quarta-feira, 27 de julho de 2011

PORQUE NÃO SOMOS SOMENTES ESPÍRITAS?





Fonte:analisesespiritas.blogspot
18 de janeiro de 2009

Por Anderson Carlos(Recife-PE)
Porque não somos somente ESPÍRITAS?

Com esta profusão de manifestos, de questionamentos do porque não se vêem espíritas 'ortodoxos' nos centros, com as famigeradas brigas entre os 'cientificistas' e os 'místicos'(que já vem desde o tempo de Bezerra de Menezes), fico a me perguntar: Porque ninguém se satisfaz somente em ser Espírita?

Kardec deixou claro que se reconhece um espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações, além de que o Espiritismo é uma questão de convicção íntima e não imposição, portanto, a partir do momento em que decido estudar e conformar minha conduta com os preceitos da Doutrina Espírita eu sou espírita.

A razão é a pedra fundamental para o entendimento da vida e da Doutrina Espírita, mas sem o coração disciplinado, acabamos fascinados por qualquer um que fale de amor e caridade, pois sem a disci plina não exercitamos nossa capacidade de analisar, de avaliar, de criticar.

Entretanto, se o coração precisa ser disciplinado, por que não disciplinamos também a razão? Ela não tem supremacia total, embora a sua importância.

E diante disto, fico a pensar: realmente entendemos a proposta espírita?

Não, não acusem os outros. Não apontem os dedos, a não ser para si mesmos.

Autoconhecimento é a capacidade de se analisar e se compreender.

Então, é uma boa dica para compreendermos o porque destas atitudes que de espíritas não tem nada!

O Evangelho segundo o Espiritismo não faz parte da codificação? Porque? Porque em vez de consequências morais, Kardec mencionou religiosas? No fundo, no fundo, não há distinção entre estas duas palavras. A diferença maior são as atitudes que tomamos pela compreensão ou imcompreensão delas.

Por isto, não devemos procurar míst icos ou cientificistas num centro, mas ESPÍRITAS somente! Espíritas que vivam e conheçam verdadeiramente, como ansiava Herculano Pires, o Espiritismo.

Ainda questionam a autoridade que teria Kardec ao emitir uma opinião... Meu Deus, não vamos santificá-lo, não é isso que ele queria.

Ele não é nem desejava ser o máximo pontífice do Espiritismo, mas, convenhamos, sua opinião não pode - nem deve - ser descartada levianamente só porque não gostamos de uma ou duas palavras...

Isto é divisionismo, falta de análise, de reflexão.

E isto é o engraçado. Todo mundo, para demonstrar opinião, muitas vezes lança-se a críticas sobre o que, em geral, conhece pouco. E não me eximo este erro.

Uns vivem a criticar o Ramatís, sem ter lido uma página sequer de sua obra. Outros criticam quem o analisa, mesmo tendo lido toda a sua obra.

Alguns aceitam cegamente as obras de Ermance Dufaux, chegando a discutir seus pontos sem analisa-los. Outros aceitam suas obras com ressalvas. Outros, enfim, não as aceitam, por terem analisado seus textos e notado erros graves, uso indevido de nomes de indivíduos espíritas que não ditariam tais textos - como Humberto de Campos -, e nem por isso saem a criar ortodoxismos da vida. Mesmo sendo alvo de críticas pelos primeiros.

Uns pregam a necessidade de críticas, de avaliações, de pesquisas para poder aceitar-se qualquer coisa que venha dos Espíritos. Outros abominam estas atitudes porque não veem motivos para duvidar de nenhum espírito, principalmente se vem através de homens 'santos' como Chico Xavier, pecando por uma idolatria que em Espiritismo não deveria prevalecer.

O respeito pelos indivíduos de conduta reta, digna deve ser mantido. E mantenho o meu pela pessoa de Chico Xavier. Médium de faculdades amplas, de postura digna. Entretanto, mesmo ele sendo uma pessoa de caráter idoneo, is to, em nada, impede que através de sua mediunidade fluam mensagens apócrifas tendo por finalidade estimular nos indivíduos à sua volta e nele mesmo a finalidade de chamar-lhes a atençao para a devida análise criteriosa das mesmas, com todo o rigor possível.

E aí me pergunto novamente: não encontramos estes apontamentos, estas explicações na Codificação?

E porque não as praticamos?

E, após tudo isto, fico a me perguntar, como no início do texto: Porque ninguém se satisfaz somente em ser Espírita?

Nem místico, nem ortodoxo, nem de direita nem de esquerda. Nem Kardecista, nem Divaldista.

Somente ESPÍRITA.

Ou, no mínimo, algo parecido com o Homem de Bem que encontramos descrito tanto no ESE quanto no LE.

Deixemos de ilusões de divisionismos, com estes movimentos que ambicionam reconstruir o Espiritismo no Brasil, sem as gangas que são os nossos de feitos.

Pois foi Kardec que afirmou que:

"Não confiando a um único espírito o encargo de promulgar a Doutrina, o mais pequenino, como o maior, tanto entre os Espíritos, quanto entre os homens, traz a sua pedra para o edifício, a fim de estabelecer entre eles um laço de solidariedade cooperativa, que faltou a todas as doutrinas decorrentes de um tronco único". [A Gênese]

Será que há uma busca por esta solidariedade ao se tentar colocar mais uma pedra neste grandioso edifício?

Será que se busca, ao se divulgar uma idéia, inteira concordância com os princípios gerais, com as leis elementares da Doutrina Espírita, seja ela de origem de um espírito encarnado, seja de um desencarnado? E quando vem deste último, tomam-se todas as precauções para evitar uma mistificação, ou para atestar sua verdade?

Estamos exercitando, de verdade, aquilo que os Espíritos definiram como o verdadeiro espírita?

E afinal, não basta ser somente espírita?





Obs: texto escrito tendo por base discussões na comunidade orkuteana Espiritismo sobre manifestos ortodoxos, ausência de ortodoxos nos centros espíritas, prevalência de princípios entranhos ao Espiritismo quando estes é que deveriam prevalecer numa comunidade espírita.
Postado por Anderson às 10:16 6 comentários < /a>



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