segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NÃO CARREGUES AO COLO

> *_NÃO CARREGUES AO COLO_*
> Meu irmão,
> Muitas vezes você pensa estar fazendo um grande bem a outrem
> satisfazendo seus caprichos, cedendo sempre, não sabendo dizer "não",
> mesmo à custa de sacrifícios. Com essa atitude você centenas de vezes
> tem prejudicado, principalmente, aqueles a quem mais ama.
> Não gosta de ver ninguém triste nem contrariado com você, porque tem
> receio de perder o amigo.
> Mesmo aqueles que você costuma carregar ao colo, quando têm eles pernas
> para caminhar, nem sempre se lembram de você com a gratidão que você
> espera. Ao contrário, alguns são contra você porque, inconscientemente,
> você os prejudicou, anulando-lhes a possibilidade de carregarem seus
> próprios fardos, de treinarem a experiência, fazendo deles comodistas,
> indiferentes e preguiçosos. E as criaturas que foram superprotegidas,
> carregadas ao colo, por assim dizer, sentem-se inseguras, incapazes de
> tomar qualquer decisão. E se angustiam, revoltando-se contra você que,
> sem querer, anulou-lhes as possibilidades de agir por conta própria.
> Seu dever, meu irmão, é ajudar, apontar o caminho e ensinar a caminhar.
> Cada um de nós deve levar seu próprio fardo, a bagagem que trouxe de
> longe, para ser carregada com esforço próprio. Se você tomar o fardo de
> outro e o colocar sobre seus ombros, no momento, isto lhe parecerá certo
> e até lhe dará alegria em fazer a tarefa de alguém a quem ama. O futuro
> dirá o prejuízo que causamos àquele que perdeu a oportunidade de
> exercitar-se e levar tombos e levantar-se com dignidade.
> É um dever nosso carregar ao colo uma criança pequenina, até o momento
> de colocá-la no chão, quando já pode andar por seus próprios pés; é um
> dever ensinar-lhe os primeiros passos, auxiliando-a pela mão, até
> deixá-la livre, aprendendo a levantar-se quando cai, e a recomeçar,
> enfrentando suas dificuldades, e novos tombos. Isto é certo.
> Assim deve proceder moral e espiritualmente. A criatura que se tornou
> dependente, tendo, embora, condições de fazer tudo sozinha, se acovarda
> e não desabrocha suas melhores qualidades.
> Ajudar ao que necessita é humano e cristão, mas não ao indolente que
> assim se tornou graças à maneira como foi criado.
> Portanto, meu irmão, aprenda a ajudar sempre que puder, não apenas aos
> entes queridos, mas a qualquer um que necessite de auxílio. Mas cuidado:
> não impeça outros de aprenderem com a própria experiência. Não carregue
> fardos alheios nem se torne muletas para ninguém. Colabore com a obra do
> Mestre, não criando impedimentos que limitem as qualidades e o pleno
> desabrochar da vida em outros, para que venham a se tornar mestre de si
> mesmos.
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> *(De "...A Verdade e a Vida", de Cenyra Pinto)*
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