sábado, 20 de agosto de 2011

O ESPIRITISMO PERGUNTA




O Espiritismo pergunta

Cap. I – Item 9

Meu irmão, não te permitas impressionar apenas com as alterações

que convulsionam hoje todas as frentes de trabalho e descobrimentos

na Terra.

Olha para dentro de ti mesmo e mentaliza o futuro.

O teu corpo físico define a atualidade do teu corpo espiritual.

Já viveste, quanto nós mesmos, vidas incontáveis e trazes, no

bojo do espírito, as conquistas alcançadas em longo percurso de

experiências na ronda de milênios.

Tua mente já possui, nas criptas da memória, recursos enciclopédicos

da cultura de todos os grandes centros do Planeta.

Teu perispírito já se revestiu com porções da matéria de todos

os continentes.

Tuas irradiações, através das roupas que te serviram, já marcaram

todos os salões da aristocracia e todos os círculos de penúria

do plano terrestre.

Tua figura já integrou os quadros do poder e da subalternidade

em todas as nações.

Tuas energias genésicas e afetivas já plasmaram corpos na

configuração morfológica de todas as raças.

Teus sentidos já foram arrebatados ao torvelinho de todas as

diversões.

Tua voz já expressou o bem e o mal em todos os idiomas.

Teu coração já pulsou ao ritmo de todas as paixões.

Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira

 

 

 

Teus olhos já se deslumbraram diante de todos os espetáculos

conhecidos, das trevas do horrível às magnificências do belo.

Teus ouvidos já registraram todos os tipos de sons e linguagens

existentes no mundo.

Teus pulmões já respiraram o ar de todos os climas.

Teu paladar já se banqueteou abusivamente nos acepipes de

todos os povos.

Tuas mãos já retiveram e dissiparam fortunas, constituídas por

todos os padrões da moeda humana.

Tua pele, em cores diversas, já foi beijada pelo Sol de todas as

latitudes.

Tua emoção já passou por todos os transes possíveis de renascimentos

e mortes.

Eis por que o Espiritismo te pergunta:

– Não julgas que já é tempo de renovar?

Sem renovação, que vale a vida humana?

Se fosse para continuares repetindo aquilo que já foste e o que

fizeste, não terias necessidade de novo corpo e de nova existência –

prosseguirias de alma jungida à matéria gasta da encarnação precedente,

enfeitando um jardim de cadáveres.

Vives novamente na carne para o burilamento de teu espírito.

A reencarnação é o caminho da Grande Luz.

Ama e trabalha. Trabalha e serve.

Perante o bem, quase sempre, temos sido somente constantes

na inconstância e fiéis à infidelidade, esquecidos de que tudo se

transforma, com exceção da necessidade de transformar.

Militão Pacheco

 

 

 

 

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