiamos um pouco da luz evangélica e adentremos a sabedoria de "O Livro dos Espíritos", em suas perguntas 814 e 815.

 

- Por que Deus deu a uns a riqueza e o poder, e a outros a miséria?

 

- Para provar, cada um, de maneira diferente. Aliás, sabeis que os próprios Espíritos escolhem essa prova e, freqüentemente, nela sucumbem.

 

- Qual das duas provas é a mais terrível para o homem, a da infelicidade ou a da fortuna?

 

- Tanto uma como a outra o são. A miséria provoca o murmúrio contra a Providência e a riqueza leva a todos os excessos.

 

Como se vê, sua majestade traz sobre os ombros uma imensa responsabilidade frente a fortuna que detém. Olhos acostumados ao brilho, parece nunca ter visto a fome na África, a miséria no Brasil, a tragédia do mundo. Trinta milhões de dólares gastos nababescamente em uma única festa, quantas escolas ou hospitais construiriam? Quanto alimento cobriria a mesa vazia ou quantas famílias abrigaria, um tiro no nada que queimou duzentos mil dólares?

 

O câncer, a hanseníase, a paralisia, esperam por mãos de amparo que parecem nunca chegar. A mensagem de Jesus segundo "não se pode servir a Deus e a mamon" nunca foi tão especial. O exemplo de Francisco de Assis diante de tanta tragédia bordada a ouro, brilha mais que o próprio ouro. O Espiritismo, com seu lema "Fora da caridade não há salvação" é o luminoso farol nessa selva de brilhantes.

 

O homem vale pelo que traz no seu coração. A cobiça o torna surdo e cego e a bondade o liberta da aflição. O Evangelho de Jesus é um código para livrar o Espírito da dor e fazê-lo chegar mais depressa ao seu destino. Mas o homem, insensato que é, escolhe na maioria das vezes o terreno mais áspero, o roteiro mais difícil, o tempo mais longo. Em seus desejos egoístas, recusa o ouro do sol, a luz das estrelas, a liberdade do pós-morte, preferindo pedaços de metal e pedrarias, que sequer pode alimentá-lo.

 

Quando sua majestade desencarnar, irá em um único caixão. Será levado por um único carro para uma única cova. Aos milhões serão apenas as bactérias que se alegrarão com seus depojos.

 

E o que acontecerá depois? Bem, para sabermos, voltemos ao Evangelho: "Ao viajante que chega a uma estalagem, se ele pode pagar é dado um bom alojamento; ao que pode menos, é dado um pior; e ao que nada tem, é deixado ao relento. Assim acontece com o homem, quando chega ao mundo dos Espíritos: sua posição depende de suas posses, com a diferença de que não pode pagar em ouro".

 

Esse penoso instante o faz lamentar ter tido tanto, quando rico, e não ter sabido converter suas moedas ao câmbio divino. Esse momento amargo, essa inversão brusca de bilionário para mendigo, tira-lhe o chão dos pés e nada mais resta fazer senão adaptar-se às condições miseráveis as quais se condenou. Se na Terra o ouro fascina, no céu ele faz cina, a depender de como é usado.

 

A única passagem evangélica em que Jesus foi visto com uma moeda na mão, refere-se a ocasião em que Ele indagava à multidão de quem era a efígie nela esculpida. Lembrando o desapego dos bens terrenos que caracterizou Jesus, não estou endossando a pobreza, a miséria nem a mendicância. Mas, apelando ao bom-senso para que cada um viva com o necessário evitando que o seu supérfluo fomente a miséria de outros.

 

Vivamos modestamente para morrermos honradamente. O ouro para reluzir precisa da luz que o toque. Busquemos antes a luz, pois sem ela nenhum brilho iluminará nossas vidas, nem antes nem depois da morte.

 

(Do Livro "Espiritismo e Justiça Social" - Luiz Gonzaga Pinheiro).

 

 

SAUDADE
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|         Por  tanto  tempo  sofremos a ação de um passado transformado em
ilusão... Utopias tecidas a    |

|         atrasar   um  caminhar  de  trabalhos,  de  realizações,  de
estudos,  trocas,  reformas  e    |
|         reencontros.
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|         Quantos de nós não passa todo o seu dia sentindo uma saudade do
dia de "ontem"?                 |
|         É  comum  ouvirmos: "ah! se eu pudesse retornar aos meus 20 anos
agora, com certeza eu seria    |
|         mais  feliz".  Mas  quando  tínhamos 20, sentíamos saudades de
quando crianças, sem precisar    |
|         levantar  cedo  para  trabalhar.  Ou  mais  ainda de lá trás,
quando não precisávamos sequer    |
|         pensar, ou melhor, nem "esquentar" a cabeça.
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|         Quanta  vida  jogada  fora!  Quanta  energia  mal  canalizada,
quanto  sorriso apagado pela    |
|         tristeza, quantos desencontros efetuados por uma única emoção, a
saudade... Sofremos até por    |
|         uma saudade que não sabemos do quê.
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|         Não  seria  mais  prudente,  mais  criativo,  mais benéfico, mais
simples, mais inteligente,    |
|         trabalhar  esta  saudade?  Observar  que  depois de tudo vivido,
passado, "sofrido", estamos    |
|         inteiros, mais fortes, mais capacitados?
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|         Se  lá  trás alguém nos dissesse tudo o que passaríamos até este
momento, acharíamos que não    |
|         seríamos  capazes de sobreviver. Mas, para nossa surpresa, estamos
agora mais "vivos" do que    |
|         antes!
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|         O nosso sorriso é hoje mais belo, só precisamos acreditar nisto...
Tanta coisa passou, tanta    |
|         coisa  aconteceu  e está acontecendo e irá acontecer... E nós
estamos participando, atuando,    |
|         neste palco da vida.
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|         A  saudade  é  para  ser  usada  como um ponto de referência para
reconhecermos que o melhor    |
|         momento  de  nossas  vidas  é  o  atual. Olhemos por um instante e
rodemos a tela das nossas    |
|         vidas:  quantas  coisas  boas  e  ruins,  compreendidas  e  não
compreendidas, esquecidas e    |
|         lembradas... Assim deve ser a saudade, um breve instante. Pois
breves são os nossos momentos    |
|         aqui... Não os desperdicemos.
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|         (Um irmão de luz)
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|                                          Beijos da amiga Verena^Å^

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